Mostrando postagens com marcador Respeito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Respeito. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de setembro de 2012

"Lewandowski e Marco Aurélio Mello disputam a Taça Tolerância."


"Lewandowski e Marco Aurélio Mello disputam a Taça Tolerância."

Janio de Freitas - Lugar do respeito

O princípio do respeito ao STF aplica-se à instituição; não necessariamente a quem o integre 

Os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa irritaram-se, em julgamento do mensalão no meio da semana, com a citação feita por seu colega Ricardo Lewandowski de entrevista dada pelo delegado Luís Zampronha. Fizeram muito bem. "Citar papel de jornal!" Se bem que os dois, ultimamente, só estejam se ocupando, e muito, com atenções provocadas por uma entrevista de jornal do então deputado Roberto Jefferson.

Voltar-se apenas contra o ministro Lewandowski não satisfez Gilmar Mendes, nem poderia. Reclamou da Polícia Federal uma providência disciplinar contra o ex-chefe do inquérito relativo ao mensalão, por dar entrevista a jornais. Já em meado de agosto a corregedoria da PF abriu procedimento contra Zampronha, como os jornais noticiaram na ocasião.

O ministro Gilmar Mendes e os jornais não têm, de fato, convivência mutuamente agradável.

Na quarta-feira em que se irritou com Lewandowski ou por causa do delegado, estava fresquinha uma nota no "Globo": o desejo de Lula, segundo contara o ministro, de dar ao deputado Vicentinho a vaga no Supremo afinal dada a Joaquim Barbosa. A nota terminava lembrando que Joaquim Barbosa assumiu em junho de 2003, e Vicentinho só viria a se formar em abril de 2004. Cá entre nós, a história é ótima, não, porém, para Gilmar Mendes vê-la em jornal de alta circulação.

Joaquim Barbosa, por sua vez, reproduziu contra Lewandowski as reações autoritárias a tudo o que suponha ser crítica a si. Trata-a com a reação que se justificaria em caso de insulto. Mas quem insulta é ele. Lewandowski e Marco Aurélio Mello disputam a Taça Tolerância.

Há o que se aguardar: a crônica do Judiciário fluminense traz a promessa de bom espetáculo, no STF, quando Joaquim Barbosa se virar contra Luiz Fux.

Os jornais e os jornalistas são provocativos e criticáveis, sim, mas não só eles. Eis uma incursão do ministro Joaquim Barbosa fora do território jurídico, em seu voto das cotas raciais nas universidades:
"A história universal não registra nação que tenha se erguido, de condição periférica a não digna de respeito na política internacional, mantendo no plano doméstico uma política de exclusão em relação a parcela da sua população".

Não só pela história, mas por motivo ainda mais importante, Joaquim Barbosa não poderia deixar à margem a terrível discriminação racial nos Estados Unidos, ao longo de todo o seu erguimento de condição periférica e até apenas 50 anos atrás.

Com resquícios vivos ainda, enquanto outra discriminação se expande contra os imigrantes hispano-americanos. Sem falar, mundo afora, na concepção discriminatória aplicada aos povos árabes e parte dos asiáticos. Foi um dos seus pedidos inexplícitos de crítica.

O princípio do respeito, devido ao Supremo, aplica-se à instituição Supremo Tribunal Federal. Não necessariamente a quem o integre, ou seria privilégio repelido pelo sentido de democracia e pela Constituição. Não encontra justificativa a reação pretensiosa de alguns ministros à crítica externa a palavras e atos seus. Talvez o desrespeito ao Supremo esteja dentro dele.


Folha de São Paulo

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Isso é tolerância e respeito: “hão de ser respeitadas tanto as que optem por prosseguir a gravidez quanto as que prefiram interromper a gravidez”.


Isso é tolerância e respeito: “hão de ser respeitadas tanto as que optem por prosseguir a gravidez quanto as que prefiram interromper a gravidez”.


