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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Propaganda sobre casamento igualitário nos EUA tem participação de Obama e de republicanos

Propaganda sobre casamento igualitário nos EUA tem participação de Obama e de republicanos

Do Gay1, com ANSA 


Propaganda custou à organização cerca de US$ 1 milhão (Foto: Reprodução)Propaganda custou à organização cerca de US$ 1 milhão (Foto: Reprodução)
A organização Respect For Marriage Coalition, que defende o  entre pessoas do mesmo  nos Estados Unidos, realizou uma propaganda de televisão a favor deste tema com a participação de vários políticos norte-americanos, entre eles o presidente Barack Obama.

Além de Obama, participam do comercial o ex-vice-presidente Dick Cheney, o ex-secretário da Estado Colin Powell e Laura Bush, a esposa do ex-presidente George W. Bush (2001-2009).

A propaganda custou à organização cerca de US$ 1 milhão e será difundida nas maiores redes de televisão norte-americanas.

O objetivo do vídeo é explicar que o tema da ampliação de direitos não interessa apenas à frente democrática, mas tem apoiadores de relevância também no cenário republicano.

Na propaganda, a ex-primeira dama Laura Bush afirma que "quando duas pessoas se comprometeram reciprocamente, se amam, devem ter os mesmos direitos de todas as outras".

Veja vídeo em inglês:


terça-feira, 22 de maio de 2012

Religião e eleições

Religião e eleições


Barack Hussein Obama teve seu pensamento moldado pelos sermões racistas e incendiários do reverendo negro Jeremiah Wright e Mitt Romney, que já foi bispo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, simplesmente não é cristão. Os radicais estão a postos, mas serão ouvidos em 6 de novembro próximo? Cada detalhe da preferência do eleitorado norte-americano está sendo esmiuçado, à medida em que mais e mais se aproximam as eleições. Os candidatos estão definidos, com Barack Obama buscando a reeleição pelo Partido Democrata e Mitt Romney na condição de seu opositor pelo Partido Republicano. Há pesquisas para todos os gostos e é preciso ficar atento para cada tendência, considerando que a vantagem geral de Obama tem variado entre dois e sete pontos percentuais, ou seja, ainda não garante nada. Entre os brancos norte-americanos, Romney mantém uma vantagem de 54% contra 37%, com 9% indecisos, mas 90% dos negros, 68% dos hispânicos e 57% dos demais grupos étnicos onde predominam os asiáticos votarão contra ele.
A situação é mais preocupante para os dois concorrentes quando se trata de convencer alguém a mudar seu voto em função da religião, que tem sido um tema tradicionalmente de grande peso nos pleitos nacionais e locais dos Estados Unidos e agora não há de ser diferente. De acordo com o Instituto Gallup, quanto mais religioso, mais republicano e conservador é o eleitor. Os estudos dividem os votantes, por exemplo, em muito, moderadamente e pouco religiosos, segundo a importância que tem o culto na vida diária de cada um. Os dois primeiros grupos têm comportamento exatamente inverso, pois 54% dos muito religiosos (são quatro de cada dez) elegerão Romney, enquanto o mesmo percentual favorecerá Obama entre os moderados. Já os pouco ou não religiosos (três de cada dez eleitores) apoiam maciçamente o candidato democrata.
Durante o largo período das primárias republicanas, os crentes mais radicais se congregaram em torno de Rick Santorum, mas tão logo ele perdeu a disputa, não tiveram dúvidas em se unirem a Romney. Protestantes, que constituem pouco mais da metade dos votantes, favorecem os republicanos numa relação de 48% contra 43%. Já os católicos devem repetir o padrão das duas últimas eleições, favorecendo predominantemente aos democratas, graças ao forte apoio proporcionado pelos hispânicos. É interessante observar que entre os que declaram não possuir uma identidade religiosa formal, 67% elegerão Obama.
Há os que mostram uma resistência contra o mórmon Romney com base na longa história que a religião tem de discriminação contra pessoas negras. Muitos outros pensam como o reverendo Philip Roberts de Kansas, autor do livro "Mormonism unmasked (desmascarado)" e o consideram um não-cristão por não aceitarem o que chamam de seita criada em 1820 por Joseph Smith, seu primeiro profeta que, entre outras coisas, afirmou que Jesus Cristo ao voltar à terra passou uns dias em Missouri. No outro lado estão os adeptos do rico empresário Joe Ricketts com seu plano para "derrotar definitivamente" a Obama, ligando-o à Teologia de Liberação Negra de Jeremiah Wright. Pretendem fazer exatamente o que John McCain, o candidato republicano derrotado em 2008, disse para não fazer quando bloqueou essa mesma estratégia que em sua essência é fundamentalista e racista. "Foi por isso que perdeu", dizem. Até aqui, tanto Romney quanto Obama repudiam os radicais.
No Brasil o quadro é bem distinto, a começar pelo grau de dedicação religiosa de cada um. A afirmativa de que este é um país católico continua sendo verdadeira, com base no Censo de 2010 no qual 75% das pessoas assim se declararam, uma proporção oito pontos inferior à constatada vinte anos antes. Esta, no entanto, não é uma verdade absoluta, pois muitos dos "católicos" costumam frequentar terreiros de umbanda ou de candomblé e no seu dia-a-dia não dispensam uma reza e um despacho para afastar os maus espíritos. Os protestantes multiplicaram-se nos últimos vinte anos, passando de 9% para 14,6% dos brasileiros, enquanto os que se declaram "sem religião" subiram de 5,1% para 7,5%.
Já se foram os tempos em que uma suposta declaração de Fernando Henrique de que seria ateu levou-o a perder a prefeitura de São Paulo, em 1985, para o esperto Jânio Quadros. Ainda assim, o voto religioso concedido a Marina Silva impediu dona Dilma de vencer no primeiro turno em 2010. As diferenças entre crentes, indiferentes e não-crentes, embora os primeiros sejam fundamentalmente eleitores dos partidos de direita, não costumam influenciar de maneira decisiva os pleitos brasileiros. Os temas em discussão são, habitualmente, de interesse mais restrito. As bancadas evangélicas (32 deputados e 3 senadores) e católica batalham por vantagens como a concessão de canais de rádio e televisão ou se mobilizam para bloquear lei como a do silêncio (música e cânticos que interferem com a vizinhança). O ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão e o ministro do STJ Marco Aurélio de Mello sofreram cerrado bombardeio, o primeiro por ter sugerido um plebiscito sobre a legalização do aborto e o segundo por ter revelado seu voto descriminalizando o aborto em casos de fetos com anencefalia. A questão dos casamentos entre gays, que divide democratas (em geral a favor) e republicanos (contrários), não tem eco ideológico claro entre os candidatos tupiniquins. Tanto lá como aqui, já não é admissível o voto apenas em função das crenças próprias ou do candidato, mas em boa parte do mundo atual guerras e revoluções causadas por diferenças religiosas continuam separando os homens.
Vitor Gomes Pinto é escritor. Analista internacional


