Mostrando postagens com marcador PM. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PM. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de março de 2013

Fiscal do hímen alheio: Concurso da polícia baiana dispensa exames se as candidatas forem virgens

Fiscal do hímen alheio: Concurso da polícia baiana dispensa exames se as candidatas forem virgens


Candidatas à escrivã, investigadora e delegada na polícia baiana devem se submeter a exames ginecológicos ou comprovar virgindade; pré–requisitos foram rebatidos pela OAB

Ana Lebre - Brasil de Fato

“A candidata que possui hímen íntegro está dispensada de entregar os exames que constam no item 11.12.2.1, inciso VI, alínea 'a': colposcopia, citologia e microflora, desde que apresente atestado médico que comprove a referida condição, com assinatura, carimbo e CRM do médico que o emitiu.”
A frase, que consta no edital de um concurso da polícia civil da Bahia (clique aqui) com vistas ao preenchimento das vagas de escrivã, investigadora e delegada de polícia, refere-se a uma “opção” que as candidatas teriam para não terem de se submeter a uma “avaliação clínica ginecológica contendo colposcopia, citologia e microflora”.
Em resposta à obrigatoriedade de terem de passar por tais exames ou comprovarem serem virgens, a OAB-Bahia divulgou uma nota que questiona a regulamentação da etapa e coloca em pauta a violação dos direitos à “dignidade da pessoa humana” e “intimidade e vida privada” do cidadão, que estão dispostos no 1º e 5º artigos da Constituição Federal de 1988.
Além disso, a OAB também aponta que questões relacionadas à liberdade sexual das candidatas ou doenças ginecológicas em nada interferem no desempenho dos cargos pretendidos, sendo assim, essas não deveriam ser parâmetros para qualificação ou desqualificação no concurso.
“A imposição legal de critérios de admissão baseados em gênero, idade, cor ou estado civil configura uma forma gravosa de intervenção no âmbito da proteção à igualdade jurídica (CF, art. 5º, caput) e da regra que proíbe quaisquer desses requisitos como critério de admissão (art. 7º, XXX,CF)”, ressalta a OAB.
Em entrevista ao jornal O Globo, Sérgio Camargo, especialista em concursos e direitos humanos, também destaca que essas medidas são de cunho discriminatório e restringem o poder que a mulher possui sobre seu próprio corpo. “É uma limitação que pune o privilégio dado à mulher de procriação da espécie e endossa a manutenção da submissão das mulheres ao homem.”
Diante da repercussão do caso, A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb), formuladora do edital, alega que o procedimento não é exclusivo do concurso baiano e que diversos outros exames adotaram cláusulas semelhantes. Ainda em nota, a Secretaria ainda defende que os exames são apenas optativos, caso as mulheres não queriam realizar outras avaliações médicas propostas.
O concurso disponibiliza 600 vagas com salários que podem atingir até R$ 9.155,28 para o cargo de delegada.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Chacina em São Paulo pode ter participação da PM

Chacina em São Paulo pode ter participação da PM


Balas encontradas no local da chacina, ocorrida nesta quarta-feira (25), são as mesmas usadas pela Polícia Militar
José Francisco Neto - Brasil de Fato
A Polícia Civil de São Paulo investiga a participação de policiais militares na chacina que deixou três pessoas mortas e mais duas feridas na zona norte da capital paulista, na noite desta quarta-feira (25). No local foram encontradas cápsulas de pistola calibre ponto 40, o mesmo tipo de pistola utilizada pela Polícia Militar.
A chacina ocorreu por volta das 21h30, quando homens em duas motos atiraram contra cinco pessoas que jogavam baralho em um lava-rápido na altura do nº 26 da Rua Morro do Livramento, Vila Nova Galvão, extremo norte de São Paulo.
Os mortos são o dono do lava-rápido, César da Conceição, um funcionário dele e uma criança de 12 anos. As outras duas vítimas seguem internadas no pronto-socorro do hospital São Luiz Gonzaga, no Jaçanã, zona norte (SP). Essa foi a sétima chacina registrada neste ano na região metropolitana de São Paulo.
Questionada pelo Brasil de Fato, a Polícia Militar informou que até o presente momento, o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) não notificou a Corregedoria em virtude de suposto envolvimento de PM´s nessa ocorrência.  “Dessa forma, compete à Polícia Civil dirimir eventuais dúvidas sobre o caso, já que aquela Instituição é responsável, como já dito, pela apuração", disse.

