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domingo, 24 de fevereiro de 2013

A louca cavalgada da Globo contra os venezuelanos

 A louca cavalgada da Globo contra os venezuelanos

Diário do Centro do Mundo

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Noto, nas redes sociais, revolta contra a maneira como a Globo vem cobrindo o caso Chávez.
Estaria havendo um golpe na Venezuela, segundo a Globo.
Não existe razão para surpresa. Inimaginável seria a Globo apoiar qualquer tipo de causa popular. Acaba de sair uma pesquisa segundo a qual quase 70% dos venezuelanos aprovam a postergação do juramento de Chávez, e mais de 60% estão satisfeitos com o grau de informação oficial sobre seu estado clínico.
Mas esse tipo de coisa você não saberá em nenhum veículo da Globo, e muito menos em seus colunistas.
Chávez e Globo têm um história de beligerância explícita. Ambos defendem interesses antagônicos com paixão, com ênfase, com clareza.
Se estivéssemos na França de 1789, a Globo defenderia a Bastilha e Chávez seria um jacobino. Em vez de recitar Bolívar, ele repetiria Rousseau.
Chávez cometeu um crime mortal para a Globo: não renovou a concessão de uma emissora que tramara sua queda. Veja: um grupo empresarial usara algo que ganhara do Estado — a concessão para um canal de tevê — para tentar derrubar o presidente que o povo elegera. Chávez fez o que tinha que fazer. E o que ele fez é o maior pesadelo das Organizações Globo: a ruptura da concessão.
Há uma cena clássica que registra a hostilidade entre Chávez e a Globo. Foi, felizmente, registrada pelas câmaras. É um documento histórico. Você pode vê-la no pé deste artigo.
Chávez está dando uma coletiva, e um repórter ganha a palavra para uma pergunta. É um brasileiro, e trabalha na Globo. Fala num espanhol decente, e depois de se apresentar interroga Chávez sobre supostas agressões à liberdade de expressão.
Toca, especificamente, numa multa aplicada a um jornalista pela justiça venezuelana.
Chávez ouve pacientemente. No meio da longa questão, ele indaga se o jornalista já concluiu a pergunta. E depois diz: “Sei que você veio aqui com uma missão e, se não a cumprir, vai ser demitido. Não adianta eu sugerir a você que visite determinados lugares ou fale com certas pessoas, porque você vai ter que fazer o que esperam que você faça.”
Quem conhece os bastidores do jornalismo sabe que quando um repórter da Globo, vai para a Venezuela a pauta já está pronta. É só preencher os brancos. Não existe uma genuína investigação. A condenação da reportagem já está estabelecida antes que a pauta seja passada ao repórter.
Lamento se isso desilude os ingênuos que acreditam em objetividade jornalística brasileira, mas a vida é o que é. Na BBC, o repórter poderia de fato narrar o que viu. Na Globo, vai confirmar o que o seu chefe lhe disse. É uma viagem, a rigor, inútil: serve apenas para chancelar, aspas, a paulada que será dada.
“Como cidadão latino-americano, você é bem-vindo”, diz Chávez ao repórter da Globo. “Como representante da Globo, não.”
Chávez lembrou coisas óbvias: o quanto a Globo esteve envolvida em coisas nocivas ao povo brasileiro, como a derrubada de João Goulart e a instalação de uma ditadura militar em 1964.
Essa ditadura, patrocinada pela Globo, tornou o Brasil um dos campeões mundiais em iniquidade social. Conquistas trabalhistas foram pilhadas, como a estabilidade no emprego, e os trabalhadores ficaram impedidos de reagir porque foi proibida pelos ditadores sua única arma – a greve.
Não vou falar na destruição do ensino público de qualidade pela ditadura, uma obra que ceifou uma das mais eficientes escadas de mobilidade social. Também não vou falar nas torturas e assassinatos dos que se insurgiram contra o golpe.
Chávez, na coletiva, acusou a Globo de servir aos interesses americanos.
Aí tenho para mim que ele errou parcialmente.
A Globo, ao longo de sua história, colocou sempre à frente não os interesses americanos – mas os seus próprios, confundidos, na retórica, com o interesse público, aspas.
Tem sido bem sucedida nisso.
O Brasil tem milhões de favelados, milhões de pessoas atiradas na pobreza porque lhes foi negado ensino digno, milhões de crianças nascidas e crescidas sem coisas como água encanada.
Mas a família Marinho, antes com Roberto Marinho e agora com seus três filhos, está no topo da lista de bilionários do Brasil.
Roberto Marinho se dizia “condenado ao sucesso”. O que ele não disse é que para que isso ocorresse uma quantidade vergonhosa de brasileiros seria condenada à miséria.

