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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Justiça do Rio determina que Estado reintegre servidor público acusado de subversão

Justiça do Rio determina que Estado reintegre servidor público acusado de subversão

O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) determinou que o Estado do Rio reintegre um servidor público demitido durante a ditadura militar.  O homem foi preso e torturado, mesmo alegando não ter comportamentos subversivos.


Roberto Costa trabalhava como professor estadual, jornalista e ainda exercia atividade sindical. Foi preso e torturado nos anos 70 devido a uma homonímia (pessoas que possuem o mesmo nome) e  para sua segurança, precisou mudar seu nome e passou a viver escondido, tendo sido, por isso, demitido do serviço público estadual por abandono de cargo.

Na decisão, a juíza determinou que Roberto seja reintegrado no mesmo cargo que exercia, concedendo-lhe todas as vantagens e atualizando os triênios e as verbas atrasadas, bem como concedendo-lhe a aposentadoria em virtude de ele já possuir 70 anos de idade.

Em seu recurso, o Estado do Rio alegou ter havido prescrição administrativa da pretensão do autor do processo, mas a relatora do acórdão da 5ª Câmara Cível, desembargadora Cristina Teresa Gaulia, considerou que a mesma não aconteceu e manteve a decisão da juiza Neusa Regina de Alvarenga Leite, da 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital.


Número do processo: 0289201-65.2010.8.19.0001


Última Instância

sábado, 17 de março de 2012

Mundo capitalista: Alunos protestam, em frente a faculdade, contra a demissão do professor Edson Flosi, 71 anos, que está com câncer

Mundo capitalista: Alunos protestam, em frente a faculdade, contra a demissão do professor Edson Flosi, 71 anos, que está com câncer 








quarta-feira, 7 de março de 2012

Criminalizaram o direito ao protesto?: RJ: professor pode pagar multa por protesto sobre barcas

Criminalizaram o direito ao protesto?: RJ: professor pode pagar multa por protesto sobre barcas

O professor Henrique Campos está sendo acusado de apologia ao crime por vídeo na internet . Foto: Giuliander Carpes/Terra
O professor Henrique Campos está sendo acusado de apologia ao crime por vídeo na internet 


A liminar que obriga o Psol a pagar R$ 5 milhões em caso de dano ao patrimônio das Barcas S.A. envolve também o nome de uma pessoa física. Henrique Campos Monnerat, professor de história da rede estadual, será responsabilizado na Justiça junto com o partido caso haja desordem no protesto que acontece na manhã desta quinta-feira na Estação Araribóia, em Niterói.
"É um absurdo. Estou sendo usado como bode expiatório", afirmou o manifestante, que postou um vídeo na internet contra o aumento dos serviços. "Eu ganho R$ 750 por mês e uso as barcas todo dia. Como o governador acha que vou poder pagar R$ 4,50 pelo serviço?", questionou.
Henrique foi intimado a depor na 76ª. Delegacia de Polícia e está sendo acusado de apologia ao crime. "É uma tentativa clara de intimidação dos movimentos sociais", classificou.
Durante todo o protesto, os líderes da manifestação tentaram conter os manifestantes mais exaltados. Como forma de precaução, pediram para ninguém entrar na estação. Todos ficaram reunidos apenas em frente ao local.
Os manifestantes consideraram o adiamento do aumento - que deveria ter entrado em vigor nesta quinta-feira, mas ficou para sábado - como a primeira vitória do protesto.
A manifestação de hoje de manhã ocorreu na praça Araribóia, em Niterói, e foi comandada pela presidente estadual do Psol e deputada estadual Janira Rocha, que se mantém postura contra o aumento após votação na Assembleia Legislativa do Rio. "A população vem sofrendo com as barcas. Ocorreram vários acidentes recentemente e o serviço é ruim", reclamou.


