Mostrando postagens com marcador PF. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PF. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Conheça os “garotos” da PF que algemaram Cachoeira

Conheça os “garotos” da PF que algemaram Cachoeira



Têm menos de 40 anos os dois delegados responsáveis pelas operações que levaram à prisão Carlinhos Cachoeira

Os integrantes da CPI mista no Congresso vão se surpreender quando conhecerem os delegados que chefiaram as operações que culminaram com a prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira, de seus veteranos arapongas e até de experientes colegas policiais envolvidos com o esquema. Tratam-se de Mateus Rodrigues, 36 anos, que coordenou a Monte Carlo, e Raul Souza, 38, que comandou a Vegas, há dois anos, embrião de tudo. Mateus, integrante do Departamento de Inteligência Policial (Dip), está na PF há oito anos, e Raul, há nove. Ele atualmente compõe o Núcleo de Inteligência Policial (Nip) de Goiás.

‘Estágio’ 
Paulista, Mateus Rodrigues passou temporada no Rio, onde atuou no Departamento de Repressão a Entorpecentes, subindo morros atrás de traficantes.
Discrição 
Os depoimentos dos delegados na CPI serão sigilosos. Raul depõe na terça (8), e Mateus na quinta (10). Ambos se destacam na corporação pela discrição e disciplina.


.

domingo, 29 de abril de 2012

Na política brasileira, Carlinhos Cachoeira tem hoje força incomparável; está muito além da PF

Na política brasileira, Carlinhos Cachoeira tem hoje força incomparável; está muito além da PF 


Coisa de profissional - Janio de Freitas

CPI mista de Senado e Câmara, Conselho de Ética do Senado e a agitação pré-campanha eleitoral das eleições municipais -é uma salada experimental bastante criativa, embora de sabor incerto, que será preparada em maio para servir-se em junho, quando as pré-candidaturas e as já candidaturas estarão fumegando.

Tal entrelaçamento, por si só, torna possíveis dois rumos: a CPI ou o conselho ou ambos se esvaziam em poucas semanas, ou, em direção oposta, se entrelaçam em um processo capaz de efeitos muito além dos presumidos.

Dentre os fatores que decidirão entre um sentido e outro, Carlos Augusto Ramos, ou Carlinhos Cachoeira, tem a primazia absoluta.

Na política brasileira, Carlinhos Cachoeira tem hoje força incomparável. As gravações e a investigação (da qual não se tem notícia) feitas pela Polícia Federal são capazes de produzir muitos abalos.
A depender, primeiro, de até onde sejam liberadas; depois, de até onde sejam utilizadas. Nunca se tem certeza de uma coisa nem a influência necessária para a outra (nesta última carência, o caso Renan Calheiros e suas vaquinhas milagrosas é exemplar).

Mas Carlinhos Cachoeira está muito além da Polícia Federal.

Quem se dá ao cuidado de comprar telefones com pretensa proteção contra gravações, e os distribui para uso com seus interlocutores especiais, não é amador. Carlinhos Cachoeira é profissional.
Suas providências para contar com o auxílio da Receita Federal e da Infraero, ao voltar dos Estados Unidos a Brasília, são sugestivas, tratando-se de alguém afeito a telefones protegidos, câmeras, microfones e gravadores imperceptíveis, e outras últimas gerações.

E afeito já experimentado. O vídeo que Carlinhos Cachoeira divulgou no começo do governo Lula, com Waldomiro Diniz lhe pedindo comissão, foi feito bem antes. Tem mais de dez anos. O que indica precauções profissionais muito anteriores ao uso recente de telefones Nextel.

A dedução lógica é a de que esse profissional não deixou, jamais, de registrar, por algum ou por todos os modos possíveis, cada palavra e cada ato capaz de desestimular, se necessário relembrá-lo, uma simples recusa, quanto mais a insensatez de uma hostilidade.

Companheiros, sócios, amigos, muito bem agraciados com favores, presentes e recompensas aos serviços e às boas relações.

Aos contatos novos, a simpática abertura de relacionamento, sempre à disposição. É muita gente, foram muitos serviços e negócios, foram muitas recompensas. Mas profissional sabe o que é a vida e não dispensa as maneiras de acautelar-se contra suas armadilhas.

Ou alguém pensaria que os temores e os medos que mal se disfarçam, em Brasília e em vários Estados, com relação à CPI e em todos os pisos da política e dos negócios sombrios, são uma epidemia de transtornos psicológicos?

