Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador redes sociais. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cultura do estupro, medidas paliativas do governo e as redes sociais como espelho da sociedade

Cultura do estupro, medidas paliativas do governo e as redes sociais como espelho da sociedade

Por  | Preliminares

Muito tem se falado de cultura do estupro. E muito tem se negado sua existência. É comum ver o discurso de que mulheres precisam “se dar o respeito”, “vestir-se decentemente” ou “não se portar como uma vagabunda” para evitar o crime. Essa é a famosa culpabilização da vítima, um dos recursos mais usados e bem aceitos na cultura do estupro.
A questão é que estupros acontecem em países em que mulheres vestem burcas. Estupros acontecem no exército e na marinha, com mulheres uniformizadas respeitando normas rigidas. Com mulheres que acabaram de sair da igreja. E pesquisadores dizem que o estuprador tem desejo por poder, não só pelo corpo feminino. O sexo é um detalhe, a subjugação é o clímax.
A cultura do estupro se dá quando a mídia, por exemplo, exibe anúncios em que mulheres são violentadas como se isso fosse algo normal. O site Business Insider lista, regularmente, anúncios que estimulam ou desqualificam a violência contra a mulher. Em um deles, do governo do Egito, representa a mulher por meio de um pirulito com plástico e outro sem, sendo atacado por moscas (representando o homem), com a seguinte frase: "Você não pode parar (as moscas), mas pode proteger-se".
Ao mesmo tempo que grupos lutam para discutir o exemplo social dado a meninos e a cultura que desqualifica a liberdade feminina e dá liberdade para que o homem acredite que nunca poderá receber um não como resposta, o número de casos de estupro, em São Paulo, por exemplo, bateu recordes com uma média de 37 casos por dia. TRINTA E SETE mulheres sofrem abuso sexual POR DIA. Assustador, não?
Resolver o problema não é simples. É necessário mudar uma cultura ligada a interesses financeiros e de controle de massa. Uma cultura que prefere deixar as pessoas ignorantes, odiando umas as outras, para que não se importem com problemas grandes de interesse comum. Mas enxergar o problema e começar trabalhos para transformar a realidade é a saída.
No entanto, ao invés de mostrar que o estupro é errado e que estupradores serão punidos severamente, o governo de São Paulo resolveu criar uma cartilha para que a mulher se proteja. É claro, a vítima deve ser responsável para evitar seu abuso – que em grande parte dos casos é feito por pessoas conhecidas e do seu convívio. Quão maluco é tudo isso?
Imagine que você está atravessando a rua, na faixa e com o farol de pedestres verde, é atropelado. Jogado a uma distância assustadora, tem diversos ossos quebrados e sequelas para o resto da vida. As autoridades dizem, diretamente a você, enquanto você ainda sente as dores, ali, no chão, que o motorista que fez isso está errado, mas que você deveria ter prestado mais atenção antes de passar por ali. É assim que é tratada uma mulher vítima de estupro.
A tal cartilha terá ainda um perfil do homem que estupra, criado a partir de estudos. O que me soa bastante perigoso, já que você, homem correto, pode se parecer com um estuprador e passar a ser alvo de medo feminino.
