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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Adolescente que sofreu bullying será indenizada por dano moral

Adolescente que sofreu bullying será indenizada por dano moral

Migalhas

A 5ª câmara Cível do TJ/RS manteve a decisão de 1º grau que determinou a reparação de R$ 10 mil por danos morais a uma adolescente que foi ofendida na escola e nas redes sociais. Os pais da jovem que deu início às ofensas, motivando seus colegas a fazerem o mesmo, serão responsáveis pelo pagamento.

A autora relatou que, em outubro de 2011, a ré realizou uma verdadeira campanha para sua desmoralização no meio escolar e nas redes sociais. Conforme as provas apresentadas no processo, a jovem a chamava de "escrota, homem mirim, inimiga, infantil", entre outros.
A demandada reconheceu as ofensas verbais, porém disse que não teve a intenção de denegrir a sua imagem. A juíza de Direito Elisabete Correa Hoeveler, da comarca de Porto Alegre/RS, estabeleceu a reparação em R$ 10 mil, a título de danos morais.
A ré recorreu da decisão e pediu a redução do valor indenizatório. Alegou ainda que não foram comprovados os danos morais sofridos, sustentando que não houve intenção de ridicularizar ou denegrir a honra da adolescente.
Já a autora pleiteou a condenação também ao pagamento de indenização pelos danos materiais experimentados, já que necessitou trocar de escola, com mensalidade superior, em razão das ofensas sofridas.
A 5ª câmara Cível do TJ/RS negou por unanimidade os recursos, mantendo a decisão de 1º grau. O relator, desembargador Jorge Luiz Lopes do Canto, reconheceu o dano moral, tendo em vista que a autora foi ultrajada pelo uso de palavras ofensivas que resultaram na violação do dever de respeitar a gama de direitos inerentes à personalidade de cada ser humano. Considerou ainda que "as referidas ofensas dão conta de um fenômeno moderno denominado de bullying, que se trata de conduta ilícita e deve ser reprimida também na esfera civil com a devida reparação".
O relator destacou o valor da indenização por dano moral deve ter caráter preventivo, com o objetivo de a conduta danosa não voltar a se repetir, e também punitivo, visando à reparação pelo dano sofrido, não devendo, porém, se transformar em objeto de enriquecimento ilícito. Assim, manteve o montante fixado em 1° grau.
Quanto ao dano material, negou o pedido, pois a de troca de colégio teria sido decidida anteriormente pela família.
O processo corre em segredo de Justiça.

Fonte: TJ/RS

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Professora cria remédio contra bullying em escola da periferia de São Paulo

