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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Propaganda sobre casamento igualitário nos EUA tem participação de Obama e de republicanos

Propaganda sobre casamento igualitário nos EUA tem participação de Obama e de republicanos

Do Gay1, com ANSA 


Propaganda custou à organização cerca de US$ 1 milhão (Foto: Reprodução)Propaganda custou à organização cerca de US$ 1 milhão (Foto: Reprodução)
A organização Respect For Marriage Coalition, que defende o  entre pessoas do mesmo  nos Estados Unidos, realizou uma propaganda de televisão a favor deste tema com a participação de vários políticos norte-americanos, entre eles o presidente Barack Obama.

Além de Obama, participam do comercial o ex-vice-presidente Dick Cheney, o ex-secretário da Estado Colin Powell e Laura Bush, a esposa do ex-presidente George W. Bush (2001-2009).

A propaganda custou à organização cerca de US$ 1 milhão e será difundida nas maiores redes de televisão norte-americanas.

O objetivo do vídeo é explicar que o tema da ampliação de direitos não interessa apenas à frente democrática, mas tem apoiadores de relevância também no cenário republicano.

Na propaganda, a ex-primeira dama Laura Bush afirma que "quando duas pessoas se comprometeram reciprocamente, se amam, devem ter os mesmos direitos de todas as outras".

Veja vídeo em inglês:


domingo, 29 de julho de 2012

Racismo: Pastor não faz casamento de casal negro porque a igreja é de brancos

Racismo: Pastor não faz casamento de casal negro porque a igreja é de brancos

Um casal d o Mississippi, sudeste dos Estados Unidos, sofreu um duro golpe quando o pastor da igreja que frequentavam comunicou que o casamento não poderia ser celebrado no local por serem negros, informou o canal ABC.
O pastor Stan Weatherford afirmou à emissora que nunca havia sido celebrado um casamento de negros na Primeira Igreja Batista de Crystal Springs, no Mississippi, desde a inauguração do templo em 1883.
Ele afirmou que vários integrantes brancos da congregação foram contrários, de forma violenta, à celebração do casamento de Charles y Te'Andrea Wilson. Alguns o ameaçaram de demissão.
Weatherford, branco, ofereceu ao casal a possibilidade de celebrar o matrimônio em outra igreja, de maioria negra. "Minha filha de nove anos vai à igreja conosco. Como você vai dizer para a sua filha de nove anos que não podemos casar aqui porque, advinha querida, nós somos negros?", disse Charles Wilson ao canal WAPT-TV, uma filial da ABC.
Ele explicou que o casal pretendia passar a integrar a igreja depois do matrimônio, programado para 20 de julho. Após o veto, transferiram a cerimônia para outra igreja e se casaram no dia 21 de julho.
Vários moradores ficaram chocados com a decisão do pastor. "Esta igreja era a casa deles", disse Theresa Norwood, de 48 anos. "O que Jesus teria feito? Teria casado eles, sem nenhuma dúvida, porque isto é o correto. Todos somos filhos de Deus", completou.




Terra


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sábado, 16 de junho de 2012

Olha que espetáculo de país: Dez fatos chocantes sobre os Estados Unidos

Olha que espetáculo de país: Dez fatos chocantes sobre os Estados Unidos


País tem a maior população prisional do mundo. Em cada 100 norte-americanos, um está preso.

1. Maior população prisional do mundo
Elevando-se desde os anos 80, a surreal taxa de encarceramento dos EUA é um negócio e um instrumento de controle social: à medida que o negócio das prisões privadas alastra-se como uma gangrena, uma nova categoria de milionários consolida seu poder político. Os donos destas carcerárias são também, na prática, donos de escravos, que trabalham nas fábricas do interior das prisões por salários inferiores a 50 cents por hora. Este trabalho escravo é tão competitivo, que muitos municípios hoje sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões, aprovando simultaneamente leis que vulgarizam sentenças de até 15 anos de prisão por crimes menores como roubar chicletes. O alvo destas leis draconianas são os mais pobres, mas, sobretudo, os negros, que representando apenas 13% da população norte-americana, compõem 40% da população prisional do país.


2. 22% das crianças americanas vive abaixo do limiar da pobreza.
Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças norte-americanas vivam sem “segurança alimentar”, ou seja, em famílias sem capacidade econômica para satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. As estatísticas provam que estas crianças têm piores resultados escolares, aceitam piores empregos, não vão à universidade e têm uma maior probabilidade de, quando adultos, serem presos.
3. Entre 1890 e 2012, os EUA invadiram ou bombardearam 149 países.
O número de países nos quais os EUA intervieram militarmente é maior do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de oito milhões de mortes causadas pelo país só no século XX. Por trás desta lista, escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de Estado e patrocínio de ditadores e grupos terroristas. Segundo Obama, recipiente do Nobel da Paz, os EUA conduzem neste momente mais de 70 operações militares secretas em vários países do mundo. O mesmo presidente criou o maior orçamento militar norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial, superando de longe George W. Bush.
4. Os EUA são o único país da OCDE que não oferece qualquer tipo de subsídio de maternidade.
Embora estes números variem de acordo com o Estado e dependam dos contratos redigidos por cada empresa, é prática corrente que as mulheres norte-americanas não tenham direito a nenhum dia pago antes ou depois de dar à luz. Em muitos casos, não existe sequer a possibilidade de tirar baixa sem vencimento. Quase todos os países do mundo oferecem entre 12 e 50 semanas pagas em licença maternidade. Neste aspecto, os Estados Unidos fazem companhia à Papua Nova Guiné e à Suazilândia.