O STF, a anencefalia e a gravidez de Alessandra 

O que a decisão do Supremo Tribunal Federal nos ensina sobre tolerância


Cristiane Segatto


O Direito não é minha área, mas aprendi a admirar o ritual das grandes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Como é bonito o embate de ideias entre ministros eruditos, as defesas feitas com palavras exatas, a resolução, à luz da lei, dos mais difíceis dilemas da sociedade.
Descobri a beleza dessas sessões quando acompanhei em 2008, no plenário, a votação que liberou as pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil. No julgamento em que o então-presidente Gilmar Mendes tinha a bandeira brasileira e o brasão da República à direita e o Cristo crucificado à esquerda, o Supremo reafirmou a separação entre Estado e Igreja.
“O direito não se submete à religião”, disse o ministro Celso de Mello. Naquela decisão, o STF colocou a liberdade individual e a liberdade da expressão científica acima dos dogmas religiosos. Foi um primeiro passo.
Ontem, 12 de abril, voltou a fazer história. Ao aprovar a interrupção da gravidez em casos de anencefalia, a Suprema Corte fez mais que amparar as milhares de brasileiras que todos os anos enfrentam a dor de ter no útero um feto sem cérebro e incompatível com a vida.
Com o placar de 8 a 2, o Supremo Tribunal Federal deu uma clara mensagem contra a intolerância. Uma mensagem fundamental a todos os brasileiros – de qualquer gênero, idade, condição social ou crenças.
Exemplares, exatas, primorosas foram as palavras do ministro Marco Aurélio de Mello, relator da ação movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde e que aguardava o julgamento há quase oito anos.
“Estão em jogo a privacidade, a autonomia e a dignidade humana dessas mulheres. Hão de ser respeitadas tanto as que optem por prosseguir a gravidez quanto as que prefiram interromper a gravidez para pôr fim ou minimizar um estado de sofrimento. Não se pode exigir da mulher aquilo que o Estado não vai fornecer por meio de manobras médicas."
Privacidade. Autonomia. Dignidade. Respeito à opção da mulher.
Esses conceitos, cruciais em qualquer democracia, foram, agora, valorizados explicitamente. É muito simbólico e significativo que a mais elevada instância da Justiça os tenham pronunciado em alto e bom som.
E ainda mais foi dito pelo ministro:
“Concepções religiosas não podem guiar as decisões estatais, devendo ficar circunscritas à esfera privada. A crença religiosa ou a ausência dela serve precipuamente para ditar a vida privada do indivíduo que a possui. Paixões religiosas de toda a ordem hão de ser colocadas à parte das decisões do Estado”.
A fé só faz sentido a quem a tem. Essa é uma frase que gosto de repetir. É função dos grupos religiosos ditar as normas de conduta de seus fiéis. Mas não é aceitável que se julguem no direito de obrigar a população inteira a seguir seus preceitos.
Não. Eles não têm esse direito. O STF foi claro.
Uma pessoa, em especial, sentiu-se aliviada. Não por ela, mas por todas as mulheres que, de agora em diante, só levarão adiante uma gravidez de anencéfalo se assim o desejarem.
O nome dela é Alessandra Gomes. Tem 41 anos. Estudamos na mesma sala no ginásio. Alessandra era a menina feliz, de cabelos louros e olhos verdes, grandes e brilhantes. Parece que foi ontem.
Na foto da excursão escolar para Campos do Jordão, no início dos anos 80, ela aparece comigo e outras amigas. Sorridentes, com uma muralha natural de hortênsias ao fundo, tínhamos só vida e sonhos pela frente.
E assim foi. Até que, em 2006, Alessandra viveu a experiência aterradora de levar até o final a gravidez de um anencéfalo.   