Professora cria remédio contra bullying em escola da periferia de São Paulo


Fernanda Cruz - Agência Brasil
São Paulo – Quando adolescente, a professora Deyse da Silva Sobrino media 1,72 metro e pesava 45 quilos. A garota alta e magra sofria quando era chamada pelos colegas de “pau de catar balão” e “vareta de bilhar”. Na época, o termo bullying ainda não existia, mas a prática de criar apelidos maldosos e agredir de forma física ou verbal já fazia parte do cotidiano das escolas.
Atualmente, Deyse tem 60 anos e três formações: biologia, pedagogia e direito. Ela dá aulas há 42 anos e tenta passar aos seus alunos ensinamentos que vão além da informática que ministra na Escola Municipal de Ensino Fundamental José Bonifácio, localizada na zona leste, periferia da capital paulista. “Isso [o bullying] nunca me afetou. Eu estava bem comigo mesma. É isso que tento passar ao aluno, que se sinta bem com ele mesmo”.
Andresson Silva, 13 anos, estudante do 8º ano, seguiu o conselho da professora Deyse. O menino tem um grau de deficiência visual e, por usar óculos, recebia apelidos maldosos dos outros meninos. “Era muito ruim. Todo dia chegavam com uma brincadeira de maldade. Eles me pegavam, jogavam no chão, empurravam, me batiam, xingavam. Pegavam meus óculos e jogavam no chão. Eu não suportava a pressão”. Ele conta que tem poucos amigos e sofreu bullying desde os 5 anos de idade. Por medo, Andresson evitava o assunto com os pais, mas encontrou apoio na professora que já viveu o mesmo problema.
“O aluno vêm me contar seus segredos e não conto a ninguém. Se ele confiou em mim, por que vou contar para os outros? Esse relacionamento de professor e aluno é a base. Se não tiver isso, não há diálogo, não existe amizade”, disse a professora.
Mas a grande mudança para Andresson e os outros alunos, que têm entre 5 e 17 anos, veio em 2010, quando Deyse decidiu tomar uma atitude contra o bullying em toda a escola. Ela distribuiu um questionário anônimo para uma parte dos estudantes (309 alunos) contendo perguntas como: você já sofreu bullying? Já praticou? Já viu alguém praticando?
O resultado surpreendeu a professora, que leciona na José Bonifácio há 15 anos: 70% dos alunos já presenciaram a prática, 44,5% já foram vítimas, 38,5% admitiram ter praticado bullying alguma vez na vida e 9,7% praticam constantemente. Os ambientes escolares onde o bullying esteve mais presente foram o pátio e a sala de aula.
Para reverter essa situação, a professora criou um medicamento fictício com a ajuda dos alunos, chamado Sitocol. Sob o slogan “Tomou o Sitocol hoje?”, o remédio tem uma bula, escrita de forma coletiva entre os alunos. “Ele age no organismo produzindo consciência, modificando a maneira de agir das pessoas, o sentimento. Se usado em excesso, o Sitocol vai fazer rir muito e ter muita felicidade”, destacou a professora.
Com a campanha, a redução da prática do bullying na escola foi considerável. Em média, 700 alunos têm recebido, por ano, as orientações da professora Deyse, distribuídas por 21 turmas. Ela planeja reaplicar o questionário entre os alunos no próximo ano, mas relata que a melhora na atitude deles pode ser vista pelos corredores da instituição. “Antes, quando a gente subia a escadaria eu via os alunos grandes pegando os pequenos pelos braços e arrastando pelo corredor, com ar de poderosos. O outro esperneava de vergonha. E eu mandava soltar. Mas isso era frequente”.
A professora presenciava também outras situações humilhantes vividas por vítimas de bullying. Certa vez, um aluno jogou o conteúdo da mochila de um colega no pátio da escola. Os alunos que passavam naquele momento ajudavam a chutar os pertences, que se espalharam pelo chão. Deyse ajudou a vítima a recolher todo o material. “Eu não me conformava com essas coisas. Resolvi fazer esse trabalho tendo em vista essas ocorrências, que me deixavam desesperada”.
A aluna Pamela da Silva Bonfim, 11 anos, do 6º ano, que antes ouvia xingamentos e até apanhava, conta que agora vive de outra forma. “Antes, eu ia para a minha cama, começava a chorar. Agora esses apelidos não influenciam em nada. Eles me chamavam de baixinha e tenho esse apelido até hoje, mas não me importo”.
Ao ser apelidada de sem dente, a estudante Ana Paula Prazeres de Ornelas, 11 anos, do 6º ano, mostrou confiança ao enfrentar situação parecida. “Desde o ano passado, começaram a me chamar de sem dente. Eu falo para as pessoas que me xingam que isso não me incomoda, que não vou ficar sofrendo por causa delas. Eles dizem que fazem isso por diversão, mas não acho que seja divertido fazer as outras pessoas sofrerem”.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Bullying é a tentativa de destruir no outro aquilo que nos incomoda por dentro


Bullying é a tentativa de destruir no outro aquilo que nos incomoda por dentro

por Patricia Gebrim

As redes sociais acabam por facilitar o nosso reencontro com o passado. Ao menos é o que tenho vivido nos últimos dias, quando antigos colegas de escola criaram um grupo em uma rede social e estão marcando um reencontro após mais de duas décadas se terem passado.

Mensagens começaram a surgir. Fotos, lembranças... Impossível não recordar os velhos tempos! De repente ressurgem antigos apelidos e memórias que andavam soterradas sob as infinitas solicitações do dia a dia.

Tudo isso me fez pensar em um tema que, embora não seja atual, apenas recentemente tenha conquistado seu lugar: bullying.

Claro que na minha época também existia. Eu mesma passei pelo suplício de me deparar com a crueldade alheia, acreditem, embora naquela época não existisse um nome para isso. Como na nossa sociedade “o que não tem nome, inexistente é!”, prosseguiam livremente os atos arbitrários de pura maldade, com a anuência e, muitas vezes, colaboração dos adultos, até mesmo de professores. Em minha meninice eu não me cansava de perguntar o que fazia uma pessoa sentir prazer em ferir outro alguém. Que distorção monstruosa era aquela que se apoderava das pessoas? E que cegueira absurda era aquela que fazia com que tantos assistissem sem interferir?