Nós, mulheres, sabemos como nos proteger. Sabemos que andar por uma rua escura e sozinha não é aconselhado por especialistas em segurança. Mas quem vai nos buscar no ponto de ônibus depois da faculdade? Quem vai passar a noite toda, na balada, ao nosso lado, impedindo que babacas nos puxem pelo braço ou pelo cabelo? Devemos aprender a lutar para agredir quem fizer isso? Deixar nossos estudos, trabalhos e diversão de lado? Nos tornar violentas, agressivas e desconfiadas porque a sociedade prefere isso a tirar os privilégios que seus homens têm? Não é o que queremos.
Em uma sociedade igualitária homens e mulheres têm os mesmos direitos e deveres, as mesmas liberdades, o mesmo respeito. Isso a gente quer. A gente quer não ter medo. Queremos poder andar o caminho para casa pensando na vida e não no momento em que alguém vai aparecer do nada e nos assediar.
Nos últimos dias postei aqui na coluna uma pesquisa que diz que homens enxergam mulheres de biquini como objetos. Os comentários, assustadores como de costume, diziam que se a mulher está mostrando o corpo é assim mesmo que será vista, mas poucos se atentaram para a parte mais assustadora do texto: ele diz que quando certos homens veem a pele feminina passam a ignorar seus direitos e vontades, acreditando que ela é apenas um objeto para satisfazer seus desejos e fantasias. Essa é a base da cultura do estupro sendo inserida no cérebro das pessoas. A ideia de que suas vontades são superiores a vontade do outro. É aí que nasce o estuprador.
Quando falamos sobre esse assunto muita gente diz que é exagero, mas se formos ver o que acontece nas redes sociais, o espelho da nossa sociedade na internet, ficamos assustados. O Facebook, rede mais popular do mundo, tem passado por retaliações sem fim. Sua política de deletar conteúdo ofensivo ignora totalmente apologias ao estupro.
Na última semana um vídeo que mostra uma garota de 12 anos sendo estuprada por três adolescentes ficou na rede por um bom tempo antes que a enxurrada de e-mails conseguisse convencer a equipe de Zuckerberg o quão impróprio o ofensivo era aquilo.
Nesse meio tempo, pessoas de todo o mundo, compartilharam as imagens ofensivas com as quais têm sido bombardeadas diariamente, sem pedir. Os anúncios da rede colocam páginas que glorificam a violência contra a mulher ao lado de grandes empresas que lutam por seu bem-estar. As empresas já começaram a pressionar o Facebook para que imagens desse tipo sejam tiradas do ar o mais rápido possível e que a vista grossa sobre elas acabe.
Banalizar o discurso da violência é o mesmo que glorifica-lo. É mostrar que, no mundo real ou virtual, você não será punido ao violentar – sexualmente ou não – uma mulher. A liberdade de expressão não abre precedente para que o discurso de ódio seja aceito, eles são coisas bastante diferentes. Assim que sua liberdade passa a ofender e machucar outra pessoa, ela se torna crime.
Enquanto aceitarmos que a luta contra a violência seja desqualificada nos meios de comunicação, que as punições sejam em relação a vítima, que é cerceada de seus direitos, e que os projetos contra estupro e abuso sejam focados no comportamento das vítimas ao invés de educar e punir os culpados, estaremos apostando em uma sociedade em que o ódio é a moeda de troca aceita.
Nós precisamos de ações concretas e não pedaços de papel nos dizendo que as culpadas somos nós, por viver em uma sociedade hipersexualizada e que torna os desejos sexuais do outro mais importantes do que nossa vontade e direitos.

