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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Cuba é o melhor país da América Latina para ser mãe

Cuba é o melhor país da América Latina para ser mãe, diz estudo

Ópera Mundi

No topo da lista, elaborada entre 176 países, está a Finlândia, enquanto a República Democrática do Congo está em último

Cuba é o melhor país da América Latina para a maternidade e o 33º do mundo, segundo um índice da organização britânica Save the Children. No topo está a Finlândia e a República Democrática do Congo em último. Os Estados Unidos estão em 30º lugar e o Brasil em 78º.
Efe (01/05/2013)

Cubanas comemoram 1º de maio em Havana. País caribenho está à frente de Argentina, 
Costa Rica e México em índice sobre maternidade

A ONG, cuja sede fica em Londres, leva em conta fatores como bem-estar, saúde, educação e situação econômica das mães, assim como a taxa de mortalidade infantil e materna, para definir a tabela.

Levando em conta somente a América Latina e Caribe, Cuba está à frente da Argentina (36), Costa Rica (41), México (49) e Chile (51). O Haiti está no 164º lugar. Também em postos relativamente baixos estão Honduras (111), Paraguai (114) e Guatemala (128). A Venezuela está em 66º.


"Apesar de a América Latina ter conseguido enormes avanços, podemos fazer mais para salvar e melhorar a vida de milhões de mães e bebês recém-nascidos que se encontram na maior situação de pobreza", afirmou o diretor da Save the Children para a América Latina, Beat Rohr. Ele disse que os maiores avanços foram registrados no Brasil, Peru, México e Nicarágua.

O Índice de Risco do Dia do Parto, elaborado pela primeira vez, revela que 18 % de todas as mortes de crianças menores de 5 anos na América Latina ocorrem durante o dia de nascimento. As principais causas são nascimentos prematuros, infecções graves e complicações durante o parto.

Contudo, a mortalidade neonatal na região diminuiu 58 % nas últimas duas décadas, apesar de ainda existir uma grande diferença na atenção dada às pessoas ricas e às com menos recursos, ressalta o estudo. A Save the Children estima que, a nível mundial, mais de um milhão de recém-nascidos poderiam ser salvos todos os anos caso o acesso à saúde fosse universal.

"Quando as mulheres têm educação, representação política e uma atenção materna e infantil de qualidade, elas e seus bebês têm muito mais probabilidades de sibreviver e prosperar, assim como a sociedade na qual vivem", sublinhou Rohr. 


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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Triste, muito triste!: A dor da mãe do terrorista

Triste, muito triste!: A dor da mãe do terrorista 

Urariano Mota


Recife (PE) - No caso dos estranhos suspeitos do atentado em Boston, estranhos, porque de suspeitos passaram rápido para a condição de terroristas, caçados à bala nas ruas e na imprensa, destaco um depoimento da mãe dos mais odiados homens hoje nos Estados Unidos. 

“Repórter: O que eles (Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev) disseram para você?

A mãe, Zubeidat: Nada. “Eu te amo, mamãe. Eu te amo, mamãe”.

Repórter: Ok.

Mãe: ... Tamerlan era o mais gentil, o mais amoroso, o garoto mais amoroso. O mais amoroso, meu garoto. Eles o mataram. Eles o mataram. Eu vi meu filho, eu não estava acreditando naquilo. Até que vi o corpo do meu filho na minha frente. Ele foi morto muito cruelmente.  Sabe o que eu acho? Eu acho que agora eles vão tentar fazer meu Dzhokhar culpado, porque eles tiraram a voz dele, a habilidade dele falar para o mundo.  Sabe por que eles fizeram isso? Eles fizeram isso porque não querem que a verdade apareça, Ok? O protetor deles é Deus, que é Allah. O único Allah, Ok?

Repórter: Eu entendo.

Zubeidat: Se eles matarem meu filho, eu não ligo... Meu mais velho foi morto e eu não ligo. Não ligo se meu mais novo for morto hoje.
Quero que o mundo ouça isso. E não ligo se eu for morta também. Ok? E direi: "Allahu Akbar" (Deus é Grande). Isso é o que vou dizer”.