Mais mortes
Outras três pessoas morreram em ocorrências registradas na madrugada dessa quinta-feira (26) também na zona norte. Os crimes ocorreram na rua das Flores, região do Tremembé, em que duas pessoas foram assassinadas, e na rua Águas de Chapecó, na região do Jaçanã, em que um homem foi alvejado com pelo menos seis tiros e morreu na hora.

Homicídios aumentam em SP
Pela quarta vez consecutiva, os homicídios aumentaram em São Paulo, contradizendo o governador Geraldo Alckmin que disse em entrevista nesta terça-feira (23) que os indicadores da criminalidade “iriam cair”.
De acordo com as estatísticas divulgadas nesta quarta-feira pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o aumento foi de 22% em relação ao mesmo período de 2011. Com uma média de 14 mortes por dia, junho foi o período mais violento nos últimos 18 meses, com 134 mortes – aumento de 47% - contra 90 em junho do ano passado.
A Secretaria da Segurança Pública não comentou o crescimento dos homicídios.
Polícia que mata
De acordo com a Ouvidoria da Polícia Militar, só a Rota – Ronda Ostensiva Tobias Aguiar - matou 48 pessoas somente no primeiro semestre. Em comparação com o mesmo período em 2010, os homicídios subiram mais de 100%.
A Polícia Militar argumenta que se houve aumento de mortes em “resistências”, isso se deveu ao aumento de operações em que houve “confronto provocado pela reação de criminosos”, e lamenta toda ocorrência em que haja o resultado “morte”, reafirmando que esta opção “é sempre do criminoso”.

domingo, 6 de maio de 2012

Violência da PM na Marcha da Maconha no Rio de Janeiro

Violência da PM na Marcha da Maconha no Rio de Janeiro

A marcha foi a primeira realizada no Rio depois da decisão unânime (8 votos), do Supremo Tribunal Federal (STF) que liberou a realização dos eventos chamados “marcha da maconha”, que reúnem manifestantes favoráveis à descriminalização da droga. Para os ministros, os direitos constitucionais de reunião e de livre expressão do pensamento garantem a realização dessas marchas. Muitos ressaltaram que a liberdade de expressão e de manifestação somente pode ser proibida quando for dirigida a incitar ou provocar ações ilegais e iminentes.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Democracia do Cabral: Mesmo após pedido de anistia, PM continua a expulsar grevistas

Democracia do Cabral: Mesmo após pedido de anistia, PM continua a expulsar grevistas

Jorge Lourenço

O pedido unânime dos deputados estaduais do Rio de Janeiro pela anistia dos policiais e bombeiros que participaram do movimento reivindicatório em fevereiro não surtiu efeito na Polícia Militar. Nesta terça-feira (10/04), a corporação expulsou mais dois agentes envolvidos na greve. Desta vez, as vítimas foram os soldados Lindomar Alcantara e Silva e Thyago Rodrigues dos Reis, ambos do 28º BPM (Volta Redonda). 
Sem efeitos
De acordo com os parlamentares, a revolta dos policiais militares do Rio de Janeiro não foi tão danosa quanto aquela que aconteceu na Bahia e a expulsão foi uma medida exagerada da corporação. Dos 70 parlamentares possíveis, 60 subscreveram o pedido.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

MORDAÇA: PM é proibida pelo governo de divulgar dados sobre a violência em Minas Gerais

 MORDAÇA:  PM é proibida pelo governo de divulgar dados sobre a violência em Minas Gerais

Para especialistas, população não se sente mais segura sendo enganada


Joelmir Tavares no O Tempo



A cúpula da Polícia Militar proibiu os comandantes das 18 regiões da corporação em Minas de divulgarem à imprensa qualquer estatística que revele os índices de criminalidade no Estado.
Sem tornar públicos os dados da violência desde janeiro de 2011, o governo decidiu que as informações só poderão ser fornecidas desde que "previamente analisadas" pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), que comanda a segurança pública em Minas. Apenas as ocorrências "não classificadas como violentas" poderão chegar ao conhecimento da sociedade, diz a ordem aos comandantes.

As orientações, feitas pelo comando da Polícia Militar num encontro com os líderes dos batalhões, no mês passado, foram reforçadas ontem em um memorando assinado pelo chefe da assessoria de comunicação organizacional da corporação, tenente-coronel Alberto Luiz Alves, endereçado aos chefes das unidades.