É interessante pensarmos que nem sempre as vítimas de bullying são aquelas que apresentam alguma característica física diferente ou mais evidente. Na verdade são escolhidas como vítimas aqueles que possuem algum tipo de fragilidade, seja física ou emocional. Cabem aqui os mais sensíveis, os tímidos, os emocionalmente fragilizados; ou os que diferem em algum aspecto, e por seu comportamento diferenciado acabam por “incomodar” seus agressores.

Já os praticantes de bullying, tem um perfil diferente. Sentem prazer de ver e sentir o desprazer do próximo. Buscam a aprovação do grupo a qualquer custo. Fazem uso da fragilidade alheia para se sentirem com um controle e poder que, na certa, há muito escapara de suas mãos na vida. Bullying é um ato consciente, hostil, repetitivo e deliberado que tem um objetivo: ferir os outros e angariar poder através da agressão.

Adultos, envolvam-se

Pensando nisso tudo, me dei conta do quanto nós, adultos, precisamos nos comprometer e ficar presentes juntos aos nossos filhos, não importa o lado que ocupem nesse triste espetáculo que destrói tanta gente.

Se forem eles vítimas de crueldades, se estiverem sendo atacados verbal ou fisicamente, se estiverem sendo excluídos do grupo, se estiverem recebendo ameaças ou sofrendo com gozações, insultos e apelidos maldosos, se tiverem seus pertences roubados ou destruídos... Saiba que estarão se sentindo extremamente sós, confusos, provavelmente acreditando que deva de fato existir algo de errado com eles, algo que justifique tanta agressão. Precisamos nos envolver, ajudá-los a perceber que não merecem aquele tratamento e que não estão sozinhos. Devemos estimulá-los a contar quando tais atos acontecerem e confiar que receberão ajuda dos pais e da escola. Não abandone seus filhos. Não exija que eles resolvam sozinhos essa situação. Feridas assim podem deixar marcas por toda uma vida. Ajude-os. Comprometa-se!

E se forem seus filhos os agressores, não fechem os olhos, eles também precisam de ajuda para lidar com essa distorção que os torna cruéis e destrutivos.

Busque as raízes dessas atitudes, questione, faça com que assumam a responsabilidade por seus atos, não os acoberte. Procure ensiná-los a encontrar dentro deles a parte que pode ser mais amorosa e justa, a parte capaz de respeitar, a parte capaz de perceber a dor que estão causando ao outro. A parte que é capaz de sentir dor quando o outro sofre.

Precisamos ajudar, vítimas e agressores, a se curarem, a reconhecerem tanto sua força quanto a sua fragilidade, a aprenderem que todos nós carregamos em nosso íntimo aquilo que mais incomoda nos outros. Precisamos ajudá-los a reconhecerem e assumirem suas sombras, diferenças e deficiências, sem precisar projetá-las em alguém fora deles, a quem passam a perseguir e querer destruir.

Todo ato de destruição trata-se de uma triste tentativa de matar no outro o que não suportamos em nós mesmos.

Claro que o tempo passa. Aliás, nesta vida, tudo passa. Que bom!

Hoje mesmo olho para trás e mal me reconheço naquela menina tímida e dentuça. Ainda assim, me estendo através do tempo e a pego com carinho no colo enquanto sussurro em seus ouvidos:
- Ei menina... Você não está mais sozinha!

Feliz, ela passa os bracinhos em volta do meu pescoço e seguimos juntas pela vida, com essa espadinha de justiça disfarçada de caneta (ou mouse) em mãos, convidando a todos para uma brincadeira diferente, na qual TODOS, sem exceção, divirtam-se juntos. Na qual o riso de uns não venha à custa da dor ou sofrimento de outros, na qual possamos celebrar juntos a amizade e o companheirismo, aceitando e honrando as diferenças, dando aos nossos companheiros de vida o respeito que todos merecemos ter.

- Quer brincar comigo?