.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Eu já sabia: Redes sociais: a sua inveja faz o meu sucesso?

Eu já sabia: Redes sociais: a sua inveja faz o meu sucesso?

 | Amigo Gay
A sua inveja faz a fama deles (só fama)! (Foto: iStock)

Uma pesquisa feita por duas universidades alemãs “revelou” o que muita gente já estava cansado de saber: o conteúdo publicado nas redes sociais pode provocar inveja e gerar insegurança nas outras pessoas. Segundo os especialistas , mais de um terço das pessoas que visitam o perfil de amigos e parentes se sentem afetadas pelas situações de sucesso e felicidade presentes ali.
Eu achei o resultado do estudo meio óbvio, mas penso que ele sirva como ponto de partida para refletirmos sobre a forma como nos relacionamos e sobre a imagem que criamos para nós mesmo e que projetamos para o mundo. Porque o Facebook e as demais redes sociais são, atualmente, o palco onde acontece uma parcela significativa das nossas interações sociais e esse percentual só tende a aumentar. Diante desse quadro é completamente compreensível que o impacto do conteúdo publicado nesses sites sobre as pessoas também cresça. Para o bem e para o mal.
Dê o primeiro “dislike” quem nunca se pegou comparando a própria vida com os milhares de cases de sucesso que pululam aos montes nas nossas timelines todos os dias. É uma avalanche de foto de viagem de férias para a Europa, de jantar em restaurante bacana, de balada top com os amigos, de gente sempre bonita e sorridente. Sem falar nos updates sobre motivação e sucesso profissional. Aí você olha para sua vida, que é bem menos glamurosa do que isso, e não tem como não sentir um pouco de vontade de ser essas pessoas que, aparentemente, vivem em um mundo repleto de prazer e diversão. O ponto, baby, é que isso não é verdade e todo mundo sabe disso.
Todo o conteúdo que postamos nas redes sociais é 200% editável. Tudo, desde as fotos iradas daquela praia do nordeste à citação supostamente creditada àquele autor que você nunca leu, é escolhido para passar uma mensagem, para compor a imagem que queremos vender para o mundo. E essa imagem, meus caros, não costuma ser uma cópia fiel da realidade. Não que ela seja falsa. Ela é apenas uma versão mais bonita, interessante, divertida, inteligente e bem relacionada de nós mesmos e da vida que levamos. Uma versão sem emprego chato que paga mal, sem olheiras, sem mau hálito, sem inseguranças, sem roupa velha de dormir, cabelo sem escova, maquiagem borrada ou momentos de solidão. Uma versão que representa apenas uma parte do nosso cotidiano. Por vezes, uma parte ridiculamente pequena.
Pessoas, já passou do tempo de pararmos de acreditar nessa baboseira de que a grama do vizinho é mais verde. A não ser que seu vizinho seja o Eike Batista. Nesse caso fique à vontade para se empoleirar na cerca e dar uma bela olhada em todas as coisas que você provavelmente jamais terá acesso. Como diria um ex-namorado meu, em foto ninguém tem problema. Talvez valha a pena mandar gravar para sempre essa frase em um lugar bem visível, tipo a palma das suas mãos, se você é daquelas que vive comparando a sua vida (real, mas imperfeita) com todas as coisas incríveis que as pessoas postam todos os dias no Facebook.
Não estou dizendo que inveja é coisa de gente insegura. Muito pelo contrário. Temos todos uma certa tendência de olhar paras as vitórias dos outros e se perguntar “Por que não eu?”. O que não legal é dar a esse sentimento mais atenção do que ele merece. Porque aí você vai acabar pautando a sua vida pela trajetória dos outros, avaliando seus êxitos e fracassos com parâmetros que não são seus e que provavelmente não vão se encaixar. É como usar uma roupa que não tem nada a ver com você só porque ela ficou incrível na sua melhor amiga. Talvez o look até seja do tamanho certo e olhando as pessoas não percebam que ele não é seu. Mas você vai saber. E no fundo é isso que importa, não?
Então, esqueça essa história de querer ser outra pessoa. Como diria aquela imagem que fez sucesso na internet algum tempo atrás. Seja sempre você mesmo. A não ser que você possa ser a Meryl Streep. Nesse caso, seja sempre a Meryl Streep.

Yahoo

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Convocação para ato contra Russomanno se espalha pelas redes sociais

Convocação para ato contra Russomanno se espalha pelas redes sociais


Uma manifestação anti-Celso Russomanno (PRB) está sendo organizada por meio de redes sociais para acontecer na próxima sexta-feira na Praça Roosevelt, região Central da cidade.
Ontem, Poder Online observou que um militante petista presente ao ato de intelectuais por Fernando Haddad (PT) carregava o cartaz de convocação colado em sua camiseta (foto).
Entretanto, nas redes sociais, não há nenhuma referência que indique que a convocação tenha ligação com qualquer partido político.
Até a madrugada desta quarta-feira, mais de 1.500 pessoas haviam confirmado presença somente no facebook, plataforma em que foram distribuídos mais de 35 mil convites. A imagem do convite foi compartilhada por mais de 2 mil perfis.
Também há convocações no instagram e twitter.
Poder Online

