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sábado, 1 de junho de 2013

O problema do discurso de ódio do Facebook

O problema do discurso de ódio do Facebook

Observatório da Imprensa

Tradução de Jô Amado, edição de Larriza Thurler. Informações de Mary Elizabeth Williams [“Facebook’s hate speech problem”, Salon, 21/5/13]

Quando três adolescentes da região de Chicago foram acusados, no último fim de semana, de estuprar uma menina de 12 anos – e em seguida postar um vídeo da agressão em suas páginas no Facebook – era uma história tão revoltante quanto plausível. Afinal, você não tem que procurar muito no Facebook para encontrar imagens de mulheres sendo humilhadas ou de grupos que se dedicam a rir da violência contra as mulheres. Mas uma ousada carta aberta ao Facebook, divulgada na terça-feira (21/5), espera mudar isso.
Na carta, Jaclyn Friedman, da entidade Women, Action, & the Media, a escritora Soraya Chemaly e a idealizadora do projeto Everyday Sexism, Laura Bates, e dúzias de outras ativistas e grupos exigem do Facebook que “reconheça o discurso que banaliza ou glorifica a violência contra meninas e mulheres como um discurso de ódio” e que treine seus moderadores para o reconhecerem e removerem. Pede aos usuários do Facebook que “contatem anunciantes cujos anúncios foram publicados ao lado do conteúdo que visa às mulheres pela violência”. É um pedido feito com frequência, mas pode ser que desta vez seja ouvido.
Em apenas nove anos, o Facebook tornou-se parte do cotidiano das vidas de milhões de pessoas. Não há dúvida de que tem uma quantidade assombrosa de conteúdo que se propaga a um ritmo que é impossível acompanhar. O trabalho de moderar comunidades online é um dos mais difíceis e ingratos do universo e as falsificações e adulterações são inúmeras e infatigáveis. Ainda assim, o histórico do Facebook é espantoso.
Mulher é estuprada por gangue
Normalmente, o Facebook trata as mulheres que divulgam imagens de si próprias dando de mamar como, nas palavras da educadora Emma Kwasnica, “pornógrafas”, removendo as fotografias. Apaga as fotos desobreviventes de câncer de mama. Somente quando são desafiados direta e publicamente – ou simplesmente quando os moderadores não compreendem – essas imagens, que nada têm de pornográfico, sobrevivem. No entanto, uma busca fácil irá produzir numa fan page de “saia para cima” a imagem de uma moça que nitidamente deixou sua calcinha em casa. Um rápido exame de uns poucos grupos que existem encontrará inúmeras referências humorísticas a vadias e ao que um punho cerrado pode fazer para endireitá-las.
Muito mais inquietantes, no entanto, são as inúmeras imagens pró-estupro e agressão que aparecem por todo o Facebook – muitas vezes ao lado de anúncios inócuos de livros de áudio e empresas aéreas. Tais como a imagem de uma mulher, em cima de uma pilha de lixo e em baixo de um lance de escadas, com a mensagem “Da próxima vez, não fique grávida” ao lado de um anúncio do Pringles. É por isso que alertar os anunciantes para o contexto em que suas mensagens aparecem é tão crucial. Talvez Pringles não queira ser o aperitivo oficial de cidadãos que jogam mulheres grávidas escada abaixo. Talvez a Duracell não queira carregar o aparelho de gente que “mata putas como você”. Um meme #Fbrape divulgado no Twitter na terça-feira já inspirou um dilúvio de tuítes e algumas possíveis ações prometedoras. Zipcar, por exemplo, prometeu “Não perdoamos o discurso de ódio contra as mulheres. Estamos verificando isto imediatamente.”
Mas o problema é mais profundo que as piadas e imagens sobre estupro e violência, passando para o reino do estupro e violência concretos. Soraya Chemaly, uma das autoras do projeto, disse na terça-feira que no outono passado uma leitora entrou em contato com ela via Facebook e disse-lhe que investigasse algo que encontrara ali postado. “Ela disse que já havia comunicado várias vezes e que a coisa já vinha há bastante tempo”, disse ela. Era um vídeo, de quase sete minutos, de uma mulher que caminhava pela calçada e que é agarrada e estuprada por uma gangue. “Estava no ar há 24 dias e tinha sido visto centenas de vezes”, disse Soraya Chemaly. “É incompreensível como é que pode ter ficado no ar durante tanto tempo.” (Soraya Chemaly também tomou providências e o vídeo foi rapidamente removido.)
Liberdade de expressão não é discurso de ódio
Como destaca Soraya Chemaly, é a seletividade aparentemente aleatória da aplicação do Facebook que irrita. “Tiraram a pintura de John Currin de Bea Arthur e deixam esta porcaria”, diz ela. No meio tempo, “eles criam um ambiente onde o estupro é divertido, onde se pode ter vaidade em fazê-lo”. Um ambiente onde, segundo documentos judiciais, é alarmantemente fácil colocar um vídeo do abuso sexual de uma menina de 12 anos.
As corporações têm algumas obrigações. Liberdade de expressão não é discurso de ódio. Liberdade de expressão nada tem de semelhante com um grupo chamado Estuprando Violentamente Sua Amiga Só pra Diversão. E um ambiente hostil e violento torna o conceito construído em torno da palavra “amigo” apenas uma piada cruel e estúpida. Ou como destacou alguém num comentário à carta, “no Facebook, o ódio por uma minoria religiosa ou étnica leva você a ser banido, mas o ódio por metade da humanidade leva você a ser ‘curtido’”.