5. 125 norte-americanos morrem todos os dias por não poderem pagar qualquer tipo de plano de saúde.
Se não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de norte-americanos não têm), então há boas razões para temes ainda mais a ambulância e os cuidados de saúde que o governo presta. Viagens de ambulância custam em média o equivalente a 1300 reais e a estadia num hospital público mais de 500 reais por noite. Para a maioria das operações cirúrgicas (que chegam à casa das dezenas de milhar), é bom que possa pagar um seguro de saúde privado. Caso contrário, a América é a terra das oportunidades e, como o nome indica, terá a oportunidade de se endividar e também a oportunidade de ficar em casa, torcendo para não morrer.
6. Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos. Só entre 1940 e 1980, 40% de todas as mulheres em reservas índias foram esterilizadas contra sua vontade pelo governo norte-americano.
Esqueçam a história do Dia de Ação de Graças com índios e colonos partilhando placidamente o mesmo peru em torno da mesma mesa. A História dos Estados Unidos começa no programa de erradicação dos índios. Tendo em conta as restrições atuais à imigração ilegal, ninguém diria que os fundadores deste país foram eles mesmos imigrantes ilegais, que vieram sem o consentimento dos que já viviam na América. Durante dois séculos, os índios foram perseguidos e assassinados, despojados de tudo e empurrados para minúsculas reservas de terras inférteis, em lixeiras nucleares e sobre solos contaminados. Em pleno século XX, os EUA iniciaram um plano de esterilização forçada de mulheres índias, pedindo-lhes para colocar uma cruz num formulário escrito em idioma que não compreendiam, ameaçando-as com o corte de subsídios caso não consentissem ou, simplesmente, recusando-lhes acesso a maternidades e hospitais. Mas que ninguém se espante, os EUA foram o primeiro país do mundo oficializar esterilizações forçadas como parte de um programa de eugenia, inicialmente contra pessoas portadoras de deficiência e, mais tarde, contra negros e índios.
7. Todos os imigrantes são obrigados a jurar não ser comunistas para poder viver nos EUA.
Além de ter que jurar não ser um agente secreto nem um criminoso de guerra nazi, vão lhe perguntar se é, ou alguma vez foi membro do Partido Comunista, se tem simpatias anarquista ou se defende intelectualmente alguma organização considerada terrorista. Se responder que sim a qualquer destas perguntas, será automaticamente negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por “prova de fraco carácter moral”.
8. O preço médio de uma licenciatura numa universidade pública é 80 mil dólares.
O ensino superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Virtualmente, todos os estudantes têm dívidas astronômicas, que, acrescidas de juros, levarão, em média, 15 anos para pagar. Durante esse período, os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo muitas vezes forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos e assim sobreviver. O sistema de servidão completa-se com a liberdade dos bancos de vender e comprar as dívidas dos alunos a seu bel prazer, sem o consentimento ou sequer o conhecimento do devedor. Num dia, deve-se dinheiro a um banco com uma taxa de juros e, no dia seguinte, pode-se dever dinheiro a um banco diferente com nova e mais elevada taxa de juro. Entre 1999 e 2012, a dívida total dos estudantes norte-americanos cresceu à marca dos 1,5 trilhões de dólares, elevando-se assustadores 500%.
9. Os EUA são o país do mundo com mais armas: para cada dez norte-americanos, há nove armas de fogo.
Não é de se espantar que os EUA levem o primeiro lugar na lista dos países com a maior coleção de armas. O que surpreende é a comparação com outras partes do mundo: no restante do planeta, há uma arma para cada dez pessoas. Nos Estados Unidos, nove para cada dez. Nos EUA podemos encontrar 5% de todas as pessoas do mundo e 30% de todas as armas, algo em torno de 275 milhões. Esta estatística tende a se elevar, já que os norte-americanos compram mais de metade de todas as armas fabricadas no mundo.
10. Há mais norte-americanos que acreditam no Diabo do que os que acreditam em Darwin.
A maioria dos norte-americanos são céticos. Pelo menos no que toca à teoria da evolução, já que apenas 40% dos norte-americanos acreditam nela. Já a existência de Satanás e do inferno soa perfeitamente plausível a mais de 60% dos norte-americanos. Esta radicalidade religiosa explica as “conversas diárias” do ex-presidente Bush com Deus e mesmo os comentários do ex-pré-candidato republicano Rick Santorum, que acusou acadêmicos norte-americanos de serem controlados por Satã.
Leia o artigo original aqui
Ópera Mundi

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Amigos do MST nos EUA defendem a Reforma Agrária na visita de Dilma

