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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Mulheres solidárias, sempre!: Garçonete solidária paga pizza após ver cliente amamentando

Mulheres solidárias, sempre!: Garçonete solidária paga pizza após ver cliente amamentando

Jackie Johnson-Smith viveu uma experiência curiosa e, segundo ela, emocionante, após amamentar o filho em uma pizzaria de Iowa (EUA). 
Quando o marido de Jackie recebeu a conta, havia uma mensagem na notaassinada pela garçonete que atendera a família:
"Eu paguei uma das suas pizzas. Por favor, agradeça à sua mulher por ter amamentado"  / Facebook
"Fiquei sem palavras e emocianada. Embora eu não precise de um incentivo para alimentar meu filho, aquilo fez com que eu me sentisse muito bem. É incrível como nós mulheres podemos fazemos com que nos sintamos bem quando damos força umas para as outras", escreveu Jackie no Facebook. 

De acordo com a emissora KCCI 8 News, a garçonete tocada pela amamentação se chama Bodi Kinney. 

"Precisamos ficar juntas e nos apoiar quando chega o momento de cuidar dos filhos", disse ela.

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sábado, 22 de setembro de 2012

“O Brasil tem um débito de solidariedade com a África”, diz Lula em entrevista ao Financial Times

“O Brasil tem um débito de solidariedade com a África”, diz Lula em entrevista ao Financial Times

