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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Juíza proíbe Band de divulgar piadas contra doadora de leite

Juíza proíbe Band de divulgar piadas contra doadora de leite

Por 

Comparações esdrúxulas, de cunho indecoroso, superam o humor e causam prejuízo à imagem de quem é alvo da piada. Com base em tal alegação, a juíza  Cíntia Daniela Albuquerque, da 2ª Vara Cível de Olinda (PE) acolheu em caráter liminar ação ajuizada pela enfermeira Michele Rafaela Maximino contra a TV Bandeirantes e o humorista Danilo Gentili. Também são réus o humorista Marcelo Mansfield e a da TV Tribuna, afiliada da Bandeirantes em Pernambuco. Caso a Bandeirantes não retire de seu site as piadas feitas pelos humoristas durante o programa Agora é Tarde, deve pagar multa diária de R$ 5 mil.
Na decisão, a juíza afirmou que as piadas criou situação vexatória para ela. Segundo informações do site G1, os humoristas chamaram a enfermeira de "vaca" após a informação de que ela seria a maior doadora de leite do mundo. "A abordagem grosseira feita na matéria sem dúvida sujeitou a autora a situação vexatória, expondo indevidamente sua imagem", escreveu a juíza Cíntia Albuquerque.
Como a gravação do programa ainda pode ser vista no site da TV Bandeirantes na internet, há o risco de disseminação do conteúdo ofensivo à imagem e honra da mulher, causando dano irreparável ou de difícil reparação, continua a juíza. Isso justifica a concessão em caráter liminar de ordem para a retirada do vídeo do site, sob pena de multa diária.
Michele Maximino afirma que as piadas de que é alvo de piadas na cidade pernambucana de Quipapá também lhe causaram efeito psicológico. Acostumada a tirar entre um litro e 1,5 litro de leite por dia, a enfermeira disse que está retirando apenas meio litro por dia. Ela afirma ainda que sua imagem foi utilizada sem autorização pela Bandeirantes.
Clique aqui para ler a decisão.

Conjur

terça-feira, 2 de julho de 2013

Constrangimento: Band é condenada por exibição indevida da imagem de uma mulher beijando o ex-namorado

Constrangimento: Band é condenada por exibição indevida da imagem de uma mulher beijando o ex-namorado

Migalhas
A 3ª turma do STJ manteve decisão do TJ/RJ que condenou a Rádio e Televisão Bandeirantes Ltda. pela exibição indevida da imagem de uma mulher beijando o ex-namorado. A cena foi exibida em reportagens veiculadas pelo Jornal da Band sobre o Dia dos Namorados.
A cena do casal se beijando no calçadão da lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, gravada e veiculada em junho de 2004 mediante prévia autorização da mulher, foi reproduzida outras duas vezes – em 2005 e 2007 –, ambas sem autorização, quando o relacionamento dos dois havia terminado e ela já estava com outro namorado.
Segundo a autora, a exibição da cena causou constrangimento a ela e ao novo namorado, inclusive com comentários maldosos de colegas e questionamentos de familiares sobre sua relação com o ex, enquanto já namorava outra pessoa.
Exibição indevida
A ação foi julgada procedente pelo TJ/RJ, que condenou a TV Bandeirantes ao pagamento de indenização no valor de R$ 20.400 pelos danos morais causados pela exibição indevida da imagem. A empresa recorreu ao STJ.
Para o ministro Sidnei Beneti, relator do recurso, a exibição da cena – sem o consentimento da autora, que já nutria outro relacionamento afetivo – “sem dúvida é apta a produzir constrangimento e padecimento da moral pela exposição da cena duas vezes além da consentida”.
Segundo o ministro, os fatos reconhecidos como verdadeiros pelo TJ/RJ não podem ser rediscutidos pelo STJ, por força da súmula 7, que veda o reexame de provas em recurso especial. Para ele, considerados esses fatos e a força econômica da empresa, o valor fixado para a indenização é bem razoável. Assim, por unanimidade, a turma rejeitou o recurso da emissora e manteve integralmente o teor da condenação.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Oi?? A Band, que agora exibe o Pânico, quer discutir o tema humilhação