domingo, 24 de junho de 2012

Carlos Latuff: Latifundio derruba Fernando Lugo

Carlos Latuff: Latifundio derruba Fernando Lugo

No Paraguai, aliança entre a direita realiza golpe contra Lugo

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ironia amarga nas placas erradas da USP



Ironia amarga nas placas erradas da USP

Paulo Moreira Leite


Havia algo de muito errado na placa da USP onde a ditadura de 64 era chamada de revolução.

A placa já foi retirada mas até porque envolve nossa memória o episódio na pode ser esquecido tão cedo.

Ela continha um erro óbvio, com uma ironia amarga. Deveria anunciar exatamente a construção (por R$ 89 000) de uma escultura em homenagem às vítimas do regime militar.

Como isso pode acontecer? Justamente na USP, onde ocorreram tantas perseguições?

Na USP um número respeitável de professores foi forçado a se aposentar. Um volume muito maior de alunos foi impedido de estudar em função de um decreto que excluía estudantes por razões políticas, o 477. Nos 20 anos de regime militar, serviços de segurança atuavam abertamente para espionar professores, alunos e funcionários e entregá-los aos porões onde eram presos, torturados, mortos.

O mais conhecido destes  estudantes, Alexandre Vanucchi Leme, estudava na Geologia, foi executado depois de preso e torturado. Outros ex-alunos se encontram na lista de desaparecidos.

É espantoso como se consegue cometer um erro tão serio num assunto tão delicado mas isso é explicável. Fatos assim acontecem quando a verdade começa a perder-se no tempo. 

Quando ela deixa de ter uma importancia decisiva na vida dos homens e mulheres e pode ser alterada sem que ninguém se dê conta.

Na vida real, o esforço para transformar um golpe de Estado numa revolução foi ensaiado, pelos militares, desde o dia 1 de abril de 64.
(O primeiro esforço consistiu em mudar a data do golpe, já que 1 de abril é o dia da mentira…)
Incapazes de chegar ao poder pelo voto popular, as forças e interesses que derrubaram um presidente no exerício legal de seu mandato usaram o nome de “revolução” para tentar dar ares de legitimidade a um movimento que assumiu o poder com violência e sem respeito pela democracia.

Após a democratização, o mesmo processo ocorreu — agora no plano das consciencias. Foi para transformar o “golpe” em “revolução” que atuaram todos aqueles que, a partir de então, se dedicaram a um trabalho rigoroso e sistemático para apagar a história da memoria de todos, num esforço que prossegue até hoje, sem intervalos.

O objetivo de reescrever os fatos e modificar seu significado é nivelar o que é diferente, apresentar opostos como iguais, equivalentes. É essencial, para tanto, que nada deve ser esclarecido. Quando isso acontece, as responsabilidades não podem ser definidas. Golpistas e seus adversários devem ser tratados sem distinção.

Faz parte desse trabalho o método da história “politicamente incorreta”, uma falsificação destinada a jogar  todos na mesma lama.

