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terça-feira, 19 de junho de 2012

Movimentos sociais esculacham torturador no Rio de Janeiro

Movimentos sociais esculacham torturador no Rio de Janeiro
No Brasil de Fato


O esculachado foi Dulene Aleixo Garcez dos Reis, ex- capitão da Infantaria do exército e co-responsável pela morte do jornalista Mário Alves

Movimentos realizam esculacho em frente à casa de torturador,
no Rio de Janeiro - Foto: Levante Popular da Juventude

Cerca de 1.500 pessoas ligadas a movimentos sociais realizaram na manhã desta terça-feira (19) um esculacho em frente à casa do torturador da ditadura militar Dulene Aleixo Garcez dos Reis. O ato ocorreu durante a realização da Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20.
A marcha saiu às 9h da manhã da Urca, zona sul do Rio de Janeiro, e seguiu até a casa do torturador, na rua Lauro Miller, 96, região do Botafogo (RJ).
O esculacho foi organizado desde maio pelo Levante Popular da Juventude junto com a Articulação Nacional pela Memória, Verdade e Justiça, movimentos estudantis e a Via Campesina.  
“Nós estamos articulando junto com os movimentos que já tocavam essa luta, familiares dos mortos durante o regime militar e ex-presos políticos. Estamos tentando avançar nessa articulação com outros movimentos”, ressalta Carolina Dias, do Levante Popular da Juventude.
A ação conhecida como esculacho visa denunciar ex-agentes que participaram, direta ou indiretamente, da ditadura militar brasileira e demonstrar que eles continuam levando suas vidas normalmente, sem que tenham passado por algum processo de julgamento sobre seus atos.
Histórico
Dulene Aleixo Garcez dos Reis foi capitão da Infantaria do Exército em 1970 e, no ano seguinte, serviu no Batalhão de Infantaria Blindada de Barra Mansa. No dia 17 de janeiro do mesmo ano, participou da tortura do jornalista e secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, Mario Alves.
Alves foi morto dentro do 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca, onde funcionava o DOI-CODI. Segundo a revista Carta Capital de março de 2008, Mário Alves foi submetido a uma sessão de torturas que terminou com sua morte. O jornalista foi torturado por um cassetete de madeira com estrias de ferro, o que causou hemorragia interna, perfuração dos intestinos e morte.

domingo, 6 de maio de 2012

Manifestantes feridos na Marcha da Maconha no RJ prestam queixa em delegacia

Manifestantes feridos na Marcha da Maconha no RJ prestam queixa em delegacia

Não custa lembrar que o STF liberou a manifestação, leia AQUI a decisão.




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terça-feira, 10 de abril de 2012

Democracia do Cabral: Mesmo após pedido de anistia, PM continua a expulsar grevistas

Democracia do Cabral: Mesmo após pedido de anistia, PM continua a expulsar grevistas

Jorge Lourenço

O pedido unânime dos deputados estaduais do Rio de Janeiro pela anistia dos policiais e bombeiros que participaram do movimento reivindicatório em fevereiro não surtiu efeito na Polícia Militar. Nesta terça-feira (10/04), a corporação expulsou mais dois agentes envolvidos na greve. Desta vez, as vítimas foram os soldados Lindomar Alcantara e Silva e Thyago Rodrigues dos Reis, ambos do 28º BPM (Volta Redonda). 
Sem efeitos
De acordo com os parlamentares, a revolta dos policiais militares do Rio de Janeiro não foi tão danosa quanto aquela que aconteceu na Bahia e a expulsão foi uma medida exagerada da corporação. Dos 70 parlamentares possíveis, 60 subscreveram o pedido.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Ninguém fez mais feio nesta tragédia inesperada que o governador do Rio de Janeiro: De que tem medo Sérgio Cabral?

Ninguém fez mais feio nesta tragédia inesperada que o governador do Rio de Janeiro: De que tem medo Sérgio Cabral?