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Foto de mamilos femininos, NÃO pode, imagens de estupro, PODE: Qual o problema do Facebook com as mulheres?

Foto de mamilos femininos, NÃO pode, imagens de estupro, PODE:Qual o problema do Facebook com as mulheres?

Youpix
Next1
Não se sabe se foi alguma moça que não ligou no dia seguinte, ou mesmo uma menina que roubou o pirulito do Mark Zuckerberg no pátio do colégio. Fato é que fica cada vez mais claro que a rede do 1.1 bilhão de usuários precisa urgentemente consultar um terapeuta ~por motivos de~: misoginia.
E, claro, mudar ontem seu sistema de reconhecimento de imagens e moderação para evitar catástrofes maiores do que as que já vêm acontecendo.
A acusação é séria e, acreditem, não é gratuita.
O caso mais recente de desfecho trágico aconteceu na Itália, onde uma menina de 14 anos se suicidou porque não conseguiu lidar com o cyberbullying de um grupo de rapazes que comentaram em um vídeo que circulou livremente pelo Facebook durante alguns dias. Nele, a menina era vista bêbada em uma festa. Foi o suficiente para choverem mensagens agressivas e violentas contra ela.
Poderíamos gastar vários parágrafos aqui relatando outras inúmeras situações de agressões a mulheres (especialmente adolescentes), mas melhor ir direto ao ponto:
Qual a lógica de um site que não permite fotos de mamilos femininos (sim, porque os masculinos estão liberados) e deixa passar várias imagens e anúncios que fazem brincadeiras com estupros e outros tipos de violência contra mulher?
São cada vez mas frequentes os relatos de páginas que visivelmente agridem mulheres, alimentam a chamada “cultura do estupro” e fazem cyberbullying com meninas. Esta semana a coisa toda ganhou projeção em sites especializados (destaque para estes posts do BuzzFeed e do Daily Dot) graças a uma “carta aberta” escrita pelo grupo Women, Action and The Media, The Everyday Sexism Project, que acusou a rede social de fazer vista grossa a esse tipo de violência. O que elas pediam é nada mais que justo:

·         Que o Facebook reconheça mensagens que banalizam ou glorificam a violência contra meninas e mulheres e assuma o compromisso de não tolerar esse comportamento

·         Que eles treinem moderadores para reconhecer e remover discursos de ódio baseado em gênero (acrescentaria QUALQUER discurso de ódio baseado em relações assimétricas de poder, porque né?)

