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sábado, 28 de dezembro de 2013

Que Deus nos livre, amém!: Evangélicos tentam manter liderança em comissão de Feliciano

Que Deus nos livre, amém!: Evangélicos tentam manter liderança em comissão de Feliciano

feliciano

Integrantes da bancada evangélica da Câmara dos Deputados querem manter o domínio na Comissão de Direitos Humanos, segundo informações do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo. Entusiasmados com a visibilidade gerada em tordo do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), membros da bancada já articulam quem poderá ser o novo presidente do colegiado, após a saída de Feliciano, anunciado na última semana.

A estratégia dos evangélicos é convencer os partidos a indicar o maior número de representantes da bancada religiosa para compor a comissão em fevereiro, quando os deputados voltam ao trabalho. A avaliação de integrantes da bancada é que a comissão poderá ser um palco importante para os evangélicos defenderem seus pontos de vista e conquistarem votos nas eleições do próximo ano.

Em 2013, mesmo sob forte ataque, Feliciano permaneceu no comando da comissão e promoveu debates sobre iniciativas polêmicas, como o projeto que autoriza psicólogos a oferecer tratamento a gays. Um dos nomes que circula na bancada para representar os religiosos é o do deputado Marcos Rogério (PDT-RO), alinhado com Feliciano.

Maior partido da Câmara, o PT marcou para o dia 3 de fevereiro uma reunião para definir o novo líder da bancada e as comissões que vai escolher para presidir em 2014.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Feliciano lamenta adiamento da votação da "cura gay" e diz que LGBT não são doentes

Tá!?: Feliciano lamenta adiamento da votação da "cura gay" e diz que LGBT não são doentes

Após adiamento de votação da cura gay, Feliciano diz que homossexualidade não é doença



Feliciano (finalmente) diz que ser gay não é doença

Felizmente, caminha a passos lentos na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) o projeto que permite a chamada “cura gay”, com parecer favorável de seu relator, o deputado federal Anderson Ferreira (PR-PE). De autoria do deputado federal João Campos (PSDB-GO), a Proposta de Decreto Legislativo (PDC) 234/11 estava em pauta para ser votada já na última terça-feira, 4 de junho, mas teve sua votação adiada.

O adiamento se deu com pedido conjunto de vistas dos deputados Simplício Araújo (PPS-MA) e Marcos Rogério (PDT-RO). “Eu vejo que há um conflito muito grande. Não existe uma sintonia em torno do projeto. Portanto, eu não me senti seguro e preferi adiar essa votação”, afirmou Simplício, segundo a Agência Câmara.

O deputado considera que seu pedido de vista não foi um truque para adiar a votação pela quarta vez e acredita que é “um desrespeito falar em manobra, pois qualquer deputado tem o direito de pedir vista de qualquer projeto que esteja em qualquer comissão dessa Casa”.

Presidente da Comissão, o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) garantiu que o projeto será votado imediatamente após o prazo de duas sessões, previsto no Regimento Interno da Câmara. Segundo Feliciano, os psicólogos estão perdendo o registro profissional quando atendem pessoas que querem deixar de ser homossexuais.

“O projeto foi tratado de maneira maliciosa e desonrosa até. O projeto não tem nada a ver com o nome maligno que deram a ele de 'cura gay', porque ele não cura nada, até porque isso não é doença, isso é uma orientação sexual”, afirmou o deputado. Na avaliação dele, o projeto “protege os direitos da pessoa que quer aliviar a sua angústia interior e protege o profissional que quer atuar com liberdade e isso hoje não acontece”.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Em novo protesto contra Feliciano, marcha de 20 mil tem 4 detidos

Em novo protesto contra Feliciano, marcha de 20 mil tem 4 detidos

Cerca de 20 mil membros de sindicatos, grupos estudantis e grupos coletivos de homossexuais marcharam até a sede do Congresso


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Diversos movimentos sociais se uniram nesta quarta-feira em um protesto contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e é acusado de homofobia e racismo. Segundo cálculos da polícia, na manifestação participaram cerca de 20 mil membros de sindicatos, grupos estudantis e grupos coletivos de homossexuais que marcharam até a sede do Congresso em Brasília por diversas causas, mas se fundiram em uma só voz que exigiu a renúncia de Feliciano.