Victor R. Caivano/AP
Bombeiros trabalham na área do desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro
Bombeiros trabalham na área do desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro
Vitor Hugo Soares
De Salvador (BA) no Terra
Diante do que se viu, e ainda se vê, no espaço dramático e poeirento desta tragédia inesperada que fere o coração da Cidade Maravilhosa - igualmente marcada por momentos singulares de humanismo, generosidade solidária, superação e bom humor, mesmo frente à desgraça - é preciso dizer com todas as letras a bem da verdade e seu registro histórico: ninguém fez mais feio neste episódio do que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho.
Mando às favas o temor de ser repetitivo neste espaço, mas para contextualizar jornalisticamente o triste papel de Cabral é preciso recorrer mais uma vez ao Decálogo do Estadista, de Ulysses Guimarães. Magnífica, sólida e permanente construção do pensamento e da prática do saudoso fundador do MDB (hoje o PMDB do governador do Rio), presidente da Câmara e timoneiro da oposição em travessia das mais difíceis do País entre a ditadura e a democracia.
Sérgio Cabral Filho, neste desastre que ainda recolhe seus mortos (quando escrevo de Salvador já são nove corpos recolhidos e a previsão oficial de 20 desaparecidos), afrontou acintosamente o primeiro mandamento do Decálogo de Ulysses: A Coragem.
Perdoem os incomodados, mas considero indispensável reproduzir aqui, mesmo para os que a conhecem e a seguem, o que reza a primeira e fundamental norma do homem público, segundo a lei do evangelho do fundador do PMDB: "O pusilânime nunca será estadista. Churchill afirmou que das virtudes, a coragem é a primeira. Porque sem ela todas as demais, a fé, a caridade, o patriotismo desaparecem na hora do perigo".
"Há momentos em que o homem público tem que decidir, mesmo com o risco de sua vida, liberdade, impopularidade ou exílio. Sem coragem não o fará. Cesar não foi ao Rubicon para pescar, disse Andre Malraux. Se Pedro Primeiro fosse ao Ipiranga para beber água, suas estátuas não se ergueriam nas praças públicas do Brasil".
O medo tem cheiro. Os cachorros e cavalos sentem-no, por isso derrubam ou mordem os medrosos. Mesmo longe, chega ao povo o cheiro corajoso dos seus líderes. A liderança é um risco. "Quem não o assume não merece esse nome". Grande e verdadeiro Ulysses Guimarães!
Agora, de volta ao cenário dos desabamentos na noite de quarta-feira no centro do Rio. As primeiras notícias e imagens transmitidas na televisão deixaram em suspense o País e a parte do mundo que ainda não dormia quando os prédios começaram a ruir, reproduzindo cenas dramáticas de gente correndo da nuvem de poeira que os perseguia, como se o pesadelo do 11 de Setembro em Nova Iorque se repetisse na Cidade Maravilhosa.
Logo estavam na área os soldados do Corpo de Bombeiros (é fácil entender porque a população do Rio os ama e respeita tanto, embora Cabral pareça detestá-los). Socorrendo, ajudando, tentando retirar pessoas ainda com vida dos escombros.
Em seguida chegou também o prefeito Eduardo Paes, que estava em um teatro em Ipanema no lançamento da peça sobre Zezé Macedo. Saiu direto de um auditório de comédia para um palco de tragédia. Cumpria assim com tranquilidade no meio da confusão - mas muita decisão e coragem, é preciso reconhecer - o seu dever de homem público com a população que o colocou no comando administrativo da cidade do Rio de Janeiro.
E o governador Sérgio Cabral? Em outros momentos, trágicos, ele foi apanhado em viagens mal justificadas ao exterior ou em estranhas transações com magnatas dos empreendimentos privados em Porto Seguro, na costa sul da Bahia. Desta vez, aparentemente, Cabral estava na capital do estado que ele governa. Ainda assim, ele que é um falastrão contumaz na hora de contar vantagens, se manteve escondido. Em silêncio. Ausente.
Com a suspeita bem humorada levantada pelo site carioca "Sensacionalista" de que o governador estava "entre os desaparecidos dos desabamentos", Cabral resolveu dar sinal de vida. Mais de 15 horas depois dos desabamentos, na tarde do dia seguinte, o governador resolveu quebrar o silêncio. Em entrevista à Rádio CBN, disse o óbvio, mas com palavras reveladoras: lamentou a tragédia, afirmou ter acompanhado os trabalhos, que estão sob o comando do prefeito Eduardo Paes e do secretário estadual de Saúde, Sérgio Cortes. E sentenciou com mais uma obviedade e outro tiro no pé: "a tragédia poderia ter sido ainda maior caso tivesse ocorrido horas antes".
"Por amor de Deus, me bata um abacate!", como dizem os baianos.
"Os medrosos têm cheiro!", registra Ulysses em seu Decálogo do Estadista, e não custa repetir sempre esta verdade. Resta agora saber, diante dos fatos da recente tragédia carioca, de que ou de quem tem medo o governador Sérgio Cabral Filho?
Como no samba, responda quem souber.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Os bombeiros que o Cabral chamou de vagabundos estão tentando salvar vida e a pergunta que não quer calar é: Cadê o Cabral?