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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fiscais do fiofó alheio: Newsweek declara que Obama é gay

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Fiscais do fiofó alheio: Newsweek declara que Obama é gay


Em um grande esforço para superar a repercussão da capa da Time com a  mãe amamentando seu filho, a Newsweek revelou a capa da edição desta semana: Obama com uma auréola com as cores do arco-íris e ar de quem veio de outro mundo. Para completar, o título “O primeiro presidente gay”. A esposa e as filhas de Barack Obama ficarão muito desapontadas em descobrir que seu marido e pai na verdade é um alien homossexual.
Parece que a Time e a Newsweek travaram uma batalha para ver quem é a maior troll da América com as mais estúpidas capas. O que você acha que pode vir depois? Uma foto de Ronald Reagan como Jesus, ambos photoshopados para parecerem obesos combinado com algum título sobre como nós estamos todos parecendo gordos e ao mesmo tempo gays? Uma foto de uma modelo com um lenço muçulmano cobrindo seu cabelo, um véu cobrindo seu rosto e no corpo apenas um pequeno biquíni acompanhada do título “SEXY ISLÃ: Como as mulheres mulçumanas estão reivindicando o prazer? Uma criança com implantes mamários e um cabelo roxo perto de uma mulher com o título “Crianças querem ser ser vistas e ouvidas – Como deixar as crianças decidirem como nós encaminharemos a revolução familiar?”. Ou qualquer outra combinação com obesidade, culpa de mãe, conflitos de raça, conflitos gays e masturbação. Eu amo estas batalhas do jornalismo.