No Vya Estelar

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Adolescentes que sofreram bulliyng têm sérios problemas de saúde quando adultos

Adolescentes que sofreram bulliyng têm sérios problemas de saúde quando adultos


bull
Cassie Murdoch



Nós todos sabemos sobre todos os efeitos de merda que sofrer bullying tem na vida de uma adolescente no momento em que ele ocorre — vida miserável, isolamento e até um risco implícito de suicídio. Mas uma nova pesquisamostra que ser atormentado e deixado de lado quando adolescente pode levar a efeitos na saúde de uma pessoa que entra na meia idade e mais além — e estes efeitos de longo alcance tendem a ser mais forte em garotas que sofreram bullying do que entre os meninos que passaram por isso. Mais uma razão para ensinar essa juventude de hoje (e a nós mesmos) a não ser inacreditavelmente horríveis com o outro.
Um estudo suíço seguiu quase 900 estudantes do país dos 16 aos 43 anos. Eles descobriram globalmente que aqueles que tiveram uma fase social difícil na escola — sofrendo bullying, deixando a escola ou até escolhendo ficar isolado — tiveram os maiores riscos de sofrerem fraquezas de saúde quando estavam perto dos 40. Eles foram mais passíveis de desenvolverem doenças do coração, diabetes, obesidade, pressão alta e colesterol alto — em outras palavras, síndrome do metabolismo. Estes efeitos foram ainda percebidos depois dos 16; seu status socioeconômico e outros fatores de confusão também foram contabilizados.
Você pode pensar que é preciso um bullying severo ou trauma para ter um pouco de impacto a longo tempo em alguém, mas, de fato, não precisa. Eles descobriram que não foram só as crianças que sofreram bullying sem misericórdia ou foram vitimizadas que sofreram com a saúde na meia idade. Até aqueles que tiveram isolamento social em menor grau viram efeitos na sua saúde depois e embora o sentimento seja mais forte quando adolescente, geralmente isso piorou sua saúde quando adulto.
Os pesquisadores ainda descobriram porque os efeitos do bullying na saúde foram levemente mais fortes nas meninas do que nos meninos. Não fica claro porque isso acontece, mas eles sugeriram que pode acontecer porque ter problemas com colegas pode levar a um “diferente curso da vida” em mulheres do que homens — seja lá o que isso signifique. Mas basicamente, é claro que todos os envolvidos que sofreram algo das mãos de seus colegas na adolescência tiveram efeitos de longo alcance e potencialmente graves.
Há muitas razões sobre o porquê sofrer bullying pode gerar um impacto grande. Ter problemas sociais podem influenciar muitas decisões que as crianças fazem e podem afetar coisas como performance escolar. Todas estas coisas determinam onde uma criança termina na vida e como ela cuida de si mesma na vida adulta. Mas mesmo que depois muitos destes fatores foram contabilizados, os pesquisadores continuaram uma conexão entre saúde e ter tido problemas com seus colegas quando adolescente. Uma provável explicação é que sofrer bullying ou outro sofrimento social repetidamente ativa o “sistema de stress psicológico” da pessoa e que está associado com outra pesquisa como um aumento da síndrome do metabolismo.
Obviamente, as consequências de tudo isso são sérias — e olha que não estão levando em conta depressão, ansiedade e outros sofrimentos mais imediatos que podem ser adquiridos pelo bullying. É especialmente triste que o comportamento que uma vítima não controla pode terminar impactando sua saúde para o resto de sua vida. O fato que uma associação entre sofrimento social, ainda que na sua forma mais suave, como um adolescente tendo saúde fraca quando vira adulto deve deixar bem claro que o bullying não é algo para se levar numa boa.

No Jezebel

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Idosa sofre bullying de alunos - vídeo

Idosa sofre bullying de alunos - vídeo


Karen Klein (BBC)

Karen Klein, de 68 anos, foi ridicularizada e xingada por um grupo de crianças na faixa dos 13 anos de idade no ônibus escolar que filmaram o incidente e postaram o vídeo no YouTube.
O vídeo se tornou viral e acabou sendo visto por mais de 1,5 milhão de pessoas.
Mas a vasta audiência do vídeo gerou uma campanha para angariar doações e dar a Karen férias de luxo.
Por enquanto, a campanha já coletou uma cifra superior a US$ 300 mil (cerca de R$ 609 mil).







BBC

terça-feira, 29 de maio de 2012

Bullying contra menores pode resultar em quatro anos de prisão


Bullying contra menores pode resultar em quatro anos de prisão

Agência Brasil

O grupo que discute o texto do novo Código Penal decidiu nesta segunda-feira (28/5) tipificar como crime a prática de bullying - ato de agredir fisicamente ou verbalmente algum menor de idade, de forma intencional e continuada. O crime foi classificado como "intimidação vexatória" e poderá resultar em até quatro anos de prisão quando o autor for maior de idade.