·         Que eles também façam esses moderadores entenderam como essas agressões online afetam diferentemente homens e mulheres em um contexto histórico de agressões ao gênero feminino (no que vale aí também agressões a transexuais, por exemplo)
Em outras palavras, não estamos falando de “zuera”, mas sim de crimes.
Essas agressões não apenas passam incólumes pelo tal sistema automático de moderação do Facebook, como muitas vezes permanecem no ar mesmo depois que se fazem as devidas denúncias contra cada situação. Tudo muito estranho.
Prova de que essas acusações procedem? Bem, que tal uma resposta do próprio Facebook à carta do Women, Action and The Media?
No texto, assinado por Marne Levine, vice-presidente de Política Pública Local, algo parece ser promissor. O site listou 5 novas medidas para mudar esse cenário, entre elas treinar melhor o time de moderadores para detectar mais rápido qualquer discurso de ódio.
Acompanhemos. Com uma esperança sempre desconfiada.

Para checar o debate internacional, sugerimos você ficar de olho na hashtag #FBRape que anda circulando pelo Twitter

terça-feira, 7 de maio de 2013

Dano moral: Ofensa no Facebook gera indenização por danos morais


Dano moral: Ofensa no Facebook gera indenização por danos morais

Migalhas

A 1ª turma recursal dos Juizados Especiais do TJ/DF confirmou a decisão do juízo do 1º JEC de Taguatinga que condenou um usuário de rede social a pagar indenização a outro por proferir xingamentos contra este no Facebook.
Consta autos, que as partes possuíam um acordo, o qual foi desfeito e, por isso, gerou insatisfação em ambos. Porém, o réu proferiu xingamento capaz de injuriar o autor por meio de conversa no Facebook. Então, o ofendido ajuizou ação de reparação.
O juiz de Direito, Renato Magalhães Marques, avaliou que é "inegável a efetiva mácula à honra de alguém que é ofendido com palavra de baixo calão". Com isso, considerou ser desnecessária a apresentação de prova do prejuízo. "O dano moral, ao contrário do dano material, não reclama prova específica do prejuízo objetivo, vez que este decorre do próprio fato".
A partir desse entendimento, o magistrado considerou alguns fatores para a fixação da indenização devida, como: a capacidade econômica das partes; a natureza e extensão do dano, e as circunstâncias em que se deu o ato ilícito. Ressaltou ainda que a indenização tem como objetivo "inibir novas condutas lesivas por parte do réu, desde que não se transforme em fator de locupletamento por parte do autor".
Diante das circunstâncias e com base nos argumento, o juiz fixou o valor da indenização a título de danos morais em R$ 500. Com o entendimento que tal quantia satisfaz os requisitos mencionados.
O réu interpôs recurso, mas a turma recursal do TJ/DF manteve a sentença por seus próprios fundamentos.
Veja a íntegra do acórdão .

sábado, 11 de agosto de 2012

Austrália: Facebook sob pressão para apagar página racista

Foto de mulher amamentando não pode, né?: Austrália: Facebook sob pressão para apagar página racista


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O Facebook está a ser pressionado pelo Governo australiano para eliminar uma página de insultos dirigidos aos aborígenes. O Governo acusa a rede social de contornar as leis anti-discriminação que vigoram no país.
A página 'Memes aborígenes' teve um grande impacto na Austrália esta semana devido a representações dos povos indígenas australianos como sendo bêbados.
A Autoridade sobre os Media australiana está a investigar denúncias sobre a página em causa e a Comissária da Discriminação de Raças, Helen Szöke, afirmou que esta pode estar a infringir as leis australianas anti-racismo.
O Ministro das Comunicações, Stephen Conroy, disse nesta quarta-feira que já contactou a filial do Facebook em Sidney a pedir que a página seja eliminada.
Conroy explicou que a página foi classificada como «humor controverso» pela rede social e por isso não foi eliminada.
O ministro disse ainda que o criador da página, que se acredita ser um adolescente australiano de 16 anos que vive na costa oeste da cidade de Perth, tinha consciência das leis anti-discriminação, mas protegeu-se com o direito de liberdade de expressão.
O Facebook explicou, através de um comunicado divulgado pela sua filial australiana, que por vezes restringe o acesso a conteúdos que violem as leis locais e fez saber que já estavam em negociações com Comissária Szöke.
Apesar de a página existir, imagens ofensivas desapareceram ontem e hoje.