No Jezebel


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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Enquanto Obama torna público seu apoio ao casamento entre homossexuais: Deputados alagoanos mantém veto de governador a projeto de pensão homoafetiva

Enquanto Obama torna público seu apoio ao casamento entre homossexuais: Deputados alagoanos mantém veto de governador a projeto de pensão homoafetiva


Do Gay1 Brasil, com informações do Gazeta de Alagoas 
Projeto de autoria do deputado Ronaldo Medeiros (Foto: Sandro Lima)Projeto de autoria do deputado Ronaldo Medeiros
(Foto: Sandro Lima)
No mesmo dia em que os deputados estaduais aprovaram, “sem querer”, a exigência de que servidores comissionados tenham “ficha limpa” para ingressar no serviço público estadual, a Assembleia Legislativa (ALE) manteve um outro veto do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) ao projeto que estendia benefícios previdenciários a servidores estaduais que mantenham relações homoafetivas estáveis.

O projeto que previa a concessão de pensão para companheiros de funcionários públicos LGBTs é de autoria do deputado Ronaldo Medeiros (PT) e havia sido aprovado pela ALE em 26 de outubro de 2011. Os deputados recuaram da decisão na tarde de ontem, negando a igualdade de condições a esta parcela de servidores.

Antes da votação, o autor do projeto ainda argumentou aos colegas de plenário que o veto do governador iria na contramão do reconhecimento da união estável homoafetiva feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em maio de 2011.







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Obama arrecada US$ 1 milhão em 90 minutos ao apoiar casamento gay, diz site

E os homofóbicos chora: Obama arrecada US$ 1 milhão em 90 minutos ao apoiar casamento gay

Efe
A campanha eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, arrecadou US$ 1 milhão em apenas 90 minutos depois que o líder tornasse público seu apoio ao casamento entre homossexuais, informou nesta quinta, 10, o portal BuzzFeed.
Imagem de uma campanha a favor do casamento gay nos EUA - Mark Ralston/AFP
Mark Ralston/AFP
Imagem de uma campanha a favor do casamento gay nos EUA
Consultada pela agência Efe, uma porta-voz da campanha Obama 2012 não quis confirmar e nem desmentir a informação. "Não podemos confirmar a soma arrecadada e também não falamos dos valores totais da arrecadação de fundos", ressaltou.
Em todo caso, a arrecadação da campanha de Obama espera arrecadar mais US$ 12 milhões com um exclusivo jantar organizado pelo ator George Clooney com esse objetivo. O evento será realizado em Los Angeles, na Califórnia.
Obama, que deseja se reeleger nas eleições presidenciais de novembro, ainda não foi confirmado oficialmente como o candidato democrata.
As entradas para ao jantar na casa do conhecido ator, situada na área de Studio City, foram vendidas rapidamente. Espera-se que a comunidade homossexual compareça maciçamente ao jantar, já que Clooney defendeu em diversas ocasiões o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Segundo dados do jornal The Washington Post, uma em cada seis pessoas que se ocupam de buscar fundos para Obama são homossexuais assumidos.
Em entrevista à emissora ABC na última quarta, Obama se mostrou a favor do casamento homossexual e, com isso, passou a ser o primeiro presidente dos EUA a apoiar esta questão.

No Estadão

Obama se torna o primeiro presidente americano a apoiar a união civil entre pessoas do mesmo sexo

Obama se torna o primeiro presidente americano a apoiar a união civil entre pessoas do mesmo sexo

Obama fala à ABC | Foto: AP

Barack Obama tornou-se nesta quarta-feira (09/05) o primeiro presidente norte-americano a anunciar publicamente seu apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em entrevista à emissora ABC, o democrata candidato a reeleição disse que essa extensão de direitos vive uma marcante evolução.
"Sempre defendi que gays e lésbicas dos EUA deveriam ser tratados de forma justa", disse Obama. A íntegra da entrevista será televisionada na próxima quinta-feira (10/05). Obama disse que vinha refletindo sobre o tema nos últimos anos, ao conviver com membros de seu próprio gabinete que "estão incrivelmente engajados em relações monogâmicas com parceiros do mesmo sexo, e que estão educando crianças juntos”.
"Cheguei à conclusão de que, para mim, pessoalmente, é importante seguir em frente e afirmar que casais do mesmo sexo deveriam ter o direito de se casar”, revelou.
A declaração surge como uma grande vitória para comunidade gay, lésbica e transexual (LBGT) dos EUA, que, há anos, pede para que o presidente se engaje na luta pela igualdade matrimonial.
No último domingo (06/05), o vice-presidente Joseph Biden concedeu entrevista à emissora NBC e se disse confortável com o casamento entre pessoas do mesmo sexo. No dia seguinte, a secretária da Educação, Arne Duncan, expressou o mesmo posicionamento.
Apesar de uma pesquisa ter indicado que metade dos americanos apoia o casamento gay, muitos estados dos EUA permanecem conservadores no que diz respeito à extensão de direitos civis para a comunidade homossexual. Na tarde desta terça-feira (08/05) o estado da Carolina do Norte aprovou uma emenda em sua constituição que define como casamento apenas a união de um homem com uma mulher. Em trinta estados há normas semelhantes.
O presidente aproveitou a oportunidade para expressar seu desapontamento com a decisão. “Quando visito universidades, algumas vezes converso com estudantes republicanos que pensam que tenho uma péssima política econômica e externa, mas são bem claros ao assumir que, quando o assunto é a igualdade de direitos para homossexuais, se sentem muito mais confortáveis”, contou Obama.
O Departamento de Justiça do americano já interrompeu sua tentativa de comprovar a constitucionalidade da Lei de Defesa do Casamento, aprovada no governo Bush, que define casamento enquanto uma união legal entre homens e mulheres.