A Band, que agora exibe o Pânico, quer discutir o tema humilhação

Oi?? A Band, que agora exibe o Pânico, quer discutir o tema humilhação


A careca da panicat Babi Rossi (gente, como dói escrever panicat) é o assunto do momento, embora carecas em geral não despertem grandes emoções. A dela desperta, vai ver é porque ela é gostosa. A novidade é que a Band não está nada satisfeita. De acordo com o F5, rolou um climão na emissora depois do programa exibido no último domingo. Um diretor do canal disse que o alto escalão viu a brincadeira como humilhação, e isso pegou mal etc. e tal. Claro, porque todo o resto das coisas que o Pânico faz não tem nada a ver com humilhação. Aquilo tudo é a mais pura finesse, a maior expressão de amor ao próximo que a televisão brasileira já transmitiu. Pensem aí sobre esse mundo louco.
Pra você que não acompanhou a “polêmica”, o fato é que rasparam o cabelo dela ao vivo, em mais uma dessas brincadeiras hilárias feitas no programa. Babi topou “por amor à profissão e por consideração aos companheiros do Pânico“, segundo sua própria mãe, a dona Margarete Rossi. Ela também deixou claro que Babi “foi a única panicat que eles levaram da RedeTV! para a Band”. Ah, agora tá explicado. Gente! Isso tudo é medo de perder o emprego. Quem nunca? #forçanaperucababi LITERALMENTE
Mas a careca acabou sendo uma coisa boa pra Babi, que ficou mais conhecida. Ou não. Houve rumores de que ela foi oferecida pelo Pânico para posar para a Playboy  de novo, mas a revista não topou. Pode ser que ela encontre outros meios de aparecer. Dona Margarete acha, inclusive, que ela pode ajudar as pessoas que tiveram de raspar os cabelos por causa “de doença”. E nada mais inspirador para as pessoas que estão sofrendo verdadeiramente do que uma panicat que ficou careca em troca de fama e dinheiro, não é mesmo?
Fotos: reprodução Twitter

No Jezebel

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

“Mulheres Ricas” ou a fina flor do que há de mais fútil na “alta sociedade” brasileira.

“Mulheres Ricas” ou a fina flor do que há de mais fútil na “alta sociedade” brasileira. 


Essa onda de reality shows de tudo que é lixo  parece não ter fim. E, lamentavelmente, deve ter público, tal a avidez com que as emissoras procuram esse tipo de show.  O negócio é mostrar o ser humano do jeito que ele é, embora se saiba que quase tudo nesses programas é editado e alguns deles têm até script.
Os competidores sabem que estão sendo filmados e estão ali apenas em busca de uma oportunidade no mundo das celebridades. E para conseguir tal feito, fazem o que a produção pedir, sem vergonha ou pudor.  Câmeras instaladas em cantinhos estratégicos estão lá para registrar festinhas , brigas e até transas dos competidores.  Tudo como manda o figurino do sensacionalismo barato.
Quem é do ramo logo percebe que de “realidade” esses shows não têm nada.    Para o povão, entretanto,  quanto mais escracho, quanto mais tolerância, quanto mais besteirol é o que importa, caso contrário esses bbbs da vida não teriam a audiência que têm e os patrocinadores que disputam uma quota publicitária.
Como disse antes, essa onda de mesmices parece não ter fim. Leio nos jornais de hoje que até a Band, que vive pendurada em promessas de estréias que nunca acontecem,  resolveu aderir a esse tipo de programa. E anuncia a “criativa” idéia de imitar  o reality americano “Real Housewives”, com o acintoso nome de “Mulheres Ricas”.
Ora, faça-me o favor.  Num país onde a maioria das pessoas não tem acesso a bens de consumo modernos e mais da metade da população não tem nem computador, a emissora vai exibir na telinha uma cambada de mulheres fúteis e alienadas que só tem um objetivo na vida: consumir!
Nas notas publicadas nas colunas “especializadas em celebridades”, li que as mulheres seriam escolhidas “a dedo” – não sei o que quiseram dizer com isso - e que a maioria seria de São Paulo, a meca das consumidoras desvairadas, onde o que vale é carregar no peito,  como se fosse uma condecoração, o nome de uma marca famosa. Elas nem se tocam que, na verdade,  estão  fazendo propaganda gratuita para as griffes e enchendo de dinheiro  o cofre dos empresários..
O tal programa já escalou duas socialites para o programa de estréia,  Val Marchiori e Narciza Tamborindeguy, a fina flor do que há de mais fútil na “alta sociedade” brasileira.  Elas terão a incumbência de viajar a Paris, às custas de uma companhia aérea, para gravar um festival de compras na cidade Luz,  que será depois  mostrado no programa.
Ao contrário da maioria da população do planeta, dinheiro não é problema para essas duas deslumbradas senhoras,  que moram em apartamentos que valem milhões e andam nas ruas em carros blindados cercadas de seguranças. E não se envergonham em gastar fortunas num fim de semana em Ibiza ou numa tarde de compras na Daslu e outras lojas do ramo.
Agora, a pergunta que não quer calar. A troco de que a Band vai colocar no ar um reality show com personagens desse tipo? Em que essas pessoas se identificam com o dia a dia sofrido da maior parte da população brasileira?
A única resposta que encontro para essas perguntas está numa célebre frase do filósofo popular, Joãozinho Trinta, quando sentenciou certa feita: “quem gosta de miséria é intelectual, pobre gosta mesmo é de luxo”.


Direto da Redação