Fonte: Sol

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Quanta intolerância: 'Biscoito do orgulho gay' gera guerra de comentários no Facebook

Quanta intolerância: 'Biscoito do orgulho gay' gera guerra de comentários no Facebook
Campanha do Oreo no Facebook (Oreo/Divulgação)

Uma campanha do biscoito Oreo no Facebook com a imagem de um biscoito com um recheio nas cores do arco-íris - o tradicional símbolo gay - foi ''curtida'' por mais de 200 mil internautas e com mais de 60 mil comentários.
A imagem do biscoito de chocolate, postada na segunda-feira, aparece acima da data ''25 de junho'' e da palavra ''orgulho'', em referência ao Dia do Orgulho Day, seguida ainda da frase ''Orgulhosamente apoie o amor!''.


O Dia do Orgulho Gay na verdade é celebrado em 28 de junho, mas o mês de junho tradicionalmente é o mês do orgulho gay em diferentes partes do mundo. O biscoito multicolorido foi especialmente criado para a campanha e não está à venda.

A página do Oreo conta com quase 27 milhões de seguidores. A maior parte dos que comentários deixados abaixo da imagem do biscoito multicores foram positivos, mas muitos foram críticos em relação à campanha publicitária.
A internauta Judith Farry deixou o seguinte comentário: ''Obrigado...e esse é o mais LINDo biscoito que eu já vi''. Rebecca Hoffman comentou que ''já não é sem tempo que marcas passem a mostrar apoio às coisas que importam para elas. Todo mundo tem a sua opinião e a Oreo está mostrando a sua''.

Passagens bíblicas

Muitos cristãos evangélicos condenaram a iniciativa postando passagens da Bíblia. Beth Hart afirmou que ''Deus, em seu infinito amor diz que a homossexualidade é sodomia, é uma abominação à luz do Deus divino. O amor é a verdade''.
Alguns deixaram comentários abertamente homofóbicos, como Andy Fischer, dizendo que ''homens brancos, asiáticos e latinos irão reconquistar esse nosso grande país e expulsar os maricas que estão tentando espalhar sua doença na mente de nossas crianças. Oh, que dia feliz seria esse!''.
Basil Maglaris, diretor-assistente de Assuntos Corporativos da Kraft, que possui a Nabisco, empresa que produz o Oreo, afirmou que a imagem do biscoito foi uma homenagem ao Mês do Orgulho Gay.
"Como empresa, a Kraft Foods tem uma história de orgulho em celebrar a diversidade e a inclusão. Nós acreditamos que o anúncio do Oreo é um divertido reflexo dos nossos valores'', afirmou Maglaris.
O anúncio integrou a celebração de 100 anos da Oreo. A companha vem postando novos conteúdos diariamente, para marcar o aniversário.
Muitas grandes empresas enviaram representantes para paradas gays realizadas nos Estados Unidos no último final de semana, entre elas a Bud Light, a Wells Fargo, a Johnson & Johnson e a Coca-Cola.
O anúncio do Oreo já desencadeou outra campanha, uma petição online defendendo a criação real do biscoito arco-íris. Os defensores da iniciativa alegaram motivos ideológicos, bem como de consumo: ''1. Os gays merecem direitos iguais. 2. Ele parece ser delicioso. Por favor, assine aqui e diga que você quer ver o 'Oreo Gay' nas prateleiras muito em breve!''.

No BBC

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Impróprio é o preconceito, a discriminação: Facebook marca foto de garoto com síndrome de Down como 'imprópria'

Impróprio é o preconceito, a discriminação: Facebook marca foto de garoto com síndrome de Down como 'imprópria'


Mãe diz que rede social chegou a bloquear conta por causa da foto do filho. Site pediu desculpas, mas mãe pede mudanças da marcação de imagens.


Facebook


O Facebook marcou como "imprópria" fotos de um menino de 7 anos com síndrome de Down que a mãe publicou em sua página na rede social. Ela chegou a ficar três dias com a conta bloqueada por conta da marcação. A rede social se desculpou pelo erro.