ÓperaMundi

quinta-feira, 15 de março de 2012

Babá transexual de Obama sonha em rever seu "pequeno Barry"

Babá transexual de Obama sonha em rever seu "pequeno Barry"


AFP - Agence France-Presse 


Os Obama "sempre me trataram como um membro da família", incluindo Barak, revelou Turdi


Turdi, o transexual que durante anos foi babá de Barack Obama na Indonésia, hoje sonha em rever seu "pequeno Barry", que descreve como um menino bom e tolerante que evitava julgá-lo.

Turdi nasceu homem, mas sempre se considerou mulher e os amigos a chamavam de "Evie". Mas hoje, aos 66 anos, prefere se vestir com roupa masculina por medo de sofrer agressões, disse à AFP.

Durante dois anos - 1970 e 1971 - Turdi foi contratado pelos Obama na Indonésia, onde a mãe do futuro presidente dos Estados Unidos, Ann Dunham, morou com o novo marido, o indonésio Lolo Soetoro.

"Barry", como era chamado o pequeno Barack, tinha oito anos quando sua família contratou Turdi como cozinheiro e babá. Ele ou ela fazia as compras da casa e até costurou os vestidos de grávida antes do nascimento de Maya, irmã do presidente. "Penso que ela (Ann Dunham) sabia quem eu era realmente. Quando cortava o cabelo curto ela me dizia: 'fica melhor com ele nos ombros", conta Turdi.

Os Obama "sempre me trataram como um membro da família", incluindo Barak, revelou Turdi, que após sair do trabalho na casa em Jacarta colocava salto alto e vestido para se transformar em Evie. "Me sentia livre de uma prisão quando estava vestida de mulher". "Sempre mantive uma aparência masculina diante de Barry. Ele era muito jovem para conhecer nosso mundo (...) mas acredito que sabia como eu era, apenas fingia que não".

"Era curioso e queria saber de tudo, mas jamais me fez perguntas sobre isto e sempre me tratou normalmente. Barry não discriminava ninguém. Era amigo de todo mundo. Uma criança boa, que ria e brincava muito".

"Tinha um bom humor que perdia raramente, mesmo quando era provocado pelos colegas de classe", revelou Trudi. "Quando ia pegá-lo no colégio, seus amigos gritavam: Banci! Banci!' (travesti). Mas ele ignorava e dizia para irmos para casa".

Após a partida da família de Obama, Turdi se prostituiu nos bairros "vermelhos" de Jacarta, mas depois de incessantes agressões no maior país muçulmano do planeta, deixou a vida de travesti.

Hoje Turdi vive em um pequeno quarto sem janelas, alugado em uma favela, e sobrevive lavando a roupa dos vizinhos, entre eles muitos transexuais. "Não espero nada dele", revela Turdi, que não viu Obama quando o presidente visitou a Indonésia em 2010 e 2011. "É impossível que ele venha aqui me ver, e viajar aos Estados Unidos só em sonho, mas realmente gostaria de vê-lo, apenas isto. Se o Barry que conheci ainda é o mesmo, estou certo de que me aceitará como sou, transexual ou não". 



em.com.br

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ajuda dos EUA vai depender de combate a discriminação de gays

