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sábado, 1 de junho de 2013

O problema do discurso de ódio do Facebook

O problema do discurso de ódio do Facebook

Observatório da Imprensa

Tradução de Jô Amado, edição de Larriza Thurler. Informações de Mary Elizabeth Williams [“Facebook’s hate speech problem”, Salon, 21/5/13]

Quando três adolescentes da região de Chicago foram acusados, no último fim de semana, de estuprar uma menina de 12 anos – e em seguida postar um vídeo da agressão em suas páginas no Facebook – era uma história tão revoltante quanto plausível. Afinal, você não tem que procurar muito no Facebook para encontrar imagens de mulheres sendo humilhadas ou de grupos que se dedicam a rir da violência contra as mulheres. Mas uma ousada carta aberta ao Facebook, divulgada na terça-feira (21/5), espera mudar isso.
Na carta, Jaclyn Friedman, da entidade Women, Action, & the Media, a escritora Soraya Chemaly e a idealizadora do projeto Everyday Sexism, Laura Bates, e dúzias de outras ativistas e grupos exigem do Facebook que “reconheça o discurso que banaliza ou glorifica a violência contra meninas e mulheres como um discurso de ódio” e que treine seus moderadores para o reconhecerem e removerem. Pede aos usuários do Facebook que “contatem anunciantes cujos anúncios foram publicados ao lado do conteúdo que visa às mulheres pela violência”. É um pedido feito com frequência, mas pode ser que desta vez seja ouvido.
Em apenas nove anos, o Facebook tornou-se parte do cotidiano das vidas de milhões de pessoas. Não há dúvida de que tem uma quantidade assombrosa de conteúdo que se propaga a um ritmo que é impossível acompanhar. O trabalho de moderar comunidades online é um dos mais difíceis e ingratos do universo e as falsificações e adulterações são inúmeras e infatigáveis. Ainda assim, o histórico do Facebook é espantoso.
Mulher é estuprada por gangue
Normalmente, o Facebook trata as mulheres que divulgam imagens de si próprias dando de mamar como, nas palavras da educadora Emma Kwasnica, “pornógrafas”, removendo as fotografias. Apaga as fotos desobreviventes de câncer de mama. Somente quando são desafiados direta e publicamente – ou simplesmente quando os moderadores não compreendem – essas imagens, que nada têm de pornográfico, sobrevivem. No entanto, uma busca fácil irá produzir numa fan page de “saia para cima” a imagem de uma moça que nitidamente deixou sua calcinha em casa. Um rápido exame de uns poucos grupos que existem encontrará inúmeras referências humorísticas a vadias e ao que um punho cerrado pode fazer para endireitá-las.
Muito mais inquietantes, no entanto, são as inúmeras imagens pró-estupro e agressão que aparecem por todo o Facebook – muitas vezes ao lado de anúncios inócuos de livros de áudio e empresas aéreas. Tais como a imagem de uma mulher, em cima de uma pilha de lixo e em baixo de um lance de escadas, com a mensagem “Da próxima vez, não fique grávida” ao lado de um anúncio do Pringles. É por isso que alertar os anunciantes para o contexto em que suas mensagens aparecem é tão crucial. Talvez Pringles não queira ser o aperitivo oficial de cidadãos que jogam mulheres grávidas escada abaixo. Talvez a Duracell não queira carregar o aparelho de gente que “mata putas como você”. Um meme #Fbrape divulgado no Twitter na terça-feira já inspirou um dilúvio de tuítes e algumas possíveis ações prometedoras. Zipcar, por exemplo, prometeu Não perdoamos o discurso de ódio contra as mulheres. Estamos verificando isto imediatamente.”
Mas o problema é mais profundo que as piadas e imagens sobre estupro e violência, passando para o reino do estupro e violência concretos. Soraya Chemaly, uma das autoras do projeto, disse na terça-feira que no outono passado uma leitora entrou em contato com ela via Facebook e disse-lhe que investigasse algo que encontrara ali postado. “Ela disse que já havia comunicado várias vezes e que a coisa já vinha há bastante tempo”, disse ela. Era um vídeo, de quase sete minutos, de uma mulher que caminhava pela calçada e que é agarrada e estuprada por uma gangue. “Estava no ar há 24 dias e tinha sido visto centenas de vezes”, disse Soraya Chemaly. “É incompreensível como é que pode ter ficado no ar durante tanto tempo.” (Soraya Chemaly também tomou providências e o vídeo foi rapidamente removido.)
Liberdade de expressão não é discurso de ódio
Como destaca Soraya Chemaly, é a seletividade aparentemente aleatória da aplicação do Facebook que irrita. “Tiraram a pintura de John Currin de Bea Arthur e deixam esta porcaria”, diz ela. No meio tempo, “eles criam um ambiente onde o estupro é divertido, onde se pode ter vaidade em fazê-lo”. Um ambiente onde, segundo documentos judiciais, é alarmantemente fácil colocar um vídeo do abuso sexual de uma menina de 12 anos.
As corporações têm algumas obrigações. Liberdade de expressão não é discurso de ódio. Liberdade de expressão nada tem de semelhante com um grupo chamado Estuprando Violentamente Sua Amiga Só pra Diversão. E um ambiente hostil e violento torna o conceito construído em torno da palavra “amigo” apenas uma piada cruel e estúpida. Ou como destacou alguém num comentário à carta, “no Facebook, o ódio por uma minoria religiosa ou étnica leva você a ser banido, mas o ódio por metade da humanidade leva você a ser ‘curtido’”.