A reportagem de O TEMPO teve acesso ao memorando 5008.2/2012 e ao texto publicado ontem na rede interna de comunicação da PM (veja trechos abaixo).

Na mensagem dessa quarta, intitulada "Divulgação de dados estatísticos", o assessor da corporação explica que "as unidades, quando demandadas pelos órgãos de imprensa, poderão fornecer informações sobre as estatísticas afetas às demais modalidades criminosas, não classificadas como violentas, desde que os dados solicitados sejam previamente analisados pelos respectivos comandantes quanto à provável repercussão da divulgação e reflexo na sensação de segurança da população".

O segredo em torno dos números dá força às especulações de que a violência em Minas cresceu acima da média. Em Belo Horizonte, acredita-se que o aumento tenha sido de 20%. Estudo apresentado nesta semana pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) mostrou que os assassinatos de homens entre 15 e 29 anos em Minas subiram 74,7% entre 2001 e 2007.

Especialistas em segurança pública criticam a falta de transparência. O argumento de que a publicação dos dados aumentaria a sensação de insegurança é "ultrapassado e anacrônico", diz o secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Renato Sérgio de Lima. "Não é escondendo as estatísticas que o governo deixará a população mais segura. Esse era um pensamento dos anos 90, completamente equivocado. As pessoas sabem onde os crimes acontecem".

A omissão dos números ainda faz com que, na opinião do pesquisador mineiro Robson Sávio, também membro do FBSP, "cresça a desconfiança da população em relação às corporações".
Outra consequência desastrosa, garante, é o prejuízo ao planejamento de ações de enfrentamento do problema. "Se o governo estivesse declarando os dados com transparência, não haveria nenhum problema na atitude da PM. A questão é que não tomamos conhecimento de mais nenhuma informação". Até 2010, a Fundação João Pinheiro publicava relatórios trimestrais sobre criminalidade com base em dados do governo.

Mortes. O memorando 5008.2, assinado pelo então chefe do Estado Maior da PM, Márcio Martins Sant’Ana, hoje comandante geral da corporação, informava que as estatísticas criminais de 2011 seriam divulgadas em janeiro, o que não ocorreu.
Seds entra em contradição ao comentar texto enviado à PM
A Secretaria de Defesa Social (Seds) afirmou ontem, por meio de nota, discordar da ideia de que "a divulgação dos dados aumenta a sensação de insegurança". No entanto, o memorando enviado nessa quarta-feira pelo assessor de comunicação da PM, tenente-coronel Alberto Luiz Alves, aos comandantes é claro ao afirmar que a "provável repercussão da divulgação" pode
refletir "na sensação de segurança da população".

O órgão também declarou que ainda não divulgou o relatório de 2011 porque "os dados estão sendo compilados".

Sobre a análise que os comandantes devem fazer antes de fornecer dados à imprensa, a Seds explica que se trata de "fazer a contextualização das ocorrências". "Por exemplo: aumento de ocorrências de perturbações de sossego em um bairro pode ser entendido como resultado do acréscimo de bares na região". (JT)

FOTO: DANIEL IGLESIAS - 22.8.2011
Crimes como homicídios estariam sendo ‘escondidos’ da imprensa
"MAQUIAGEM"
Ocorrências são manipuladas
Em vez de homicídio, encontro de cadáver. No lugar de tentativa de homicídio, lesão corporal ou disparo em via pública. É dessa forma, de acordo com entidades de classe e especialistas em segurança pública, que policiais militares estão sendo pressionados a preencher boletins de ocorrência, maquiando os fatos. O objetivo seria baixar os índices de criminalidade no Estado.

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) desmente as denúncias. Ontem, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa discutiu as adulterações e aprovou requerimento para que o assunto seja abordado em uma audiência pública conjunta com a Comissão de Segurança Pública.

"Os militares sofrem assédio moral há pelo menos três anos", afirma o coordenador de cidadania e direitos humanos da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares (Aspra-MG), Luiz Gonzaga Ribeiro. Segundo ele, a exigência para falsificar os boletins está criando "uma guerra" entre os níveis de comando da PM. "É a política de resultados a qualquer custo", denuncia.

A Polícia Civil também tem sido coagida a contribuir para o "clima de aparente tranquilidade" no Estado, diz o ex-presidente da Associação dos Delegados de Minas Gerais Francisco Rabelo, 67, que se aposentou em outubro. "Quem dá alguma entrevista que desagrada ao governo é repreendido".