Instituto Lula




Um dos objetivos do Instituto Lula é contribuir para ampliar a cooperação com o continente africano. Foi nesse contexto que o ex-presidente foi entrevistado pela revista bimestral “This is Africa”, do Financial Times.  ”Nós temos muitas experiências que queremos que os governos africanos vejam”. A frase selecionada para abrir a entrevista também revela a intenção de compartilhar com a África as políticas públicas vitoriosas que o Brasil vivenciou desde a eleição de Lula. “”Não queremos ter esse tipo de relação [que os colonizadores tiveram] com a África”. Não, nós temos que construir uma relação em que parceria signifique parceria completa. O Brasil deve ganhar alguma coisa, mas os africanos também têm de ganhar alguma coisa”, explica Lula.
O Instituto Lula recebeu autorização do Financial Times para publicar a entrevista na íntegra, em português. Ela ajuda a entender a relação de Lula com a África e também ilustra os desafios do próprio Instituto Lula. Clique aqui para ler a entrevista original, em inglês (é necessário fazer cadastro no site).
Entrevista : Luiz Inácio Lula da Silva (THIS IS AFRICA)
Por Lanre Akinola
“Eu acredito que a cooperação Sul-Sul nos obriga, em primeiro lugar, a melhorar o funcionamento das instituições multilaterais e, num segundo momento, a construir novas instituições que permitiriam uma maior igualdade entre todos os participantes”.
O Brasil está rapidamente se tornando um símbolo da nova economia global. Com um PIB de 2,500 bilhões de dólares, já é a 6a maior economia do mundo e, segundo certas estimativas, irá ultrapassar a França no final de 2012. A ascensão do país foi rápida. Entre 2003 e 2010, o tamanho da economia aumentou mais de quatro vezes. O progresso social foi impressionante, pobreza diminuiu 27,5% entre 2003 e 2007. Na ultima década, 40 milhões de brasileiros saíram da pobreza, e o número oficial de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza em 2011 era de somente 8,5%.
O crescimento, que atingiu 7,53% em 2010, desacelerou recentemente. As últimas análises preveem uma pequena expansão de 1,5% em 2012, levantando dúvidas em relação à sustentabilidade do modelo de crescimento do país. Tal percepção, porém, é imperceptível para quem dirige por São Paulo, o coração comercial do Brasil – e cada vez mais da América Latina. Enormes outdoors anunciando a última linha de televisores da LG ou da Samsung Smart alinham-se à beira de novas rodovias que levam os visitantes do aeroporto ao centro desta crescente metrópole de 19 milhões de pessoas. Desde seus arranha-céus imponentes, que lembram Nova York, a seus shoppings e restaurantes finos, é um lugar que transborda confiança.
Se questionados, a maioria dos brasileiros indicariam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que governou o pais de 2003 a 2011- como a pessoa a quem agradecer pela recém-descoberta fortuna brasileira. Nascido em um meio humilde, em uma das regiões menos desenvolvidas do Brasil, o popular ex-líder sindical, universalmente conhecido como Lula, goza de um status de ícone no Brasil. Seu percentual de aprovação de 80% ao deixar o governo atingiu um nível com o qual a maioria dos políticos nem ousaria sonhar.
O Partido dos Trabalhadores, agora no poder, que Lula ajudou a fundar em 1980, está atualmente envolvido em um dos maiores julgamentos de corrupção da história do país – e envolve membros do alto escalão do governo. O Sr. Da Silva não enfrenta nenhuma acusação e, para grande parte dos brasileiros, continua sendo um herói político e social.
Sua passagem pelo governo também inaugurou um realinhamento estratégico da política externa do Brasil. Sincero advogado da cooperação Sul-Sul, ele construiu laços mais próximos com os países latino-americanos vizinhos do Brasil e outras regiões em desenvolvimento – especialmente a África. Durante seus oito anos de governo, o comércio bilateral [com a África] aumentou para 25 bilhões de dólares, o Brasil abriu mais de 12 novas embaixadas no continente e o Presidente Lula visitou aproximadamente 25 países, efetuando 12 viagens de Estado oficiais. Quando ele proferiu seu primeiro grande discurso público após ser diagnosticado com câncer de garganta em outubro 2011, durante uma conferência no Banco de Desenvolvimento do Brasil, em maio, o tópico foi as relações Brasil-África.
Ao ser entrevistado pelo “This is Africa” no Instituto Lula, a fundação que ele dirige hoje em São Paulo, sua paixão pela África é visível. O Sr. Da Silva, casualmente vestido – e que não tem tempo a perder com o protocolo que normalmente caracteriza ex-chefes de Estado – está alegre após receber a notícia de seus médicos no começo da semana que seu câncer estava em remissão. Ele veste uma camisa da África Ocidental – do Benin – e uma de suas paredes está adornada com uma pintura de uma mulher africana andando pela savana, com o sol se pondo ao fundo.
