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terça-feira, 8 de maio de 2012

DEM contrata especialistas norte-americanos para ensinar os candidatos a "tuitar"



Quem não tem militância...

DEM contrata especialistas norte-americanos para ensinar os candidatos a "tuitar"

 Cerca de 50 pré-candidatos a prefeito do Democratas (DEM) se reunirão em São Paulo nesta quinta-feira, 10, para um curso preparatório sobre como administrar campanhas e se relacionar com a mídia.
O chamariz do seminário, organizado em conjunto pelo DEM e a Fundação Liberdade e Cidadania, vinculada ao partido, são palestras com três especialistas norte-americanos: Lee Brener, diretor político da rede social Myspace, Jim Harff, presidente da empresa de relações públicas Global Communicators, e Gary Nordlinger, presidente da consultoria política Nordlinger Associates. As palestras vão tratar de uso de mídias sociais, relações com a mídia durante a disputa eleitoral e gestão de campanhas em cidades com programas de TV, entre outros temas.
Os principais pré-candidatos do partido estarão presentes no seminário, segundo a assessoria do DEM: ACM Neto, postulante à prefeitura de Salvador, Rodrigo Maia, que disputará a campanha no Rio de Janeiro, e Mendonça Filho, que prepara a campanha no Recife.

estadão.com.br

Burgueses, vocês não entenderam nada. Quem não entendeu nada não entende o proUni

Burgueses, vocês não entenderam nada.: Quem não entendeu nada não entende o ProUni

Paulo Moreira Leite


Há certos momentos da vida brasileira que é preciso convocar Diderot, o pensador da Revolução Francesa que, diante dos movimentos de reação que se opunham aos avanços da democracia, lançou uma advertência histórica:

– Burgueses, vocês não entenderam nada.

Lembrei disso há dois anos, quando se descobriu, em Higienópolis, um movimento para impedir a instalação de uma estação de metrô que iria trazer evidentes benefícios ao bairro.

A votação sobre a constitucionalidade do proUNI no Supremo é um caso parecido.

O proUni causou menos alvoroço do que as cotas e não deveria. Admito que há um debate maior sobre cotas. Muitos brasileiros foram educados pelo mito da democracia racial. Para eles, não é fácil  aceitar a derrota moral de viver num país de cultura racista, onde a discriminação cria uma população disponível, forçada a aceitar o trabalho em condições difíceis e precária, nos piores empregos, com os piores salários.

Mas o proUni é diferente. Seus benefícios sociais são tão óbvios e tão dirigidos aos mais pobres que é ainda mais escandaloso encontrar quem possa combatê-lo.

Não vou entrar nos argumentos jurídicos do ministro Marco Aurélio, solitário voto contra num placar de 7 a 1. O ministro fez considerações contra o encaminhamento do proUni para votar contra. Também não quero falar das alegações sobre o prejuízo à Previdência – isso também me preocupa — que levou o sindicato dos auditores a combatê-lo.

Vamos falar da substância. O programa ajuda estudantes muito pobres a fazer faculdade privadas, a partir de exigências rigorosas e exames difíceis.

Em famílias com renda de até um salário mínimo e meio, o programa oferece bolsa integral. Com renda de três salários mínimos, a Bolsa é de 50.%.

É uma questão de pudor, no fundo. Está além da política, ou pelo menos deveria estar.

O sujeito deveria olhar para quem recebe o proUni e sentir vergonha de não querer ajudá-lo.

Se já é difícil aceitar a idéia de que vivemos num país que submete seus jovens a um cotidiano tão duro, é ainda mais difícil aceitar que se tente combater medidas que procuram aliviar o destino das futuras geração.
Curiosamente, muitas pessoas que adoram dizer em tom severo e boca cheia que vivemos num mundo competitivo, onde os diplomas abrem muitas portas no mercado, têm coragem de criticar um programa destinado a garotos e garotas que habitam um universo sem esperança.

Mesmo que o Estado cumprisse a obrigação de dobrar a oferta de vagas oferecidas nas universidades públicas  a maioria dos alunos do proUni ficaria de fora. Seria uma geração perdida.

Num país onde dois terços das vagas do ensino superior são oferecidas pelo ensino privado, quem poderia ser contra isso?

Quando quase metade das vagas dessas universidades são ociosas – e não é difícil saber a razão – como se pode condenar um programa que cumpre uma função social tão clara?