Inconsistência. Além da suposta manipulação dos boletins, a proibição de que unidades da PM divulguem dados sobre crimes violentos, adotada no mês passado, faz Minas retroceder na prestação de contas sobre a criminalidade, na avaliação do secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Renato Sérgio de Lima.

Estudiosos da área dizem que a melhor maneira de mostrar que há controle sobre a segurança é dando publicidade e veracidade aos números. "Os fatos mostram que a Seds não consegue, de fato, gerenciar e governar o setor", critica o pesquisador Robson Sávio. (JT)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Futura Ministra Eleonora defende que os responsáveis por crimes de violência doméstica contra mulheres devem ser processados mesmo sem representação


Futura Ministra Eleonora defende que os responsáveis por crimes de violência doméstica contra mulheres devem ser processados mesmo sem representação

A quatro dias de assumir oficialmente o comando da Secretaria de Política para as Mulheres (SPM), a socióloga Eleonora Menicucci de Oliveira, 66 anos, faz pressão para que o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha a redação atual da Lei Maria da Penha. Prevista para ser apreciada hoje pelo STF, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.424 visa a garantir a não aplicabilidade da lei dos juizados especiais, que faz com que alguns agressores consigam sair da abrangência da Lei  Maria da Penha ficando impunes. A nova ministra se diz “completamente” favorável à proposta de o Ministério Público poder processar o agressor mesmo sem denúncia da vítima. Segundo ela, o que falta é avançar na implementação da lei. A atual ministra-chefe da pasta, Iriny Lopes (PT), que sai para concorrer à Prefeitura de Vitória (ES), também defende a proposta e estará hoje no plenário do STF para assistir à apreciação da matéria.
Carro-chefe da SPM e relatada pela atual ministra, a Lei Maria da Penha fez parte de uma série de temas debatidos por Iriny e Eleonora, durante entrevista coletiva realizada ontem. Segundo a futura ministra, a prioridade da secretaria será a luta no combate à violência contra a mulher. “É inadmissível ouvir em 2012 que uma mulher fez uma denúncia, pediu proteção e dois dias depois apareceu morta. Onde está a segurança pública?”, criticou Eleonora.
Com formação feminista, a futura ministra se mostrou pragmática com relação ao trabalho de cada esfera do poder público. “Que o Executivo tenha a responsabilidade de garantir a proteção à mulher (que sofre violência doméstica) e a punição.” Já ao Legislativo, Eleonora entregou a responsabilidade de decidir sobre a descriminalização do aborto. Se esquivando de declarações anteriores de que era favorável ao aborto, a socióloga mudou o foco. “Eu não seria eu se eu não reafirmasse tudo que eu falei. Mas hoje eu sou governo, a minha posição hoje é de governo”, afirmou. Para ela, o aborto não é uma questão ideológica. “Mas uma questão de saúde pública, como o crack, a droga, a dengue, a Aids, como as doenças infectocontagiosas”, completou.
AmizadeEleonora frisou sua competência para chegar ao cargo. Segundo ela, o fato de ser amiga da presidente Dilma Rousseff, desde os anos 1960, quando estudaram juntas em Belo Horizonte, e por terem sido colegas de cela, quando estiveram presas na época da ditadura, em São Paulo, não teve nenhuma influência na sua indicação. "Meu currículo me credencia para estar neste lugar. Eu não aceitaria, nem a presidente me convidaria, por ser amiga dela. Não se faz governo com amigos, mas com negociações para a governabilidade. E ela acredita no meu currículo", pontuou.
Sobre os tempos da ditadura afirmou: “Quem passou pelo que nós passamos na luta contra a ditadura cresce, amadurece e não esquece nunca. São marcas que nos tornam mais fortes e mais sensíveis ao debate, sensíveis à espera, sem sentar-se numa cadeira e ficar esperando a banda passar. É espera com ação”.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Moradora relata abuso sexual de PM na desocupação do Pinheirinho

Penso que é a primeira vez que reproduzo a FSP. Violência contra a mulher tem que ser denunciada reproduzida e combatida por todos e todas.
Moradora relata abuso sexual de PM na desocupação do Pinheirinho

Um grupo de policiais militares é investigado sob suspeita de ter cometido uma série de abusos contra moradores da área do Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP).



