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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Presta Atenção e caia na folia : Tribunais adotam medidas de proteção à criança durante o carnaval

Presta Atenção e caia na folia : Tribunais adotam medidas de proteção à criança durante o carnaval  

 Presença de responsáveis é uma das determinações.

Migalhas
Alguns tribunais adotam medidas específicas para garantir a proteção de crianças e adolescentes durante as comemorações. Na BA, por exemplo, a 1ª vara da Infância e da Juventude estará aberta 24 horas durante o período de Carnaval, com postos de atendimento no Pelourinho, Campo Grande, Estação Rodoviária, Aeroporto e na sede da unidade.
Além disso, crianças devem estar acompanhadas dos pais ou responsável nos circuitos da festa. Nos trios elétricos e carros de apoio será permitida a presença de maiores de dez anos, desde que estejam autorizadas pela vara da Infância.
Em locais com distribuição gratuita de bebidas alcoólicas, o acesso só é permitido com a presença dos pais ou responsável. Nos desfiles de blocos, camarotes, arquibancadas e eventos os adolescentes (a partir de 12 anos) desacompanhados devem levar documento de identidade com fotografia e autorização com firma reconhecida em cartório.
No RJ, a participação de criança em desfile mirim só é permitida para as maiores de cinco anos. Na bateria, só podem participar os menores a partir de seis anos. Quanto aos carros alegóricos, apenas crianças com mais de dez anos.
Em Fortaleza/CE, fica proibida a participação de jovens com até 16 anos, em bailes, boates e discotecas, quando desacompanhados dos pais ou responsáveis. Nos blocos não voltados para o público infantil, crianças de até 12 anos só poderão participar, como foliões, se estiverem acompanhadas pelos pais ou responsáveis. Já no caso dos blocos e escolas de samba infantis, os pais ou responsáveis deverão acompanhar os menores ou autorizar, por escrito, que outras pessoas o façam.
No carnaval capixaba, não é permitida a entrada e a permanência de criança, menor de 12 anos, em bailes carnavalescos, quando abertos ao público em geral ou com cobrança de ingresso, salvo nos bailes infanto-juvenis. Nos desfiles, os responsáveis por sua realização devem estar atentos a crachás ou pulseiras de identificação para as crianças.
No RN, cidades onde ocorrem tradicionais carnavais no Estado editaram portarias para disciplinar o acesso de crianças e adolescentes nos eventos. As varas da infância nomearam agentes de fiscalização que vão atuar durante todos os dias de Carnaval, a fim de prevenir a ocorrência de ameaças ou a violação dos direitos da população com faixa etária com menos de 18 anos de idade.

Além disso, a Justiça fiscalizará a prática de ato infracional por adolescente em parceria com as polícias Civil e Militar. Os agentes de fiscalização devem identificar as irregularidades e verificar os casos, acompanhando os adolescentes infratores à delegacia ou ao conselho tutelar.

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sábado, 30 de junho de 2012

A maldade da maldade: Padrasto teria torturado e estuprado meninas com aval da mãe



A maldade da maldade: Padrasto teria torturado e estuprado meninas com aval da mãe

Agentes da Delegacia de Polícia da Mulher de Lajeado, no Vale do Taquari, Rio Grande do Sul, prenderam na sexta-feira um homem de 32 anos por ter torturado, escravizado e estuprado duas enteadas, entre 2005 e 2011. De acordo com a delegada Márcia Scherer, o padrasto agia com crueldade e tinha apoio da mãe das crianças. "Ele mantinha relação sexual com ambas, em dias alternados, com o consentimento da mãe. Além disso, ele obrigava a mais velha a vender CDs e DVDs piratas como forma de sustento da família. Não fosse suficiente, dava choques elétricos nas duas."
Ele também havia gravado com ferro quente a inicial do nome dele na perna da enteada mais velha e faria o mesmo na mais nova, segunda a delegada, ao detalhar os motivos da prisão preventiva. O suspeito já havia sido investigado e indiciado, em 2003, por suspeita de estupro contra as crianças, quando a família vivia em outra região do Estado, mas acabou sendo absolvido no processo. As vítimas ficaram dois anos longe do convívio familiar, mas quando a mãe as levou para Lajeado os crimes voltaram a ocorrer com mais intensidade.
A mãe, que é considerada co-autora do crime, por ser conivente com os abusos sexuais e maus-tratos, e por buscar anticoncepcionais em um posto de saúde para as filhas, ainda não teve o pedido de prisão acatado. O caso é investigado desde 2011, quando os crimes foram descobertos, após uma delas relatar os casos a uma professora. Hoje com 14 e 15 anos, as jovens vivem sob os cuidados da avó materna.