O deputado foi eleito no dia 7 de março como presidente da Comissão de Direitos Humanos do Congresso e desde então é alvo de fortes protestos por suas polêmicas opiniões sobre homossexualidade, a etnia negra e outros assuntos. Durante a marcha de hoje, quatro pessoas burlaram a segurança e chegaram até o 15º andar do Congresso, onde abriram uma bandeira com as cores do arco íris, que identifica o movimento LGBT, em meio à agitação dos manifestantes.

Por causa disso, funcionários que trabalham na comissão reclamaram à Polícia Legislativa, que deteve quatro manifestantes. Eles foram liberados em seguida, mas serão investigados. Na sessão de hoje da comissão, aberta apenas a evangélicos, um grupo de apoiadores do pastor levou cartazes com mensagens favoráveis a ele.
Feliciano gerou a rejeição de grupos de direitos humanos por suas posições contra a homossexualidade, que segundo ele, "incita o ódio e o crime". Também assegura, apoiado em suas crenças religiosas, que a etnia negra foi "amaldiçoada" por Noé e que assim "diz a Bíblia".

Há três semanas, lançou mais lenha na fogueira ao afirmar que quando os Beatles se disseram "mais famosos que Jesus Cristo" e afirmaram que o grupo era "uma nova religião", desafiaram Deus. "Isso nunca fica impune", declarou o pastor em um culto de sua igreja, e sustentou que por isso John Lennon foi assassinado com "um tiro em nome do Pai, outro em nome do Filho e outro em nome do Espírito Santo".

Aos protestos se somou até o governo da presidente Dilma Rousseff, que há duas semanas se manifestou contra a permanência de Feliciano nesse cargo através de dois de seus despachos. A titular da secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, pediu ao Congresso que "encontre uma solução" que leve à renúncia de Feliciano, enquanto o Ministério de Igualdade Racial considerou "inaceitável" que o pastor ocupe a presidência da Comissão de Direitos Humanos.

Apesar das pressões, Feliciano disse várias vezes que não renunciará ao cargo, já que foi eleito em forma "legítima". No entanto, vários partidos pediram ao Congresso que inicie um processo visando à destituição do pastor, que além de ser acusado de racista e homofóbico enfrenta suspeitas de envolvimento em irregularidades administrativas.

Outras reivindicações
Além do protesto a Feliciano, a marcha reuniu servidores públicos federais e outros grupos que exigiam a não implementação do Acordo Coletivo Especial, a anulação da reforma da Previdência Social de 2003 e o fim do fator previdenciário, assim como a reforma agrária

"Basta de ataques aos trabalhadores! Chega de entregar dinheiro aos grandes empresários! Mais verbas para a saúde, educação e reforma agrária!" diziam algumas das faixas e cartazes.

Segundo a Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), o não cumprimento das reivindicações dos professores estaduais em greve também foram alvo do protesto. Os educadores pedem a imediata aplicação da lei do piso nacional da categoria, 40 horas semanais de carga horária dos professores, dois terços das atividades em sala de aula e um terço sem o aluno, para preparação de aulas e estudo do conteúdo.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

DIREITOS HUMANOS » Até partido lava as mãos

DIREITOS HUMANOS » Até partido lava as mãos

Líder do PSC volta atrás no apoio dado para que o correligionário pastor Marco Feliciano continue a presidir comissão. Ex-ministra pede abertura de processo por quebra de decoro 
 
Maria Clara Prates e Amanda Almeida
Estado de Minas

Brasília – A onda de insatisfação com o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM), não para de crescer, desta vez dentro da própria Câmara. Ontem, ele teve mais um dia de agenda negativa. A deputada Iriny Lopes (PT-ES), ex-ministra de Política para as Mulheres e que já presidiu a comissão, protocolou pedido de abertura de processo disciplinar contra o pastor, por causa das declarações que ele fez no fim de semana, durante pregação em Passos, no Sul de Minas — de que a comissão era dominada por “Satanás” antes de sua eleição para o cargo. A representação de Iriny será encaminhada à Corregedoria da Câmara, cujo presidente ainda não foi indicado, o que pode atrasar a análise do processo.