Uma moradora afirmou ao Ministério Público Estadual que, durante a desocupação da área, em 22 de janeiro, um PM a obrigou a fazer sexo oral nele e também teve seu corpo tocado pelo militar.

O depoimento foi prestado ao promotor João Marcos Costa de Paiva e acompanhado pelo senador Eduardo Suplicy (PT), no dia 1º.

O comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, foi procurado nesta tarde pela reportagem, mas estava em reunião. Segundo um de seus assessores, o comandante irá atender a Folha ainda nesta sexta-feira para falar sobre o caso.

Há também relatos de que PMs comeram mantimentos de moradores do Pinheirinho durante a desocupação, que um dos militares chegou a ameaçar abusar sexualmente de um jovem que vivia no lugar, e que dinheiro dos moradores foi roubado.

Os moradores afirmam ainda que policiais consumiram cocaína em um veículo oficial e que levaram a droga para dentro da casa de uma família.

Veja a íntegra do depoimento dos moradores do Pinheirinho:

domingo, 29 de janeiro de 2012

Rita Lee é presa: a cantora teria chamado PMs de "cavalo", "cachorro" e "filho da puta".

Rita Lee é presa: a cantora teria chamado PMs de "cavalo", "cachorro" e "filho da puta".


Foto: Jorge Rosenberg/iGAmpliar
A cantora Rita Lee
No último show de sua carreira, a cantora Rita Lee foi presa por desacato. O fato aconteceu na madrugada deste domingo (dia 29) em Aracaju. Levada à delegacia, ela já foi liberada.
A apresentacão na capital de Sergipe marca o encerramento da carreira ao vivo de Rita Lee. no último dia 21, no Rio de Janeiro. A cantora de 67 anos havia anunciado sua aposentadoria dos palcos
A confusão em Aracaju ocorreu porque, durante o show, Rita Lee gritou contra policiais que teriam agredido alguns fãs. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a cantora chamou PMs de "cavalo", "cachorro" e "filho da puta". Após o final da apresentação, ela foi levada a uma delegacia.
No Twitter, Rita Lee escreveu sobre o caso:
"Polícia dando trabalho p/ mim, quer me prender, embasamento legal ñ há, ñ retiro uma palavra do q disse, o show era meu!".
"Alô twittlawyers, polícia abusiva e abusada, nao sou obrigada a fazer o q me pedem: ir à delegacia agora, ou amanha às 9".
"Último show e ela vai presa? Nao poderia ser mais la cantante, afff".
"Tô indo p/ a delegacia...a polícia d Aju ñ gosta d mim mas Sergipe gosta, estou dentro do carro, eles estaaoentravv".
Na delegacia, Rita Lee assinou boletim de ocorrência por desacato e foi liberada. A ex-senadora Heloísa Helena, que assistiu ao show, testemunhou a favor da cantora.


O cantor Lobão, no Twitter, comentou o episódio:
"Mas era soh o que faltava ...prender a Ritinha eh de ultima!".
"Esses babacas num tem vergonha da cagada que estao fazendo nao?!".


No IG

rita-lee-hg-20120129

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Trabalhador em Mato Grosso denuncia PM por tortura em que obrigou a beber água de cachorro com fezes

Trabalhador em Mato Grosso denuncia PM por tortura em que obrigou a beber água de cachorro com fezes