No Terra

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Fico com a beleza das respostas das crianças...: Garoto com paralisia cerebral corre com a ajuda de seus amigos

Fico com a beleza das respostas das crianças...: Garoto com paralisia cerebral corre com a ajuda de seus amigos


Se você estava atrás de um pouquinho de inspiração hoje e não procure mais: conheça Matt, um estudante do ensino fundamental que tem paralisia cerebral. Sua condição faz com que dar uma voltinha por aí seja difícil para ele, mas independente disso ele decidiu participar da corrida do dia de campo da escola. É claro que desde o começo isso seria um desafio, mas Matt deu tudo de si. Quando sua energia estava pela metade, Mr. Blaine, seu professor de educação física e um de seus melhores amigos (awnnn) veio ajudá-lo. No meio da metade da segunda volta todos os seus colegas de classe – incluindo aqueles que já tinham terminado a corrida enquanto Matt ainda estava longe – reuniram-se em torno dele e começaram a cantar um grito de guerra encorajador até a linha de chegada.







No Jezebel

quinta-feira, 1 de março de 2012

STF contra as crianças

STF contra as crianças


A ação proposta pelo PTB e defendida pelas empresas de TV contesta o Estatuto da Criança e do Adolescente

João Brant
No final de 2011, começou a ser votada no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que ameaça a política de classificação indicativa dos programas de televisão. O resultado parcial deixou preocupados os movimentos que defendem a democratização da comunicação e o direito das crianças e adolescentes.  
A ação proposta pelo PTB e defendida pelas empresas de TV contesta o Estatuto da Criança e do Adolescente, e afirma que as emissoras não podem ser punidas se optarem por desrespeitar o horário determinado na classificação indicativa. Em outras palavras, elas defendem que programas com fortes cenas de sexo, violência e drogas, por exemplo, possam ser exibidos a qualquer hora do dia. 
O relator, José Dias Toffoli, concordou e votou pela derrubada da possibilidade de punição das emissoras. Outros três ministros seguiram sua linha, até que o julgamento foi interrompido por um pedido de vistas do ministro Joaquim Barbosa. Os argumentos centrais são dois: o primeiro é que a determinação de faixas horárias protegidas fere a liberdade de expressão, e que a classificação deve ser indicativa e não impositiva. O segundo é que a classificação seria uma tentativa do poder público de substituir o poder dos pais. Os dois argumentos são totalmente contestáveis. O mesmo artigo da Constituição Federal que garante a liberdade de expressão prevê a classificação indicativa, incluindo a faixa etária e o horário adequado à exibição. A classificação, portanto, é indicativa para os pais, mas as emissoras devem obrigatoriamente segui-la.  
O segundo argumento também não se sustenta. Ao contrário de substituir os pais, o que a vinculação horária faz é viabilizar que os pais exerçam seu poder. Primeiro porque nem sempre os pais estão em casa ao lado dos filhos. Segundo, porque a televisão é um meio intrusivo, que entra nas casas sem pedir licença.    
Todas as democracias ocidentais têm políticas próximas à do Brasil. Se confirmar a tese da Adin, o STF vai afirmar uma noção ultraliberal de liberdade de imprensa, que não encontra respaldo em nenhum outro país. 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Política de habitação de São Paulo é assim: Expulsa moradores de prédio, joga na rua e coloca em risco a vida crianças e idosos.


Política de habitação de São Paulo é assim: Expulsa moradores de prédio, joga na rua  e coloca em risco a vida crianças e idosos.


Inspetor queirós da GCM prometeu violência e cumpriu.

no FLM


Cerca de 300 guardas civis metropolitanos fecharam o quarteirão da Av. São João e tentaram retirar as famílias sem-teto que estão acampadas na calçada desde quinta-feira, quando foram retiradas do prédio da Av. São João,628. Não respeitaram mulheres e crianças, idosos, gestantes. Gás de pimenta, bombas de efeito moral, cassetetes. Um ataque covarde. Os adultos se posicionaram para defender os mais frágeis e muitos foram feridos. Até o advogado Manoel Del Rio que foi chamado para tentar conter a ação truculenta levou uma série de pancadas que fez o sangue jorrar. Osmar Borges e outros. O saldo pode ser conferido nos prontuários da Santa Casa para alguns feridos foram levados. Muitos vidros quebrados no local. Um cenário desolador.