Os bombeiros, que o Cabral chamou de vagabundos, estão tentando salvar vidas e a pergunta que não quer calar é: Cadê o Cabral?


Indignação: Texto que li na página do Facebook da minha amiga Karla:


EU ACHO ENGRAÇADO COMO SÃO OS SERES HUMANOS...QNDO A LUISA ESTAVA NO CANADÁ TODO MUNDO FICAVA COMENTANDO, ENCHENDO A PORCARIA DO SACO COM UM BANDO DE BOBEIRA E COISAS INUTEIS. NÃO VI NENHUM COMENTÁRIO AQUI NO FACE, DE NINGUÉM PARABENIZANDO E ENGRANDECENDO O TRABALHO DAS PESSOAS ENVOLVIDAS NO SOCORRO E RESGATE DAS VITIMAS DO DESABAMENTO. ESSAS PESSOAS ESTÃO TRABALHANDO INCANSAVELMENTE HÁ MAIS DE 24HORAS... OS BOMBEIROS ARRISCAM SUAS VIDAS PRA SALVAR OUTRAS VIDAS. DEIXAM SUAS FIMÍLIAS SEM SABER SE VOLTAM. PARABÉNS A TODAS AS PESSOAS QUE ARRISCARAM SUAS VIDAS PRA TENTAR ENCONTRAR PESSOAS AINDA SIM COM VIDAS. PARABÉNS AO MEU MARIDO QUE É UM ENORME ORGULHO PARA MIM E TODA A NOSSA FAMÍLIA. SALÁRIO DIGNO, SERGIO CABRAL! GOSTARIA DE SABER EM QUAL MOMENTO O SR. APARECEU POR LA PARA PRESTAR QUALQUER TIPO DE SOLIDARIEDADE. OS MESMO QUE HÁ MESES ATRÁS O SR. CHAMOU DE VAGABUNDOS E PRENDEU COMO VERDADEIROS DELINQUENTES POR ESTAREM REIVINDICANDO SALÁRIOS DIGNOS, SÃO OS MESMOS VAGABUNDOS QUE HJ TRABALHAM INCANSAVELMENTE PARA SALVAR VIDAS. ISSO É PRA QUE VEJAMOS NAS MÃOS DE QUEM ENCONTRA-SE O NOSSO ESTADO. #ficaadica#
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Os primeiros corpos foram recolhidos pela manhã
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Após desabamento de três prédios na Treze de Maio, equipes procuram corpos na montanha de entulho e escombros
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Os primeiros corpos foram recolhidos pela manhã
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

Foto no JB

Após desabamento de três prédios na Treze de Maio, equipes procuram corpos na montanha de entulho e escombros
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

União Gay: Justiça do Rio impede casamento de estilista

União Gay: Justiça do Rio impede casamento de estilista

Tufvesson: “Ninguém vai impedir minha felicidade”


Carlos Tufvesson e André Piva têm o pedido de transformar a união em casamento negado/ Foto: Cristina Granato
Como sabido, a Vara de Registro Público do Rio negou a Carlos Tufvesson e André Piva, que vivem juntos há 16 anos, o direito de transformar a união em casamento. O ato contraria decisão do STF: “Eu acredito na Justiça do meu País; uma decisão do STF foi contrariada”, diz Carlos, completando: “Ninguém vai impedir minha felicidade”. A propósito: aconteça o que acontecer e der no que der, a festa, para 400 pessoas, no próximo dia 14, no MAM, está mantida. Nessa mesma Vara, segundo consta, já houve decisão favorável em casos parecidos. O casal recorreu da decisão.

ÚltimoSegundo

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Marcha pelo Estado laico do Rio de Janeiro


Marcha pelo Estado laico do Rio de Janeiro 


Ativistas realizam marcha no Rio de Janeiro pela laicidade no Brasil. Marcha pelo Estado Laico se concentrará no Largo da Carioca dia 25 de agosto às 11 horas. Protesto terminará em frente a ALERJ.