Ela e o marido Marcilio, donos de uma gráfica em São Paulo, já eram pais de Guilherme. Um garoto lindo, saudável, carinhoso que hoje tem 13 anos. A gravidez do segundo filho, uma surpresa, foi celebrada com festa pela família.
Juntos, capricharam na escolha do nome. O caçula se chamaria Enzo. O mais velho participou do projeto do quarto e das primeiras compras do enxoval do irmãozinho.
O resultado das primeiras ultrassonografias e do exame de translucência nucal foram normais. A felicidade durou até a 21ª semana de gestação, quando o laudo da ultrassonografia morfológica fetal veio acompanhado de um palavrão: ventriculomegalia discreta.
A primeira coisa que Alessandra fez ao chegar ao trabalho foi digitar esse nome num site de busca. Foi tomada por imagens e depoimentos deprimentes e, só então, começou a perceber que havia algo errado.
Começou então o calvário de consultas a vários médicos e exames de todo tipo. Quase na 24ª semana, Alessandra estava sozinha quando recebeu a notícia definitiva. Durante aquela ultrassonografia inesquecível, o médico demorou muito mais que o habitual para registrar todos os detalhes. Em silêncio. Num silêncio aflitivo. Disse que só ao final do exame diria algo à mãe.
Alessandra estava chorando quando, finalmente, ele se virou e decretou:
“Anencefalia. Se o bebê chegar a nascer, a chance de sobreviver é muito pequena. Se sobreviver, não andará, não falará, não ouvirá. Tem apenas 2% de cérebro. Será um vegetal”. Ela saiu do laboratório sem rumo. Ligou para o médico, para mãe e para o marido. “Perguntava a Deus por que eu deveria passar por aquilo se era uma pessoa de bem, com saúde e condições de criar um filho com o mesmo amor que o primeiro sempre recebeu”, diz. “Entrei numa igreja e lá fiquei por alguns minutos, esperando vir uma luz, algo que me confortasse. Depois fui para o colo da minha mãe”.
Alessandra procurou um dos mais conceituados especialistas do Brasil em medicina fetal. Sentiu-se amparada emocionalmente e tecnicamente por uma equipe de primeira. Mas ali começaram os gastos que a obrigaram a pedir um empréstimo para cobrir todas as despesas até o final da gestação.
A cada novo exame e nova consulta, os médicos reafirmavam ao casal que aquele feto não sobreviveria. Alessandra e o marido foram aconselhados a pedir autorização judicial para interromper a gestação.
O casal procurou um advogado, ouviu relatos de outras mulheres que passaram pela mesma situação e até visitou um hospital para conhecer crianças nascidas com malformações cerebrais.
“Desisti de entrar na Justiça porque queria proteger minha família”, diz Alessandra. “Não queria que grupos religiosos descobrissem a nossa ação e entrassem em nossas vidas.”
Alessandra queria e precisava de privacidade, autonomia, dignidade, respeito a sua opção individual. Tudo o que, só agora, seis anos depois, o STF garante a todas as mulheres na mesma situação.
A barriga de Alessandra crescia, o filho Guilherme acompanhava, mas não enxergava felicidade naqueles lindos olhos. A mãe não contou detalhes. Disse, apenas, que Enzo estava doente. “Quando eu chorava demais, Guilherme me dava carinho e falava com os olhos”. Como falava com os olhos aquele menino!
O último exame, quase no oitavo mês de gestação, comprovou que o coração do feto não batia mais. Óbito fetal.
Alessandra não queria fazer uma cesariana. Não via sentido em voltar para casa sem o filho nos braços, mas com um corte dolorido e pontos no ventre para prolongar a tortura.
Decidiu esperar e ver se seu corpo, naturalmente, expulsava o feto. Correndo riscos, passou uma semana nessa situação. No dia do parto, disse ao filho Guilherme que iria voltar sem a barriga e sem o irmão. “Guilherme não questionou, não se revoltou. Cuidou de mim como se eu fosse a criança. Não saía do meu lado e o tempo todo dizia que me amava eternamente. Foi uma bênção de Deus”, diz.
Internou-se no hospital às 7 da manhã. A enfermeira a recebeu com um sorriso nos lábios e disse: “Que moça linda. Vamos ter aqui mais um bebê de olhos claros”. Só depois, constrangida até o último fio da alma, percebeu que Alessandra trazia um atestado de óbito nas mãos.
Minha amiga sofreu contrações até às 17 horas. E, então, o fim chegou. As lágrimas do médico, que nunca havia passado por aquilo, se misturaram às do casal.
No dia seguinte, Alessandra recebeu alta. Entrou no carro e, logo atrás, viu o carro da funerária. Da maternidade, foi direto para o cemitério. Teve de cumprir uma das mais cruéis obrigações legais que o Estado pode sujeitar uma mulher.
Não pode mais. Desde ontem, as mulheres estão amparadas pelo Estado. Agora é cobrar para que todas recebam atendimento digno e de qualidade, capaz de aliviar, ainda que minimamente, a dor que enfrentam.
Solidária a todas as grávidas de anencéfalos, Alessandra comemora a decisão do STF. “As pessoas só tem o direito de julgar, de criticar, quando passam pelo problema. É uma questão que cabe ao casal decidir – e não ao mundo. É um assunto que não combina com religião. Viver é se tornar autor da própria história. Qual criança com anencefalia vai ter sua história?”
Um novo capítulo se abre na história do Brasil. Como disse o ministro Marco Aurélio de Mello, “hão de ser respeitadas tanto as que optem por prosseguir a gravidez quanto as que prefiram interromper a gravidez”.
Isso é tolerância e respeito.
E você? Conhece alguém que passou pelo mesmo problema? O que achou da decisão do STF? Queremos ouvir sua opinião.  
Cristiane Segatto escreve às sextas-feiras na Época