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terça-feira, 17 de abril de 2012

Calma, gente!: Jornalistas ameaçam agredir repórter do “CQC” em Brasília

Calma, gente!: Jornalistas ameaçam agredir repórter do “CQC” em Brasília 

No blog do 


Famoso pelas confusões que costuma arrumar com seguranças, o “CQC” inovou nesta segunda-feira ao se meter numa encrenca com repórteres do primeiro time, no Itamaraty, em Brasília.
Credenciado para acompanhar o encontro de  Hillary Clinton com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, o repórter do “CQC” Mauricio Meirelles provocou a fúria dos jornalistas ao final da entrevista, ao se levantar e oferecer uma máscara de Carnaval à secretária de Estado americano.
O encontro estava sendo transmitido ao vivo pela Globo News quando ocorreu o incidente. Meirelles já havia causado irritação ao gritar “I love you, Hillary” enquanto cinegrafistas registravam, dentro do Itamaraty, a chegada da secretária.
Hillary e Patriota, deixando o local, ouviram espantados parte da troca de ofensas entre a equipe do “CQC” e jornalistas que se sentiram prejudicados pela intervenção de Meirelles. Houve até quem gritasse: “Isto não é palhaçada! O que a imprensa do resto do mundo vai dizer do Brasil?”
Em seu Twitter, Meirelles contou: “Um dos jornalistas me chamou pra porrada e ameaçou meu produtor. Foi onde tudo começou”. Quem estava perto ouviu o repórter do “CQC” responder: “Vamos lá fora então”.
Havia cerca de 100 jornalistas presentes na entrevista. Segundo o repórter Mauricio Savarese, do UOL, Claudia Bomtempo, da Rede Globo, disse aos colegas que fez “uma reclamação formal” contra Meirelles junto à assessoria do Itamaraty.
Savarese conta que Hillary não se incomodou com a oferta da máscara de Carnaval. “Alguém pega para mim”, ela pediu, deixando o evento. Na sequência, Meirelles pegou um charuto e ofereceu à secretária de Estado. “Vingança ao Bill Clinton”, gritou o repórter do “CQC”, numa referência ao caso extraconjugal do então presidente americano com a estagiária Monica Levinsky.
Por confusões semelhantes, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) parou de credenciar repórteres do “CQC” para seus eventos em 2010.
No programa exibido na segunda-feira, o “CQC” exibiu uma intervenção de Mauricio Meirelles durante entrevista concedida por Pelé. O repórter interrompeu o evento para entregar uma camisa da seleção da Argentina ao ex-jogador.
O programa possivelmente deve fazer referência ao episódio ocorrido no Itamaraty na próxima segunda-feira.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Horror, horror: Adolescentes denunciam abusos sexuais cometidos por PMs em área central de Brasília