“Gostaria de contar uma pequena história”, diz ele no seu inconfundível tom de voz efervescente, enquanto explica porque a África se tornou um ponto focal da política estrangeira de seu governo. Sua barba icônica se foi, e há dúvidas se ela voltará a crescer, mas a batalha contra o câncer não diminuiu a força de seu discurso, que carrega a mesma intensidade de sempre.
“Quando ganhei as eleições presidenciais e tomei posse em 2003, no dia 25 de janeiro participei do Fórum Social Mundial em Porto Alegre antes de ir para Davos no mesmo dia. Eu vi o que estava acontecendo no Fórum Social Mundial e acompanhei o que estava acontecendo em Davos”. O contraste entre as duas experiências, uma dedicada a um modelo econômico e social alternativo e outra profundamente enraizada na defesa da globalização, deixou claro ao Sr. Da Silva que a política externa do século XXI deveria ser mais multifacetada do que até então tinha sido o padrão. “Eu disse a meu ministro das relações exteriores quer era necessário mudar a geografia política, econômica e comercial que tinha até então existido no Brasil. Tudo passava pelas grandes potências e era necessário trabalhar a fim de inserir os países emergentes nos processos decisórios sobre comércio, economia e políticas sociais”.
“O Brasil não podia ver o Atlântico como um obstáculo para chegar à África”, diz ele, apontando para o oceano que divide o planeta no mapa em uma mesa a seu lado. “Ao contrário, deveria ser visto como algo favorável, que apontasse para a integração e nós poderíamos até considerar que a África compartilha uma fronteira com Brasil”. Tal pensamento estava à frente de seu tempo. Em 2003, países como a China e o Brasil, de rápido crescimento, ainda eram atores marginais nos negócios globais. As economias ocidentais pareciam incapazes de errar. O triunfo neoliberal era total, com um crescimento que parecia infinito. Regiões como a África eram raramente citadas, a não ser na ocasião de golpes de estado ou crises alimentares.
Menos de uma década depois, o cenário é completamente diferente. Na crise financeira de 2008-2009, economias emergentes conduziam o crescimento global, com mercados como o africano gerando crescente interesse entre governos e a comunidade de negócios internacional. “Havia uma certa animosidade da parte do empresariado e dos dirigentes brasileiros em relação até mesmo à tentativa de entender que o Brasil poderia ter uma boa relação com a África e que aquele não era só um lugar cheio de pessoas miseráveis”, lembra o Sr Da Silva.
“Havia países e pessoas ali que queriam progredir e se desenvolver, lugares que estavam reforçando o processo democrático”.
Com o tempo, e certo lobby, a ideia pegou, e desde então ganhou certo apreço nos meios políticos e de negócios brasileiro. Agências governamentais como o Banco de Desenvolvimento do Brasil e a Embrapa, o organismo brasileiro de pesquisa agrícola, reforçaram seus compromisso com o continente. Ao mesmo tempo, grandes atores comerciais como a gigante produtora de minério de ferro Vale ou a fabricante de aviões Embraer, tornaram-se defensores ativos da história de crescimento da África.
O interesse pela África, entretanto, não decorre somente da busca de novos mercados aos quais empresas públicas e privadas brasileiras poderiam vender seus produtos, tampouco se trata essencialmente dos interesses estratégicos do Brasil, insiste o Sr da Silva.
Tendo em conta os laços culturais entre o Brasil e a África (estima-se que a metade da população de 196 milhões de brasileiros seja descendente de africanos) a noção de solidariedade social e política desempenha um papel central na abordagem Sul-Sul do Sr. da Silva. Ele fala da dívida que o Brasil tem para com a África devido ao comércio transatlântico de escravos e seu legado, uma dívida “que não é tangível; não se pode pagá-la em dinheiro. Como pagá-la de volta? Você a paga através da solidariedade”.
Uma de suas prioridades como presidente, explica o Sr. da Silva, era elaborar uma estratégia que fortaleceria os laços “sem agir do jeito que o colonizador agiria, como tradicionalmente acontecia ali”.
“Não queremos ter esse tipo de relação com a África”. Não, nós temos que construir uma relação em que parceria signifique parceria completa. O Brasil deve ganhar alguma coisa, mas os africanos também têm de ganhar alguma coisa.
“As pessoas têm que saber que o Brasil quer ser diferente de verdade”, diz ele, argumentando que o país tem uma responsabilidade no sentido de compartilhar com a África seu sucesso econômico e social recente em termos iguais. “Nós temos muitas experiências que queremos que os governos africanos conheçam… O desafio é como a gente aproveita essas experiências bem sucedidas, mas respeitando a cultura e as particularidades de cada país da África.”
Embora o interesse empresarial tenha aumentado nos anos recentes, essa abordagem continua a ser praticada principalmente pelas congêneres da Embrapa. A agência tem desempenhado um papel importante na transformação do Brasil em um produtor agrícola global de grande porte, especializada unicamente na agricultura tropical.