RIO DE JANEIRO - O Centro da Cidade será palco para a Marcha pelo Estado Laico do Rio de Janeiro, no dia 25 de agosto de 2011, a partir das 12h, que percorrerá o trajeto do Largo da Carioca até o Palácio Tiradentes, terminando com uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Às 15h, a Marcha se unirá ao ato-show Música Antenada, na Praça XV, pela democratização da comunicação e da cultura.

A manifestação se opõe ao aumento significativo das interferências de setores religiosos no legislativo e judiciário brasileiros, tais como: assinatura da Concordata Brasil-Vaticano que consolida os privilégios concedidos à Igreja Católica; ações como sentenças jurídicas embasadas em textos psicografados por médiuns; anulação de união estável gay por juiz que disse ter agido em nome da lei de Deus, em Goiás; determinação de que só terão validade legal os casamentos celebrados por instituições religiosas; isenção de IPVA e ICMS aos veículos de instituições religiosas; a obrigatoriedade da leitura da bíblia em escolas públicas e no Senado; multa às bibliotecas que não possuírem bíblias, entre outros.

A demanda da Marcha pelo Estado Laico do Rio de Janeiro é a discussão à luz da Constituição, de maneira verdadeiramente democrática e neutra, de diversos assuntos caros à sociedade como diversidade religiosa e liberdade de crença, fortalecimento da educação laica, casamento entre pessoas do mesmo sexo, descriminalização do aborto, criminalização da homofobia, entre outros, de forma que reflita o conjunto da sociedade brasileira, plural e diversa.

A Marcha pelo Estado Laico se opõe à premissa de que princípios e dogmas religiosos sirvam de base para a tomada de decisões que interferem na sociedade brasileira, desrespeitando a sociedade plural e diversa e que aja como se o país fosse teocrático, visto que nossa Constituição preza pela diversidade religiosa - bem como pelo direito de não professar nenhuma religião, e que sob hipótese alguma as crenças de algumas pessoas devem se sobrepor às de outras. A Marcha pelo Estado Laico do Rio de Janeiro entende que estes são aspectos relativos à liberdade de expressão e direito à privacidade, princípios constitucionais que precisam ser garantidos a todas e todos, e respeitados por todas e todos, não sendo aceitável qualquer tipo de interferência por esses motivos.

Marchas semelhantes aconteceram em São Paulo e Recife (21 de agosto), e serão realizadas também em Florianópolis (30 de agosto), Curitiba (17 de setembro) e Brasília (30 de novembro).

Contatos para a imprensa:
Jandira Queiroz – jandiraqueiroz@gmail.com, 21 8116 3791
Nubio Revoredo –  núbio.revoredo@gmail.com – 21 9303 3928
Erik Chendo Tegon – qrcyen@gmail.com – 21 93888135

domingo, 3 de outubro de 2010

E o Rio de Janeiro continua lindo:A direita dançou no Rio de Janeiro

Por Altamiro Borges

Pesquisa do Ibope divulgada neste sábado (2) mostra que a direita, disfarçada e escancarada, levará uma baita surra no Rio de Janeiro. Para o governo estadual, Sérgio Cabral deve se reeleger com folga já no primeiro turno. Nos votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), ele aparece com 68%. O tucano verde - ou verde tucano - Fernando Gabeira aparece com apenas 23% das intenções de voto. De quebra, a direita ainda perde um deputado federal que enganava muita gente inocente.

Já para o Senado, o resultado é surpreendente. César "Vaia", o bravateiro que um dia sonhou em substituir o golpista Carlos Lacerda, despencou nas intenções de voto. O ex-prefeito só terá mesmo o seu "quase blog" para destilar o seu veneno. Na pesquisa Datafolha, ele aparece empatado tecnicamente num distante quarto lugar.

Terceiro colocado durante boa parte da campanha, Lindberg Farias (PT) consolidou a reação iniciada nas últimas semanas e desponta como o líder na disputa - com 27% dos votos válidos. O senador Marcelo Crivella (PRB) surge em segundo, com 24% dos votos. Cesar Maia (DEM) tem 17% e Jorge Picciani (PMDB), 15%. O bravateiro da direita que orquestou uma vaia para o presidente Lula vai levar uma baita vaia para casa.

Por último, na disputa para a Câmara Federal, pesquisas indicam crescimento da bancada progressista e de esquerda no Rio de Janeiro. A comunista Jandira Feghali aparece com a terceira mais votada para deputada. PT, PDT, PSB e PCdoB devem ampliar a sua presença no Congresso Nacional.