Amigos do MST nos EUA defendem a Reforma Agrária na visita de Dilma


 Da Página do MST

Nesta segunda-feira (09) pela manhã, os Amigos do MST nos EUA junto com outras organizações ambientalistas e de direitos humanos promoveram uma marcha até a Embaixada do Brasil em Washington, DC - dia em que a presidenta Dilma Rousseff visita os EUA – para pressioná-la sobre a atual realidade do campo brasileiro.
Dentre os pontos de reivindicações, encontra-se a denúncia da paralisação da Reforma Agrária e a exigência do assentamento das famílias acampadas, número este que chega a 186 mil famílias.
Justiça ao massacre de Eldorado dos Carajás, em que 21 Sem Terras foram mortos pela Polícia Militar no município de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996. Passados 16 anos do episódio, nenhum responsável pelo acontecimento foi condenado.
E o veto presidencial ao novo texto do Código Florestal, em trâmite na Câmara dos Deputados, que tem como único objetivo fragilizar a legislação ambiental brasileira.
A marcha de Washington procurou expressar solidariedade aos movimentos sociais e ativistas de direitos humanos e ambientais no Brasil. Além disso, os ativistas também marcharam em memória de mártires que representam a luta camponesa nacional, entre eles a Irmã Dorothy Stang, Chico Mendes, os 21 militantes do MST assassinados em Eldorado dos Carajás, Claudio Zé Ribeiro da Silva e Maria do Espirito Santo.

sábado, 24 de março de 2012

Brasileiro é condenado a prisão perpétua por estupros nos EUA

Brasileiro é condenado a prisão perpétua por estupros nos EUA



A Justiça da Califórnia, nos Estados Unidos, condenou na última sexta-feira o brasileiro Gleiston Andrade, 41 anos, a prisão perpétua por seis acusações de sexo oral forçado e sete de estupro contra prostitutas na região de Oakland. 
Ele foi preso em 2009 na cidade de Emervylle, depois de uma nova denúncia. Andrade trabalhava como caminhoneiro e teve contra ele exames de DNA, que apontaram a presença de material genético em duas vítimas.
Segundo o Itamaraty, apenas na segunda-feira o governo brasileiro deve emitir alguma posição, mas já adiantou que o Estado americano é soberano para aplicar as suas leis e o País não vai interferir. 
Gleiston Andrade fará teste de aids e deve ter seu nome incluído no registro de abusadores sexuais dos Estados Unidos. Ele ainda pode recorrer da decisão.

No JB

quarta-feira, 21 de março de 2012

Bora engravidar sem parar, bando de hipócritas: Estados norte-americanos endurecem legislação contra aborto e anticoncepcionais

Bora engravidar sem parar, bando de hipócritas: Estados norte-americanos endurecem legislação contra aborto e anticoncepcionais



Enquanto acontece a corrida eleitoral norte-americana, a bancada republicana se esforça para agradar os setores mais conservadores da sociedade. Propostas de leis que pretendem desestimular a prática do aborto e restringir o acesso a métodos anticoncepcionais surgiram em todo o país recentemente.
Wikicommons
Em 2011, os legisladores adotaram 135 novas disposições sobre saúde reprodutiva, sendo 92 delas medidas que restringem a prática do aborto. Pelo menos cinco estados (Arizona, Flórida, Kansas, Carolina do Norte e Texas) já exigem que mulheres que pretendem abortar façam ultrassom antes do procedimento, segundo pesquisa recente do Instituto Guttmacher.
Legisladores do partido republicano tentaram aprovar um número recorde de leis que limitam o direito ao aborto no último ano, mas foi neste início de 2012 que a ofensiva ganhou mais força, contando com o apoio de todos os pré-candidatos republicanos.
Os quatro pré-candidatos que disputam as prévias para a eleição presidencial dos Estados Unidos já se declararam contrários ao aborto e a outras questões relacionadas com o planejamento familiar. Mitt Romney (Massachussetts), Rick Santorum (Pensilvânia), Newt Gingrich (Georgia) e Ron Paul (Texas) criticaram em debate a inclusão de anticoncepcionais nos planos médicos, implementados pelo governo do presidente democrata Barack Obama.  “Nunca vimos um ataque à liberdade religiosa como na Administração de Obama”, afirmou Romney. Santorum aproveitou o momento para rejeitar também o aborto e o casamento homossexual. Os candidatos presidenciais republicanos também criticaram o controle da natalidade.
Instituto Guttmacher
 Entre as medidas mais polêmicas adotadas pelos legisladores, estão a restrição da distribuição de anticoncepcionais através do sistema de saúde e as tentativas de uma “conscientização” forçada da mãe quanto à prática do aborto, submetendo as mulheres a situações, no mínimo, constrangedoras. O mapa ao lado mostra como os estados norte-americanos tratam a questão do aborto, analisando os anos 2000, 2005 e 2011. Pintados com cores escuras estão os estados com políticas hostis ao procedimento. Confira abaixo as recentes propostas apresentadas por alguns estados:
Flórida: Marco Rubio, um dos favoritos para ser o vice na chapa republicana para a presidência, apresentou um projeto de lei para que as instituições católicas fiquem isentas da cobertura obrigatória de anticoncepcionais nos planos médicos que oferecem a seus empregados.
Mississipi: A mais radical proposta veio do estado de Mississipi. Uma proposta de emenda à constituição estadual pretendia designar como “pessoas” os óvulos no momento da fertilização. Uma votação, contudo, barrou a iniciativa, que poderia equiparar o aborto a um homicídio.
Texas: O estado foi pioneiro em aprovar legislação que obriga as mulheres grávidas que pretendem abortar a realizarem exame de ultrassom. A ideia é fazer com que a mulher desista de praticar o aborto. Em maio de 2011, a lei foi aprovada em “caráter de urgência” e recebeu apoio do governador republicano Rick Perry. Ele era cotado para concorrer pela indicação do Partido Republicano para a presidência dos EUA.  A mulher tem de fazer a ultrassonografia e esperar 24 horas para poder fazer o aborto.
Em agosto, um tribunal revogou disposições da lei que forçavam os médicos a descrever os detalhes do feto e fazer a mulher ouvir seus batimentos cardíacos.
Virginia: o estado reavivou os debates sobre medidas que desestimulam o aborto, quando projeto de lei estabeleceu que as mulheres deveriam ser submetidas a um exame de ultrassom transvaginal antes de realizar o procedimento. A exigência de um exame tão invasivo gerou reações da sociedade, e a versão do projeto de lei final “permite” que as mulheres optem pela ultrassonografia que desejam, nestes casos.
Alabama: o senador republicano Clay Scofield propôs lei que também exigia que o ultrassom fosse feito de maneira transvaginal, em mulheres que pretendem abortar. A pena seria de até 10 anos de prisão e multa de 15 mil dólares caso os médicos não seguissem a determinação. Depois de receber críticas, Scofield recuou e retirou a exigência do exame transvaginal do projeto de lei, mas as mulheres continuam submetidas a realização de ultra-som antes de abortar.
Idaho: Chuck Winder, senador republicano, decidiu ampliar a lei que já existia no estado. Não bastasse a exigência do ultrassom antes do aborto, agora os médicos devem mostrar a imagem do feto à mulher.
Carolina do Norte: Uma lei aprovada em 2011, parecida com a de Virgina, não chamou tanta atenção, pois não mencionou o método transvaginal de ultrassom. Um juiz decidiu que os médicos não precisam mostrar às mulheres a imagem que aparece no exame.
llinois: O Comitê de Agricultura estadual, em fevereiro, apresentou um projeto de lei que exige que médicos realizem o ultrassom e mostrem a imagem para a mulher, a menos que ela se recuse por escrito a vê-la.
Kentucky: o Senado estadual aprovou nova lei exigindo que uma mulher passe por ultrassom antes de abortar. A medida estabelece sanções penais se o exame não for realizado.
Arizona: o senado do estado aprovou uma lei que permite que médicos mintam sobre o estado de saúde de fetos e se livrem de acusações por "nascimento indevido", se isto for feito para evitar que os pais optem pelo aborto.  Segundo a legislação, isto pode ser aplicado tanto para fetos saudáveis quanto para aqueles que apresentam alguma deficiência ou incapacidade. A intenção dos senadores é eliminar processos judiciais de famílias que acreditam que os médicos esconderam voluntariamente informações sobre a saúde dos fetos. Uma das defensoras do projeto é a senadora republicana Nancy Barto.
A Comissão de Justiça do Senado do Arizona também aprovou uma proposta de lei do republicano Debbie Lesko que permite que empregadores solicitem que as funcionárias que usam o seguro para comprar anticoncepcionais forneçam prova de que estão usando as pílulas por motivos “não sexuais”