A placa errada também é triste. Demonstra que nem na USP, a melhor universidade brasileira, nossa memória histórica está formada nem é preservada como se deve. Ali ocorreram lutas importantes contra o regime militar, que fizeram da USP um local de resistencia em momentos difíceis.

A placa mostra que até lá a memória começa a se apagar.

Época

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Primeiro de abril

Primeiro de abril


Por Walter Hupsel 


É no Dia da Mentira, 1º de abril, que se lamenta o golpe militar de 1964 que jogou o país no período mais obscuro da sua história, ainda a ser devidamente esclarecido. Este período legou sequelas na sociedade, como uma polícia torturadora, com o contumaz desrespeito aos direitos humanos por parte do Estado, sob aplausos de um segmento da população. Esse segmento, compreensivelmente, faz questão de prolongar o legado do 1º de abril com a eleição de uma viúva de Médici, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).
Bolsonaro vai além de ser mero saudosista do DOI-Codi (sim, ainda existem muitos desses por aí). Misto deLombroso com Fred Phelps e com um quê de Riocentro, o deputado fez mais uma das suas. Num programa de “humor” da TV Bandeirantes, destilou todo seu ódio, preconceito e “virilidade”, afinal, macho que é macho é violento, e não foge à luta.
Bolsonaro, um daqueles seres que sonham com pau de arara, responde a perguntas. Além da cantilena normal a respeito do direito à porrada num filho que fumasse “unzinho”,  sobra homofobia e racismo.
Inquirido sobre o que faria se tivesse um filho gay , responde que nunca aconteceria, pois é um pai presente (ele já havia dito que porrada no filho “gayzinho” o cura). Como não há nenhuma pesquisa que indique isso, só posso imaginar que o nobre deputado fala com base empírica.
Em uma outra, feita por Preta Gil sobre o que faria se um filho seu se apaixonasse por uma negra, diz: “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro este risco, meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu”.
A associação entre negros e promiscuidade vem de longe. Aqui no Brasil, ainda colônia,  era comum e notório o tesão dos portugueses pelas africanas escravas, e, usando do poder do chicote e do Estado, violentavam as negras voluptuosas. Para os católicos portugueses, era muito mais fácil culpar a vítima (isso lembra algo?) que assumir seus desejos sujos. Assim, ao mesmo tempo que satisfaziam seu ímpetos sexuais, publicamente faziam discursos sobre corpos fogosos que, como o demônio, os tentavam.
Escondidinho sob o manto da imunidade parlamentar, um dos mais mal interpretados institutos jurídicos (com a palavra os nossos togados), o “macho” Bolsonaro retoma esse discurso da perversão e da promiscuidade. Acha ele, com certo amparo na jurisprudência tosca, que pode falar o que quiser sem ser por isso processado.
Quer dizer, retomava.  Diante da repercussão do caso, o deputado voltou atrás, dizendo que não disse aquilo. Ou melhor, que disse aquilo mas que não era aquilo que queria dizer. Sua justificativa foi que não tinha entendido a pergunta e que, vindo da Preta Gil, imaginou que ela falaria de “namorar gays”.
Ok! Promiscuidade e negros não pode (racismo é crime)! Não foi isso que o deputado falou! Mas associar promiscuidade à homossexualidade e à família Gil, tudo bem; associar a homossexualidade à pedofilia, ok, sem problemas (afinal não é crime, ainda).  Assim, o macho Bolsonaro está exercendo seu livre direito de ser preconceituoso, homofóbico e incitador à violência (ou bater num filho não é violência? Ou a tortura, defendida por ele, não é violência?), mas tentando fugir da lei, fugir da “batalha”, se escondendo atrás da própria ignorância em relação à pergunta. Desertando, quiçá?
Mas, enfim, estamos na véspera de primeiro de abril, quando as viúvas abrirão champanhe, e, entre sorrisos e júbilos, comemorarão “A Redentora”.
Estamos na véspera de primeiro de abril, o dia do tolo, quando é permitido a qualquer um mentir descaradamente, inclusive ao deputado símbolo máximo dessa data, o nobre Jair Bolsonaro. E uso, aqui, as palavras do próprio: Diante de tamanho absurdo proferido pelo macho Bolsonaro, “não podemos ficar omissos. Não podemos ser canalhas com a população brasileira”
Não, não podemos.  Com a palavra o PP (partido do deputado), o Congresso Nacional, o Ministério Público Federal, o Supremo Tribunal Federal. E toda a população brasileira.