É em áreas como a da agricultura, que se tornou uma prioridade de políticas públicas para vários governos africanos nos últimos anos, que da Silva acredita que o Brasil pode ter o mais forte impacto para o desenvolvimento.
Outras agências governamentais, incluindo a Agência Brasileira de Cooperação, também promovem a abordagem brasileira da parceria igualitária. O BNDES está ampliando seu compromisso. Em maio, o banco assinou um acordo comercial-financeiro com o Bradesco, um dos maiores bancos privados do país, para estimular o crescimento das exportações brasileiras à África. O banco estatal também explora o potencial para parcerias com o Banco Africano de Desenvolvimento.
Ainda que essa abordagem tenha benefícios potenciais evidentes para o desenvolvimento africano, da Silva sabe do impacto limitado que um único ator, tal como o Brasil, pode ter, e também da necessidade de reforma das instituições globais de desenvolvimento.
“Eu acredito que a cooperação Sul-Sul nos obriga, em primeiro ligar, a melhorar o funcionamento das instituições multilaterais, e depois a construir novas instituições que permitam que exista mais equidade entre todos os participantes”, disse, reverberando a crescente pressão pela reforma de organismos globais, como a ONU e as instituições financeiras internacionais.
Logo após a saída inesperada de Dominique Strauss-Kahn do posto de diretor-gerente do FMI, o Brasil e seus parceiros no BRICS estavam entre os que se opunham à continuidade do controle europeu sobre o cargo principal na instituição. Uma pressão similar foi exercida durante o processo de escolha do novo presidente do Banco Mundial no início deste ano.
“A África não está representada no Conselho de Segurança, a América Latina não está representada, e um país do tamanho da Índia não participa. Qual é o problema em se ter cinco ou seis países a mais no Conselho de Segurança? Por que a Europa tem tantas vozes em todas as instituições?”
Ao se inclinar para dar ênfase, as raízes sindicais de da Silva vêm à tona no tópico do domínio ocidental sobre as instituições internacionais. Ele é direto em sua crítica sobre o que considera ser uma clara ambivalência de parâmetros nas relações dos países ricos com os países em desenvolvimento.
“Com a quebra do Lehman, a gente assistiu ao colapso da teoria de que os mercados podiam dar conta de tudo”, diz ele, em referência à ortodoxia neoliberal que havia dominado a economia e as finanças internacionais a partir do começo dos anos 1980.
Segundo da Silva, depois de um breve período de autocrítica no seio de organismos como o G20, durante o emergir da crise financeira, os países ricos agora retornam às práticas de sempre.
“O setor financeiro não foi punido. Descobrimos que o FMI só falava grosso para impor seu receituário com os países pobres. Na crise dos países ricos, nada foi dito.” Não sendo um proponente da economia de livre-mercado, o entendimento de da Silva é dotado de um amplo pragmatismo. “Nós não queremos tirar nada de ninguém, mas queremos estabelecer regras… regras que garantam nossa independência e que nos libertem da necessidade de confiar em terceiros para tocar nossos negócios. Acredito que as instituições multilaterais precisam mudar mas, enquanto elas não mudam, a gente precisa desenvolver outras instituições.”
Tais declarações refletem a confiança crescente das economias emergentes no sentido de não só se submeter a regimes internacionais, como também de remodelá-los e, no que for preciso, construir suas próprias instituições de desenvolvimento.
Ao lado de chamados renovados pela mudança nas instituições internacionais no 4º Encontro Anual dos BRICS, realizado em Delhi em Março, os quatro Estados-membros também mantiveram conversas sobre a criação de um novo banco de desenvolvimento para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento nos BRICS e em outros países emergentes. Conforme o Brasil assume um papel mais central nas relações econômicas e políticas globais, dúvidas surgem a respeito de sua habilidade em manter e consolidar seu nível atual de comprometimento com a África, particularmente sem um apaixonado defensor como da Silva na Presidência. Confrontado com isso, ele admite que há mais trabalho a fazer.
“Tenho isso claro na minha cabeça, mas certamente isso não está claro para muita gente no Brasil. Muitos empresários e empresárias não pensam desse jeito. Ainda tem muito trabalho pesado pela frente para consolidar esse ponto de vista e essa visão sobre a África, mesmo para uma parte da burocracia estatal do Brasil”, diz.
De acordo com seus assessores, muito de suas atividades depois da Presidência enfocarão a África, e se fala que da Silva já planeja seu retorno à ativa na política. Mesmo concordando que é preciso consolidar mais, ele não tem dúvidas de que o engajamento político do Brasil com a África veio para ficar.
“Esse trabalho com o desenvolvimento da África é uma coisa que pessoalmente me entusiasma, e que hoje está empolgando muita gente no Brasil também. Eu conheço a presidenta Dilma muito bem e estou certo de que as convicções dela em relação à África são as mesmas que eu tenho.”