Carlinhos Cachoeira nem precisaria mostrar muito. Não é certo nem sequer que mostre alguma coisa porque pode ter ainda a esperança de amparos e saídas que o salvem do futuro amargo. Esperança inútil, tudo indica. E talvez o caminho oposto é que o levasse à solução menos onerosa. Embora a menos desejada por todas as partes da salada de agitações: a delação premiada, ou algo assim.



Vi no ConteúdoLivre

sábado, 28 de abril de 2012

Demóstenes: Despachante de luxo

Demóstenes: Despachante de luxo



 


As gravações feitas pela Polícia Federal, na Operação Monte Carlo, das conversas telefônicas entre o senador Demóstenes Torres (GO) e Carlos Cachoeira, revelam que o parlamentar era um faz tudo do contraventor. Elas revelam a intimidade e a parceria de ambos. Mostram ainda que o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) é mais articulado com o contraventor do que admitiu até agora. 






Ilimar Franco

sexta-feira, 20 de abril de 2012

PF não dá moleza a Carlinhos Cachoeira e fontes da PF afirmam que Cachoeira tem medo de ser assassinado

PF não dá moleza a Carlinhos Cachoeira e fontes da PF afirmam que ele tem medo de ser assassinado


Os delegados da polícia estão pressionando o bicheiro para que faça um acordo de delação premiada e entregue todo o esquema de corrupção que foi montado, informa Leandro Mazzini, da Coluna Esplanada



PF pressiona Cachoeira por delação premiada
Os delegados da Polícia Federal fazem pressão para que o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo, entre na delação premiada e entregue a quadrilha toda. Para pressioná-lo, não lhe dão vida fácil. Cachoeira foi colocado num camburão e viajou nele por três horas e 50 minutos pela estrada da penitenciária de Mossoró (RN) até Natal. Ali, nada de jatinho: embarcou num avião comercial, com escala, ouvindo ironias dos passageiros. E, no presídio da Papuda, em Brasília, está em cela com 22 detentos. A situação só melhora se ele começar a falar o que sabe.
Jatinho, só o advogadoJá seu advogado, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, foi de jatinho até Mossoró para orientar o cliente. E mandou ele não abrir a boca nem para assoviar.
MedoFontes da PF afirmam que o bicheiro tem medo de ser assassinado. A segurança será reforçada nas suas idas à CPI mista no Congresso.

No Congresso em Foco

quinta-feira, 19 de abril de 2012

CPI em problemas

CPI em problemas

Janio de Freitas


A CPI talvez não ache fatos reais com sensacionalidade proporcional à expectativa criada na opinião pública 

A CPI que se oficializa hoje, para receber as indicações partidárias de seus integrantes, traz consigo um risco incomum. Inúmeras CPIs decepcionaram a opinião pública por refrearem, submetidas a interesses políticos e empresariais, as apurações de fatos e responsabilidades já bem caracterizados pelas denúncias e pelo noticiário.

A nova CPI, antecedida por farto escândalo de comunicação, talvez não encontre, nas atividades de Carlos Cachoeira que lhe cabe investigar, fatos reais com sensacionalidade proporcional à expectativa criada na opinião pública. Seria a frustração por outra via.

A não ser que a Polícia Federal esteja escondendo constatações muito graves, a CPI está diante de um problema difícil.

Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, é o assunto oficial da CPI, mas o que deu origem ao caso não foi ele nem foram suas atividades. Foi o pasmo com as relações do senador Demóstenes Torres e Cachoeira. Daí por diante, a própria Polícia Federal, abastecedora e incentivadora do noticiário, em doses de magreza suspeita, estimulou a mistura de fatos, especulações e possíveis iscas no noticiário. Todos com o mesmo tratamento e postos no mesmo nível.

De certo, porém, é que o multiempresário Carlos Augusto Ramos carrega consigo o Carlinhos Cachoeira, controlador de jogos ilegais por caça-níqueis. Como todo contraventor da sua especialidade, tem contato com políticos dos vários níveis, presta-lhes e deles recebe apoio de diferentes gêneros. No país todo, contraventores são íntimos tanto de políticos quanto da polícia. Pelos mesmos motivos.

Notabilizados por filmar e divulgar o pedido de alta propina que lhe fez Waldomiro Diniz, para assegurar-lhe a vitória em licitação na Caixa, Carlos Augusto Ramos e Carlinhos Cachoeira não constam, nos vazamentos da PF, como autores ou mandantes de crimes de morte.

Ou de outros usos da violência criminosa. Corrompem. Em benefício de sua atividade contraventora e em benefício de sua atividade empresarial. São agentes de corrupção nos níveis governamentais de prefeituras, Estados e no federal.