Horror, horror:  Adolescentes denunciam abusos sexuais cometidos por PMs em área central de Brasília

Alex Rodrigues

 Agência Brasil


Brasília – Meninos e meninas que vivem nas ruas do Distrito Federal acusam policiais militares de agressão física e sexual. As denúncias mobilizaram a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e são semelhantes às investigadas pelo Ministério Público há pouco mais de três anos. A mais recente delas é de uma jovem moradora de rua, de 16 anos, que registrou um boletim de ocorrência, no início de março, acusando dois policiais militares de abuso sexual.
Em um vídeo produzido pela vice-presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Érika Kokay (PT-DF), ao qual a Agência Brasil teve acesso, menores não identificados acusam policiais de humilhação, espancamento e apropriação de pequenas quantias de dinheiro. Há relatos de abusos sexuais e a acusação de que policiais militares forçaram alguns jovens a se atirar de uma ponte (Ponte do Bragueto, em uma área nobre da capital) de cerca de 4 metros de altura sobre o Lago Paranoá. Muitas vezes, com pés ou mãos atados. Juntamente com o vídeo, a parlamentar encaminhou um ofício ao secretário de Segurança, Sandro Avelar, no qual os nomes de dois policiais são mencionados.

“Até hoje não tivemos nenhum retorno da Corregedoria da PM [sobre as denúncias investigadas em 2008]. O que sabemos é que pelo menos um dos policiais denunciados continua atuando na rodoviária [do Plano Piloto, no centro da cidade]. E novas denúncias continuam chegando ao nosso conhecimento”, disse uma educadora social ligada ao Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra a Criança e o Adolescente, que pediu para não ser identificada.

Ela diz que conhece pelo menos 12 jovens (entre meninos e meninas) que relatam histórias de abuso sexual cometidos por policiais.
“O importante é que tudo seja apurado. Além de muito coerentes, as denúncias guardam, entre si, uma lógica muito intensa e vêm de diferentes pontos da cidade, de adolescentes e crianças que, muitas vezes, não se conhecem”, diz Érika Kokay.
As queixas quanto à violência policial contra moradores de rua também estão registradas em um estudo financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP) do governo do Distrito Federal. Nenhum menor de idade, contudo, declarou ter sido alvo de violência sexual praticada por policiais.
Dos 127 adolescentes ouvidos, 47% contaram ter sofrido algum tipo de violência. “Embora quase 8% desses tenham admitido abuso sexual, não temos relatos de que policiais tenham feito isso contra os adolescentes, mas sim cometido agressões físicas, verbais e psicológicas”, diz a socióloga Bruna Gatti, uma das idealizadoras da pesquisa. Já entre os adultos, houve quem respondesse ter sido vítima de abuso sexual por policiais. A pesquisa não indica, porém, quando isso ocorreu.

O presidente do Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Michel Platini, exige apuração rigorosa das denúncias. “Parece haver um Estado paralelo, cujos agentes atuam na clandestinidade. São denúncias muito graves que, apesar das dificuldades, precisam ser apuradas. Considerando os depoimentos, há muita violência acontecendo nas madrugadas de Brasília. Enquanto a cidade dorme alheia a tudo, as sessões de tortura acontecem.”
O corregedor-geral da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Francisco Carlos da Silva Niño, afirma que a corporação não aceita qualquer tipo de abuso por parte de seus integrantes e que qualquer denúncia é investigada. Em entrevista à Agência Brasil, ele destaca que, muitas vezes, as próprias características da população de rua, como a falta de residência fixa ou de hábitos rotineiros, dificultam a apuração policial. O coronel ressaltou que esse trabalho precisa ser rigoroso para evitar que um agente seja punido equivocadamente.
Procurada pela reportagem da Agência Brasil, a Secretaria de Segurança Pública ainda não se manifestou.