Em entrevista ao site "MSNBC", Diana Cornwell, da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, afirma que na foto, seu filho aparece participando de "olimpíadas especiais" e que, se ele fosse mais velho, o caso da marcação de sua imagem como imprópria, causaria problemas graves. "Eu acho que o Facebook precisa rever sua política de marcação de fotos. Se você marca uma foto, é preciso enviar para a rede social o motivo pelo o qual a marcou e, ainda, o Facebook precisa avaliar o motivo desta marcação antes de decidir bloquear a imagem".

O Facebook enviou um pedido de desculpas pelo erro ao site. "A foto foi retirada do site por um equívoco", diz a mensagem enviada por e-mail. "Pedimos desculpas por qualquer inconveniente que isto pode ter causado e esperamos que ela continue a publicar as experiências de seu filho nas olimpíadas especiais, no Facebook".

A rede social possui mais de 100 bilhões de fotos de seus 901 milhões de usuários. Todos os dias são publicadas 250 milhões de imagens no site, que enfrenta problemas para retirar do ar imagens de pedofilia, abuso de animais, corpos entre outros. O problema, segundo Diana, é que não há uma área de atendimento ao consumidor e que, por isso, casos com o dela podem acontecer. Ela criou uma petição on-line que já tem quase 20 mil assinaturas pedindo para que o Facebook mude sua política e seu método de marcação de fotos consideradas impróprias.

O serviço que cuida da publicação de conteúdo impróprio no Facebook é terceirizado. Os monitores são da Índia, Turquia, Filipinas e Paquistão. De acordo com a reportagem, para cada foto de pessoas com Síndrome de Down ou de mãe amamentando o filho que é retirada, eles precisam cuidar de milhares de outras imagens realmente impróprias. A proposta de Diana, que é aumentar a análise das imagens marcadas como imprópria, com uma análise maior do Facebook sobre o motivo, pode fazer com que imagens agressivas possam ficar na rede social por mais tempo.
O erro cometido pelo Facebook não é o primeiro. Em dezembro de 2011, a rede social teve que se desculpar por ter bloqueado uma imagem de uma mãe amamentando o filho com o seio. Em março, o site retirou do ar a imagem de um casal homossexual se beijando. Nos dois casos, as fotos foram colocadas de volta na rede social.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Facebook não é lugar de criança; permissão é aos 13 anos

Facebook não é lugar de criança; permissão é aos 13 anos

O Facebook é febre mundial e, não é de se espantar, que até as crianças se encantem pela rede social. O único detalhe é que, segundo os termos de uso da página, só podem ter perfil pessoas com mais de 13 anos  o que é facilmente burlado pelo pequenos que mentem na hora de preencher o ano de nascimento.
Uma pesquisa feita pela MinorMonitor, nos Estados Unidos, entrevistou pais de mil crianças menores de 18 anos que estão no Facebook. Entre elas, 38% tinham 12 anos ou menos e 4% tinham idade de 6 anos ou menos. Outro ponto analisado pelo estudo foi o monitoramento feito pelos pais - 51% dos pais têm a senha das crianças e acessam suas contas, 24% são amigos de seus filhos na rede, 8% vigia as páginas na tela do computador e 17% não faz qualquer tipo de monitoramento. 
Para a doutoranda em Psicologia Educacional da UNICAMP, Adriana Ramos, o diálogo respeitoso, claro e firme é a melhor solução. Os pais que precisam usar recursos para monitorar seus filhos demonstram que algo não vai bem na relação e precisam rever isso, uma vez que a confiança entre ambos é fundamental para a construção de valores morais, afirma. 
Eles não sabem se defender
Segundo ela, que também especialista em relações interpessoais e desenvolvimento moral, as crianças ainda não possuem recursos cognitivos que permitam se defender, até os 12 anos de idade. Elas não têm capacidade de distinguir entre o que é bom ou ruim. Dessa forma, as redes sociais são o lugar perfeito para serem ludibriadas. Nessa idade as crianças ainda não tem a mesma capacidade de compreensão da realidade como um adulto, e ficam expostas as informações e pessoas que circulam na rede, alerta. 
Para tentar tornar a navegação dos adolescentes mais segura, o Facebook tomou algumas providências com aplicativos e restrição de acesso. O perfil de pessoas entre 13 e 17 anos só pode ser visto por seus amigos, amigos de amigos ou instituições que eles sejam ligados, como a escola. Algumas proteções adicionais fazem com que as linhas do tempo e postagens dos adolescentes não apareçam em resultados de pesquisas públicas. 
Outro recurso que os pais devem orientar os filhos a usarem é a ferramenta 'View As' no lado direito superior de suas linhas do tempo. Eles conseguem ver como seu perfil é visto pelo público.  