sexta-feira, 16 de março de 2012

Os advogados já dizem que é legal e eu lamento: Faculdade demite professor com câncer e em solidariedade, o professor e jornalista Caio Túlio Costa deixa a instituição

Eu entristeço: Faculdade demite professor com câncer e em solidariedade, o professor e jornalista Caio Túlio Costa deixa a instituição
São Paulo – A Faculdade Cásper Líbero demitiu depois de 16 anos de serviços prestados o jornalista e professor Edson Flosi. Nos últimos dois anos, Flosi estava licenciado para tratamento de uma doença, supostamente um câncer, segundo o Sindicato dos Jornalistas, seria câncer. Ele desempenhava funções de orientador e assessor da diretoria. Segundo uma carta divulgada pelas redes sociais, o jornalista Caio Túlio Costa, professor de Ética Jornalística do curso de graduação e de Mídia, Redes Sociais e Opinião Pública da pós-graduação da faculdade, teria se demitido, na quarta-feira desta semana (14), em solidariedade ao colega. Estudantes programaram manifestação em frente à Fundação Cásper Líbero, na Avenida Paulista, para o final da tarde desta sexta-feira.
A carta, assinada por Caio Túlio, informa que ele deixava a faculdade por discordar da demissão e por queixas à estrutura e à administração da instituição. “Incapacitado de dar aulas, mas apto a prestar os serviços que vinha executando de assessoria e orientação, tanto de forma remota quanto presencial, ele foi desligado mesmo estando doente como está. Não me sinto bem em ambiente que comete tal ação e cujos dirigentes concordem com ela caso tenha sido imposta por instância superior da Fundação Cásper Líbero, mantenedora da faculdade”, diz trecho da carta.
Numa resposta ao colega, também distribuída via internet, Flosi comenta que não foi informado pela instituição sobre os motivos da demissão: “Fui demitido e a empresa não justificou a demissão. É um direito da empresa. Doença não gera estabilidade. Demitir um professor doente é legal. Pode não ser moral, mas é legal. O trabalhador não pode esperar atitude humanitária da empresa. Afinal, vivemos em um regime capitalista. Quanto à atitude do professor Caio Túlio, fiquei emocionado com a sua solidariedade”.
Além da manifestação, o Centro Acadêmico Vladimir Herzog, da faculdade convocou uma assembleia dos estudantes para a segunda-feira (19).
O estudante de Jornalismo Felipe Amorim aponta que a demissão é só mais um dos problemas que a instituição enfrenta. “A demissão do Flosi escancara um problema muito mais profundo da Cásper, a gente já está convivendo com demissões de outros professores e, uma coisa que o professor Túlio Costa comenta na carta, a redução do salário dos professores orientadores de TCC, é algo que preocupa muito. Acho completamente desumana e falta de consideração com um professor que tem 16 anos de casa e está passando por uma situação difícil. Agente ainda não tem os motivos pelos quais ele foi demitido, mas o que fica pra nós é que foi por um motivo financeiro.”
O Sindicato dos Jornalistas divulgou nota repudiando a atitude da Cásper Líbero: “O Sindicato se coloca à disposição de Flosi, através de seu Departamento Jurídico. É importante ressaltar que o empregador pode rescindir o contrato de trabalho de seus empregados quando entender necessário. Porém, segundo a jurisprudência elaborada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), a dispensa com caráter discriminatório é considerada arbitrária, dando ao empregado o direito à reintegração”.
A Faculdade Cásper Líbero ainda não se manifestou.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

MST manifesta solidariedade às famílias do Pinheirinho e condena a violência do PSDB

MST manifesta solidariedade às famílias do Pinheirinho e condena a violência do PSDB