O DEM, mais uma vez, foi o autor da ação no Supremo. Para um partido que já foi adversário, também, das cotas, é coerente. Mas tão coerente que é preocupante. Será que, em breve, o partido pretende debater a constitucionalidade da Lei Áurea, em nome da liberdade individual de um homem explorar outro homem?
Anos atrás, havia quem dissesse que a escravidão era terrível mas reclamava que a abolição havia sido feita de modo apressado, quando o país não estava preparado para conviver com tantos negros libertos de uma só vez.  Sinto um certo perfume de nostalgia escravocrata nesse empenho conservador para combater toda medida destinada aos mais pobres  e aos negros.

O sindicato das universidades privadas também era contra. Não quer ser atingido em sua liberdade de explorar o ensino privado. O proUni, afinal, atinge o mercado. Pecado.

São freqüentes as denúncias de que em várias escolas os alunos do ProUni não têm o mesmo acesso a programas e benefícios oferecidos aos demais estudantes. A luta contra o proUni vai na mesma direção.
Mas é espantoso.

Se vivêssemos sob uma monarquia, como aquelas que começaram a cair nos tempos de Diderot, ainda dava para compreender.

Se vivêssemos sob uma ditadura, quando o pessoal do DEM estava no poder, também.

Mas vivemos sob uma democracia. Alguém pode achar possível impedir a luta pela igualdade entre os homens?

Só aqueles que não entenderam nada.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

"Quase toda contestação da validade das cotas raciais revela um racismo mal-dissimulado"

"Quase toda contestação da validade das cotas raciais revela um racismo mal-dissimulado"


O sistema do mérito, numa situação de falta de equivalência de oportunidades de preparação, é um sistema de hierarquia social que reproduz a desigualdade dominante favorecendo a minoria privilegiada.

Quase toda contestação da validade das cotas raciais revela um racismo mal-dissimulado e um desejo explícito de manutenção de favorecimentos encobertos pela falácia do mérito.
Não há mérito límpido em se se vencer uma competição para qual a qual o oponente não pôde se preparar em condições equivalentes, adequadas, justas, legítimas e paritárias.


O sistema do mérito é uma ilusão de ótica que favorece o ilusionista.


A crítica às cotas parte de um falso universalismo abstrato de valores em defesa de privilégios concretos: as melhores vagas, das melhores universidades públicas, especialmente dos seus mais concorridos cursos, reservadas para os mais aquinhoados, oriundos das famílias mais abastadas e das melhor escolas privadas.


Salvo exceções


Sempre há exceções.


Inclusive em se tratando de escolas públicas.
O Brasil poderia não ter cotas se:


1) Não fosse racista
2) Proporcionasse vaga no ensino superior para todos que fosse aprovados num exame de saída do ensino médio
3) Melhorasse radicalmente o ensino médio e fundamental.
Como não faz e não fará isso tão cedo, precisa compensar aqueles a quem deve depois de séculos.


Como dizia Joaquim Nabuco, o maior intelectual brasileiro de todos os tempos, os negros escravos ergueram o patrimônio brasileiro e jamais foram indenizados por isso: “Tudo o que significa luta do homem com a natureza, conquista do solo para a habitação e cultura, estradas e edifícios, canaviais e cafezais, a casa do senhor e a senzala dos escravos, igrejas e escolas, alfândegas e correios, telégrafos e caminhos de ferro, academias e hospitais, tudo, absolutamente tudo que existe no país, como resultado do trabalho manual, como emprego de capital, como acumulação de riqueza, não passa de uma doação gratuita da raça que trabalha à que faz trabalhar”.


O resto é conversa reacionária, arrogante, fiada, asquerosa, retrógrada, enfim, de jornalistas com cérebro de ervilha como Ali Kamel, Reinaldo Azevedo e Demétrio Magnoli.


Ou racismo de conservadores desmoralizados como o senador Demóstenes Torres.


Tudo falácia.


É falso dizer que um estudante com maior escore perde a vaga para um com menor escore por critério de cor.


Esse erro de interpretação decorre de uma leitura incorreta da competição.


Pois é de cor que se trata. Raças não existem.


São dois concursos num só, divididos em fileiras, em chaves.


Na fileira indiferenciada, normal, concorrem x candidatos a x vagas.


