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terça-feira, 17 de julho de 2012

Está chegando, chegando...: Empreiteiro do DF aproxima Serra da CPI

Está chegando, chegando...: Empreiteiro do DF aproxima Serra da CPI


Empreiteiro do DF aproxima Serra da CPI



No dia 7 de maio de 2011, a revista Veja publicou uma reportagem chamada “O segredo do sucesso”, atribuindo a José Dirceu as peripécias da Delta no País. Graças à suposta influência do ex-ministro da Casa Civil, a empreiteira de Fernando Cavendish estaria se tornando uma das maiores do País (leia mais aqui).
Agora, novos grampos da Polícia Federal, colocam em xeque essa versão. São conversas entre Carlos Cachoeira e Claudio Abreu, em que tratam dessa reportagem. No diálogo 19, dos 73 que foram vazados pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, do site Conversa Afiada(leia mais aqui), Cachoeira e Abreu deixam claro que Dirceu não tem qualquer relação com os negócios da Delta. Dizem ainda que o responsável pela entrada da empreiteita no governo do Distrito Federal foi um construtor local: o empresário José Celso Gontijo, da JC Gontijo, que é uma das maiores incorporadoras de Brasília.
A conexão entre Gontijo e Serra é uma doação de R$ 8,2 milhões feita pela esposa do empreiteiro, Ana Maria Baeta Valadares Gontijo, à campanha presidencial do tucano, em 2010. Um valor muito estranho pessoas físicas, uma vez que a lei eleitoral permite apenas que se doe 10% do valor ganho num determinado ano. Para piorar, José Celso Gontijo aparece num dos vídeos do policial Durval Barbosa pagando uma propina para manter seus contratos de tecnologia no Distrito Federal.
Assista, abaixo, ao vídeo, que capta o momento da entrega do dinheiro:

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Silêncio de Cachoeira vira piada nas redes sociais



Silêncio de Cachoeira vira piada nas redes sociais


Jornal do Brasil

Os internautas não perdem tempo. Enquanto o depoimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira era transmitido em rede nacional, milhares de pessoas usaram o microblog Twitter para ironizarem o fato dele optar ficar em silêncio diante dos parlamentares.
A hashtag #PergunteaoCachoeira foi a mais utilizada na Internet brasileira nesta terça-feira. Outras expressões referentes ao depoimento, como o nome do advogado Márcio Thomaz Bastos também estiveram entre os mais comentados.
A mobilização, ainda que bem humorada, mostra a dimensão que o escândalo tomou entre os brasileiros, especialmente os mais jovens. 

terça-feira, 22 de maio de 2012

Cachoeira não responde perguntas em CPI

Cachoeira não responde perguntas em CPI


Carta Capital


Cachoeira e seu advogado, Márcio Thomaz Bastos, durante depoimento na CPI. Foto: Antônio Cruz / ABr
Cachoeira e seu advogado, Márcio Thomaz Bastos, durante depoimento na CPI. Foto: Antônio Cruz / ABr
O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, recusou-se, nesta terça-feira 22, a responder perguntas em seu depoimento à CPI que investiga suas relações com políticos e empresários. Cachoeira disse ter “muito a dizer”, mas afirmou que só irá responder às perguntas dos congressistas futuramente.
“Constitucionalmente, fui advertido pelos advogados para não falar nada. Somente depois da audiência que teremos no juiz, se por ventura achar que eu deva contribuir, podem me chamar que eu responderei a qualquer pergunta”, disse Cachoeira no início da sessão. Essa primeira audiência de Cachoeira com a Justiça deve ocorrer apenas no fim de maio ou começo de junho. A estratégia da defesa de Cachoeira é tentar anular toda a investigação que foi realizada contra ele.
Grisalho e sem óculos, Cachoeira chegou ao lado da mulher, Andressa Mendonça, e esteve o tempo todo acompanhado por seu advogado, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.
O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), foi o primeiro a fazer as perguntas. Ele desistiu de inquirir o contraventor após o terceiro questionamento sem respostas. Após o relator, outro deputados e senadores continuaram a fazer perguntas para o bicheiro, apesar da recusa de Cachoeira em dar respostas. Alguns aproveitaram para, com as perguntas, atacar seus adversários políticos.
O depoimento de Cachoeira iria ocorrer originalmente no dia 15 de maio, mas foi adiado devido a uma liminar do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal. A defesa argumentava que Cachoeira não poderia comparecer à CPI antes dele ter acesso aos inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo. Após a defesa ter acesso às investigações, Mello reviu sua decisão nesta segunda-feira 21 e o depoimento foi remarcado para esta terça-feira.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Folha mistura alhos com bugalhos: Leitor quando vê o nome da Presidenta Dilma em lista se surpreende

Folha mistura alhos com bugalhos: Leitor quando vê o nome da Presidenta Dilma em lista se surpreende 


No artigo onde Folha publica sobre os nomes que tiveram contatos com Cachoeira ou foram citados de alguma forma, é colocado o nome da Presidenta Dilma, na minha visão, de forma bastante duvidosa.