No site do MST

Da Secretaria Nacional do MST

A resposta do governo do estado de São Paulo para enfrentar o problema da falta de moradia para a população paulista, mais uma vez, é a violência policial.
O governo tucano de Geraldo Alckmin mandou para expulsar 1.600 famílias de trabalhadores, crianças, jovens e idosos, que vivem desde 2004 no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de SP), dois helicópteros, carros blindados e 2 mil soldados do Batalhão de Choque, neste domingo (22/1).
O despejo dessas famílias em uma ação de guerra da Polícia Militar, que foi educada pela Ditadura, é mais um exemplo da postura do Estado diante das lutas do povo brasileiro para encontrar alternativas à insuficiência de políticas para resolver os problemas estruturais do país, como falta de moradia, terra, escola e hospital.
O terreno de 1,3 milhões de metros quadrados pertence à massa falida do megaespeculador Naji Nahas. Na operação Alckmin, foram presas 30 pessoas, enquanto Nahas goza de liberdade no seu apartamento na zona Sul do Rio de Janeiro e beneplácito da Justiça, apesar de praticar crimes contra o sistema financeiro, registrados na Operação Satiagraha, deflagrada pela Polícia Federal em 2008.
O MST manifesta solidariedade às famílias do Pinheirinho, condena a violência do governo do PSDB e conclama todos a participar dos atos de repúdio. A ação da PM que despejou essas famílias é a regra em São Paulo, que se repete cotidianamente na repressão às ocupações de terra e greves de diversas categorias, violência contra estudantes universitários da Universidade de São Paulo (USP), humilhação de negros, mulheres, moradores de rua e dependentes químicos nas periferias.
Mais de 5,5 milhões de moradias precisam ser construídas para acabar com o deficit habitacional no Brasil, segundo dados de 2008 utilizados pelo Ministério das Cidades. As favelas e áreas em situação de risco abrigam 7 milhões de pessoas (esse número aumentou 42% nos últimos 15 anos, segundo análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
O número de déficit habitacional aumenta com a inclusão das famílias que moram de aluguel, que estão em torno de 12 milhões de famílias (de acordo com o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo-Secovi-SP).
Assim como o Brasil precisa de uma Reforma Agrária que garanta terra e políticas para a produção de alimentos pelos camponeses, é urgente a realização de uma Reforma Urbana que resolva o problema da falta de moradia, mas que assegure também saneamento básico, serviços públicos (saúde, educação, cultura e lazer), reorganização do sistema de transporte e, especialmente, a refundação da polícia para adaptar seus procedimentos ao regime democrático.

Confira locais e horários dos atos em solidariedade ao Pinheirinho em todo o Brasil

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Confira locais e horários dos atos em solidariedade ao Pinheirinho em todo o Brasil

Em todo o Brasil, dezenas de entidades estão chamando protestos de repúdio contra a ação criminosa do governo geral Alckmin contra os moradores do Pinheirinho.
Confira relação dos atos contra a desocupação do Pinheirinho, deste dia 23.
  • São José dos Campos – às 9h, na Praça Afonso Pena
  • Belo Horizonte – 16h na Praça da Liberdade
  • Porto Alegre – 12h na Esquina Democrática
  • Belém – 09h na ALEPA
  • Brasília – 10:30 no gramado do Congresso Nacional
  • Teresina – 14h, Praça do Fripisa
  • Rio de Janeiro – 16h Largo da Carioca, Centro
  • Franca (SP) – 17h no Terminal de Ônibus
  • Curitiba – 17h na Boca Maldita
  • Londrina – 18h no Calçadão
  • Juiz de Fora – 17h no calçadão
  • Guarulhos/SP – 17h Praça da Matriz
  • Fortaleza – 17h na Rua 13 de maio
  • Macaé – 17h na Praça Veríssimo Melo


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Quando a solidariedade de alguns causa indignação a MUITOS