No Ópera Mundi

terça-feira, 20 de março de 2012

Orgulho de ser professora brasileira: Brasileiro é escolhido professor do ano nos EUA

Orgulho de ser professora brasileira: Brasileiro é escolhido professor do ano nos EUA



Alexandre Lopes com as crianças do programa de inclusão que criou na escola Carol City Elementary, em Miami. Foto de Carla Guarilha.
Um brasileiro está fazendo história nos EUA com um projeto de inclusão em escolas: Alexadre Lopes recebeu o prêmio de Melhor Professor do Ano de Miami-Dade.
Ele foi escolhido entre 24 mil professores de todas as escolas públicas do condado.  O processo de seleção é longo e incorpora diversos aspectos do professor, fora e dentro da sala de aula, desde o seu método de ensino à filosofia e politica educacional.
“É um orgulho, uma honra muito, muito grande deles terem escolhido neste país um brasileiro nascido e criado no Brasil”, diz ele.   “Foi um processo intenso de seleção.  “Não foi só pré-escola, não foi só no departamento de crianças especiais, não foi só entre os latinos.  Eu competi em termos de igualdade com todos os professores daqui”.
Lopes ganhou um Toyota novinho, US$5.500 e uma bolsa de estudos na Nova University – que ele abriu mão pois já está cursando o doutorado na Florida International University.

Lopes com seu novo Toyota. Foto de Carla Guarilha.
Mas para ele, o mais importante foi receber o troféu, que simboliza o reconhecimento do seu trabalho. E as homenagens não param. Hoje, Alexandre vai receber uma homenagem de Bárbara J. Jordan, representante de um dos condados de Miami-Dade.

Troféu de Melhor Professor do Ano. Cortesia Alexandre Lopes.

Alexandre Lopes na sala de aula. Foto de Carla Guarilha.
“Levou um bom tempo para conseguir o respeito pelo que eu faço, e acho que foi muito importante ganhar esse titulo, não só por mim mas, por todos os outros professores que trabalham na pré-escola”, diz Lopes emocionado.
Hoje aos 43 anos, o carioca é, agora, o porta-voz de educação de todo o condado de Miami-Dade. O próximo passo é o prêmio estadual com mais 71 concorrentes.  Se ganhar, entra como finalista ao prêmio nacional, que será anunciado no inicio de 2013.
Seu programa de inclusão é composto de dois grupos diários de 12 crianças, de 3 a 5 anos – um de manhã e outro no inicio da tarde. Em cada grupo, há oito que exibem desenvolvimento regular da idade e quatro com algum tipo de desordem que compromete o desenvolvimento, como, por exemplo, o autismo.
“As crianças com autismo estão integradas a um ambiente onde elas tem a capacidade de interagir socialmente com crianças fora do espectro autista”, diz ele. “É uma sala de aula normal, onde temos alunos com autismo e alunos sem autismo.  Não são diferenciados em absolutamente nada”.