Professora racista ofendeu mais de 15 alunos em escola de Guaramirim

Professora racista ofendeu mais de 15 alunos em escola de Guaramirim


racismo-em-guaramirimSegundo o aluno, a professora teria o chamado de macaco na frente dos colegas de sala. Outros 15 alunos da escola de Guaramirim, no interior de Santa Catarina, também teriam sido ofendidos pela docente.
A professora temporária de língua portuguesa da Escola de Educação Básica São Pedro, em Santa Catarina, é suspeita de racismo. Segundo o estudante de 14 anos, a docente o teria chamado de "macaco".
- Eu tava virado para trás conversando com o meu colega, quando ela mandou eu me virar para frente me chamou de macaco. Eu saí da sala e não voltei.
O pai do aluno registrou um boletim de ocorrência contra a educadora e um inquérito policial será aberto para investigar o caso. De acordo com o delegado Valter Santim Júnior, se o caso for confirmado, a pena é de até três anos.
- Esse crime tem a pena de um a três anos e multa. Pena máxima fixada então são três anos.
O estudante disse ainda que essa não é a primeira vez que a professora insulta os alunos
- Ela nos chama de pobres, mendigos. Coisas assim, para ofender.
Cerca de 15 alunos teriam presenciado a cena de racismo na sala de aula. O diretor da instituição, Joaquim Aguiar, diz que uma educadora como essas atitudes não pode estar em sala de aula.
- Eu penso como educador, e as atitudes que essa professora tomou durante o período que lecionou na minha escola e tenho certeza que nos outros lugares que passou, comprovam que ela não pode estar em sala de aula, trabalhando com crianças.
A professora pediu exoneração do cargo assim que a direção tomou conhecimento da situação. Agora, o caso também será encaminhado à promotoria pública.

Fonte: R7
No Portal Geledés

quarta-feira, 28 de março de 2012

Até quando?: Professores acusam grupo de ex-alunos de invadir escola em SE e ameaçar homossexuais


Até quando?: Professores acusam grupo de ex-alunos de invadir escola em SE e ameaçar homossexuais

Um grupo de cinco ex-alunos, armados com revólver e faca, tem realizado “invasões” na Escola Municipal de Ensino Fundamental João Teles de Menezes, na zona norte de Aracaju, de acordo com professores da instituição. As ações seriam direcionadas contra estudantes homossexuais.

Segundo uma das coordenadoras da escola, que preferiu não ser identificada, o grupo começou a invadir a escola desde o último dia 12, início do ano letivo, e faz isso  todos os dias, sempre nos turnos da tarde e noite. O grupo tem acesso à escola pelos fundos, pulando o muro que divide o prédio de um matagal.

“Um deles arrancou o brinco de um rapaz e disse que aquilo não era coisa de homem. Eles ficam zombando dos homossexuais”, disse a coordenadora. Em uma das invasões, um dos jovens entrou no banheiro feminino.

Segundo ela, as ações dos ex-alunos são ato de vandalismo. Orientada pelo secretário municipal de educação, Antônio Bittencourt, a coordenadora registrou um boletim de ocorrência no dia 27.
 
Bittencourt disse que, assim que tomou conhecimento do fato, entrou em contato com o major Edênisson Santos, comandante da Guarda Municipal. De acordo com o secretário, a guarda vai fazer o monitoramento da escola mais de perto a partir de agora.





No UolEducação



segunda-feira, 26 de março de 2012

Mãe de estudante da Uniban preso por racismo já havia denunciado filho por agressão

Mãe de estudante da Uniban preso por racismo já havia denunciado filho por agressão