Desse currículo vem uma indagação: por que Carlinhos Cachoeira, preso em Goiás, foi mandado para uma penitenciária de segurança máxima em Mossoró, Rio Grande do Norte, própria para criminosos socialmente perigosos e autores de crimes monstruosos? Onde nem lhe foi permitido ter conversa direta com sua advogada?

Sobretudo se, menos de 24 horas depois, uma juíza considerava inexistir motivo para Carlinhos Cachoeira estar em prisão de segurança máxima, estar impedido de contato direto com a advogada, e estar no Rio Grande do Norte, e não em Goiás e Brasília sob condições normais de prisão.
CPI e Polícia Federal não precisam buscar as respostas. É assunto, grave e urgente, para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e para a corregedoria e o pleno do Conselho Nacional de Justiça.
Tudo indica a repetição de uma brutalidade contra a legislação penal, contra a legislação de direitos humanos, e nostálgica dos modos da ditadura.

Contraventor, criminoso, ou lá o que seja, em democracia tem que ser tratado em respeito às leis do regime: Mossoró não é Guantánamo.

Oposição e governistas, representadas nas relações de Carlinhos Cachoeira, não querem aprofundar na CPI as investigações de políticos. Mas, se a PF não esconde um arsenal para abri-lo quando lhe convier -sabe-se lá porquê e para quê, a CPI de Carlinhos Cachoeira vai ser mesmo a CPI dos seus políticos. E ninguém sabe quantos, quais são e de que partidos.



No ConteúdoLivre

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Que poder é esse que ninguém "sabia"?: Cachoeira determinava até promoções de PMs em Goiás

Que poder é esse que ninguém "sabia"?:  Cachoeira determinava até promoções de PMs em Goiás


Além de utilizar a estrutura da Polícia Civil e Militar para proteger o funcionamento de bingos, a organização criminosa comandada pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, também indicava membros da quadrilha para promoções dentro da Polícia Militar de Goiás (PM-GO), segundo o inquérito da Polícia Federal (PF) sobre a Operação Monte Carlo. O ex-comandante-geral da PM-GO, coronel Carlos Antônio Elias, negou qualquer influência do grupo de Cachoeira nos quadros da corporação.
Foto: AE
Segundo a PF, grupo de Carlinhos Cachoeira determinava até quem receberia promoção na Polícia Militar de Goiás
De acordo com o inquérito da PF, o capitão Antonil Ferreira dos Santos foi promovido pelo coronel Elias “mediante exigências da Organização Criminosa”. “O que demonstra possivelmente uma forma de a Organização Criminosa retribuir algum serviço ou favor prestado pelo referido capitão”, afirma o relatório. Antonil é apontado pela PF como um dos policiais responsáveis pela segurança ostensiva de cassinos em Valparaíso e pelo fechamento bingos concorrentes após ordens do grupo de Carlinhos Cachoeira.
A suspeita da PF ocorreu após a gravação de uma conversa entre o braço direito de Cachoeira, Lenine Araújo de Souza, e o coronel Elias, em 21 de dezembro de 2010. Conforme a investigação, eles discutiam possíveis promoções nos quadros da PM-GO. Durante a conversa, Lenine faz referência ao nome de Antonil. O então comandante-geral da Polícia Militar respondeu. “Então, tá bom. Lá.... tá defendendo gente boa, aí. Vamos pegar esses menino (sic) e ajudar eles”, declarou Elias conforme interceptação telefônica autorizada pela Justiça.
Em 23 de dezembro, foi publicado um listão no site da PM-GO contendo os nomes dos policiais promovidos por merecimento. O nome de Antonil estava entre eles. Seis dias depois, o agora capitão Antonil manteve contato com Lenine agradecendo a suposta indicação ao cargo. “Oi moço. Tô te passando o rádio aí, só pra você, é... só pra te dar a notícia aí que eu ia.... minha Promoção saiu. Tranquilo! Eu peguei minha Estrela hoje e foi publicada agora de manhã no Diário Oficial”, declarou Antonil na conversa telefônica interceptada pela PF. Lenine respondeu. “Se depender de nós, cê sabe que... O que tiver ao nosso alcance, a gente corre atrás mesmo”.
Na tarde deste domingo (8), o ex-comandante-geral da Polícia Militar disse que desconhecia o diálogo interceptado pela PF. Ele negou qualquer tipo de indicação por parte do grupo de Cachoeira. Elias explicou que a promoção de Antonil ocorreu por antiguidade. “A pontuação (exigência para promoção de cargos na PM-GO) não é feita pelo comandante. Ela é feita por uma comissão. Por uma comissão independente. Ela não requer que eu interfira nisso”, explicou. “Independente de quem pediu (a indicação), ele teria conseguido”, complementou Elias.
O relatório da PF também afirma que o coronel Elias cobrou um suposto pagamento à organização criminosa de Carlinhos Cachoeira por intermédio de uma mulher identificada como Eliane. Em diálogo interceptado no dia 10 de janeiro de 2011, Eliane cobra de Lenine esse pagamento após saber que Cachoeira não tinha autorizado a transação. O dinheiro, na interpretação da PF, seria utilizado para o coronel saldar dívidas pessoais.
Para a PF, o coronel Elias também tinha recebido a promessa da organização criminosa de Cachoeira de permanecer no comando da Polícia Militar de Goiás. “É porque, realmente, a gente deu a esperança pra ele, que ele pu..., talvez, pudesse continuar” afirma Eliane sobre o ex-comandante-geral da PM-GO, conforme a PF. O coronel também negou esse pedido de pagamento levantado pela Polícia Federal. “Não teve isso não. Minha vida é totalmente aberta e transparente em relação a esses fatos”, declarou. Oficialmente, ele tinha a expectativa de continuar no cargo mais pelos “bons serviços” do que por alguma eventual ligação com o grupo de Cachoeira.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Mãe de estudante da Uniban preso por racismo já havia denunciado filho por agressão