Na fileira para cotistas, concorrem x candidatos a x vagas.


Se alguém não entrou na fileira indiferenciada, perdeu para quem fez escore superior na mesma fileira.


É como um time de futebol da chave A reclamar que ficou de fora fazendo mais pontos que outro na chave B.


Está na regra do jogo.


A Constituição brasileira diz que não se pode tratar desigualmente ninguém com base em preconceito.


Nada diz quanto a tratar desigualmente pessoas para combater preconceito.
Se as cotas são inconstitucionais por reservarem tratamento diferenciado a um grupo de pessoas, praticamente tudo é inconstitucional na estrutura de compensações do Estado brasileiro: meia entrada para estudantes, assentos para idosos, atendimento prioritário em bancos, incentivos fiscais, etc.


O Dem, logo o Dem, que contesta a legitimidade das cotas alegando que produzem tratamento diferenciado, sendo todos iguais perante a lei, vive defendendo compensações e benefícios para o “setor produtivo”.


Como diz Nabuco: “A reparação não começou ainda. No processo do Brasil, um milhão de testemunhas hão de levantar-se contra nós, dos sertões da África, do fundo do oceano, dos barracões da praia, dos cemitérios das fazendas…”


As cotas não criam racismo.


Vale a pena ler a tese de João Vicente Silva Souza, “Alunos de escola pública na Universidade Federal do Rio Grande do Sul: portas entreabertas”, defendida no Programa de Pós-Graduação em Educação, orientada pela professora Malvina do Amaral Dorneles.
Ele diz: “Sabemos que os cursos de maior prestígio, densidade ou argumento de concorrência, geralmente são os que mais evidenciam as assimetrias socioeconômicas representadas em números e percentuais. Basta considerarmos o caso dos cursos cujo ‘ponto de corte’ costuma ser muito alto (Medicina, Direito diurno, Administração diurno, Biomedicina, Publicidade/Propaganda, Design Produto, Design Visual e Relações Internacionais). Em tais cursos, nenhum dos candidatos autodeclarados negros de Escola Pública se classificou através da adoção do Sistema de Reserva de Vagas no ano de 2008”.


O mérito depende, salvo exceção, do poder econômico.


O racismo é mantido e atualizado pela exclusão ardilosa dos negros sob a capa do universalismo.


Nabuco previu: “Essa obra – de reparação, vergonha ou arrependimento, como a queiram chamar – de emancipação dos atuais escravos e seus filhos é apenas a tarefa imediata do abolicionismo. Além dessa, há outra maior, a do futuro: a de apagar todos os efeitos de um regime que, há três séculos, é uma escola de desmoralização e inércia, de servilismo e irresponsabilidade para a casta dos senhores, e que fez do Brasil o Paraguai da escravidão”.


O pior racismo é o que não quer ser visto como tal, aquele que se disfarça de universalismo abstrato.


Tomara que o STF faça hoje a sua parte.