Quando o agressor tiver menos de 18 anos, o bullying será considerado ato infracional e, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o autor receberá medidas socioeducativas, como prestação de serviços, acompanhamento e internação.

Para que o crime seja tipificado, é preciso ficar provado que houve sofrimento da vítima a partir de uma pretensa superioridade do autor da violência.

O grupo também decidiu criminalizar a prática de stalking, que é perseguir alguém com ameaça à sua integridade física ou psicológica, invadindo sua privacidade ou liberdade. Classificado de “perseguição obsessiva ou insidiosa”, o crime pode resultar de dois a seis anos de prisão.

Ainda entre as ameaças, a comissão de juristas decidiu aumentar a punição para o crime de constrangimento ilegal, o que afetará diretamente a atuação dos guardadores de carro irregulares. Apesar de o texto não destacar a atuação dos “flanelinhas”, a adequação atingirá aqueles que ameaçarem donos de veículos como forma de obter dinheiro, que poderão pegar até quatro anos de prisão.

Caso a ameaça seja feita por mais de três pessoas, ou ainda se houver uso de arma de fogo, a pena pode chegar a seis anos e meio de prisão. O grupo entendeu, no entanto, que o simples fato de pedir dinheiro não é ilegal.

Os juristas definiram, ainda, que os médicos não podem obrigar pessoas maiores e capazes a fazer tratamento de saúde, como transplante de órgãos e transfusão de sangue. A mudança pretende atender a liberdade religiosa e a autonomia da vontade dos pacientes.

Nos crimes de sequestro, houve ajustes de penas: de um a quatro anos para sequestros simples, e até cinco anos se o sequestro tiver finalidades sexuais, se houver internação em casa de saúde ou se for praticado contra menores menores, idosos, companheiros, pais e filhos. A pena pode chegar a dez anos se o sequestro durar mais de seis meses. O crime de tratar pessoas como escravos recebeu pena de quatro a oito anos, que pode aumentar se houver violência ou tráfico de pessoas.

A comissão que elabora o anteprojeto do novo Código Penal no Senado foi formada em outubro do ano passado e deve concluir seu trabalho no próximo dia 25 de junho. Assim que o texto ficar pronto, começará a tramitar no Legislativo como um projeto de lei comum, que poderá ser alterado pelos parlamentares e pela Presidência da República.

O Código Penal brasileiro é de 1940, foi sancionado pelo então presidente Getúlio Vargas, e só teve alterações pontuais desde então. Com a chegada da Constituição de 1988 e com as crescentes mudanças na sociedade, o Legislativo decidiu revisar o texto, que hoje tem 361 artigos.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Padre é afastado por negar a comunhão a uma lésbica: Por bullying com membros da paróquia, diz Arquidiocese de Washington

Padre é afastado por negar a comunhão a uma lésbica: Por bullying com membros da paróquia, diz  Arquidiocese de Washington


El reverendo Marcel Guarnizo.

El reverendo Marcel Guarnizo.REAL CLEAR RELIGION

A Arquidiocese de Washington (Distrito de Columbia, EUA) suspendeu o reverendo Marcel Guarnizo por negar a comunhão a uma lésbica durante o funeral de sua mãe.


"Eu não posso dar essa comunhão, porque você vive com uma mulher e isso é um pecado para a Igreja", falou Guarnizo para Barbara Johnson, filha da falecida, que recebeu o pedido de desculpas depois da Arquidiocese.


Agora, de acordo com The Washington Post, o reverendo foi removido de suas funções clericais por desenvolver um "comportamento bullying com membros da paróquia" que é "incompatível com o ministério sacerdotal adequado."



É o que diz a arquidiocese, através de uma carta publicada pela Real Clear Religion, ao anunciar sua demissão, mas deixou a porta aberta para seu retorno. "Padre Guarnizo foi proibido de exercer qualquer atividade do ministério sacerdotal na Arquidiocese de Washington até que tenha resolvido todos os problemas, esperando que ele possa voltar para o sacerdócio", disse o comunicado.