Ajuda dos EUA vai depender de combate a discriminação de gays


Dayanne Sousa
A oferta de ajuda internacional por órgãos dos Estados Unidos estará vinculada ao fim da discriminação aos gays. Em memorando publicado nesta terça-feira (6), o presidente Barack Obama determina que órgãos americanos como a Secretaria de Estado e a Defesa deverão "fortalecer esforços para o combate a criminalização da população LGBT por governos estrangeiros". O documento ainda diz que os EUA devem conduzir o "combate à discriminação, homofobia e intolerância".
O site do The New York Times avaliou a medida como um aviso direto a países islâmicos que criminalizam a prática homossexual e que mantêm relações diplomáticas com os Estados Unidos. É o caso da Arábia Saudita, por exemplo.
O memorando de Obama foi publicado em razão da comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos neste final de semana. A medida americana ainda reforça a necessidade de oferecer asilo a refugiados perseguidos por sua orientação sexual e estabelece que o país deverá contribuir com iniciativasde organismos internacionais pelo combate à intolerância.
"O Presidente orientou todas as agências do governo dos Estados Unidos a combater a criminalização do status LGBT", explicou a Secretária de Estado Hillary Clinton em pronunciamento. "Elas deverão garantir que nossa assistência internacional promova a proteção dos direitos LGBT, alistar organizações internacionais na luta contra a discriminação e responder rapidamente aos abusos contra essas pessoas".

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O novo vexame de Obama



O novo vexame de Obama 

Paulo Moreira Leite na Época


Antecipando uma reportagem que será publicada na segunda feira pela revista Newsweek, o site The Daily Beast faz uma revelação espantosa, hoje.

Ao mesmo tempo em que fazia pressões públicas para Israel suspender a construção de assentamentos nos territórios palestinos, o presidente Barack Obama fazia negociações secretas para a venda de armas para o governo israelense.
De acordo com a revista, um dos principais negócios envolveu a venda 55 bombas penetrantes, conhecidas como “destruidoras de bunkers”. A venda foi solicitada por Israel em 2005 e autorizada pela administração George W. Bush mas só efetivada após a posse de Obama. Estas armas podem ser usadas para destruir arsenais de foguetes do grupo armado Hamas e também do Hezbollah. Também podem ser dirigidos aos arsenais do Irã , principal adversário israelense na região. Enquanto fingia trabalhar pela paz, na verdade Obama reforçava os arsenais de um dos lados em conflito.

Divulgada no mesmo dia da apresentação do pedido de reconhecimento do Estado Palestino pela ONU, a denuncia contribui um pouco mais para diminuir a credibilidade de Obama. Ele já havia antecipado que seu governo irá vetar o pedido de reconhecimento. Mas fez o possível para revestir a decisão com argumentos nobres. A revelação sobre vendas secretas de armas mostra que o governo israelense jamais foi pressionado de verdade a rever sua politica de ocupação de territórios ocupados.

Conforme um deputado citado na reportagem, Obama não só autorizou vendas de armas que George W. Bush preferiu não entregar mas também ordenou um reforço na cooperação militar com Israel.

Constrangedor sob qualquer aspecto, o episódio revela uma questão delicadíssima da política americana, que é a força dos lobistas privados para influenciar as decisões de governo e assumir um papel decisivo mesmo em assuntos de política externa. Sem acesso aos cofres bilionários da elite americana, que tem compromissos históricos com os republicanos, o Partido Democrata tornou-se dependente de outras clientelas.

Segundo estimativa do Washington Post, nada menos que 60% das verbas dos candidatos presidencias do partido Democrata tem sua origem em aliados de Israel. A partir das descobertas feitas pela Newsweek, fica mais fácil entender o empenho de Obama para fazer um teatrinho de estadista consciencioso em público para promover acertos vergonhosos nos bastidores.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Depoimentos de mãe e pai dos estudantes presos na manifestação contra OBAMA

Emocionante, a mãe diz que o pai ficou desaparecido por 40 dias na época da ditadura militar e que tem orgulho dos filhos que foram presos porque lutam por um país melhor.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Lula recusa convite e FHC vai almoçar com Obama


Lula recusa convite e FHC vai almoçar com Obama


Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso foram convidados para o almoço em homenagem a Barack Obama, neste sábado (19), no Itamaraty (Ministério de Relações Exteriores). O convite, protocolar, foi direcionado a todos os ex-presidentes, inclusive os senadores Itamar Franco, Fernando Collor e José Sarney.
Clara Ant, assessora de Lula, confirmou o convite, mas afirmou que o ex-presidente não comparecerá ao evento. Ela não quis informar os motivos da recusa ou mesmo se Lula tem outra agenda. Já a assessoria de FHC garantiu que o ex-presidente estará no evento. Itamar, Collor e Sarney também confirmaram.
Ler mais aqui R7

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A era dos oprimidos

Como bem disse a Presidente eleita Dilma Rousseff : Mulher pode.