Mãe de estudante da Uniban preso por racismo já havia denunciado filho por agressão

Marcelo-ValleEla apanhou por não concordar com a mudança da TV para o quarto dele
O brasiliense e ex- estudante da Uniban Marcelo Silveira já tinha três queixas registradas contra ele na polícia, no ano passado. Duas delas, de difamação e ameaça, aconteceu depois de ele publicar mensagens racistas em um site de relacionamentos na internet. A outra denúncia foi feita por ele atacar a própria mãe com socos e pontapés. A agressão teria acontecido porque a vítima não concordou com a mudança da TV para o quarto dele.
Silveira e Emerson Rodrigues foram detidos, na última quinta-feira (22), durante uma operação da Polícia Federal em Curitiba (PR). Eles são suspeitos de manter uma página na internet com mensagens de ódio contra negros, nordestinos, judeus, mulheres e homossexuais. Eles também estimulam o sexo com menores de idade.
De acordo com a polícia, a dupla planejava ataques a estudantes de Ciências Sociais da UnB (Universidade Federal de Brasília). Eles ainda são suspeitos de fazerem parte de uma seita que seria a mesma seguida pelo assassinado de Realengo.
Em conversa com o R7, uma denunciante do caso, que não quis se identificar, disse que conheceu Rodrigues e ele sempre foi um homem muito violento. Segundo a mulher, ele afirmava constantemente que não gostava de negros, homossexuais e judeus.
- Ele é um homem extremamente inteligente, porém muito violento, descontrolado, agressivo e racista.
Nos perfis de Rodrigues nas redes sociais, ele se descrevia como engenheiro que já havia atuado em diversos países do mundo, mas afirmava que não tinha diploma.
Ele dizia também que queria ir embora do Brasil e conseguir a cidadania italiana, onde a maioria das pessoas é loira e as mulheres "não tomam o espaço de trabalho dos homens". Segundo suas publicações, as mulheres que tivessem relação sexual com negros deveriam morrer. Assista ao vídeo:


Fonte: R7

sábado, 24 de dezembro de 2011

PF e Polícia Civil prendem prefeito de Serra do Mel indícios apontam como o mandante do assassinato do blogueiro Ednaldo Figueira

PF e Polícia Civil prendem prefeito de Serra do Mel acusado de ser mandante do assassinato do blogueiro Ednaldo Figueira


Um trabalho conjunto da Polícia Federal e Polícia Civil resultou na prisão do prefeito do município de Serra do Mel, Josivan Bibiano de Azevedo, na manhã deste sábado (24). De acordo com nota divulgada pelas autoridades, o cumprimento do mandado de prisão preventiva faz parte da operação "Matadores de Aluguel", que investiga o assassinato do jornalista e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no município, Ednaldo Figueira.

A ordem de prisão foi determinada pelo Tribunal de Justiça do RN após representação da Procuradoria de Justiça do Estado (MPE), a qual entendeu que haveria fortes indícios que apontam o denunciado como o mandante do citado crime.

O preso inicialmente foi encaminhado a PF, e em seguida será custodiado numa das unidades do Sistema Penitenciário do Estado.

Memória

Ednaldo Figueira foi assassinado em 15 de julho de 2011. Ele foi foi executado às 22h, quando saía do trabalho na Vila Brasília. O crime teria motivação política, porque a vítima também mantinha um blog na internet e fazia criticas à classe política local.



No TribunadoNorte