Mas as famílias enfrentaram e a GCM recuou.

Depois  da tentativa de reintegração na sexta-feira quando as madeiras foram retiradas a assistente social Jurema esteve na ocupação e prometeu que depois da reunião com seus superiores voltaria para dizer se havia conseguido um local, um galpão para acomodar as famílias.  Sua resposta foi aguardada e não veio. 

Provavelmente o que eles tenham decidido nesta reunião foi a retirada das famílias da calçada na manhã deste domingo, de forma covarde, pegando as famílias desprevenidas.

O saldo da violência pré-apurado:  costelas fraturadas pelos cassetetes, uma jovem agredida, crianças e adultos com problemas respiratórios.  Depois que voltarem da Santa Casa teremos mais dados .
Poderia ter acontecido o pior. É lamentável ver problema social tratado como caso de polícia e  aqueles que estão no papel de autoridades descumprindo ordem judicial que decidiu pelo atendimento das famílias, até sua inclusão em programa de moradia definitiva.

Nesta segunda-feira voltaremos ao Ministério Público para exigir providências contra os responsáveis por esta ação que colou em risco a vida crianças e idosos.

Contatos -  Carmen: 9680-7409

Coordenação Geral da FLM Osmar Borges: Tel: 8302-8197 ou 9516-0547

05/02/12 às 10:16
Manoel Del Rio Está entre os feridos
LutaMoradia Frente Luta Moradia

Pessoas ensanguentadas na calçada da Avenida São João. Muita violência na tentativa de reintegração das famílias que estão na calçada.

São 08:20 deste domingo 05 de fevereiro de 2012

GCM ESTÁ FAZENDO CORDÃO DE ISOLAMENTO PARA RETIRAR FAMILIAS DA CALÇADA DA AV. SÃO JOÃO NESTE MOMENTO

As crianças estão tomando café da manhã.

Contatos -  Carmen: 9680-7409

Coordenação Geral da FLM Osmar Borges: Tel: 8302-8197 ou 9516-0547



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Crianças são libertadas de trabalho escravo em São Carlos



Crianças são libertadas de trabalho escravo em São Carlos



Impedidas de ir à escola, crianças e adolescentes ajudavam os pais na colheita de tomate em fazenda do interior paulista. Número de acidentes laborais e autorizações judiciais realçam preocupação acerca do trabalho infantil no país

Por Bianca Pyl no RepórterBrasil


Sete crianças e adolescentes - com idades entre 7 e 15 anos - e 13 adultos foram libertados de condições análogas à escravidão de uma plantação de tomate pela Gerência Regional do Trabalho (GRTE) de São Carlos (SP), no interior do Estado de São Paulo. As crianças encontradas na Fazenda Palmeira Ltda. não recebiam qualquer pagamento salarial e ajudavam os pais com o propósito de aumentar a quantidade colhida da produção.


Responsável pelos empregados, o produtor Edson Rossi é reincidente: já foi flagrado explorando trabalho escravo em outras duas ocasiões, em 2009 e 2010. Durante a libertação, as crianças declararam aos auditores fiscais do trabalho que gostariam de estudar, mas que, por causa da jornada que tinham que cumprir, e frequência na escola não era permitida pelo empregador. Pesquisa sobre perfil de atores sociais envolvidos em casos de escravidão, divulgada recentemente pela Organização Internacional do Trabalho (OIT),reforçou a conexão existente entre o trabalho infantil e o trabalho escravo.

O Conselho Tutelar de São Carlos (SP) acompanhou a libertação das crianças e adolescentes e encaminhou o caso aos conselhos dos municípios de origem das cinco famílias. As vítimas foram aliciadas pelo produtor Edson em Itapeva (SP) e Guapiara (SP), sob promessas falsas de bons salários. A maioria das pessoas estava no local há pelo menos cinco meses.