No Yahoo Brasil

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O Ministro da Segurança do Equador, Miguel Carvajal, afirma que o país está em total normalidade, na calma.



O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nesta quinta-feira (30/9) nota à imprensa sobre a situação crítica que vive o Equador no momento. Segundo a nota, o ministro Celso Amorim tomou conhecimento das manifestações em Quito e entrou em contato com o embaixador brasileiro na capital equatoriana para saber um pouco mais sobre a situação no país vizinho.

O Ministro tem mantido o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva informado sobre as gestões em curso para uma resposta firme e coordenada do MERCOSUL, da UNASUL e da OEA, a fim de repudiar qualquer desrespeito à ordem constitucional naquele país irmão.

Leia a íntegra da nota:

O Ministro Celso Amorim tomou conhecimento, com preocupação, das manifestações no Equador, envolvendo militares e policiais daquele país.

De Porto Príncipe, onde realiza visita oficial desde ontem, o Ministro entrou em contato com o Secretário-Geral das Relações Exteriores, Embaixador Antonio Patriota, que atua como Ministro interino, e com o Embaixador do Brasil em Quito. Além disso, comunicou-se com o Subsecretário-Geral para a América do Sul, Central e Caribe, Embaixador Antônio Simões, que participa de reunião do MERCOSUL em Manaus, e com o Representante Permanente do Brasil junto à OEA.

Em contato telefônico com o Chanceler do Equador, Ricardo Patiño, o Ministro Celso Amorim expressou o total apoio e solidariedade do Brasil ao Presidente Rafael Correa e às instituições democráticas equatorianas.
O Ministro tem mantido o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva informado sobre as gestões em curso para uma resposta firme e coordenada do MERCOSUL, da UNASUL e da OEA, a fim de repudiar qualquer desrespeito à ordem constitucional naquele país irmão.

Países da América Latina expressam preocupação com crise no Equador e apoiam Rafael Correa

Reproduzo matéria publicada no Opera Mundi

Governos da América Latina, incluindo o Brasil, já se expressaram em favor do presidente equatoriano, Rafael Correa, que enfrenta uma crise ocasionada por protestos de policiais e militares, ao mesmo tempo em que afirmam acompanhar o tema com atenção.

Segundo informou o Itamaraty, "o ministro Celso Amorim tomou conhecimento, com preocupação, das manifestações no Equador, envolvendo militares e policiais daquele país".

De Porto Príncipe, onde realiza visita oficial desde quarta-feira, Amorim já contatou o secretário-geral das Relações Exteriores, Antonio Patriota, outras autoridades e também conversou com o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, a quem expressou "total apoio e solidariedade do Brasil".

Leia mais:
Presidente do Equador denuncia golpe e diz temer pela própria vida
Policiais fecham aeroporto de Quito e estradas que levam à capital do Equador, que vive crise política
Presidente do Equador sinaliza que pode dissolver Congresso e antecipar eleições

Por sua vez, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, expressou seu "absoluto respaldo" à democracia equatoriana e ao presidente Rafael Correa.

"Eu expressei a Rafael Correa, ao povo equatoriano, à ordem constitucional e à democracia no Equador o mais absoluto e total respaldo do Chile e do governo do Chile", declarou Piñera.

O governo espanhol também disse apoiar o mandatário equatoriano contra o que considerou "um golpe de Estado".