petrucioTortura, um dos crimes mais covardes, mais cruéis, chegando até ser nojento. A Polícia Militar já abriu inquérito para apurar a tortura, comprovada a olho nu devido às marcas, principalmente nas costas, deixadas pelos torturadores
Um trabalhador humilde foi obrigado a beber água da vasilha do cachorro que estava misturada com fezes de galinha. Também foi obriga a beber quase uma garrafa de pimenta forte e ainda teve o resto da pimenta jogado no rosto e nos olhos. Para falar o que cinco policiais milites queriam saber, o homem ainda foi espancado com cabo de vassoura, com o cabo de uma restelo, e com uma mangueira de água. "Cala a boca. Não fala nada para ninguém, caso contrário a gente vai voltar e acabar com a tua vida de uma vez", ameaçaram os policiais. Não teve jeito, a vítima já oficializou a denúncia.
A vítima, o trabalhador rural Petrúcio João da Silva, de 43 anos, teve a casa invadida por cinco policiais militares: quatro homens e uma mulher na região de Mata Cavalo, na zona rural de Poconé (Baixada Cuiabá, a 100 quilômetros da Capital). "Passei pelos piores momentos de minha vida. Nunca fui tão humilhado e tão covardemente espancado", afirmou Petrúcio ao registrar ocorrência, sem medo de ser feliz e das ameaças sofridas.
Os cinco policiais militares, segundo Petrúcio, estavam atrás de Edson Antonio da Silva, de 32 anos, acusado de matar com um tiro no olho o soldado da Polícia Militar Alex Oliveira Suzarte, durante a tentativa de prisão de Edson e um garoto de 17 anos, acusados de tentar uma lanchonete por volta das 4 horas da madrugada de sábado (21), em Poconé.
Os policiais receberam informações de que Edson estava escondido na casa do colono Petrúcio. "Ele (Edson) esteve aqui em casa. Contou que estava voltando para casa depois em companhia de um colega, depois que saíram de uma festa quando foi acusado de assaltarem uma lanchonete. Contou que estava sendo espancado, eagiu. Na luta pegou a arma do soldado e o matou. Mas logo ele foi embora", conta Petrúcio.
A reportagem conversou agora a pouco com o coronel Welquerson Felizardo, comandante do CR-2 – Comando Regional-2 -, de Várzea Grande. O coronel afirma que não concorda com violência, principalmente tortura, e confirmou a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM). Para apurar as denúncias, já oficializadas pela vítima, mesmos endo ameaçada de morte.
"Sem cabimento. Não se faz Polícia com violência, muito menos com tortura. Aliás, tortura é uma palavra, que por si só já é abominável. Não concordo com nada disse e os culpados nserão punidos,. Se possível até com expulsão a bem do serviço público e até com prisão", lamentou o coronel Wilquerson.
Aliás, segundo ainda o comandante do CR-2, a própria vítima já foi ouvida em Termo, cujas declarações também serão anexadas ao IMP que também deve ser acompanhado pela Polícia Judiciária Civil, por um representante do Ministério Público e da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso (OAB-MT)
Fonte: 24h News

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Segurança na USP? : Uma estudante da Universidade de São Paulo foi violentada por um PM e ameaçada com um revólver.

Segurança na USP? :Uma estudante da Universidade de São Paulo foi violentada por um PM e ameaçada com um revólver.


   Uma estudante da Universidade de São Paulo foi violentada por um PM e ameaçada com um revólver. O carro onde ocorreu o crime tinha uma placa de "vende-se", e assim foi descoberto o autor do delito. 

Na Band

   


 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ao ser levado para a viatura, um policial disse para o advogado: ‘Negão, o pau vai cantar pra ti'



Ao ser levado para a viatura, um policial disse para o advogado: ‘Negão, o pau vai cantar pra ti'