No Público e.s

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Estudante acusa professora de racismo e diz ser vítima de bullying por ser negro



Estudante acusa professora de racismo e diz ser vítima de bullying por ser negro




Mãe do jovem diz que filho já foi "humilhado demais": "eles negam o que está acontecendo e agora ele passará por mentiroso" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Rachel Duarte no Sul21
Com 23 anos e ainda sem completar o ensino médio, o gaúcho M.G está prestes a mudar pela segunda vez de colégio por racismo. Atualmente matriculado na Escola Monteiro Lobato, no Centro de Porto Alegre, o jovem negro alega ter sofrido preconceito por parte da professora de Sociologia e bullying dos colegas de classe. “Eu sempre senti um clima hostil comigo. Davam indiretas sobre músicas de negro e outras coisas, sendo que só tem eu de homem negro na sala”, afirma M.G.
Na última sexta-feira (04), o aluno e os familiares foram recebidos pela direção da escola para esclarecimentos por parte da instituição. Acompanhada dos movimentos sociais afrodescendentes e de advogados, a família foi recebida separadamente. Depois de uma hora de conversa, a mãe, o pai e a irmã do garoto saíram sem acordo e emocionalmente exaltados. “Meu filho já foi humilhado demais. Eles negam o que está acontecendo e agora ele ainda passará por mentiroso diante dos colegas que o agrediram”, desabafou a mãe.
Foi a irmã quem ouviu de M.G a revelação de que estaria ocorrendo racismo e bullying na escola Monteiro Lobato. Segundo ela, o irmão é um jovem muito cordato e calmo, o que poderia ter contribuído para aumentar as provocações. “Ele não reage. Não revida ninguém. Mas sempre estudou e tirou boas notas”, conta.
Por parte da escola, a diretora Cíntia Eizerik, afirma que a “instituição tem lugar para todos e que sempre tratou todos os alunos com respeito”. Reservadamente com os jornalistas, Cíntia explicou a versão da escola. “Iremos falar com os alunos que possam estar cometendo bullying. Se comprovado, haverá adequações. Mas a professora afirmou que nunca tratou o aluno com preconceito”, disse.
Versões e contradições
Na versão da família, a gota d´água para o desabafo do jovem em casa foi o dia em que ele apareceu com um tênis novo, de marca, em sala de aula. Os colegas teriam provocado M.G, dizendo que ele devia ser “filho de traficante” para poder estar usando o calçado. “Eles também falavam ‘Todo mundo odeia o Chris’”, conta o estudante. A frase deriva de um seriado homônimo em que o ator principal também é negro e estaria sendo usada de forma recorrente contra M.G, como forma de atacá-lo.
A partir da revelação do jovem sobre essas supostas agressões, a mãe procurou a instituição e foi recebida na última terça-feira (1º). “Eu vim, mas, me trataram com a mesma hostilidade. Chegaram a propor que o meu filho estudasse separado dos demais”, acusa.

Diretora da escola: “Iremos falar com os alunos que possam estar cometendo bullying. Mas professora diz que nunca tratou o aluno com preconceito” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
De acordo com a diretora Cintia Eizerik, o oferecido foi que M.G estudasse em outros turnos diferentes, já que estaria se sentindo desconfortável. Sobre o motivo do desconforto do jovem, a diretora não detalhou a imprensa e disse que, ao final da conversa, a mãe teria inquirido os colegas de aula de M.G na porta da escola. “Não toleramos intimidações contra nossos alunos”, afirmou.
O advogado da família, Onir Araújo, avalia que há contradições na versão da instituição. “Primeiro a escola nega que tenha havido problemas. Depois, diz que irá ouvir os alunos. Mas, pra que ouvir alunos se não há problema?”, indaga. Segundo o advogado, a escola se comprometeu a informar à família sobre as providências tomadas quanto ao caso até esta terça-feira (8).
Tanto escola quanto a família têm consenso sobre a necessidade de M.G voltar para a sala de aula, uma vez que ele não comparece às aulas desde o final do mês passado, ainda antes da primeira audiência entre a mãe e a escola. Porém, a abordagem sobre o preconceito na instituição e o comportamento dos alunos para com o jovem negro ainda são incertezas. De acordo com a direção, há uma preocupação em trabalhar afirmativamente as questões raciais e o calendário de eventos afrodescendentes.
Porém, o Movimento Quilombista do Rio Grande do Sul,uma das entidades que acompanhou o caso, questiona o engajamento da instituição. “A direção da escola expôs ainda mais o caso. Teve uma postura segregadora para tratar o caso conosco e com os familiares. A professora, ao que sabemos, tratou o caso com retaliação em sala de aula e qualificou o caso como uma ‘negrice’. As pessoas não podem ser julgadas pela sua epiderme”, afirma o rapper Mano Oxy.
A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul não acompanhou a conversa da direção com o aluno e os pais, mas o gabinete do deputado estadual Catarina (PSB) segue acompanhando o caso. A família estuda a possibilidade de entrar com uma ação judicial contra a instituição por crime de racismo. A irmã de M.G alega que, devido ao modo como a instituição trata o caso, a expectativa é retirar o garoto da escola. Os movimentos sociais preparam um ato de protesto contra o racismo em frente à escola, que deve ocorrer ainda esta semana.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"Quem gosta de transexual é hetero, normalmente casado", diz modelo Lea T.