As casas utilizadas como alojamento estavam em estado precário. Algumas não tinham telhados e nem portas, com a fiação exposta. "A situação das casas era terrível. Nós interditamos os locais por causa do risco que oferecia às famílias", conta Antônio Valério Morillas Júnior, que chefia a GRTE de São Carlos (SP) e coordenou a operação. Não havia água potável, somente da torneira, sem passar por qualquer processo de filtração. A jornada de trabalho era exaustiva e se estendia até por 10 h diárias. Camas estavam montadas em cima de caixotes de tomates. A água do banho era fria.

Os colhedores adultos recebiam em média de R$ 600 por mês em cheque pré-datado. A maior parte do valor servia para pagar a alimentação, que era comprada em um supermercado indicado pelo fazendeiro. 

Edson já tem um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em 2009, no qual havia se comprometido a não mais adotar esse tipo de conduta. Após esta última fiscalização ocorrida na Fazenda Palmeira, o empregador assinou um novo TAC proposto pela Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região (PRT-15). Os colhedoes receberam as verbas rescisórias e as guias para o benefício do Seguro Desemprego para Trabalhador Resgatado. O MPT está calculando o valor da multa pelo descumprimento do TAC anterior.

A fiscalização ainda está sendo concluída e, de acordo com o gerente de trabalho de São Carlos (SP), o empregador deve receber 20 autuações pelas irregularidades encontradas. O empregador Edson não foi localizado para comentar o caso. As crianças libertadas trabalhavam sem nenhum equipamento de proteção individual (EPI), nem mesmo na tarefa de aplicação dos agrotóxicos, e corriam sérios riscos de acidentes.

Números e autorizações
Índices divulgados no início deste mês pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, assustam: três acidentes de trabalho por dia envolvendo pessoas com menos de 18 anos foram registrados entre janeiro de 2009 a julho de 2011. No mesmo período, 48 acidentes fatais envolveram vítimas da mesma baixa faixa etária.

Houve, ao todo, 3.326 acidentes de trabalho no país durante esses 30 meses, mais da metade (2.211 acidentes) ocorreu no Estado de São Paulo. Os números, contudo, podem ser ainda maiores, pois os dados se referem apenas aos casos em que o trabalhador procura as unidades de saúde.

A Agência Brasil divulgou notícia recente acerca das mais de 33 mil autorizações judiciais, emitidas entre 2005 e 2010, para que crianças e adolescentes brasileiras com menos de 16 anos trabalhem. O salto foi de 1.283, em 2005, para 7.421, em 2010. A Região Sudeste abarcou mais da metade das autorizações ratificadas por juízes e promotores de todo o Brasil: 55%. Apenas no Estado de São Paulo, chegaram a 11.295. Os números foram obtidos por meio de levantamento feito pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

A maioria das autorizações se refere ao trabalho para adolescentes de 14 e 15 anos. Contudo, a quantidade de autorizações envolvendo crianças mais novas também chama a atenção: foram 131 para crianças de 10 anos; 350 para as de 11 anos, 563 para as de 12 e 676 para as de 13 anos.

Regulamentação e programa
Segundo o procurador-geral do trabalho Luís Camargo, o MPT está em contato com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que a questão seja regulamentada. O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ressaltou, já expediu uma resolução (66/2008) nesse sentido. "Estamos atuando em conjunto com o Ministério Público Estadual [MPE] para tentar reverter estas autorizações e combater o problema do trabalho infantil de forma mais estrutural, não só com ações judiciais", declarou Luís Camargo.
"A situação social das famílias é crítica, mas a solução não é dar autorização de trabalho para crianças", comentou o procurador-geral à Repórter Brasil. Para contribuir com a eliminação do trabalho infantil, o MPT vem desenvolvendo o Programa Orçamento e Políticas Públicas, que visa pressionar diretamente os governos municipais para que atuem nesse sentido.

Cada Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) mapeou 20 municípios dentro de suas jurisdições com os piores Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para que esses locais passem a receber ações a partir do ano que vem. De acordo com o MPT, as ações ocorrerão simultaneamente em todo o país.

Todas as prefeituras do país também estão sendo convocadas pelo órgão trabalhista a assinar um TAC com o compromisso de cumprir uma série de medidas focadas no problema. "O trabalho infantil é um problema estrutural e envolve muitas questões. Nossa cobrança junto às prefeituras é para que sejam garantidas políticas públicas que incluam as famílias das crianças, que muitas vezes têm pais sem qualificação profissional alguma, entre outros problemas", acrescentou o procurador-geral do trabalho.