A declaração do pastor, no sábado, incomodou até mesmo seus correligionários, como a deputada Antônia Lúcia (PSC-AC), que ameaçou deixar a vice-presidência da comissão, mas voltou atrás depois de um pedido de desculpas do colega. As desculpas, no entanto, para o líder do PSC, deputado André Moura, não são suficientes. Ele defende que elas sejam feitas oficialmente, a toda a sociedade.

Sob intensa pressão desde que teve início a polêmica envolvendo Feliciano, André Moura lavou as mãos ontem, depois de ter declarado, há uma semana, apoio ao correligionário para sua permanência na Presidência da CDHM. “Entendo que neste momento a coisa tomou proporções maiores que fogem da alçada da bancada e da liderança e tem que ser resolvida pela Executiva Nacional do partido e, logicamente, pela Mesa Diretora da Casa. Já existe parlamentar que anunciou que vai entrar com processo por quebra de decoro. Então, cabe à mesa diretora e ao conselho de ética analisarem esse processo”, afirmou ele, após participar de reunião de líderes da base aliada.

O PSOL anunciou que vai protocolar hoje pedido de investigação contra o deputado, na corregedoria e no conselho de ética e decoro parlamentar. Na representação, o partido lista o que considera graves irregularidades cometidas pelo parlamentar. As afirmações renderam, ainda, nota de repúdio assinada por ex-presidentes do colegiado. O grupo anunciou que vai fazer gestões na Mesa Diretora da Casa para adotar “providências” em relação ao caso.

Também ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski negou pedido de Feliciano para adiar depoimento do parlamentar em processo em que é acusado de estelionato. O depoimento está marcado para sexta-feira. O Ministério Público do Rio Grande do Sul acusa o pastor de haver recebido cachê para participar de evento ao qual não compareceu.

A bancada do PPS, além de estudar a possibilidade de uma renúncia coletiva para forçar nova eleição na CDHM, anunciou ontem que o partido pretende encaminhar à Comissão de Ética da Casa um pedido para apuração da conduta de Feliciano.

Imagem Na representação entregue ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Iriny Lopes argumenta que a declaração do pastor fere o Código de Ética da Casa: “Pode-se concluir que o referido parlamentar faltou com respeito com os colegas parlamentares e também com a imagem da instituição, infringindo o que preceitua o código de ética”, afirmou. A deputada Iriny presidiu a comissão de direitos humanos em 2006.

Mais uma vez, Marco Feliciano alegou que foi mal interpretado em sua afirmação. Ele explicou que ao se referir ao domínio de Satanás, quis apenas se referir a seus “adversários”, mas como estava em um culto religioso, lançou mão de uma linguagem bíblica. O pastor garantiu se sentir "livre" para continuar o trabalho na comissão. “Eu não disse nome de ninguém. Eu estava no culto, num ambiente espiritual. Eu falava sobre situações espirituais. Se vocês assistirem ao vídeo, minutos depois, eu falei que a comissão fez um seminário com apologia ao sexo para crianças até seis anos. Isso para quem é espiritual não é coisa de Deus. E se não é coisa de Deus é do adversário. Satanás significa adversário. No culto, eu tenho liberdade de expressão”, justificou.

Esvaziada

A audiência pública prevista para hoje na Comissão de Direitos Humanos foi cancelada na manhã de ontem. A assessoria da comissão não soube informar o motivo do pedido de cancelamento. O tema da audiência pública era “O desafio da inclusão no mercado de trabalho assegurando a igualdade de direitos e oportunidades, sem descriminação de cor, etnia, procedência ou qualquer outra”. Desde que assumiu a presidência da comissão, em 7 de março, Feliciano conseguiu presidir apenas uma das quatro reuniões, em razão dos protestos contra ele, acusado de racismo e homofobia. No entanto, na semana passada, a reunião só aconteceu depois da troca de salas e reforço policial. Um militante foi preso a pedido de Feliciano. Também foi adiada, para a próxima semana, a reunião de líderes para discutir a crise na comissão, que aconteceria ontem, em razão de Henrique Alves ter se submetido a uma cirurgia de hérnia abdominal durante o feriado.