"Frente a notícias de uma tentativa de golpe de Estado na República do Equador, o governo da Espanha quer condenar firmemente qualquer ruptura da legalidade constitucional", afirmou a Chancelaria espanhola.

Por esse motivo, Madri "reitera seu apoio ao governo legitimo e às instituições democráticas do Equador".

Também a Argentina enviou sua mensagem ao líder equatoriano por meio de sua chancelaria. Além de dizer estar "preocupada" com a situação, a nação de Cristina Kirchner mostrou-se confiante na "institucionalidade democrática do país irmão e na autoridade política do presidente constitucional, Rafael Correa, para encontrar a melhor solução em defesa dos altos interesses do povo e do governo" do Equador.

Posteriormente o presidente venezuelano, Hugo Chávez, também manifestou seu apoio ao equatoriano e amigo Rafael Correa, que para ele está diante de uma tentativa de golpe.

"Estão tentando derrubar o presidente Correa. Alerta aos povos da Aliança Bolivariana [para os Povos de Nossa América, Alba]! Alerta aos povos da Unasul [União das Nações Sul-Americanas]! Viva Correa!", disse Chávez em uma mensagem postada em seu perfil na rede social Twitter.

Já a Colômbia disse reconhecer unicamente o governo de Rafael Correa. "Reconhecemos como o governo legitimo do Equador, o governo que lidera o presidente Rafael Correa", afirmou o vice-presidente colombiano, Angelino Garzón.

Os protestos foram iniciados com a tomada de quarteis em várias cidades do país. Supostamente, os manifestantes realizavam a mobilização contra uma lei aprovada ontem pela Assembleia Nacional (Congresso), medida que reduziria os benefícios econômicos direcionados aos militares e aos policiais.

Porém, para membros do governo, incluindo Correa, a administração estaria sendo alvo de uma tentativa de golpe de Estado.

Diante deste cenário, o Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos) anunciou que se reunirá em sessão extraordinária na tarde de hoje. O encontro, na sede da OEA em Washington, começará às 14h30 locais (15h30 no horário de Brasília).

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

MANIFESTO EM DEFESA DO GOLPE

Reproduzo e assino o MANIFESTO EM DEFESA DO GOLPE - Cloaca News, e conclamo todos os blogueiros "sujos" a subscreverem-no e reproduzi-lo.




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Sobre certa notícia estampada hoje no portal do marginais quatrocentões do Tietê, temos a dizer o seguinte:
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MANIFESTO EM DEFESA DO GOLPE

Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.

Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam em certos veículos de imprensa para solapar o governo democrático e vitorioso do Presidente Lula.

É intolerável assistir ao uso de certos jornais, revistas e emissoras de rádio e TV como extensão de um partido político, máquina de assassinatos de reputação e de agressão à inteligência dos cidadãos.

É inaceitável que o Caixa 2 do PSDB tenha convertido certos órgãos de imprensa em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

É lamentável que a Rede Globo, a Folha, o Estadão e a Veja escondam dos noticiários que vemos as conquistas do país em que vivemos, no qual a miséria está sendo eliminada, a prosperidade é visível e a auto-estima do povo resgatada do limbo.

É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de jornalismo pestilento, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.

É constrangedor que o Presidente da República seja achincalhado nas vinte e quatro horas do dia. Não há ''depois do expediente'' para um Chefe de Estado.

É aviltante que o governo financie a ação de grupos midiáticos que pregam abertamente um golpe de estado, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas independentes e blogs pés-de-chulé às determinações de um partido político e de seus interesses espúrios.

É repugnante que essa mesma máquina de moer biografias tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a inclusão social e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

É um insulto à República que o Poder Judiciário seja tratado como mera extensão do Jardim Botânico, explicitando o intento de enrabar o Presidente. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de, em nome da Democracia, aturar essa corja de golpistas cheirosos.

Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder o obriguem a ouvir calado tanto desaforo. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

Não precisamos de imprensa golpista. Basta de canalhice!