Mostrando postagens com marcador Gurgel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gurgel. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Collor acusa Gurgel de chantagear Demóstenes

Collor acusa Gurgel de chantagear Demóstenes

Viomundo

Collor pede convocação de procurador-geral e de jornalista da revista Veja


O senador Fernando Collor (PTB-AL) acusou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de ter chantageado durante dois anos o então senador Demóstenes Torres (GO), um dos principais acusados de envolvimento no esquema do contraventor Carlos Cachoeira, cassado pelo Senado. Segundo ele, Gurgel “segurou” o inquérito da Operação Vegas para poder influenciar Demóstenes.
Collor afirmou também que Gurgel e a revista Veja davam cobertura ao esquema de Cachoeira.
O senador insistiu que a comissão precisa ouvir o procurador Roberto Gurgel e também o jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja em Brasília, além do dono da editora Abril, Roberto Civita, “e outros quetais”.
Policarpo Júnior foi apontado como autor de dossiê utilizado na tentativa de chantagem ao juiz federal Alderico Rocha Santos, de Goiânia. O jornalista também aparece nas escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal.
O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) lembrou a defesa do procurador Roberto Gurgel, afirmando que ele tem sido vítima de insistentes tentativas de intimidação. “Começo a desconfiar de que essa comissão esteja sendo vítima de uma conturbação para não chegar a lugar algum”, disse.
A reunião da CPMI prossegue na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.

sábado, 4 de agosto de 2012

Sem provas, como condenar?

Sem provas, como condenar?


Foram 4 horas e 38 minutos de leitura enfadonha, arrastada.

Durou este tempo todo, ontem, no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), a acusação feita pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contra os 38 réus no chamado mensalão.

Só dois - Antônio Lamas e Luiz Gushiken - acabaram sendo absolvidos por Gurgel.

Mas o que chama a atenção na peça acusatória é a falta de provas documentais contra os outros 36.

O próprio procurador-geral da República reconheceu não haver tais provas, mas sim testemunhos contra os acusados - especialmente contra José Dirceu, em quem descarregou as suas baterias.

Na Folha de S.Paulo, Marcelo Coelho diz que "provavelmente tudo foi como Gurgel descreve" e faz uma ressalva em tom de interrogação: "Mas será que isso constitui prova suficiente, do ponto de vista jurídico, para condenar José Dirceu?"

No site da revista CartaCapital, Claudio José Langroiva Pereira, professor-doutor em Direito Processual da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, garante que sem provas documentais "a argumentação da PGR pode ser rejeitada pelo STF."

Daí as críticas dos advogados dos réus, relatadas em reportagem do jornal O Globo.

Sem provas documentais, os ministros do Supremo ousarão condenar alguém apenas com base em testemunhos?

Eu acho que não.

Mas vocês poderão achar diferente, é claro.

Leiam aquiaqui e também aqui e tirem as suas próprias conclusões.



.Nominuto