Quando li pela 1ª vez me surpreendi ao ver o nome da presidenta. Reli, e aí que compreendi que ela foi citada em conversas da "turma" do Cachoeira, Demóstenes e afins.


É muita irresponsabilidade publicar uma lista, onde os que foram apenas citados e os que tinham "negócios" com o Cachoeira, como se fosse um pacote só.

Veja lista que a Folha conseguiu identificar de deputados federais, senadores, ministros e governadores citados na lista por ordem alfabética:

Senador Aécio Neves (PSDB-MG)

Deputado distrital do DF Agaciel Maia (PTC-DF)

Governador Agnelo Queiroz (PT-DF)

Presidente DEM-DF Alberto Fraga

Secretário de Indústria e Comércio de Goiás Alexandre Baldy

Governador de Minas Gerais Antonio Anastasia

Suplente de senador Ataides de Oliveira

Procurador-geral da Justica de Goiás Benedito Torres

Governador do Paraná Beto Richa (PSDB)

Senador Blairo Maggi (PR-MT)

Senador Demostenes Torres (sem partito-DF)

Diretor da Delta Carlos Pacheco

Diretor Regional da Delta no Centro-Oeste Claudio Abreu

Jornalista Claudio Humberto

Ex-chefe de gabinete de Agnelo Queiroz Claudio Monteiro

Ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli

Presidente Dilma Rousseff

Ex-presidente do Detran de Goiás Edivaldo Cardoso

Ex-senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB)

Ex-chefe de gabinete do governo de Goiás Eliane Pinheiro

Vereador de Goiânia Elias Vaz (PSOL)

Secretário Estadual de Comunicação de Santa Catarina Ênio Branco

Dono da construtora Delta Fernando Cavendish

Vereador de Anápolis Fernando Cunha

Presidente da Caesb Fernando Leite

Prefeito de Águas Lindas (GO) Geraldo Messias (PP)

Prefeito de Nerópolis (GO) Gil Tavares (PTB)

Deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR)

Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes

Diretor da Delta na região Sul e em São Paulo Heraldo Puccini

Policial Militar, assessor do senador Demóstenes, Hrillner Ananias

Presidente da Agetop Jayme Rincon

Ex-sub-secretário de Esportes do DF João Carlos Feitosa, o Zunga

Secretário de Segurança de Goiás João Furtado

Jornalista João Unes

Diretor do Serviço de Limpeza Urbana do DF João Monteiro Neto

Jornalista Jorge Cajuru

Prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela (PMDB)

Deputado federal Sandes Junior (PP-GO)

Senador Jose Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado

Vice-governador de Goiás José Eliton (DEM)

Desembargador do TRT de Goiás Julio Cesar Brito

Deputado federal Jovair Arantes (PP-GO)

Deputado federal Leonardo Vilela (PMDB-GO)

Presidente do PRTB Levy Fidelis

Ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux

Governador Marconi Perillo (PSDB-GO)

Deputado federal Marcos Monti (DEM-MG)

Jornalista Mino Pedrosa

Diretor da Anvisa Norberto Rech

Jornalista Policarpo Jr, da revista Veja

Deputado federal Protogenes Queiroz (PC do B-SP)

Deputado distrital do DF Raad Massouh (PPL)

Secretário de Segurança do Paraná Reinaldo Sobrinho

Deputado federal Stephan Necessian (PPS-RJ)

Jornalista Renato Alves

Ex-procurador-geral do Estado de Goiás Ronald Bicca

Vereador em Goiânia Santana Gomes

Vice-governador do DF Tadeu Fillipeli (PMDB-DF)

Vereador em Anápolis Wesley Silva

Secretário de infra-estrutura de Goiás Wilder Morais

Ex-comandante da PM de Goiás Carlos Antonio Elias

Ex-governador de Tocantis Marcelo Miranda (PMDB)

Prefeito de Anápolis Antonio Gomide (PT)

Ex-vereador de Goiania e apontado como braço político do grupo de Cachoeira, Wladimir Garcêz

Para ler a íntegra, aqui

quinta-feira, 19 de abril de 2012

CPI em problemas

CPI em problemas

Janio de Freitas


A CPI talvez não ache fatos reais com sensacionalidade proporcional à expectativa criada na opinião pública 

A CPI que se oficializa hoje, para receber as indicações partidárias de seus integrantes, traz consigo um risco incomum. Inúmeras CPIs decepcionaram a opinião pública por refrearem, submetidas a interesses políticos e empresariais, as apurações de fatos e responsabilidades já bem caracterizados pelas denúncias e pelo noticiário.