terça-feira, 7 de agosto de 2012

De toga não se joga Fla-Flu

De toga não se joga Fla-Flu

Por Alberto Dines
O magnífico espetáculo judicial montado no plenário do Supremo Tribunal Federal já atendeu a parte de suas atribuições e mostrou que, apesar da generalizada desconfiança que envolve a magistratura, o ambiente da corte impôs uma inesperada objetividade capaz de desarmar a radicalização do tipo Fla-Flu que vem paralisando o país há alguns anos.
O escândalo do mensalão foi incubado na mídia por meio daquela fita clandestina produzida por arapongas profissionais flagrando um alto funcionário dos Correios a embolsar tranquilamente uma “cervejinha’ de 3 mil reais. O segundo round, também midiático e altamente dramatizado, recolocou a imprensa no seu clássico papel de mediadora.
A entrevista de Roberto Jefferson à repórter Renata Lo Prete, da Folha de S.Paulo, revelando em detalhes o funcionamento do sistema de distribuição de mesadas aos deputados da base aliada em troca do apoio ao governo, prometia uma dinâmica de controvérsias e contestações.
Sete anos depois, às vésperas do julgamento dos 38 réus indiciados pelo Ministério Público, a mídia tenta retomar o protagonismo – desta vez para mobilizar a sociedade em torno das questões de corrupção e impunidade embutidas na Ação Penal 470, vulgo “mensalão”.
Porções de suspense
Justifica-se a tentativa de eletrização do ambiente considerando o conjunto de vetores que atuam para desmobilizar a sociedade brasileira: a televisão, sobretudo as telenovelas e o futebol, combinados ao baixo nível cultural e político dos segmentos ascendentes.
O início do julgamento foi tenso e intenso, o bate-boca entre o ministro-relator (Joaquim Barbosa) e o ministro-revisor (Ricardo Lewandowski) prometia grandes emoções. O surpreendente resultado desfavorável ao desmembramento mostrava que as estrelas do espetáculo dos próximos dois meses poderiam ser os ministros. O placar de 9 a 2 contra o desmembramento do processo em várias instâncias apontava que o saber jurídico – associado às consciências individuais – poderia converter-se em animador do show.
Pela lógica da retribuição de favores, os ministros nomeados pelo presidente Lula deveriam votar em defesa do desmembramento e, neste caso, o placar deveria ser de 8 a 3 a favor dos réus.
Não foi. Esta imprevisibilidade é que forneceria as doses de suspense e adrenalina para segurar a audiência. Tudo indicava a transferência do Fla-flu ideológico para um Fla-Flu jurídico, embora seja ponto pacifico que a toga não é o uniforme mais apropriado para pelejas empolgantes.
Em campo
No primeiro fim de semana da nova temporada forense, o mensalão e seus personagens foram os campeões das redes sociais. Mas as redes sociais são invisíveis e extremamente voláteis. Ocupam grandes territórios nos fins de semana e se esvaziam em seguida. A rede aberta de TV está imersa até às 10 da noite na irrealidade ficcional, depois vai dormir.
Os canais por assinatura, sobretudo os noticiosos, poderão servir de incubadoras de opções para um rentabilizar o “julgamento do século”. A GloboNews preparou-se e está em campo. Resta saber se é possível armar um Fla-Flu sem polêmicas e controvérsias.

Observatório da Imprensa

terça-feira, 3 de julho de 2012

Bullying é a tentativa de destruir no outro aquilo que nos incomoda por dentro


Bullying é a tentativa de destruir no outro aquilo que nos incomoda por dentro

por Patricia Gebrim

As redes sociais acabam por facilitar o nosso reencontro com o passado. Ao menos é o que tenho vivido nos últimos dias, quando antigos colegas de escola criaram um grupo em uma rede social e estão marcando um reencontro após mais de duas décadas se terem passado.

Mensagens começaram a surgir. Fotos, lembranças... Impossível não recordar os velhos tempos! De repente ressurgem antigos apelidos e memórias que andavam soterradas sob as infinitas solicitações do dia a dia.

Tudo isso me fez pensar em um tema que, embora não seja atual, apenas recentemente tenha conquistado seu lugar: bullying.