Lopes com um dos alunos. Foto de Carla Guarilha.
Numa rotina extremamente bem estruturada, Lopes, apaixonado pela música – e um estudioso de piano desde cedo, usa a sonoridade e a melodia como técnicas de ensino – na comunicação, compreensão e aprendizado de palavras e respeito mútuo.
Na hora que entram na sala de aula, as crianças dão as mãos e formam uma roda, cantando, “we are glad you are here.  Hello to you and me” (“estamos felizes por estarem aqui. Olá para você e para mim”), fazendo com que todos se sintam bem-vindos e unidos.  Lopes usa tambores e canções para ensinar conceitos, como tolerância e o controle emocional: “When you are mad, take a deep breath and relax” (“quando está bravo, respira fundo e relaxa”).  (Veja vídeo no fim da coluna.)
“O que enfatizamos aqui, que de repente não é tão enfatizado em outras salas de aula, — mas que na minha opinião deveria ser enfatizado em todos os lugares — é o ensino da interação social: como lidar com uma pessoa, pegar sua atenção, olhar no olho daquela pessoa, chamá-la pelo nome”, diz o carioca, que atribui parte do seu sucesso ao fato de ser brasileiro – não só pela sua musicalidade mas pela forma que se relaciona com as pessoas.

Foto de Carla Guarilha.
“Eu acho que faço com que cada um se sinta especial, e isso é importante”, diz ele.  “Eu acho que o brasileiro tem isso, quando quer, de realmente mostrar ao mundo do que ele é capaz”.
Lopes nunca se imaginou trabalhando na área de educação.  Nascido e criado em Petrópolis, o carioca se formou em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e trabalhava em companhias aéreas.  Sempre gostou muito de viajar, e em 1995, se mudou para Miami.  Aqui, como comissário de bordo, na época pela United Airlines, fazia rotas para a América Latina e servia como intérprete de português e espanhol.  Com os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, as companhias aéreas tiveram muitos problemas financeiros, e a United ofereceu um pacote de benefícios para quem se afastasse.  Lopes aceitou imediatamente, e retomou os estudos.  Validou em Miami seu diploma do Brasil e começou mestrado em “Educação Especial” na Universidade de Miami, com foco em crianças autistas, rumo a um trabalho sério que, está rendendo frutos.
DICA:  Alexandre adora correr ao ar livre e comer asinhas de frango no Wilton Wings   em Fort Lauderdale, favorito dos locais.  Telefone: 954-462-9696.  Endereço: 1428 NE 4 Ave., Fort Lauderdale, FL  33304.
Assista ao video de Alexandre Lopes com um de seus grupos de inclusão:
   

No IG

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Além de um embargo de décadas, Cuba resiste a novos métodos de ingerência norte-americana: A ciberguerra

Além de um embargo de décadas, Cuba resiste a novos métodos de ingerência norte-americana: A  ciberguerra 

A ciberguerra contra Cuba: os governos incômodos do “Quarto Mundo”

Um processo de desenvolvimento tecnológico vertiginoso e cada vez mais global gerou uma revolução na tecnologia da informação, que transformou progressivamente o modo de pensar, produzir, consumir, fazer comércio, administrar e de relacionamento entre as pessoas. Ele estabeleceu como cultura o conceito de “realidade virtual”, ou seja, o real não se resume ao mundo físico como há 20 anos, mas em uma unidade entre o tangível e o virtual.

Segundo um artigo divulgado pela agência BBC Mundo, no último dia 25, a rede digital global avança como um voraz furacão e poucas vezes houve uma oportunidade para deter esse caminho e refletir sobre o seu crescimento. Onde antes reinavam as vendas de estéreo hoje imperam as de auriculares. Se entrássemos em uma máquina do tempo e viajássemos dez anos no passado, descobriríamos que, para tirar uma foto, escutar música ou filmar um vídeo, eram necessários três aparelhos diferentes. Mas agora essas atividades, e outras mais, se converteram para um único equipamento: um telefone inteligente.

Logicamente, um processo de evolução tecnológica como este é dominado por monopólios que respondem às minorias mais poderosas. Favorece o amplo acesso para determinados segmentos ou grupos sociais e gera uma assimetria em relação a outros grupos populacionais – carentes de importância para os interesses do capitalismo global – que os desconectam cada vez mais dos serviços que geram poder cultural e econômico. Esta massa de pessoas sem possibilidades reais de incidir de forma plena em um mundo profundamente interconectado, é chamada por alguns pesquisadores de “O Quarto Mundo”.

É nesse cenário internacional desigual que avança a sociedade cubana, que utiliza seu limitado acesso ao ciberespaço como ferramenta educativa ao serviço de seus cidadãos e para a difusão da verdade; ao mesmo tempo em que o maior império da história, mediante um bloqueio econômico e comercial, impede esta pequena ilha de obter os recursos necessários para estender os serviços na web a seu povo. Esse governo que nos ataca e seus aliados europeus geram campanhas midiáticas, em que divulgam falácias como o suposto temor do governo cubano em liberar o acesso pleno à internet e suas redes sociais, mas censura toda informação sobre a permanente agressão tecnológica que enfrenta nosso país.