"Quem gosta de transexual é hetero, normalmente casado", diz modelo Lea T.


"Quem gosta de transexual é hetero, normalmente casado", diz modelo Lea T.
A modelo e transexual Lea T. é a convidada do próximo programa “De Frente com Gabi”, que vai ao ar no domingo (02), no SBT.

Durante a entrevista, a modelo declarou que “quem gosta de transexual é hetero, normalmente casado”. Ainda sobre transexualidade, a modelo afirmou que sofre bullying todos os dias e que os transexuais são muito mais discriminados que os gays.

 “Somos o lixo do mundo. Ser transexual não é gostoso. Sofremos bullying seja quando mostramos os documentos, seja quando escutam a nossa voz, para arrumar empregos", disse.

A filha do ex-jogador Toninho Cerezo, que fez grande sucesso na última edição do Fashion Rio, revelou à apresentadora Marília Gabriela como faz para esconder tão bem seu órgão sexual. “Tenho que usar uma calcinha bem apertada por baixo do biquíni e colocar “ele” para trás (durante os desfiles)”.


"De Frente com Gabi" vai ao ar logo após o "Programa Sílvio Santos".

No Acapa

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"Bullying é para os perdedores", Lady Gaga em homenagem ao garoto gay que cometeu suicídio

"Bullying é para os perdedores",  Lady Gaga em homenagem ao garoto gay que cometeu suicídio

Incansável defensora dos direitos LGBT, Lady Gaga teria ficado inconsolável com a notícia do suicídio do adolescente, que era seu fã. Por isso a cantora, que estava em Las Vegas, para o encerramento do festival de música "iHeartRadio', resolveu fazer um tributo ao adolescente. Ela dedicou a ele uma versão especial de "Hair", uma de suas muitas músicas que incentiva a individualidade.

"Perdemos um little monster essa semana, e eu queria dedicar essa música pra ele esta noite" - disse Gaga visivelmente emocionada. "Jamey, eu sei que você está lá em cima olhando pra gente, e você não é uma vítima, é uma lição para todos nós". A cantora, em seguida, gritou: "Bullying é para os perdedores".






No Gay1

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mais um caso de bullying,e as autoridades dizem que não há como prever. Que tal capacitar os educadores para entender e saber trabalhar com bullying?

Mais um caso de bullying, e as autoridades dizem que não há como prever. Que tal capacitar os educadores para entender e saber trabalhar com bullying?

Divulgação

Alvo de gozação


David sofria bullying pelo fato de ser manco, segundo informações do Diário do Grande ABC. "O pessoal da sala dele zoava muito com a deficiência", disse Cayan de Castro Amorim, 14, aluno da escola. 

sábado, 27 de agosto de 2011

Suposta vítima de bullying, estudante pula do primeiro andar de colégio particular em Natal

Suposta vítima de bullying, estudante pula do primeiro andar de colégio particular em Natal



Um estudante de 15 anos pulou do primeiro andar de um dos colégios  mais tradicionais de Natal, o Marista. O incidente aconteceu na manha de terça-feira (23) e a Polícia Civil do Rio Grande do Norte abriu inquérito na tarde de ontem.
O quadro de saúde do garoto está estável. Com a queda, o aluno fraturou o braço esquerdo e a mandíbula, além de ter vários dentes quebrados. Ele foi levado para o Hospital Walfredo Gurgel e passou por cirurgia.