Claro que na minha época também existia. Eu mesma passei pelo suplício de me deparar com a crueldade alheia, acreditem, embora naquela época não existisse um nome para isso. Como na nossa sociedade “o que não tem nome, inexistente é!”, prosseguiam livremente os atos arbitrários de pura maldade, com a anuência e, muitas vezes, colaboração dos adultos, até mesmo de professores. Em minha meninice eu não me cansava de perguntar o que fazia uma pessoa sentir prazer em ferir outro alguém. Que distorção monstruosa era aquela que se apoderava das pessoas? E que cegueira absurda era aquela que fazia com que tantos assistissem sem interferir?

É interessante pensarmos que nem sempre as vítimas de bullying são aquelas que apresentam alguma característica física diferente ou mais evidente. Na verdade são escolhidas como vítimas aqueles que possuem algum tipo de fragilidade, seja física ou emocional. Cabem aqui os mais sensíveis, os tímidos, os emocionalmente fragilizados; ou os que diferem em algum aspecto, e por seu comportamento diferenciado acabam por “incomodar” seus agressores.

Já os praticantes de bullying, tem um perfil diferente. Sentem prazer de ver e sentir o desprazer do próximo. Buscam a aprovação do grupo a qualquer custo. Fazem uso da fragilidade alheia para se sentirem com um controle e poder que, na certa, há muito escapara de suas mãos na vida. Bullying é um ato consciente, hostil, repetitivo e deliberado que tem um objetivo: ferir os outros e angariar poder através da agressão.

Adultos, envolvam-se

Pensando nisso tudo, me dei conta do quanto nós, adultos, precisamos nos comprometer e ficar presentes juntos aos nossos filhos, não importa o lado que ocupem nesse triste espetáculo que destrói tanta gente.

Se forem eles vítimas de crueldades, se estiverem sendo atacados verbal ou fisicamente, se estiverem sendo excluídos do grupo, se estiverem recebendo ameaças ou sofrendo com gozações, insultos e apelidos maldosos, se tiverem seus pertences roubados ou destruídos... Saiba que estarão se sentindo extremamente sós, confusos, provavelmente acreditando que deva de fato existir algo de errado com eles, algo que justifique tanta agressão. Precisamos nos envolver, ajudá-los a perceber que não merecem aquele tratamento e que não estão sozinhos. Devemos estimulá-los a contar quando tais atos acontecerem e confiar que receberão ajuda dos pais e da escola. Não abandone seus filhos. Não exija que eles resolvam sozinhos essa situação. Feridas assim podem deixar marcas por toda uma vida. Ajude-os. Comprometa-se!

E se forem seus filhos os agressores, não fechem os olhos, eles também precisam de ajuda para lidar com essa distorção que os torna cruéis e destrutivos.

Busque as raízes dessas atitudes, questione, faça com que assumam a responsabilidade por seus atos, não os acoberte. Procure ensiná-los a encontrar dentro deles a parte que pode ser mais amorosa e justa, a parte capaz de respeitar, a parte capaz de perceber a dor que estão causando ao outro. A parte que é capaz de sentir dor quando o outro sofre.

Precisamos ajudar, vítimas e agressores, a se curarem, a reconhecerem tanto sua força quanto a sua fragilidade, a aprenderem que todos nós carregamos em nosso íntimo aquilo que mais incomoda nos outros. Precisamos ajudá-los a reconhecerem e assumirem suas sombras, diferenças e deficiências, sem precisar projetá-las em alguém fora deles, a quem passam a perseguir e querer destruir.

Todo ato de destruição trata-se de uma triste tentativa de matar no outro o que não suportamos em nós mesmos.

Claro que o tempo passa. Aliás, nesta vida, tudo passa. Que bom!

Hoje mesmo olho para trás e mal me reconheço naquela menina tímida e dentuça. Ainda assim, me estendo através do tempo e a pego com carinho no colo enquanto sussurro em seus ouvidos:
- Ei menina... Você não está mais sozinha!

Feliz, ela passa os bracinhos em volta do meu pescoço e seguimos juntas pela vida, com essa espadinha de justiça disfarçada de caneta (ou mouse) em mãos, convidando a todos para uma brincadeira diferente, na qual TODOS, sem exceção, divirtam-se juntos. Na qual o riso de uns não venha à custa da dor ou sofrimento de outros, na qual possamos celebrar juntos a amizade e o companheirismo, aceitando e honrando as diferenças, dando aos nossos companheiros de vida o respeito que todos merecemos ter.