A nova CPI, antecedida por farto escândalo de comunicação, talvez não encontre, nas atividades de Carlos Cachoeira que lhe cabe investigar, fatos reais com sensacionalidade proporcional à expectativa criada na opinião pública. Seria a frustração por outra via.

A não ser que a Polícia Federal esteja escondendo constatações muito graves, a CPI está diante de um problema difícil.

Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, é o assunto oficial da CPI, mas o que deu origem ao caso não foi ele nem foram suas atividades. Foi o pasmo com as relações do senador Demóstenes Torres e Cachoeira. Daí por diante, a própria Polícia Federal, abastecedora e incentivadora do noticiário, em doses de magreza suspeita, estimulou a mistura de fatos, especulações e possíveis iscas no noticiário. Todos com o mesmo tratamento e postos no mesmo nível.

De certo, porém, é que o multiempresário Carlos Augusto Ramos carrega consigo o Carlinhos Cachoeira, controlador de jogos ilegais por caça-níqueis. Como todo contraventor da sua especialidade, tem contato com políticos dos vários níveis, presta-lhes e deles recebe apoio de diferentes gêneros. No país todo, contraventores são íntimos tanto de políticos quanto da polícia. Pelos mesmos motivos.

Notabilizados por filmar e divulgar o pedido de alta propina que lhe fez Waldomiro Diniz, para assegurar-lhe a vitória em licitação na Caixa, Carlos Augusto Ramos e Carlinhos Cachoeira não constam, nos vazamentos da PF, como autores ou mandantes de crimes de morte.

Ou de outros usos da violência criminosa. Corrompem. Em benefício de sua atividade contraventora e em benefício de sua atividade empresarial. São agentes de corrupção nos níveis governamentais de prefeituras, Estados e no federal.

Desse currículo vem uma indagação: por que Carlinhos Cachoeira, preso em Goiás, foi mandado para uma penitenciária de segurança máxima em Mossoró, Rio Grande do Norte, própria para criminosos socialmente perigosos e autores de crimes monstruosos? Onde nem lhe foi permitido ter conversa direta com sua advogada?

Sobretudo se, menos de 24 horas depois, uma juíza considerava inexistir motivo para Carlinhos Cachoeira estar em prisão de segurança máxima, estar impedido de contato direto com a advogada, e estar no Rio Grande do Norte, e não em Goiás e Brasília sob condições normais de prisão.
CPI e Polícia Federal não precisam buscar as respostas. É assunto, grave e urgente, para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e para a corregedoria e o pleno do Conselho Nacional de Justiça.
Tudo indica a repetição de uma brutalidade contra a legislação penal, contra a legislação de direitos humanos, e nostálgica dos modos da ditadura.

Contraventor, criminoso, ou lá o que seja, em democracia tem que ser tratado em respeito às leis do regime: Mossoró não é Guantánamo.

Oposição e governistas, representadas nas relações de Carlinhos Cachoeira, não querem aprofundar na CPI as investigações de políticos. Mas, se a PF não esconde um arsenal para abri-lo quando lhe convier -sabe-se lá porquê e para quê, a CPI de Carlinhos Cachoeira vai ser mesmo a CPI dos seus políticos. E ninguém sabe quantos, quais são e de que partidos.



No ConteúdoLivre

terça-feira, 17 de abril de 2012

Deputado Protógenes: Resposta para a revista Veja


Deputado Protógenes: Resposta para  a revista Veja

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Caros Editores,

A respeito da matéria "Eles querem apagar o mensalão", da edição 2265, de 14/04/ 2012, página 78, gostaria de esclarecer que meu contato com o Sargento Idalberto Matias Araújo, o Dadá, apontado como integrante do esquema de contravenção conhecido como caso "Cachoeira", deu-se exclusivamente à época da Operação Satiagraha, quando o mencionado oficial era o ponto de ligação entre o Serviço de Inteligência da Aeronáutica e a Diretoria de Inteligência da Polícia Federal, onde eu era lotado.

Portanto, minha foto publicada num infográfico do contraventor “Carlinhos Cachoeira” (página 80 da citada matéria), encontra-se totalmente fora de contexto, insinuando de forma tendenciosa e faltosa com a verdade que integro um suposto esquema do referido empresário goiano.

Aproveito para esclarecer que o pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o possível envolvimento de parlamentares no chamado "Caso Cachoeira" é de minha autoria, fato em nenhum momento noticiado na reportagem.

Atenciosamente,

Protógenes Pinheiro de Queiroz
Deputado Federal pelo PC do B/SP