No JB

segunda-feira, 12 de março de 2012

O Mico da semana: Facebook censurou Marcelo Rubens Paiva por postar uma foto de Maria Betânia com os seios nus

O Mico da semana: Facebook censurou Marcelo Rubens Paiva por postar uma foto de Maria Betânia com os seios nus 

no Marcelo Rubens Paiva 

aviso
Recebi o email:
Olá,
Conteúdo que você compartilhou no Facebook foi removido por violar a Declaração de direitos e responsabilidades do Facebook. Compartilhamentos que apresentam nudez ou qualquer tipo de conteúdo com imagens que sugiram pornografia não são permitidos no Facebook.Esta mensagem é um aviso. Qualquer violação subsequente poderá acarretar desativação da conta. Leia a Declaração de direitos e responsabilidades na íntegra para evitar a reincidência na publicação de material inapropriado no futuro. Agradecemos desde já pela cooperação.A equipe do Facebook

O conteúdo é esta foto de seios de fora do post anterior.
Foto de Maria Betânia sugere pornografia?!
Esta equipe do Face podia ver se estou na esquina.
Ou aprender a admirar as divinas tetas de uma rainha.
Nerds dando lição de moral.
Guilhotinando a estética, a poética, a beleza e o bom senso com seus mágicos algorítimos.
Olha aí 1 PROBLEMÃO do mundo digital.
A matemática nos dirá o que deve ou não ser visto.
Devemos nos precaver.
Cuidado!
Não organize seu mundo em torno das redes sociais.
E não abandone a informação ANALÓGICA. Muito menos o PAPEL.
A não ser que queira que PALO ALTO dite o que vc deve saber.
+++
E LSD já foi até anunciado.
Como o mundo mudou…

domingo, 4 de março de 2012

Teste de preconceito nas redes sociais: O Museu Memória e Tolerância criou 2 perfis masculinos e 2 femininos no Facebook, com tudo idêntico, exceto a cor da pele. Veja o resultado.

Teste de preconceito nas redes sociais: O Museu Memória e Tolerância criou 2 perfis masculinos e 2 femininos no Facebook, com tudo idêntico, exceto a cor da pele. Veja o resultado.


Por Festival Latino-Americano e Africano de Arte e Cultura
O preconceito está muito mais presente em nosso cotidiano do que imaginamos. O simples ato de aceitar ou recusar um convite de amizade nas redes sociais já pode dizer muita coisa sobre isso, como demonstrou o teste realizado pelo Museu Memória e Tolerância, uma instituição mexicana que tem o objetivo de ensinar a tolerância por meio da memória histórica.
A instituição criou quatro perfis no Facebook. Camila Peralta, Britani Cadena, Alonso Piccard e Brayan Carlo Rublo. As duas mulheres eram representadas pela mesma modelo e os dois homens pelo mesmo rapaz. A diferença é que as fotos de Britani Cadena e Brayan Carlo Rublo foram digitalmente modificadas para que eles tivessem um tom de pele mais escuro. Fora isso, as características dos perfis eram exatamente iguais.
As duas mulheres faziam um pedido de amizade para a mesma pessoa ao mesmo tempo. O mesmo acontecia com os homens. O resultado foi que Camila Peralta foi 100% de vezes mais aceita do que Britani e recebeu seis vezes mais comentários. No caso dos rapazes, a diferença foi ainda maior. Alonso obteve 300% de aceitação a mais do que Brayan. Além disso, o perfil de Brayan foi denunciado quatro vezes e o de Alonso apenas uma. Na última denúncia, a rede social apagou o perfil do rapaz.