Este cerco não tem precedentes na história desde a segunda metade do século passado, quando muitos dos avanços técnico-científicos se converteram em instrumentos indispensáveis para a cruzada contra o Socialismo, como parte da Guerra Fria.

A administração Obama aprovou milionários fundos dirigidos para fomentar esse “cibermercenarismo” na ilha; difamar sobre Cuba através das tecnologias de comunicação, assim como formar plataformas digitais desenhadas expressamente para evadir o controle do Estado cubano. O próprio jornal The New York Times publicou em junho de 2010 que a Casa Branca lidera um esforço global para criar uma “internet das sombras” e sistemas de telefonia móveis para “dissidentes” com o objetivo de “minar governos incômodos”. Esse plano inclui projetos secretos dirigidos a estabelecer redes independentes e garantir a vários usuários o acesso sem fio ao ciberespaço mediante plataformas portáteis (Wi-Fi), fáceis de transportar via fronteiras.

Nesta estratégia de ingerência, é considerado “legal” para o governo estadunidense fabricar “ciberdissidentes” ou mercenários virtuais orientados a difundir mensagens manipuladas ou incitar à desobediência civil em Cuba, empregando ferramentas como Twitter, Facebook, blogs e outros.  Ante esta hostilidade permanente, não se descarta que, em um futuro imediato, sejam incrementadas ações subversivas na ilha, com o emprego das tecnologias e, inclusive, gerar ações de ciberguerra, que inclui a intervenção direta do Exército em uma guerra, sob a anuência das leis, apelando ao uso das redes informáticas que controlam as infraestruturas críticas de qualquer país.

De fato, a Casa Branca recentemente deu ao Departamento de Defesa a missão para desenvolver operações ofensivas no ciberespaço caso os Estados Unidos se vejam “ameaçados” por seus “adversários”. Se estas ações não forem suficientes para causar dano, se prevê aplicar a opção de intervenção militar. Para a materialização dessa estratégia, Obama criou a infraestrutura de um cibercomando, e seu marco legal foi chamado de “estratégia internacional norte-americana para o ciberespaço”.

A ciberguerra é potencializada pelo imperialismo para subverter outras nações, convertendo a Internet em um campo de batalha, onde se empregam como armas as ferramentas virtuais, computadores e redes digitais. Nesse esquema, a estratégia subversiva não é uma opção secundária, mas a preparação de uma guerra armada frontal, que sempre começa com a fabricação dos pretextos para uma invasão.

Contra Cuba, ela se materializa através da propagação permanente na web de conteúdos contrarrevolucionários por mercenários na ilha ou indivíduos e organizações anticubanas radicadas dentro do próprio território estadunidense e em países aliados na Europa.

O financiamento para estas atividades provém de 20 milhões de dólares anuais que o Congresso dos Estados Unidos destina para a subversão contra o país caribenho, o qual se canaliza através da USAID, organização especializada em planos desestabilizadores contra Cuba. Segundo um artigo publicado no site “As Razões de Cuba”, esta entidade recebeu cerca de 150 milhões de dólares desde 1990 para destruir a Revolução, sem obter êxito algum.

Este desperdício de dinheiro dos contribuintes norte-americanos causou preocupação no senador John Kerry, que, em 2010, questionou a utilidade real destes fundos ante a inefetividade das ações subversivas planejadas contra a ilha há décadas.

Outra organização desta mesma confraria, que também se incorporou à estratégia subversiva contra Cuba empregando componentes tecnológicos como instrumento essencial, é o IRI (Instituto Republicano Internacional), nascido em 1983 ante o auspício do então presidente Ronald Reagan.

No ano passado, a televisão, a imprensa escrita e as rádio cubanas revelaram os planos destinados a entregar equipamentos do IRI dirigidos a entregar equipes de comunicação a pessoas na ilha e criar plataformas digitais “independentes”. Elas têm o objetivo de “romper” o suposto bloqueio informativo; incrementar o acesso e o fluxo de informação sobre “democracia, direitos humanos e a livre empresa” a partir e dentro de Cuba, através de acesso sem censura à internet; particularmente objetivam prover tecnologia de ponta capaz de evitar as “restrições do governo cubano”, ação muito parecida à tentativa de desestabilização interna ocorrido em nações da África do Norte e Oriente Médio ou na fórmula empregada com a Líbia.

Nos últimos anos, o IRI financiou contratos para a manutenção e apoio de projetos tecnológicos em Cuba de caráter de ingerência. Eles custeiam viagens, consultorias, hardwares e hospedagens de administradores de redes, serviço de telefonia móvel e o apoio à criação de páginas virtuais por blogueiros ao serviço de Washington.

Essa estratégia, cuja finalidade à primeira vista parece inofensiva, como tenta fazer parecer o governo estadunidense e seus mercenários, é um plano concebido para a subversão e a espionagem contra nosso país. Para sua concretização, enviam emissários que viajam por toda ilha, fazem contatos, treinam e abastecem os cibermercenários. São atos ilegais do governo dos Estados Unidos.

Mas se fosse Cuba quem tentasse atacar os EUA introduzindo ilegalmente tecnologia para criar redes de “dissidentes”, não há dúvidas que seu governo interpretaria isso como um ato de guerra e o cibercomando do Pentágono, junto com a IV Frota, atacariam imediatamente nossa ilha.