Quando a solidariedade de alguns causa indignação a MUITOS


Pobres Porchres
Flavio Gomes em seu Blog

São Paulo (deprimente) - Não, não vou julgar o cara, nem acusar ninguém. Apenas registrar.
Semana passada Michel Saad, DJ e dono da Disco, famosa discoteca (ainda se fala “discoteca”?) paulistana, causou dois acidentes no Morumbi quando voltava para casa pela manhã. Ele invadiu a pista contrária numa curva e uma motorista, para não bater de frente nele, foi direto num poste. Ela fraturou a costela e lascou uma vértebra.
Saad dirigia um Porsche. Disse que não percebeu a moça batendo no poste.
Logo depois, ralou uma Palio Weekend, que desviou para não dar de frente no Porsche.
Disse que não percebeu, também, que ralou uma Palio Weekend.
O cara da Weekend seguiu o Porsche, viu onde ele entrou e chamou a polícia. A polícia chegou, Saad não fez exame de dosagem alcoólica e disse que não sabia de batida nenhuma. Foram todos parar na delegacia.
Felizmente ninguém morreu e não foi tão grave quando poderia ter sido. Que o dono da discoteca pague os prejuízos e seja investigado, porque esse negócio de dizer que não percebeu alguém desviar dele e se enfiar num poste, ou mesmo a ralada no outro carro, me parece estranho. Mas é a polícia que tem de fazer seu trabalho e investigar.
Registro, apenas, as manifestações de seus amigos e conhecidos no Facebook. É, o tal de Facebook nos dá pistas valiosas sobre os dias em que vivemos e as pessoas que nos cercam. Primeiro, Saad posta uma mensagem com sua versão do sinistro: que ralou num carro e não percebeu, e que “ninguém se machucou”. Aí, culpa a imprensa pelo “alarde”. Destaquei algumas coisas em negrito. Outras, apaguei por desimportantes.
Michel Saad Ralei num carro voltando p casa e nem percebi…fiz ocorrencia e ninguem se machucou. para que tanto alarde ??! imprensa poderia se ocupar de algo mais importante !!!
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Paulo Henrique Beyruthe e problema dele se tive 0 ou 1000 por hora ,vamos cuidar da nossas vidas que ficar dando pitacos nas dos outros !!!
sexta às 19:43 · 2 pessoas
Marisa Badra Estou c/ vc sp!!!! Conhecendo vc como conheço tenho certeza se tivesse percebido algodão teria parado e ajudado! Está na moda perseguir donos de porsche. O q vale é a sua consciencia. Bjs
sexta às 19:44 · 2 pessoas
Michel Saad obrigado pela forca gente ! o importante e q ninguem machucou.…acontece…
sexta às 19:47 · 7 pessoas
Giselly Allure Powww cê, tava “bem bonitão” na tv! rs… Bincadeira! Se precisar de algo, estamos ai! Fica bem! Bjuxxxx
sexta às 19:48 · 1 pessoa
Van Aloi A impressão que da, eh que quem tem Porsche hoje em dia, se tornou uma ameaça no trânsito, se fosse qualquer outro carro popular nao viraria noticia… Ridículo isso… Bjs
sexta às 20:07 · 2 pessoas
Uafah Majdoub Eh q vc eh noticia
sexta às 20:24
Irene Maria Giobbi Dear ate quando voce rala num carro voce da Ibope !
sexta às 20:31
Yasmin Pastore Abdalla Today’s Newspaper Wraps Tomorrow’s Fish, mas pelo jeito nem pra isto serve, recalque de jornalista de quinta.
sexta às 20:45 · 3 pessoas
Bruna Lee Lages Michel, fico muito feliz que voce esteja bem e que nao aconteceu algo pior. Mas vamos ser sinceros, esta na hora das pessoas terem consciencia e pararem de beber e dirigir. As pessoas estao se matando e matando os outros tbm, e creio que a imprensa esta dando muita importancia devido a estes fatos estarem virando noticias constantes. Vc disse que ninguem se machucou mas eu tenho que discordar de vc, pois uma pessoa foi parar no hospital, nao foi? Acho muito infeliz o comentario deste seu amigo, DJ Shark. Michel, gosto muito de vc e te respeito, mas nao poderia deixar de expressar a minha mais sincera opniao. Bjs