A era dos oprimidos

Há quase 30 anos, em entrevista que me concedeu, Alceu Amoroso Lima profetizava que o século 21 seria o da redenção das mulheres e dos negros

Por: Mauro Santayana

A previsão do escritor e pensador, também conhecido como Tristão de Ataíde, era a de que os dois grandes preconceitos históricos, o do racismo contra os africanos e seus descendentes no mundo, e o dos homens contra as mulheres, seriam vencidos no século que se iniciou há uma década. A eleição de Dilma Rousseff é emblemática, como todos estão apontando, por ser a primeira vez que uma mulher chega à chefia do Estado e do governo no Brasil. Nossa época está rompendo com muitos dos tabus históricos. O preconceito contra os negros e mestiços foi quebrado no país que se notabilizara pelo apartheid até 50 anos antes, os Estados Unidos – com a eleição de Obama –, isso sem falar no caso da África do Sul, onde a situação era ainda mais abominável, porque se tratava da odiosa opressão de minoria branca contra a imensa maioria negra.

A eleição de Dilma era esperada. Não há governos perfeitos, mas existem aqueles em que os saldos são positivos. O grande segredo de Lula é a sua autenticidade. Seu mérito foi o de, ao chegar ao poder, não esquecer a origem, ainda que obrigado a conviver com representantes das elites econômicas e sociais do país. Tais eram (e ainda continuam sendo) as desigualdades sociais históricas, que Lula percebeu ser necessário contar com o consumo dos mais pobres, a fim de ampliar o mercado interno. Por mais discreta que tenha sido a redistribuição de renda, ela teve efeito multiplicador sobre a economia. O desemprego chegou aos menores níveis históricos no Brasil.

Outro importantíssimo resultado da eleição é o do equilíbrio continental. Mesmo tendo perdido o seu grande orientador, Néstor Kirchner, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, tem todas as condições para manter excelente relacionamento com Dilma, assegurando o entendimento entre as duas nações mais poderosas da América do Sul, no caminho para a unidade continental. Seja mantendo o chanceler Celso Amorim, seja nomeando para o seu lugar homens da mesma visão de mundo (como é o caso de Samuel Pinheiro Guimarães), Dilma deve manter a forte presença de nosso país no mundo.

Mais importante do que a eleição de Dilma, com todos os seus méritos, é a conclusão clara e objetiva de que o povo brasileiro aprovou as grandes mudanças realizadas nos últimos oito anos. Não só aprovou as medidas de caráter interno, na ação econômica, como a nova postura de independência do país no mundo. Chico Buarque de Hollanda a resumiu bem ao dizer que, durante o governo anterior, o Brasil falava grosso com o Uruguai e o Paraguai, e falava mansinho com os Estados Unidos. Hoje o tom de voz é o mesmo, seja com Washington, seja com Assunção.

Quando o candidato José Serra prometeu mudar a política externa brasileira, perdeu milhões de votos. Os brasileiros decidiram, definitivamente, desmentir Nelson Rodrigues, que nos atribuía o complexo de vira-latas. E deram uma resposta varonil a Fernando Henrique Cardoso, que nos considerava um povo de caipiras e de deslumbrados com o mundo desenvolvido. Deslumbrado com as luzes do mundo é ele. A experiência demonstra que, ao associar-se aos países emergentes, e abandonar o alinhamento automático com os Estados Unidos e a União Europeia, o Brasil fez com que os países desenvolvidos nos vissem com outros olhos e nos tratassem com o respeito que nos negavam.

Outra lição eleitoral é a de que o povo brasileiro não engoliu as canhestras explicações para a privatização do patrimônio público, de responsabilidade do governo anterior. As mesmas razões que levaram os mineiros a votar no nacionalista Itamar fizeram com que votassem agora contra Serra. Os mineiros não perdoam a entrega da Vale do Rio Doce. E se riem do argumento de que hoje a empresa paga mais impostos, quando antes, além dos impostos, os dividendos eram do Brasil. A vitória de Dilma é um avanço definitivo no processo de real independência do Brasil.


Revista do Brasil