No Terra

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Salário de professor

Salário de professor





concurso professor df 300x300 Salário de professorEstava me deslocando de carro com o rádio ligado em um programa de notícias locais. O entrevistado era o secretário municipal de Educação. A cada pergunta feita pelo experiente jornalista – que de poder entende tudo, vinha uma resposta redondinha.
A impressão que os ouvintes tinham, e também o próprio entrevistador, era de que a Educação básica em Cuiabá estava entre as melhores do mundo. Não se faz Educação de qualidade sem professores qualificados e motivados. Com alunos em espaços físicos inadequados, sem bibliotecas, laboratórios, áreas de lazer e alunos em tempo integral.
Para exercer a função de professor é necessário possuir curso superior e enfrentar um concurso público. Após ouvir maravilhas sobre esta Educação pública desconhecida pela população de Cuiabá – não se esquecendo de que os filhos dos ricos e políticos, frequentam Escolas particulares – veio a pergunta que todos os ouvintes gostariam de escutar: “Quanto ganha um professor de ensino básico na rede pública municipal?”.
A resposta não foi tão rápida como aquelas em que o secretário afirmou que não tínhamos crianças fora da Escola; que o número de creches estava sendo aumentado e que a Educação infantil caminhava para a sua universalização. Após uns segundos, o secretário respondeu: “Dentre as capitais brasileiras, Cuiabá é a segunda que melhor remunera os seus professores”.
Diante dessa afirmação, o jornalista, e, claro, os ouvintes, quiseram saber o valor desses salários. “Em meio período (20h), o professor ganha cerca de R$ 1.360. Em dois turnos (40h), o dobro” – respondeu o secretário. Estava encerrada a entrevista.
Tenho uma faxineira que nem sei se tem instrução primária. Chegou à minha casa indicada por amigos por seus méritos pessoais. Trabalha seis horas por semana, com direito a auxílio transporte, café da manhã, lanche, almoço e banho no final do expediente.
Não lava ou passa roupas, não cozinha, apenas faz a manutenção semanal do meu apartamento. Pago com satisfação R$ 85,00 por visita. Em um rápido cálculo verifiquei que, trabalhando cinco dias por semana, seu salário líquido era superior ao de um professor da segunda capital do Brasil a melhor pagar seus educadores.
Os nossos administradores públicos têm a infeliz mania de tapar o sol com a peneira. Se compararmos o salário que o mercado de trabalho oferece a outras categorias profissionais, veremos que o Brasil remunera muito mal seus professores. E o pior: parece que nossos dirigentes não têm consciência disso, ou têm?
No mínimo, eles deveriam reconhecer a nossa real situação educacional, qual seja: de baixíssima qualidade. Pesquisas recentes demonstram que é a estupidez de alguns países que os impede de investirem pesadamente na formação e profissionalização dos seus mestres, e Educação das suas crianças.
Diante dessa visão caolha com relação à Educação – e providencial para a sobrevivência de alguns grupos políticos – estaremos eternamente condenados a ser exportadores de alimentos e matéria- prima para os países que priorizaram a Educação.
A boa Educação passa, necessariamente, pelo bom professor.
Como somos um país rico, o projeto de lei mais importante que tramita no Congresso Nacional é aquele em que se dará o título de Heróis Nacionais aos jogadores titulares, e aos reservas, dos campeonatos mundiais de futebol de 1958, de 1962 e de 1970.
O texto prevê ainda um prêmio de R$ 100 mil para cada jogador titular e reserva, e um auxílio especial para a aposentadoria de heróis, como Pelé, Zagalo, Tostão, Rivelino, Leão e tantos outros atletas que tanto fizeram por eles, digo, pelo Brasil. Ser professor no Brasil é uma opção de vida quase sacerdotal. Herois são os da mídia, como a Luiza que voltou do Canadá.
Gabriel Novis Neves é médico e ex-reitor da UFMT.
** Fonte: Diário de Cuiabá (MT).
*** Publicado originalmente no site Adital.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Professor chama alunos de ‘retardados’ no Facebook

Professor chama alunos de ‘retardados’ no Facebook 


Um comentário postado no Facebook por um professor da Universidade Paulista (Unip) azedou o fim de ano da turma concluinte do curso de Propaganda e Marketing do câmpus da Vila Guilherme, na zona norte de São Paulo. Na sexta-feira, véspera da apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), Ricardo Moreira da Silveira, um dos professores da banca avaliadora, escreveu em sua página na rede social: “Amanhã tenho banca na Unip. Tenho que ir lá reprovar os retardados”.



Como o perfil do docente era público, o comentário estava visível para todos os estudantes, que acabaram vendo a mensagem na segunda-feira seguinte. Silveira é advogado e dava aulas de direito e legislação publicitária. “É irônico, porque ele ministrou aula de ética e fez um comentário, no mínimo, antiético. Fiquei estarrecido. A classe toda ficou chocada”, conta Bruno, de 27 anos, que prefere não revelar o sobrenome.
Os alunos tiraram um print screen do perfil do professor no Facebook e fizeram uma reclamação formal à coordenadora do curso, Vânia Toledo, no mesmo dia em que viram. Segundo os estudantes, a faculdade abriu uma sindicância e afastou o professor. “No dia seguinte (terça) ele não foi dar aula. As questões da matéria dele foram retiradas de um provão de todas as disciplinas que fizemos ao final do curso”, relata o estudante Leandro, 23. O professor apagou sua página da rede social.
Os estudantes destacam que o docente era bom professor, mas se queixam de não ter recebido nenhuma retratação dele, nem da instituição. O grupo avaliado afirma que Silveira foi bastante rigoroso durante a banca e solicitou algumas correções, mas aprovou os estudantes.
Foto: Reprodução


Para Bertha de Borja Reis do Valle, professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenadora de um grupo de professores de educação a distância, o docente foi infeliz e poderia ter prejudicado os estudantes, que estavam tensos na véspera da banca. “Nas redes sociais, qualquer pessoa tem que ter muito cuidado".
A Unip afirma que não vai se pronunciar sobre o assunto. Procurado pela reportagem, Silveira preferiu não dar entrevista.


sábado, 15 de outubro de 2011

Paulo Freire: A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes


Paulo Freire: A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes

Verdades da Profissão de Professor

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.