racismo no piaui violencia policial 1Advogado agredido durante protesto acusa PMs de racismo
A Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí oficializou nesta quarta-feira (04) o pedido de afastamento dos policiais militares envolvidos na agressão ao advogado Enzo Samuel Alencar Silva. O documento foi entregue ao coronel Rubens Pereira, comandante da PM, pelo presidente da OAB-PI, Sigifroi Moreno.
Enzo Samuel foi detido ontem (03), durante manifestação contra o aumento da passagem de ônibus em Teresina. Advogado do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), ele acompanhava a manifestação quando foi dominado por PMs e preso no bagageiro de uma viatura do Grupamento Ronda Cidadão. Sangrando e com falta de ar, Enzo chegou a passar mal.
"Eu estava algemado e pedi pro rapaz que também estava na viatura e que estava sem algema pra pegar meu celular e entrar em contato com a Tenente Coronel Júlia. Por telefone, ela demonstrou surpresa com o que estava acontecendo e foi até o local, me identificar como advogado. Foi quando me soltaram", explicou Enzo.
Andréia de Carvalho, estudante da Universidade Federal do Piauí, também presente no Quartel do Comando Geral da PM, mostrou aos jornalistas o hematoma na perna direita. "Durante a correria, pra dispersar os manifestantes, a polícia atirou com balas de borracha. Eu tava de calça jeans, por isso só percebi depois, quando cheguei em casa", declara a estudante, que relatou ter feito o exame de corpo delito e que irá registrar um Boletim de Ocorrência. "Todos deveriam ser punidos", acrescenta.
racismo no piaui violencia policial 2racismo no piaui violencia policial 3
Para o presidente da Ordem, as imagens veiculadas na imprensa provam que a manifestação realizada na Avenida Frei Serafim era pacífica. Sigifroi Moreno considera que a força utilizada pela tropa de choque da PM foi desmedida e que ficou claro o despreparo dos policiais.
Durante o encontro com o coronel Rubens Pereira, a OAB solicitou também que a ação da PM seja investigada. O comandante garantiu que a denúncia será encaminhada para a Corregedoria, mas que a apuração dos fatos partirá do pressuposto que os policiais estavam na rua cumprindo seu dever, que é manter a ordem.
"Trata-se de uma atuação pontual que não representa a instituição da PM. Nós iremos atuar conforme a legislação determina, inclusive afastando os policias envolvidos, se houver necessidade. Estamos tentando fazer o melhor possível para melhorar a qualidade da polícia, mas partiremos do pressuposto de que eles estavam lá para manter e restaurar a ordem, o que é o dever deles", declarou o comandante.
Racismo
 racismo no piaui violencia policial 5
O advogado Enzo Samuel participou da reunião. Ele defende punição geral à tropa da PM que atuou na repressão à manifestação contra o aumento da passagem. Ao avaliar tudo o que aconteceu nesta terça-feira (04), Enzo considera que foi vítima de preconceito e racismo.
"Ao ser levado para a viatura, um policial disse pra mim: 'Negão, o pau vai cantar pra ti'", relata. Além disso, ele avalia que o fato de estar de bermuda impediu que a polícia acreditasse que ele estava no protesto exercendo funções de advogado. "As pessoas costumam associar a imagem do advogado a uma pessoa vestida formalmente, de terno e gravata. Eu não preciso disso pra exercer minha carreira."
Enzo acrescentou que confia na PM e nos órgãos responsáveis pela investigação. "Eles denegriram a imagem da polícia, por isso acredito que os responsáveis serão identificados e punidos", afirmou.
Por Jéssica Monteiro e Rômulo Maia
Foto: Dantércio Cardoso e Thiago Amaral

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Os policiais que nos policiam

Os policiais que nos policiam


Com a escolha de um dos líderes do massacre do Carandiru para comandar a ROTA, as palavras de Mano Browm ficam ainda mais atuais: “Adolf Hitler sorri no inferno”
Há alguns dias postei aqui um texto sobre os juízes que nos julgam. Segundo a Lei de Murphy, o que pode dar errado dará, e o que está ruim pode piorar. Ok, Murphy, você venceu. Nas edições da Folha e do Estadão de hoje (textos completos aqui) sai a estarrecedora notícia de que o novo comandante da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), setor mais assassino e racista de uma das polícias mais assassinas e racistas do mundo, agora será comandado pelo tenente-coronel Salvador Modesto Madia.
A notícia chocou até o direitoso Estadão, que explica: “Madia não é qualquer réu no processo. Depois do coronel Ubiratan Guimarães — absolvido da acusação de ser responsável por 102 das 111 mortes –, Madia e outros 28 policiais são acusados de matar 76 presos no Pavilhão 9 do presídio, que ficava no Carandiru, zona norte de São Paulo”.
Muitos comentários poderiam ser feitos sobre esta escolha, que diriam muito sobre a Justiça brasileira, o governo paulista e nossa “democracia”, mas creio que os fatos falam por si só. Não é porque não é surpreendente que deixa de ser revoltante. Em homenagem à escolha, lembro aqui de duas músicas, Diário de um Detento e Haiti, salientando as ainda atuais palavras de Mano Browm: “Adolf Hitler sorri no inferno!”.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Homenagem da polícia carioca ao Dia das Crianças

Homenagem da polícia carioca ao Dia das Crianças






Policiais do Rio de Janeiro, com metralhadoras em punho, revistam perigosas pessoas durante uma batida no Complexo do Alemão. Eles estavam procurando o quê? Coquetel molotov feito com Toddynho contaminado?


No Blog Limpinho & Cheiroso



Vi no ComTextoLivre

sábado, 20 de agosto de 2011

....honrar Patrícia é não ser conivente com violência policial....

....honrar Patrícia é não ser conivente com violência policial....


Por Marcelo Semer no Sem Juízo

País não precisa de leis de exceção ou supressão de garantias.   Justiça se faz com juízes independentes, que sejam respeitados, ouvidos, e que tenham condições de resistir tanto a pressões quanto a ameaças



O brutal assassinato da juíza Patrícia Acioli, com vinte e um tiros disparados numa emboscada, ainda vai nos assombrar por muito tempo.