Houve pessoas, porque até prova em contrário são pessoas, que reagiram a esse “não ligo”, com o espanto frente a mais uma manifestação desumana, coisa típica de mãe de terrorista, terrorista ela própria também. Outras houve que a desprezaram, assim como desprezamos a dor que não é nossa, porque pertence a outro gênero de animais, que não são nem os nossos de estimação. Ou a  desculparam, na fórmula  cínica que fala “para as mães todo filho é inocente”. No entanto, prefiro ver que nessa dor existe muita clarividência. Se não, acompanhem por favor os fatos, somente os fatos:
Um dia depois do atentado das bombas em Boston, o mais novo dos irmãos terroristas, Dzhokhar Tsarnaev, 19, voltou para a Universidade de Massachusetts. “Como se nada tivesse acontecido”, dizem as notícias. Uma estudante que não quis se identificar e se disse amiga de Tsarnaev disse ao "Boston Globe" que o suspeito foi a uma festa na noite de quarta-feira (17), dois dias após o atentado. A universidade confirmou que Tsarnaev usou a academia de ginástica do campus e dormiu em seu quarto na quarta-feira. Até a quinta-feira, o jovem frequentou as aulas normalmente. E tudo “como se nada tivesse acontecido”. Quanta frieza!...
Na tarde da quinta (18), o FBI divulgou fotos de Tsarnaev e o considerou suspeito do crime ao lado de seu irmão Tamerlan. Quando começou a perseguição, os já terroristas Tsarnaev estavam indo para uma festa em Nova York, na última quinta-feira. E o que aconteceu? Depois de ligar para mãe, quando se despediu aos gritos “Mãe, eu te amo”, Tamerlan correu contra os policiais, “cheio de bombas no corpo”, disseram depois, e mandou balas sozinho contra o cerco. E o terror mais jovem, o que fez? Atropelou o ferido mais velho Tamerlan,  tentando fugir da polícia nos subúrbios de Boston.  Levado ao hospital, socorrido, Tamerlan deu entrada coberto de feridas dos pés à cabeça. Depois, apesar dos cuidados, faleceu. OK?
No grande final, o jovem Dzhokhar Tsarnaev é descoberto em um quintal de uma casa em Watertown, perto de Boston. E troca tiros, mais uma vez, com a polícia, segundo a polícia. No entanto, o jornal The Washington Post revela agora que o mais novo terrorista não estava armado, quando se escondia no barco onde foi atingido por vários tiros. Mas segundo a polícia, Tsarnaev havia tentado resistir à prisão e disparado contra policiais antes de se render. Mais: quando foi retirado do barco, que foi destruído pelas balas durante o cerco policial, ele estava encharcado de sangue e ferido gravemente na garganta. Mas os ferimentos foram causados pelo próprio jovem, que teria tentado se matar. Sem armas mas atirando contra si, enquanto era caçado como um rato, escondido em um barco.
Em resumo, as vozes mais críticas dizem que estamos diante de um  scapegoat, mais conhecido no Brasil pelo nome de bode expiatório. A reunião desses fatos e as versões da polícia nos levam a crer que estamos diante de mais uma encenação, típica dos anos da ditadura no Brasil. Nas notícias agora de Boston, a dor vem de uma muçulmana enlouquecida, que grita I don’t care, ok?. Zubeidat Tsarnaeva pode ser ouvida aqui   

sábado, 30 de junho de 2012

A maldade da maldade: Padrasto teria torturado e estuprado meninas com aval da mãe



A maldade da maldade: Padrasto teria torturado e estuprado meninas com aval da mãe

