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terça-feira, 18 de outubro de 2011

É preciso salvar o capitalismo dos capitalistas

É preciso salvar o capitalismo dos capitalistas

Paulo Moreira Leite


Deve ser duro ocupar Wall Street. O cara sái de casa, apanha da polícia, pode ser preso e, quando abre o jornal, é obrigado a ler que o protesto é bonito mas ele não apresentou uma saída para a crise. Piada.

Também é muita hipocrisia, vamos combinar. Os protestos da Europa e dos Estados Unidos falam como as passeatas falam: com cartazes, palavras-de-ordem, formulas
simplificadas. A rua é assim.

Mas quem sabe ler e ouvir já percebeu que eles não colocam problemas que se
resolvem numa conversinha de gabinete nem num estalo acadêmico. Não por
culpa dos manifestantes mas em função do caráter profundo da crise dos países
desenvolvidos.

Os problemas da economia exigem visão ampla e respostas dramáticas. Cobram,
acima de tudo, coragem política. Poucas pessoas se atrevem a olhar para elas.

No plano da teoria, Nouriel Roubini anda dizendo que a crise mostra que Karl Marx,
aquele que queria acabar com o capitalismo, “estava certo.” Roubini não é nenhum
revolucionário. É um consultor que caro para dar conselhos para grandes investidores que não querem perder um centavo com sugestões erradas.

Pois este sujeito afirma que o pai do comunismo tem mais a ensinar do que nossos sábios de visão convencional e fórmulas prontas. Deveria dar o que pensar, concorda?

O megainvestidor George Soros tem uma idéia que faz sentido. Ele chegou a conclusão de que os governos dos países desenvolvidos devem assumir a gestão do sistema financeiro, capitalizar instituições quebradas e reanimar a economia.  Isso quer dizer: afastar os capitalistas para salvar o capitalismo. É uma medida mais dura do que se fez em 2008 mas tem sua razão de ser. A situação exige medidas de salvação nacional — ou global.

A América do Norte e o Velho Mundo estão naufragando. Seus trabalhadores não
tem mais emprego, o seguro-desemprego está sendo reduzido, as aposentadorias
serão diminuídas. O mais grave é que todos sabem que não há nenhuma luz no fim
de tanto sacrifício. Só mais pesadelo e falta de perspectiva.

Sem estimulo ao consumo, não haverá retorno do crescimento, sem isso não
haverá criação de empregos nem receitas para pagar direitos históricos, como
saúde pública, escolas, aposentadorias.

As idéias estão aí. Os ativistas estão fazendo sua parte. Já deixaram claro o que
desejam e o que não desejam. Quem precisa oferecer propostas é quem assumiu
essa responsabilidade, pediu voto nas urnas e se apresenta como responsável
pelo destinos de seus povos. A crise tem origem na economia mas se tornou
política. Está na hora da resposta.



Na  Época

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

As mulheres da ocupação de Wall Street

As mulheres da ocupação de Wall Street

No BideBrasil


Vídeo com diversos depoimentos de mulheres que estão ocupando Wall Street neste momento, ainda não consegui encontrar mais informações além desse vídeo sobre a participação das mulheres nesta mobilização, coisa não rara de acontecer nos movimentos e mobilizações pelo mundo neste ano, só lembrar a dificuldade de se ter notícias sobre as mulheres árabes no começo do ano.
Me chamou a atenção uma senhora de Nova Iorque chamada Pat que fala seu motivo de apoiar a movimentação do Occupy Wall Street é pelo fato dela ser socialista e feminista. Tendo mais informações sobre o papel das mulheres nesta mobilização posto por aqui.

domingo, 9 de outubro de 2011

E agora, EUA, vão invadir Wall Street?

E agora, EUA, vão invadir Wall Street?




sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Brasileiro é um dos lideres do protesto em Wall Street

 Brasileiro é um dos lideres do protesto em Wall Street


Um dos pioneiros desse movimento é um brasileiro de 26 anos, que já foi preso duas vezes.

Alexandre Carvalho formou-se em medicina no Rio de Janeiro. Mora há mais de dois anos em Nova York, onde fez pós-graduação. E como muitos estrangeiros por aqui, não consegue encontrar emprego.

O brasileiro é um dos lideres do protesto, que três semanas nesse sábado, e se espalhou por cidades como Los Angeles, Boston e Chicago.







No Jornal da Band

Enquanto isso no país que ensina para o mundo "democracia"...

Enquanto isso no país que ensina para o mundo "democracia"...



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mensagem de solidariedade com o movimento de ocupação de Wall Street

Mensagem de solidariedade com o movimento de ocupação de Wall Street



Noam Chomsky - SinPermiso
Qualquer um que tenha os olhos abertos sabe que o gangsterismo de Wall Street – das instituições financeiras em geral – infligiu graves danos ao povo dos Estados Unidos (e ao mundo). E deveria saber também que tal coisa foi ocorrendo progressivamente nos últimos trinta anos na medida em que aumentou de modo radical seu poder no comando da economia e com isso seu poder político.

Deste modo foi posto em marcha um círculo vicioso que concentrou uma imensa riqueza, mas o poder político ficou nas mãos de um diminuto setor da população, uma fração de 1%, enquanto o resto foi se convertendo cada vez mais no que passou a se chamar de “precariado”, pessoas que tratam de sobreviver em uma precária existência. Além disso, as horríveis atividades dessa pequena parcela da população são realizadas com uma impunidade quase completa: não só mediante o “too big to fail” (muito grande para quebrar), mas também com o “too big to jail” (muito grande para ir para a cadeia).

Os valentes e honrados protestos que continuam em Wall Street deveriam servir para chamar publicamente a atenção da sociedade sobre esta calamidade e conduzir a um dedicado esforço para superá-la e conduzir a sociedade para um caminho mais saudável.



Fonte:
http://www.sinpermiso.info/textos/index.php?id=4466


Tradução: Katarina Peixoto
Na CartaCapital

domingo, 2 de outubro de 2011

Polícia prende manifestantes em Wall Street no "olhômetro"

Polícia prende manifestantes em Wall Street no "olhômetro"

Veja no vídeo, a polícia olha para os manifestantes que estão protestando pacificamente e simplesmente escolhe, confesso  nunca ter visto este tipo de escolha para manifestante ser preso.