Nessas aventuras subversivas com emprego de tecnologias de ponta, o IRI é acompanhado por  outra ONG: a Fupad (Fundação Panamericana para o Desenvolvimento). Criada em 1962 por ordem da OEA e apoio da CIA, é uma das beneficiárias dos fundos da USAID para promover a desestabilização interna na ilha. 

Segundo o site Cuba Money Proyect, no ano de 2007, de um total de 13,3 milhões de dólares distribuídos pela USAID, foi assinado um contrato de 2,3 milhões para apoiar a contrarrevolução em nosso país; e, em 2009, de um orçamento de 15,620 milhões de dólares, a Fupad recebeu três milhões para prejudicar a maior de todas as Antilhas. Este financiamento garantia aos mercenários o fornecimento de blackberries, celulares de última geração, Bgan e outros dispositivos, que precisam ser ativados a partir de outros países a custos elevados.

Depois desta análise, é inegável que Cuba figura como um furo dentro do esquema de subversão, delito eletrônico e ciberguerra patrocinados pelos Estados Unidos. Em sua legítima defesa, nosso país deve continuar aumentando sua incorporação ao processo global de desenvolvimento da tecnologias de informação para proporcionar o avanço socioeconômico que desejamos, mas também para fortalecer o combate ideológico da internet e de suas redes sociais.

Para uma nação que, segundo a União Internacional de Telecomunicações, ocupa o quarto lugar no mundo no potencial de emprego das tecnologias de informação (em um ranking de 152 nações), é um verdadeiro feito empregar suas capacidades na defesa ante um inimigo que não descansará de nos agredir. E pela simples razão de termos escolhido um destino diferente para nosso povo. Como afirmou nosso Comandante-chefe em sua reflexão no último 24 de janeiro, perduramos como a “A fruta que nunca caiu” no seio do império.


Texto publicado originalmente em Cubadebate.


Li no OperaMundi

sábado, 14 de janeiro de 2012

Americana coloca placa em piscina pública proibindo presença de negros

Americana coloca placa em piscina pública proibindo presença de negros



Locadora diz que menina usava produto no cabelo que deixava água turva.Comissão de direitos civis considerou ato de Jamie Hein preconceituoso.

Uma locadora de apartamentos de Cincinnati, nos EUA, foi preconceituosa ao colocar uma placa na piscina do condomínio dizendo "Apenas brancos", informou uma comissão de direitos civis de Ohio nesta quinta-feira (12).

A mulher, Jamie Hein, afirmou que a placa de ferro com a inscrição foi colocada no local porque uma menina negra que costumava nadar na piscina pública usava produtos no cabelo que deixavam a água turva.
TV americana noticiou o caso de preconceito (Foto: Reprodução/CNN)TV Americana noticiou o caso de preconceito (Foto: Reprodução/CNN)

Mesmo com a decisão unânime do painel, Hein ainda pode fazer um acordo com os advogados da família da menina antes que o caso vá para a Justiça.
A família se mudou do condomínio depois de se chocar com a presença da placa em setembro do ano passado, e registrou o ato de preconceito na comissão de direitos civis. Só agora, no entanto, a comissão chegou a uma decisão após verificar a veracidade do ocorrido.
O pai da menina, Michael Gunn, descreveu a revolta que sentiu ao ver a placa na piscina e disse que, meses depois, ela ficou muito triste ao saber que o motivo da mudança de apartamento estava ligada à cor da pele da família.
Fonte - G1

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Agora é com você: Confirmado: Coca-cola Zero usa adoçante banido nos EUA


Agora é com você: Confirmado: Coca-cola Zero usa adoçante banido nos EUA


No Brasil, ao invés de aspartame, multinacional prefere o ciclamato — suspeito de causar câncer e atrofia nos testículos, mas quinze vezes mais barato…
Por Antonio Martins | Imagem: poema de Décio Pignatari