Testemunhas afirmaram que, minutos antes de o estudante pular,  a coordenação da escola havia chamado sua atenção por um problema envolvendo o desaparecimento de um celular. “Após entrar na sala de aula ele começou a ser xingado pelos colegas e pediu ao professor para ir beber água. No caminho, ele se jogou da sacada”, contou o pai de um dos colegas do adolescente, que pediu para não ser identificado.


Bullying


Segundo relato de colegas e de sua família, o menino era vítima de bullying. “Posso afirmar, com certeza, que o bullying que ele vem sofrendo contribuiu muito para isso. Meu filho estuda no Marista, assistia às agressões verbais que ele sofria. A escola foi acionada para tomar atitudes, mas infelizmente não conseguiram resolver. Assim como ele, meu filho também sofreu perseguições, provocações e apelidos durante um bom tempo”, afirmou uma mãe de aluno do Marista, no blog da campanha contra o bullying, criada pelos estudantes após o incidente.
Após o incidente, alunos do pré-vestibular do Marista criaram uma campanha na internet de combate ao bullying dentro das escolas. A ação está sendo realizada em parceria com um blog e quer ser difundida nas redes sociais com o tema "Bullying: uma brincadeira que acaba em lágrimas".
“Queremos repassar a mensagem de conscientização e quem sabe minimizar a dor de quem leva consigo marcas que poderiam ser evitadas pela simples prática do respeito”, diz o texto da campanha.


Colégio nega


Em nota oficial, o Colégio Marista informou que “todas as medidas cabíveis relativas ao incidente já foram tomadas, seja com relação às autoridades (polícias militar e civil), seja com relação aos familiares do referido aluno.”
O colégio afirmou ainda que “todos os pontos em questão divulgados pelas redes sociais na internet não correspondem à realidade dos fatos”, sem se referir diretamente ao suposto bullying que o aluno sofre na escola.


Uol

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Cena de uma escola de classe média de orientação católica de SP

Quem nasce com coração?
Coração tem que ser feito
Já tenho uma porção
Me infernizando o peito.

Com isso ninguém nasça.
Coração é coisa rara,
Coisa que a gente acha.
E é melhor encher a cara. (Paulo Leminski)


1) Minha filha de 9 anos estuda numa escola cristã classe média de SP, hoje foi vítima de bulliyng pesado porque defendeu Dilma;

2) Ela foi importunado por coleguinhas cujos pais votaram no Serra. Começaram zoando que Dilma perdeu;

3) Minha filha revidou dizendo que tinha mais eleição, eles começaram a gritar “Dilma Assassina”, que ela foi presa, que roubava que mata crianças;

4) Minha filha tentando fugir desta turminha e sendo caçada, levou soco, chutaram e pisaram na mochila dela não paravam de gritar

Ao chegar no carro ela contou para sua mãe e ainda estava em prantos, não por ter recebido soco, mas porque não conseguia se livrar da malta selvagem que lhe atacavam. Cheguei em casa ela me contou o caso, fique assustado com este ódio, com esta campanha infame e pelos pais EDUCADOS, que no caso da escola têm curso superior, ganham em média de R$12 a 15 mil por mês, mas ensinam aos filhos pequenos que Dilma é BANDIDA, onde vamos parar?

Nem 1989 Collor ousou pregar o ódio de forma tão aberta. No meio das coisas que diziam para minha filha é Dilma ia matar crianças com aborto. Criança repetindo Dilma Bandida, Assassina, que mata crianças.

Pior tive que explicar porque Dilma foi presa, em que condições o país vivia na ditadura, o que é uma ditadura, o que é o aborto. Imagem desoladora, vontade de chorar diante deste ódio. Eles transformaram as eleições num inferno, em SP, classe média, perdeu a noção. Não dar mais para ficar calado. Reflete o q os pais falam em casa, criança não cria estas coisas da cabeça, onde estamos?

Da classe dela de 21 alunos, 4 dizem que os pais votaram na Dilma…aí são vítimas dos demais.coisa raivosa.Vou preservar nome da escola.

Isto é um desabafo, estou absolutamente revoltado. Os pais sabem que somos de esquerda, nos respeitem. Entendam o que relatei é um alerta para campanha de ódio que estamos sendo vítimas, não existe limite ético, é fascismo aberto

Quando os pais transmitem seus ódios aos filhos contra Dilma, Não estamos mais numa sociedade democrática rompem-se os laços.Vamos criar nossos filhos com amor, não com ódio. Eleições passam, marcas ficam.