No Correio do Povo

sábado, 21 de abril de 2012

Mais uma do DEM: STF decide sobre cotas raciais na quarta-feira


Mais uma do DEM: STF decide sobre cotas raciais na quarta-feira

 Por Rodrigo Haidar


O Supremo Tribunal Federal julgará na próxima quarta-feira (25/4) duas ações que contestam a constitucionalidade do sistema de cotas raciais em universidades públicas. As ações serão julgadas quase um ano depois de o relator, ministro Ricardo Lewandowski, tê-las liberado para entrarem na pauta de julgamentos do tribunal.
Uma das ações é a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 186. Ajuizada pelo DEM contra a Universidade de Brasília, a ação questiona a reserva de 20% das vagas previstas no vestibular para preenchimento a partir de critérios étnico-raciais.
O outro processo é o Recurso Extraordinário 597.285, interposto por um estudante que se sentiu prejudicado pelo sistema de cotas adotado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele contesta a constitucionalidade do sistema de reserva de vagas como meio de ingresso no ensino superior. Ele não foi aprovado no vestibular para o curso de Administração, embora tenha alcançado pontuação maior do que alguns candidatos admitidos no mesmo curso pelo sistema de cotas.
Na ADPF 186, o DEM sustenta que a UnB “ressuscitou os ideais nazistas” e que as cotas não são uma solução para as desigualdades no país. “Cotas para negros não resolvem o problema. E ainda podem ter o condão de agravar o problema, na medida em que promovem a ofensa arbitrária ao princípio da igualdade.” 
De acordo com o partido, sua intenção não é discutir a constitucionalidade das ações afirmativas de forma geral, como política necessária para a inclusão de minorias. Também “não se discute sobre a existência de racismo, de preconceito e de discriminação na sociedade brasileira”. O que a legenda quer discutir, de acordo com a ação, é “se a implementação de um Estado racializado ou do racismo institucionalizado, nos moldes praticados nos Estados Unidos, na África do Sul ou em Ruanda seria adequada para o Brasil”. Quando propôs a ação, em julho de 2009, o DEM pediu liminar para suspender a matrícula dos aprovados no vestibular da UnB. O então presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, rejeitou o pedido.
Segundo o partido, os defensores dos programas afirmativos adotam a Teoria da Justiça Compensatória. Por essa teoria, o objetivo das cotas é o de promover o resgate da dívida histórica que os brancos possuem em relação aos negros. O DEM sustenta, contudo, que não se pode responsabilizar as gerações presentes por erros cometidos no passado e que é impossível identificar quais seriam os legítimos beneficiários destes programas de natureza compensatória.
Audiência pública
Em março de 2010, o STF fez audiência pública para discutir o tema. A iniciativa de convocar as discussões foi do relator dos processos, ministro Ricardo Lewandowski. Durante três dias, 38 representantes de associações, fundações, movimentos sociais e entidades envolvidas com o tema defenderam e atacaram as cotas raciais.
Além das entidades, políticos, agentes do Estado e figuras do mundo jurídico como o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante Junior, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, participaram dos debates. Depois da audiência pública, o ministro Lewandowski aprovou sete pedidos de entidades para participarem como amici curiae na ação do DEM contra a instituição de cotas raciais na Universidade de Brasília.
“A admissão de amicus curiae configura circunstância de fundamental importância, porém de caráter excepcional, e que pressupõe, para se tornar efetiva, a demonstração do atendimento de requisitos, dentre eles, a adequada representatividade daquele que a pleiteia”, explicou Lewandowski na ocasião.

No Conjur

quinta-feira, 15 de março de 2012

E os senadores que o defenderam não vão pedir desculpas ao povo brasileiro?: Demóstenes vira vidraça no DEM por ligação sigilosa com Carlinhos Cachoeira

E os senadores que o defenderam não vão pedir desculpas ao povo brasileiro?: Demóstenes vira vidraça no DEM por ligação sigilosa com Carlinhos Cachoeira


Demóstenes
O senador Demóstenes Torres tinha uma 'linha quente' para falar com o bicheiro
A notícia de que o empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, habilitou em Miami 15 aparelhos de rádio, da marca Nextel, e os distribuiu entre pessoas de sua mais estrita confiança, sendo uma delas o senadorDemóstenes Torres (DEM-GO), servirá de base para a instalação de um processo disciplinar contra o parlamentar da ultradireita, que poderá terminar expulso da legenda, a exemplo do ex-governador de Brasília José Roberto Arruda, que caiu após o Escândalo dos Panettones. Documento da 11ª Vara da Justiça Federal, em Goiás, vazado para a revista Época, que integra o conjunto de veículos de comunicação da Rede Globo, revela que o propósito deCachoeira, segundo a Polícia Federal, era evitar que escutas telefônicas, legais ou ilegais, captassem suas conversas com os comandantes de uma rede de exploração ilegal de máquinas caça-níqueis em Goiás e na periferia de Brasília.
Nos relatórios da investigação, o grupo contemplado com os rádios é chamado de “14 + 1”. Entre os 14, há foragidos e os que foram presos com Carlinhos Cachoeira durante a Operação Monte Carlo, da PF. O “1” é o senador Demóstenes Torres, diz a revista.
Conversa reservada
A revista também ouviu o senador Demóstenes, em seu gabinete no Senado. “Ele estava acompanhado de seu advogado Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay. Indagado se havia recebido um aparelho de rádio para conversas exclusivas com Cachoeira, Demóstenes pediu licença para ter uma conversa reservada com seu advogado antes de responder à pergunta. Cinco minutos depois, disse à reportagem que, por recomendação do advogado, não faria declarações sobre o assunto. A interlocutores, no entanto, o senador goiano confirmou que recebeu o aparelho de Cachoeira, que foi usado exclusivamente em conversas entre os dois. Segundo Demóstenes, nos quase 300 diálogos com Cachoeira, gravados pela Polícia Federal com ordem judicial, não há nada que o comprometa”, afirma o texto da reportagem.
“São conversas entre amigos, só há trivialidades”, teria dito o parlamentar aos repórteres.
Tais escutas permitiram que os investigadores descobrissem que Cachoeira deu a Demóstenes uma geladeira e um fogão importados como presente de casamento, dos quais o líder do DEM no Senado não pretende abrir mão.
Segundo a investigação, Carlinhos Cachoeira resolveu habilitar os 15 rádios Nextel em Miami porque “arapongas lhe asseguraram que, assim, eles escapariam de grampos telefônicos. Segundo o Ministério Público Federal, Cachoeira seguiu orientação do delegado da Polícia Federal Fernando Byron e do ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, também presos na Operação Monte Carlo”, acrescenta a reportagem.
“Para azar deles e sorte da sociedade, a Polícia Federal conseguiu realizar a interceptação telefônica. E isso mudou todo o rumo da investigação”, afirmou o juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, na decisão judicial que autorizou a operação Monte Carlo, na qual Demóstenes foi flagrado.