A polícia carioca diz não descartar nenhuma linha de investigação. Descarta apenas o auxílio da Polícia Federal, justamente a menos envolvida com a atividade da vítima, que condenou inúmeros policiais e ex-policiais militares.

Enquanto aguardamos que se descubram executores e mandantes desse crime bárbaro, algumas verdades se põem em destaque com a tragédia.

Embora tivesse sido incluída em uma lista de "marcados para morrer", ela não era destinatária de qualquer tipo de proteção do Poder Judiciário.

A presidência do TJ do Rio de Janeiro se apressou em dizer que a própria juíza havia descartado a segurança ou que nem a havia pedido. Admitiu, todavia, que há quatro anos, o Tribunal decidiu por conta própria reduzir a proteção dela.

Na última entrevista concedida pela juíza ao Jornal "O São Gonçalo", dias antes do homicídio, jornalistas lhe indagavam justamente sobre as conhecidas ameaças de morte e a constante resistência que ela sofria por parte de policiais militares descontentes.

Aparentemente, só a cúpula da justiça carioca não se deu conta de que o perigo prosseguia.

Nesta segunda-feira, cumpriu-se ordem de prisão assinada por Patrícia horas antes de ser assassinada. Versava justamente sobre a forma simulada de execução policial, os famigerados "autos de resistência", comuns na PM, pelos quais, em resumo, a vítima acaba sendo responsabilizada pela própria morte.

Não é muito diferente, aliás, do que vem acontecendo com a juíza, com as menções recorrentes de suas ligações pessoais com agentes da segurança ou insinuações sobre desentendimentos amorosos - como se uma coisa ou outra pudessem justificar a barbaridade a que foi submetida.

O assassinato descortina situações que até então não eram de conhecimento público.

A estrutura oligárquica dos Tribunais de Justiça, por exemplo, que ainda são composto por castas.

A direção é dos desembargadores mais antigos, que estão no topo da pirâmide. Na base, os juízes, a expressiva maioria que não têm voto nas eleições, não têm participação nas escolhas das políticas e pouco são ouvidos em suas próprias carências.

Neste ambiente que ainda não conhece a democracia, não estranha que os juízes tenham tanta dificuldade em sensibilizar o poder, inclusive no que respeita à segurança.

Mas o crime ainda pode nos mostrar mais.

Muito do crescimento do estado paralelo nas polícias tem a ver com o excesso de punição e não propriamente com a impunidade. Supostamente para debelar altos índices de criminalidade, o sistema penal tem se acostumado a fechar os olhos para desvios e exageros da repressão.

Quantos processos por tortura foram julgados nesses quase quinze anos de existência da lei? Raríssimas acusações foram formuladas pelo Ministério Público e ninguém supõe que a violência esteja minguando.

Os fins justificam os meios, dizem alguns; a luta contra a criminalidade exige sacrifícios, afirmam outros, pretextos vazios para justificar a conivência com desmandos.

Enganos que já devíamos ter apreendido com a história - esquadrões da morte nasceram ao redor das polícias e se hoje resistem como grupos organizados de extermínio, bem armados e atuantes, é sinal de que delas jamais se dissociaram por inteiro.

Como bem sintetizou o juiz carioca João Batista Damasceno no dia seguinte ao assassinato: O perigo de se criar cachorros bravos e deixá-los soltos para atacar os indesejáveis aos seus donos é que depois não mais distinguem a quem estão autorizados a morder.

Patrícia Acioli não merece nossa lembrança e nossa homenagem porque "combatia os crimes", mas sim porque os julgava.

Combater o crime é atividade e dever da polícia. Ao juiz cabe julgar, sem hesitação, mas de forma isenta e imparcial, dentro de um processo com todas as garantias.

Honrar a magistrada não é fazer mais do que isso com o fato que a vitimou: nos limites da lei, investigar, acusar e julgar.

Que a sociedade não se iluda com falsas promessas, soluções miraculosas ou qualquer outra forma de paranoia e mistificação.

O país não precisa de leis de exceção, recrudescimento das polícias ou supressão de garantias.

Não é isso que manterá acesa a memória de quem deu a vida para fazer valer o direito.

Justiça se faz com juízes independentes, que sejam respeitados, ouvidos, e que tenham a capacidade de resistir tanto a pressões quanto a ameaças