- Quer brincar comigo?

No Vya Estelar

terça-feira, 19 de junho de 2012

Racismo: Tênis da Adidas com correntes causa controvérsia nas redes sociais: A empresa cancelou seu lançamento

Racismo: Tênis da Adidas com correntes causa controvérsia nas redes sociais: A empresa cancelou seu lançamento


Adidas cancelou lançamento do tênis Jeremy Scott e fez a seguinte declaração:. "O projeto do Centro Roundhouse JS é nada mais do que exaltar o designer Jeremy Scott na moda e não tem nada a ver com a escravidão Pedimos desculpas se as pessoas se ofenderam com o projeto e estamos retirando do mercado. "


terça-feira, 8 de maio de 2012

DEM contrata especialistas norte-americanos para ensinar os candidatos a "tuitar"



Quem não tem militância...

DEM contrata especialistas norte-americanos para ensinar os candidatos a "tuitar"

 Cerca de 50 pré-candidatos a prefeito do Democratas (DEM) se reunirão em São Paulo nesta quinta-feira, 10, para um curso preparatório sobre como administrar campanhas e se relacionar com a mídia.
O chamariz do seminário, organizado em conjunto pelo DEM e a Fundação Liberdade e Cidadania, vinculada ao partido, são palestras com três especialistas norte-americanos: Lee Brener, diretor político da rede social Myspace, Jim Harff, presidente da empresa de relações públicas Global Communicators, e Gary Nordlinger, presidente da consultoria política Nordlinger Associates. As palestras vão tratar de uso de mídias sociais, relações com a mídia durante a disputa eleitoral e gestão de campanhas em cidades com programas de TV, entre outros temas.
Os principais pré-candidatos do partido estarão presentes no seminário, segundo a assessoria do DEM: ACM Neto, postulante à prefeitura de Salvador, Rodrigo Maia, que disputará a campanha no Rio de Janeiro, e Mendonça Filho, que prepara a campanha no Recife.

estadão.com.br

domingo, 4 de março de 2012

Teste de preconceito nas redes sociais: O Museu Memória e Tolerância criou 2 perfis masculinos e 2 femininos no Facebook, com tudo idêntico, exceto a cor da pele. Veja o resultado.

Teste de preconceito nas redes sociais: O Museu Memória e Tolerância criou 2 perfis masculinos e 2 femininos no Facebook, com tudo idêntico, exceto a cor da pele. Veja o resultado.


Por Festival Latino-Americano e Africano de Arte e Cultura
O preconceito está muito mais presente em nosso cotidiano do que imaginamos. O simples ato de aceitar ou recusar um convite de amizade nas redes sociais já pode dizer muita coisa sobre isso, como demonstrou o teste realizado pelo Museu Memória e Tolerância, uma instituição mexicana que tem o objetivo de ensinar a tolerância por meio da memória histórica.
A instituição criou quatro perfis no Facebook. Camila Peralta, Britani Cadena, Alonso Piccard e Brayan Carlo Rublo. As duas mulheres eram representadas pela mesma modelo e os dois homens pelo mesmo rapaz. A diferença é que as fotos de Britani Cadena e Brayan Carlo Rublo foram digitalmente modificadas para que eles tivessem um tom de pele mais escuro. Fora isso, as características dos perfis eram exatamente iguais.
As duas mulheres faziam um pedido de amizade para a mesma pessoa ao mesmo tempo. O mesmo acontecia com os homens. O resultado foi que Camila Peralta foi 100% de vezes mais aceita do que Britani e recebeu seis vezes mais comentários. No caso dos rapazes, a diferença foi ainda maior. Alonso obteve 300% de aceitação a mais do que Brayan. Além disso, o perfil de Brayan foi denunciado quatro vezes e o de Alonso apenas uma. Na última denúncia, a rede social apagou o perfil do rapaz.