quinta-feira, 29 de março de 2012

Se você vive dizendo: Antigamente os alunos tinham respeito. Leia:A escola e a necessária autoridade

Se você vive dizendo: Antigamente os alunos tinham respeito. Leia: A escola e a necessária autoridade 

A escola e a necessária autoridade

Marco Antônio Silva‏

Tenho ouvido relatos de professores de várias partes do país, sobretudo de escolas públicas, sobre as constantes agressões verbais e até físicas que vêm sofrendo. Isso não é sem razão. Quem não se lembra do estudante que agrediu a socos e pontapés a diretora de uma escola em Contagem? Quem não viu as cenas lamentáveis de uma aluna esbofeteando a professora no Vale do Aço? Há algumas semanas o Estado de Minas mostrou que professores, funcionários e vizinhos de algumas escolas de Belo Horizonte vivem acuados diante das ações de vandalismo promovidas por muitos estudantes. Essa situação é o resultado de uma combinação perversa: ausência de regras claras, crise de autoridade e impunidade. 

Em espaços democráticos é perfeitamente viável discutir, rediscutir, refazer e readaptar as normas. Entretanto, não é possível a convivência social sem regras estabelecidas. Em muitas escolas brasileiras, em nome de uma suposta inclusão social, a permissividade excessiva vem imperando. Prevalece o “tudo é permitido, nada é proibido”. Assim, crianças e adolescentes não encontram nenhuma referência de limites para as suas ações.

Além de regras claras, é preciso que existam autoridades respeitadas que consigam administrar os conflitos de interesse e garantir o bem-estar e a convivência fraterna de todos. Entretanto, muitos pais, gestores, pensadores da educação, membros de conselhos tutelares e até professores parecem não entender a diferença entre exercício da autoridade e a prática do autoritarismo. 

No período da ditadura civil/militar ou no modelo de família patriarcal que predominou até pouco tempo não tivemos bons exemplos de autoridade democrática. Nas três esferas de poder do Estado, certas autoridades, que não são bons exemplos de probidade e respeito aos interesses da maioria, vêm estampando os noticiários. Entretanto, em função disso, não podemos abolir toda e qualquer autoridade. Em nossos tempos, precisamos de homens e mulheres que exerçam autoridade reconhecendo e se desculpando quando erram, aceitando críticas e estando abertos às mudanças quando necessário, mas que não sejam negligentes perante os desafios que a função lhes exige. 
 
Essa crise está presente em toda a sociedade. Encontramos cotidianamente pessoas que não sabem respeitar ou exercer a autoridade. Em muitas famílias os pais parecem incapazes de estabelecer limites necessários para que seus filhos aprendam a viver de forma equilibrada e respeitando o semelhante. Por isso convivemos com tantos jovens incapazes de aceitar a rejeição das suas vontades e despreparados para enfrentar as frustrações que a vida nos reserva. No caso específico da escola, os educadores que tentam exercer autoridade precisam de muita disposição e coragem para combater esse tipo de comportamento. Isso sem contar com as pressões dos defensores de um sistema que, mesmo falido, tem seus arautos de plantão. 

Numa sociedade sem regras claras e com carência de autoridades, a punição justa quase não existe. Punir não é castigar por castigar. A convivência em grupos, seja na família, nas escolas ou nas empresas, traz muitos benefícios e exige renúncias de cada um. Ninguém pode fazer o que lhe convém, quando e onde quiser, sem pensar nos demais. Punir os que desrespeitam normas de convivência coletiva é um ato de justiça e que leva o infrator a refletir sobre o sentido de suas ações. É mostrar que ninguém pode estar acima dos interesses dos demais, e serve de exemplo para desencorajar os que pretendem fazer o mesmo. 