sexta às 20:52 · 8 pessoas
Yasmin Pastore Abdalla Owww Bruna, não entendi a relação da bebida com um acidente em plena luz do dia. Mas gostaria mesmo de saber pq vc não curte o chat do FB para externar sua preocupação, né?
sexta às 21:08
Vinny Diniz Amigo, que bom que vc está bem… Infelizmente isso ocorre pq vc estava a frente de um porsche… se fosse um carro simples, duvido que estariam fazendo tanto barulho.. virar a pg vc eh maior do que isso… abs !!!
sexta às 21:43 · 2 pessoas
Juliana Casellato infelizmente eles só noticiam quem tem carro importado, agora os milhões de carros populares que batem e causam acidentes ninguém fala…como já disse Ronaldo (fenômeno),no Brasil ter carro importado, melhorar de vida causa revolta nas pessoas (na minha opinião inveja mesmo). Inveja pura…
sexta às 23:54 · 1 pessoa
Paula Regina Guerreiro Mansur michel…anda de fuka agora…ta lokooo viu!!agora….ng pode sair de porche querido…que vc ja ta violando a invéja..kkkk
sábado às 16:18 · 2 pessoas
Dado Garibaldi Ae michel meu apoio, acidentes acontecem com qualquer um, é da vida, esse alarde é só pq o carro é de luxo, abs man!
sábado às 17:00 · 1 pessoa
Michel Saad obrigado a todos pelas mensagens de apoio…acabei de orcar o conserto do meu carro. 400 reais no martelinho – NAO TIROU NEM TINTA. vou fazer questao de publicar o laudo tecnico que fiz hje na policia…
sábado às 18:33 · 2 pessoas
Regiane Oliveira HOLA MEU QUERIDO FICO FELIZ QUE ESTA TUDO BEM COM VC…………ISSO E PURA INVEJA!!!! SAUDADE.…………..TE ADORO MUUUUITO!!! BJOS
sábado às 18:49 · 1 pessoa
Como se nota, com exceção de um comentário, de Bruna Lee Lages, destacado em vermelho, todos os demais apontam para a inveja das pessoas que se manifestaram sobre o acidente. A inveja do Porsche, a inveja do rapaz que “dá ibope”, do cara que “é notícia”. Ninguém preocupado com a moça que deu de cara no poste, nem mesmo com o pequeno ralado na Palio Weekend que vai resultar em alguma despesa para seu proprietário. Rolaram uns xavecos também. O cara é bonitão e bem de vida, afinal tem um Porsche. Mas não teve nem mesmo alguma manifestação de zelo com o próprio dono do Porsche, algo como “Michel, queriduuuuu, anda mais devagar, gatooooo, love u, bjuuuus, Tati”.
Como se nota, a juventude dourada paulistana detectou no lumpesinato uma implacável caça aos proprietários de Porsche, que estão sendo perseguidos pelas ruas por hordas raivosas e invejosas, os que não dão ibope, nem são notícia.
Eu, particularmente, gosto de Porsches. São como Fuscas crescidos, e até tenho um. Fusca, não Porsche. Não vejo mal algum em ter um Porsche. Ao contrário. Sugere certo bom-gosto, quando não se trata apenas de mais um objeto de cunho exibicionista, como um Rolex ou uma calça jeans Diesel. Também gosto de coisas boas, embora prefira outras marcas de relógio e jeans Two Stroke.
O que há, na verdade, é uma epidemia de idiotice nas ruas. Que talvez sempre tenha existido e sempre tenha sido perceptível, só que não havia o Facebook para a gente constatar por escrito.
Ah, se você gostou, vai lá no meu Facebook e clique em “curtir”. Bjuuus.