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Jurado acha ré atraente e pode ser preso por adicioná-la no Facebook

 Jurado acha ré atraente e pode ser preso por adicioná-la no Facebook


O designer gráfico Jacob Jock, selecionado para fazer parte de um Júri responsável pelo julgamento de um crime de trânsito, poderá ser preso por causa de uma ação bastante comum em sua vida online. O rapaz tentou adicionar a ré do caso como amiga em seu perfil no Facebook, em dezembro do último ano, segundo noticiado pelo site Techtudo. 
A confusão teve início quando, após receber uma solicitação de amizade de Jacob Jock, a ré alertou seu advogado a respeito do gesto. Contudo, até aquele momento, nada muito grave pesava contra a figura do então membro do corpo de jurados. 
Posteriormente, Jacob Jock publicou uma série de comentários inadequados a respeito do caso no Facebook e o problema que ele havia causado. Gabou-se por ter saído do Júri e por estar livre da potencial acusação referente à tentativa de contato com a ré. A atitude elevou o problema ao patamar de possível detenção, em que Jacob Jock encontra-se atualmente. 
Além dessa postura ter sido considerada desrespeitosa pelo tribunal, o advogado da vítima do caso do qual Jock era jurado, Damien Mallard, incluiu agravantes ao já delicado panorama. Segundo ele, a ação do ex-jurado teria sido algo ultrajante aos envolvidos, e tais atitudes não deveriam se repetir naquele ambiente. 
O designer já tem audiência marcada, na qual deverá prestar contas sobre sua atitude. Segundo Jabob, ele tentou adicionar a ré como amiga porque a considerou atraente. 




No Conjur

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Charge racista é publicada em perfil do Facebook

Charge racista é publicada em perfil do Facebook



Salvador - Em meio ao clima tenso da greve da Polícia Militar da Bahia, a página do Facebook Concurso PM BA 2012 publicou uma charge que está causando debate na rede social por seu teor racista. Na tira, demoninada "Abadás", quatro personagens estão numa cena: um oficial do Exército, um policial militar grevista, um ladrão e um "cidadão". Dos quatro personagens, o único negro é justamente o ladrão. Além de racista, a charge torna-se ainda mais grave pois foi publicada no perfil de pessoas que estão fazendo concurso para serem futuros policiais, demonstrando que ainda há muito o que se trabalhar na desconstrução de estereótipos. O autor da imagem ainda não foi identificado. (Correio Nagô).
Confira a imagem e tire as suas conclusões. 



sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Professor chama alunos de ‘retardados’ no Facebook

Professor chama alunos de ‘retardados’ no Facebook 


Um comentário postado no Facebook por um professor da Universidade Paulista (Unip) azedou o fim de ano da turma concluinte do curso de Propaganda e Marketing do câmpus da Vila Guilherme, na zona norte de São Paulo. Na sexta-feira, véspera da apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), Ricardo Moreira da Silveira, um dos professores da banca avaliadora, escreveu em sua página na rede social: “Amanhã tenho banca na Unip. Tenho que ir lá reprovar os retardados”.



Como o perfil do docente era público, o comentário estava visível para todos os estudantes, que acabaram vendo a mensagem na segunda-feira seguinte. Silveira é advogado e dava aulas de direito e legislação publicitária. “É irônico, porque ele ministrou aula de ética e fez um comentário, no mínimo, antiético. Fiquei estarrecido. A classe toda ficou chocada”, conta Bruno, de 27 anos, que prefere não revelar o sobrenome.
Os alunos tiraram um print screen do perfil do professor no Facebook e fizeram uma reclamação formal à coordenadora do curso, Vânia Toledo, no mesmo dia em que viram. Segundo os estudantes, a faculdade abriu uma sindicância e afastou o professor. “No dia seguinte (terça) ele não foi dar aula. As questões da matéria dele foram retiradas de um provão de todas as disciplinas que fizemos ao final do curso”, relata o estudante Leandro, 23. O professor apagou sua página da rede social.
Os estudantes destacam que o docente era bom professor, mas se queixam de não ter recebido nenhuma retratação dele, nem da instituição. O grupo avaliado afirma que Silveira foi bastante rigoroso durante a banca e solicitou algumas correções, mas aprovou os estudantes.
Foto: Reprodução