Os problemas pessoais que atingem a cada um não devem servir de justificativa para atitudes de desrespeito e violência com os demais. Evidentemente, aquele que erra, sobretudo o estudante, merece o perdão, um tratamento psicológico e a assistência pedagógica quando for o caso. Entretanto, isso não o isenta da punição.


 Marco Antônio Silva- Professor de história e doutorando em educação pela UFMG


Vi no Conteúdo Livre

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"Onde tem respeito, tem Direitos Humanos; onde não tem, ...

"Onde tem respeito, tem Direitos Humanos; onde não tem, ...



Campanha publicitária do Governo Federal sobre o Disque Direitos Humanos - Disque 100, que recebe denúncias de violações e enfrenta a violência.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Somos Tod@s Joyce

Leio o Blog do Tsavkko - The Angry Brazilian todos os dias, um espetáculo

Somos Tod@s Joyce


Foto de Rodrigo Lobo
Antes de mais nada, peço que leiam com atenção a esta longa e bela matéria da jornalista Fabiana Moraes, do Jornal do Commercio, de Pernambuco, sobre a transexual - agora mulher - Joicy. Recomendo fortemente a leitura. Faz pensar, faz chorar e, sem duvida, nos chama à ação!

É impossível não se emocionar e não sentir vontade de ajudar, de fazer alguma coisa.

A matéria, aliás, comprova que ainda se faz jornalismo no Brasil. Nem tudo é no nível da Folha de São Paulo, nem tudo nos dá vergonha.

Conversando com a Fabiana, tive a idéia de tentar entrar em contato com ONG's da região e buscar uma forma de dar mais visibilidade à causa da comunidade LGBT do agreste de Pernambuco, uma região extremamente pobre e conservadora, seja através de apoio financeiro ou mesmo entrando em contato com ONGs maiores do Sul/Sudeste que possam travar parcerias e levar experiências.

Ingênuo, difícil? não sei, mas acho dificil simplesmente ficar parado. Algumas vezes só se importar faz a diferença.

Quem estiver interessado, entre em contato e vamos pensar em formas de chegar até pessoas como Joicy, que tanto precisam de solidariedade de pessoas como ela: Humanos.

Venho me perguntando muito há alguns dias, especialmentes desde o protesto dos Neonazistas, Fascistas e corja semelhante na Paulista, sobre a homofobia. Fico cada vez mais temeroso de, com tanta revolta que me causa, passar a sentir o mesmo ódio (ainda que inverso) que os fanáticos homofóbicos, pois não consigo compreender e aceitar que se mate outro ser humano por ele ou ela terem nascido gays. Ou por mudarem de sexo, por quererem apenas ser felizes consigo mesmo(a)s.

Como alguém pode sentir ódio de uma pessoa apenas por ela existir, por ser quem é, por querer ser feliz e aceita(o)?

Infelizmente temos muitos exemplos de gente assim. E, claro, temos os que partem para a ação, que transformam o ódio em violência. Mas, ódio? às vezes penso e chego a ter a certeza de que este ódio na verdade é medo. Não só do suposto desconhecido, mas medo de se verem na mesma situação, de se enxergarem no outro e temerem essa identificação.

Não se trata só, aliás, da questão da transexualidade. Mas também da pobreza extrema, do preconceito, da ausência do Estado, de sistema de saúde, de informação, de consideração e até de humanidade.

A Joicy é como eu ou você, um ser humano. Uma mulher, uma lutadora. Vítima do preconceito, vítima de sua condição social, vítima do Estado, do descaso.

A Fabiana passou a conta da Joicy - do Bolsa Família - para quem tiver interesse em ajudá-la. Sem dúvida é pouco, mas é um começo e penso que todos nós podemos fazer alguma coisa. Ela é apenas uma, imaginem quantas e quantos não estão em situação semelhante ou até pior.  



Leia mais: http://tsavkko.blogspot.com/2011/04/somos-tods-joicy.html#ixzz1JbBQsTX9