No CorreiodoBrasil

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pedófilo Sefer é absolvido no Pará. De perder as esperanças...

Pedófilo Sefer é absolvido no Pará. De perder as esperanças...


A notícia é incrível. A postura do TJE vai contra o bom senso, contra a sociedade e contra a justiça. As evidências de que o ex-deputado praticou inúmeros crimes - de estupro de menor, de cárcere privado e de violência física - são enormes e chocaram a sociedade paraense. Vai ser difícil ter um bom Círio com uma coisa dessas...
Reproduzo o que o Diário do Pará publicou a respeito:
Por dois votos a um, o ex-deputado Luiz Afonso Sefer (DEMo) foi absolvido da acusação de pedofilia e cárcere privado. O relator da ação, desembargador João Maroja, e o desembargador Raimundo Holanda, votaram pela absolvição de Sefer. Convocado pelo TJE para atuar no julgamento, o juiz Altemar Silva votou a favor da condenação. O julgamento aconteceu na manhã de hoje (6), no Tribunal de Justiça do Estado do Pará. O médico Luiz Sefer era deputado pelo DEM em 2009 quando foi acusado por uma menor de estupro, cárcere privado, violência física, entre outros crimes.
Para se livrar da condenação, Luiz Sefer contratou o advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, para atuar em sua defesa junto com o advogado paraense Osvaldo Serrão. A defesa alegou falta de provas, o que foi levado em consideração pelos juízes para absolver Sefer. Mas, para Clea Carro, representante da ONG Sociedade de Defesa dos Direitos Sexuais da Amazônia, que atuou como testemunha de acusação, os desembargadores não levaram em conta os resultados dos exames feitos na menor. A defesa afirma que irá recorrer da sentença.
O CASO
Em 2005, aos nove anos, uma menina teria sido levada de Mocajuba, por um outro médico, para morar na casa do então deputado Luiz Sefer, em Belém. Segundo denunciou o Ministério Público, a garota ficou sofrendo sucessivas violências sexuais na casa do médico durante quatro anos. Além do pai, segundo a acusação, o filho também abusava sexualmente da menina, que vive atualmente em programa de proteção de testemunhas.
O caso ganhou dimensão nacional em 2009, quando a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da Pedofilia) do Senado Federal veio a Belém e incluiu o caso nas investigações. No mesmo período, o Legislativo local também instaurou uma CPI para investigar crimes de pedofilia. Acuado, Sefer preferiu renunciar ao mandato de deputado a ser cassado por comissão processante instaurada na Assembleia Legislativa.
Em junho de 2010, a juíza da Vara de Crimes contra Crianças e Adolescentes de Belém, Graça Alfaia, condenou Sefer e decretou a sua imediata prisão. Mas ele fugiu de Belém e seu advogado impetrou habeas corpus, concedido duas semanas após a condenação pela desembargadora Vânia Bitar.
Leia também: Deputado pedófilo do DEMo é suplente da CPI de pedofilia em Belém

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

DEM vai à Justiça para garantir produto da cesta básica, o carro importado

DEM vai à Justiça para garantir produto da cesta básica, o carro importado