Para Bertha de Borja Reis do Valle, professora da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenadora de um grupo de professores de educação a distância, o docente foi infeliz e poderia ter prejudicado os estudantes, que estavam tensos na véspera da banca. “Nas redes sociais, qualquer pessoa tem que ter muito cuidado".
A Unip afirma que não vai se pronunciar sobre o assunto. Procurado pela reportagem, Silveira preferiu não dar entrevista.


domingo, 11 de dezembro de 2011

BB nas empresas: Especialistas em segurança de rede monitoram e-mails, Facebook, MSN e Gtalk de funcionários



BB nas empresas: Especialistas em segurança de rede monitoram e-mails, Facebook, MSN e Gtalk  de funcionários

Rio - Navegar pelas redes sociais e acessar o e-mail pessoal no computador do trabalho podem ser atividades arriscadas para quem deseja privacidade. “O risco de os dados serem monitorados é real”, alerta o especialista em Segurança da Informação Wanderley Abreu Júnior, 32. Há 16 anos, ainda na adolescência, o então hacker invadiu o sistema da Nasa, a agência espacial do governo dos Estados Unidos. Acabou convidado para estagiar na agência.

A empresa dele, a Storm Security, já foi contratada para atuar como detetive virtual. “A pessoa desconfia e contrata um serviço de segurança para monitorar o funcionário, como um detetive virtual. A primeira coisa que a pessoa tem que lembrar é que o computador da firma não é dela”, diz.
Segundo ele, quem gerencia o equipamento tem o direito de fazer qualquer coisa, dentro do limite da lei, naquele equipamento. Inclusive, monitorar o acesso.
Wanderley destaca que, geralmente, as grandes empresas têm acordo de confidencialidade e política de uso de rede. Esse tipo de regra pode bloquear acessos a determinados tipos de sites ou até mesmo permitir que o administrador observe todos os passos do empregado na Internet. “Algumas empresas já me pediram para instalar mecanismos para acompanhar conversas no Facebook, MSN e Gtalk, por exemplo”, contou o especialista.
O advogado do Trabalho José Ribamar Garcia explicou que o uso indevido da Internet em computadores de empresas já gerou demissões, inclusive, por justa causa. “Os empregadores usam como base o Artigo 482 da CLT, que trata o desligamento do funcionário por justa causa. Cabe a interpretação. É comum o patrão advertir a pessoa por duas vezes e, na terceira, demitir”.
Segurança para empresa ou violação de correspondência?
O monitoramento de e-mails pessoais é um tema polêmico na Justiça, já que ainda não foi formulada jurisprudência sobre o tema. A principal preocupação é quando o e-mail pessoal é usado para repassar informações sigilosas da empresa: “Esse é um problema comum, e as empresas têm se atentado para essa questão”, disse Wanderley. Ele completa que o objetivo é assegurar que as informações sigilosas não sejam usadas indevidamente.
O tema é, porém, polêmico. O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo acatou, por exemplo, recurso de um funcionário demitido por justa causa após usar e-mail pessoal durante horário de trabalho. A decisão foi baseada na Constituição Federal, Artigo 5º, Inciso VIII e sob o entendimento que e-mail caracteriza-se como correspondência pessoal. O fato de ter sido enviado por computador da empresa não lhe retiraria essa qualidade, mesmo que o objetivo da empresa seja a fiscalização.
Cuidados também na residência
A utilização do computador pessoal também deve ser cercada de cuidados. O especialista em Segurança da Informação, Wanderley Abreu Júnior, explica que o micro deve estar vacinado contra vírus: “Existem bons programas gratuitos, como Avast e AVG, que têm recursos contra os tipos de vírus mais comuns”.
Ele ensina que o ideal é que os adolescentes tenham computadores próprios: “Sabemos que os jovens gostam de acessar tudo. Assim, os pais podem monitorar o acesso, mas também proteger outros equipamentos da casa”.
Já a rede sem fio (wireless) em locais públicos como aeroportos e praias pode ser acessada sem muita dor de cabeça. A dica é usar notebook próprio. Já as máquinas de lan house jamais podem ser usadas para inserir qualquer tipo de dado pessoal.

No ODiaOnline