Um zunzunzum profundamente incômodo para a Coca-Cola e os jornais comerciais — e no entanto provavelmente verdadeiro — está percorrendo redes sociais como o Facebook e Google+ (veja íntegra ao final do post). Afirma-se que a Coca Zero,  lançada no país em 2005 e um dos produtos de maior sucesso da empresa, contém em sua fórmula o ciclamato de sódio, substância proibida no refrigerante vendido nos Estados Unidos. A razão da diferença seria uma velha conhecida: o desejo de maximizar os lucros (pouco importando Ambiente, Direitos Sociais ou mesmo Saúde)  nos países onde agências estatais são menos rigorosas. O ciclamato de sódio, foi banido a partir de 1969 no Japão, Estados Unidos e outras nações. Há fortes suspeitas de que provoque câncer. Porém, custaria quinze vezes menos que o aspartame – adoçante também sintético presente na Coca Zero vendida nos Estados Unidos e Europa Ocidental.
Será mais uma lenda urbana? Uma pesquisa inicial sugere que não. Acompanhe por quê:
a) O próprio site da filial brasileira da Coca-Cola admite, em seu site, que a fórmula do refrigerante contém ciclamato de sódio — assim como as de Sprite Zero, Fanta Zero e Kuat Zero.
b) Também é verdade que o mesmo produto vendido nos Estados Unidos usa aspartame ao invés de ciclamato, como se vê neste texto do Huffington Post.
c) Um verbete na Wikipedia revela que as suspeitas sobre o caráter cancerígeno do ciclamato são reais. A substância aparentemente não é metabolizada no organismo, degenerando em ciclohexilamina, que pode aumentar a incidência de tumores. O uso ultra-intenso de ciclamato de sódio produziu cânceres de bexiga em ratos, deformações, redução dos níveis de testosterona, atrofia dos testículos. O fenômeno foi demonstrado já em 1969, por pesquisas conduzidas pela agência de medicamentos dos EUA — que determinou seu banimento. Como as quantidades de ciclamato usadas nos testes foram muito grandes, os resultados são controversos e 55 países continuam a tolerar o produto.
d) O Brasíl é um destes países. Em junho de 2009, período em que também surgiram dúvidas a respeito dos possíveis danos do ciclamato à Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu, a respeito, o Informe Técnico 40. Embora defenda a liberação, o documento reconhece as dúvidas científicas a respeito de suas propriedades.
O consumo de alimentos, bebidas e outros produtos à base de adoçantes como aspartame, ciclamato é cada vez mais difundido no Brasil. As suspeitas sobre os efeitos destas substâncias são, é claro, um tema muito relevante de Saúde pública. No entanto, são raríssimas ou inexistentes as matérias sobre o assunto, nos jornais e revistas. Há quem prefira (Veja quem, entre outros: 1 2) entreter seus leitores com “testes comparativos de sabor” entre os adoçantes… Por ignorância ou previsíveis interesses, eestes textos omitem por completo as pesquisas e controvérsias cientificas que envolvem tais produtos.
Abaixo, um dos textos que circula nas redes sociais.
Coca-cola Zero. Sukita Zero. Fanta Light. Dolly Guaraná. Dolly Guaraná Diet. Fanta Laranja. Sprite Zero. Sukita. Oito bebidas e duas substâncias altamente nocivas ao ser humano. Na Coca-cola Zero, está o ciclamato de sódio, um agente químico que reconhecidamente faz mal à saúde. Nos outros sete refrigerantes, está o benzeno, uma substância potencialmente cancerígena.Essa é a mais recente descoberta que vem sendo publicada na mídia e que só agora chega aos ouvidos das maiores vítimas do refrigerante: os consumidores. A pergunta que vem logo à mente é: “por que só agora isso está sendo divulgado?”. E, pior: “se estes refrigerantes fazem tão mal à saúde, por que sua venda é permitida?”.

Nos Estados Unidos da América, a Coca-cola Zero já é proibida pelo F.D.A. (Federal Drugs Administration), mas sua venda continua em alta nos países em desenvolvimento ou não desenvolvidos, como os da Europa Oriental e América Latina. O motivo é o baixo custo do ciclamato de sódio (10 dólares por quilo) quando comparado ao Aspartame (152 dólares/Kg), substância presente na Coca-cola Light. O que isso quer dizer? Simplesmente que mesmo contendo substância danosa à saúde, a Coca Zero resulta num baixo custo para a companhia, tendo por isso uma massificação da propaganda para gerar mais vendas.
E a ironia não para por aí. Para quem se pergunta sobre os países desenvolvidos, aqui vai a resposta: nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido e na maioria dos países europeus, a Coca-cola Zero não tem ciclamato de sódio. A luta insaciável pelos lucros da Coca-cola Company são mais fortes nos países pobres, até porque é onde menos se tem conhecimento, ou se dá importância, a essa informações.
No Brasil, o susto é ainda maior. Uma pesquisa realizada pela Pro Teste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – verificou a presença do benzeno em índices alarmantes na Sukita Zero (20 microgramas por litro) e na Fanta Light (7,5 microgramas). Já nos refrigerantes Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita, o índice de benzeno estava abaixo do limite de 5 microgramas por litro.
Só para se ter uma idéia, o benzeno está presente no ambiente através da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Agora, imagine isso no seu organismo ao ingerir um dos refrigerantes citados. Utilizado como matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon, o benzeno está relacionado a leucemias e ao linfoma. Contudo, apesar de seus malefícios, o consumo da substância não significa necessariamente que a pessoa terá câncer, pois cada organismo tem seu nível de tolerância e vulnerabilidade.
Corantes e adoçantes
Na mesma pesquisa da Pro Teste, constatou-se que as crianças correm um grande risco, pois foram encontrados adoçantes na versão tradicional do Grapette, não informados no rótulo. Nos refrigerantes Fanta Laranja, Fanta Laranja Light, Grapette, Grapette Diet, Sukita e Sukita Zero, foram identificados os corantes amarelo crepúsculo, que favorece a hiperatividade infantil e já foi proibido na Europa, e o amarelo tartrazina, com alto potencial alérgico.
Enquanto a pesquisa acusa uma urgente substituição dos corantes por ácido benzóico, por exemplo, a Coca-cola, que produz a Fanta, defende-se dizendo que cumpre a lei e informa a presença dos corantes nos rótulos das bebidas. A AmBev, que fabrica a Sukita, informou que trabalha “sob os mais rígidos padrões de qualidade e em total atendimento à legislação brasileira”.
Por fim, a Refrigerantes Pakera, fabricante do Grapette, diz que a bebida pode ter sido contaminada por adoçantes porque as duas versões são feitas na mesma máquina e algum resíduo pode ter ficado nos tanques.
Quando será o fim dessa novela e da venda dos refrigerantes que contém substâncias nocivas à saúde, ninguém sabe. Mas enquanto os fabricantes deixam a ética e o respeito ao cidadão de lado em busca do lucro exacerbado, você tem a liberdade de decidir entre tomar esse veneno ou preservar a qualidade do seu organismo. Agora, é com você!