Agentes da Delegacia de Polícia da Mulher de Lajeado, no Vale do Taquari, Rio Grande do Sul, prenderam na sexta-feira um homem de 32 anos por ter torturado, escravizado e estuprado duas enteadas, entre 2005 e 2011. De acordo com a delegada Márcia Scherer, o padrasto agia com crueldade e tinha apoio da mãe das crianças. "Ele mantinha relação sexual com ambas, em dias alternados, com o consentimento da mãe. Além disso, ele obrigava a mais velha a vender CDs e DVDs piratas como forma de sustento da família. Não fosse suficiente, dava choques elétricos nas duas."
Ele também havia gravado com ferro quente a inicial do nome dele na perna da enteada mais velha e faria o mesmo na mais nova, segunda a delegada, ao detalhar os motivos da prisão preventiva. O suspeito já havia sido investigado e indiciado, em 2003, por suspeita de estupro contra as crianças, quando a família vivia em outra região do Estado, mas acabou sendo absolvido no processo. As vítimas ficaram dois anos longe do convívio familiar, mas quando a mãe as levou para Lajeado os crimes voltaram a ocorrer com mais intensidade.
A mãe, que é considerada co-autora do crime, por ser conivente com os abusos sexuais e maus-tratos, e por buscar anticoncepcionais em um posto de saúde para as filhas, ainda não teve o pedido de prisão acatado. O caso é investigado desde 2011, quando os crimes foram descobertos, após uma delas relatar os casos a uma professora. Hoje com 14 e 15 anos, as jovens vivem sob os cuidados da avó materna.

No Terra

terça-feira, 8 de maio de 2012

STJ mantém prisão de padrasto e mãe acusados de estuprar menina de 12 anos


STJ mantém prisão de padrasto e mãe acusados de estuprar menina de 12 anos 

Jornal do Brasil


A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva de um casal que foi denunciado por suposta prática de estupro de vulnerável. A denúncia considerou as agravantes previstas no artigo 226 do Código Penal, visto que os acusados são mãe e padrasto da vítima – uma garota de 12 anos – e que o crime foi praticado em concurso de duas pessoas.
A prisão preventiva foi decretada, em outubro do ano passado, pela juíza da comarca de Lucena (PB), que determinou a citação dos acusados. A magistrada entendeu que, diante da gravidade do crime e da periculosidade dos agentes, a prisão é necessária para manter a ordem pública, não só com relação à possibilidade de ocorrência de novos fatos, mas também para “acautelar o meio social e preservar a própria credibilidade da Justiça”.
Ameaças
A defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que denegou a ordem, considerando que a prisão deveria ser mantida para assegurar a instrução criminal, porque a vítima teria sofrido ameaças para não contar a respeito dos abusos sexuais que sofria.
No STJ, a defesa sustentou que houve ilegalidade na decisão do TJPB, por falta de fundamentação idônea. Alegou a falta de justa causa para a ação penal, pois, segundo ela, as acusações feitas pela vítima teriam sido desmentidas por provas técnicas e exames periciais. Pediu, por fim, a revogação das prisões preventivas e o trancamento da ação penal.
Decisão
Do ponto de vista processual, o relator do habeas corpus no STJ, ministro Marco Aurélio Bellizze, explicou que a falta de apreciação do pedido de trancamento da ação penal pelo TJPB impede o seu conhecimento. Mas afirmou que a prisão de natureza cautelar não é incompatível com a presunção de inocência, desde que sua necessidade seja fundamentada pelo juiz. Para ele, a devida fundamentação foi feita, tanto pelo juízo de primeiro grau quanto pelo tribunal estadual, com a demonstração de elementos concretos.
Ordem pública
“Quando da maneira de execução do delito sobressair a extrema periculosidade do paciente, abre-se ao decreto de prisão a possibilidade de estabelecer um vínculo funcional entre o 'modus operandi' (modo de execução) do suposto crime e a garantia da ordem pública”, sustentou Bellizze ao constatar a gravidade concreta da conduta dos acusados e a sua periculosidade.
O ministro cioncluiu que “dessa forma, se os fatos mencionados na origem são compatíveis e legitimam a prisão preventiva, nos termos do artigo 312 do Código de Processo Penal, não há ilegalidade a ser sanada na via excepcional”.
A decisão da 5ª Turma foi unânime. O número deste processo e os nomes dos acusados não foram divulgados em razão de sigilo judicial.