Marcelo-ValleEla apanhou por não concordar com a mudança da TV para o quarto dele
O brasiliense e ex- estudante da Uniban Marcelo Silveira já tinha três queixas registradas contra ele na polícia, no ano passado. Duas delas, de difamação e ameaça, aconteceu depois de ele publicar mensagens racistas em um site de relacionamentos na internet. A outra denúncia foi feita por ele atacar a própria mãe com socos e pontapés. A agressão teria acontecido porque a vítima não concordou com a mudança da TV para o quarto dele.
Silveira e Emerson Rodrigues foram detidos, na última quinta-feira (22), durante uma operação da Polícia Federal em Curitiba (PR). Eles são suspeitos de manter uma página na internet com mensagens de ódio contra negros, nordestinos, judeus, mulheres e homossexuais. Eles também estimulam o sexo com menores de idade.
De acordo com a polícia, a dupla planejava ataques a estudantes de Ciências Sociais da UnB (Universidade Federal de Brasília). Eles ainda são suspeitos de fazerem parte de uma seita que seria a mesma seguida pelo assassinado de Realengo.
Em conversa com o R7, uma denunciante do caso, que não quis se identificar, disse que conheceu Rodrigues e ele sempre foi um homem muito violento. Segundo a mulher, ele afirmava constantemente que não gostava de negros, homossexuais e judeus.
- Ele é um homem extremamente inteligente, porém muito violento, descontrolado, agressivo e racista.
Nos perfis de Rodrigues nas redes sociais, ele se descrevia como engenheiro que já havia atuado em diversos países do mundo, mas afirmava que não tinha diploma.
Ele dizia também que queria ir embora do Brasil e conseguir a cidadania italiana, onde a maioria das pessoas é loira e as mulheres "não tomam o espaço de trabalho dos homens". Segundo suas publicações, as mulheres que tivessem relação sexual com negros deveriam morrer. Assista ao vídeo:


Fonte: R7

sábado, 24 de março de 2012

Caso de adolescente homossexual agredido por colega evidencia tema negligenciado na escola

 

Caso de adolescente homossexual agredido por colega evidencia tema negligenciado na escola


Caue Fonseca


Os repetidos atos de hostilidade foram ignorados na escola de Santo Ângelo, nas Missões. Tampouco foi percebida a omissão dos professores, ou a agressão, que um colega anunciou aos quatro ventos e concretizou em 13 de março. 

Só quando a vítima escreveu uma carta a uma ONG pedindo socorro, o episódio de bullying contra um adolescente homossexual de 15 anos ganhou a atenção do Estado e, desde ontem, do resto do país.

Na quinta-feira, a história do jovem, noticiada na ZH de 20 de março, foi contada ao vivo no programa Mais Você, da apresentadora Ana Maria Braga, exibido na RBS TV.

— Falei que eu não tinha medo dele (do colega agressor). Ele respondeu “então vai ter facada”. Na saída, ele ameaçou tirar uma faca do bolso, mas, em vez disso, me deu uma rasteira e começou a me bater — contou o adolescente.

O caso foi registrado na polícia, o agressor (também de 15 anos) cumpriu três dias de suspensão, e a vítima transferiu-se de escola. Na opinião tanto da vítima quanto de especialistas, seria grande a chance de nada disso ter acontecido se o tema “diversidade sexual” fosse abordado em sala de aula.

— As políticas públicas existem, mas elas não chegam às escolas. Falta material didático, falta capacitação — avalia Toni Reis, 47 anos, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), autor de doutorado sobre a abordagem do homossexualismo nas escolas.

Assim como Reis, o professor da Pós-Graduação em Educação da UFRGS Fernando Seffner lamenta o silêncio sobre o tema. Ambos participaram das discussões sobre o kit anti-homofobia, que acabou vetado.

— Temos subsídio para dizer que a introdução de determinados temas nas escolas gera um impacto posterior positivo. Saúde sexual, por exemplo, é hoje um tema abordado com naturalidade — avalia Seffner.

Coordenador da linha de pesquisa Educação, Sexualidade e Relações de Gênero, Seffner salienta que falar sobre diversidade sexual é uma demanda também das famílias, constrangidas em abordar o tema em casa. Na escola, o debate estimularia um tipo importante de estudante:

— A maioria dos adolescentes heterossexuais não concorda com agressões a homossexuais. Mas eles se sentem amedrontados. Têm medo de acabarem rotulados também. Estimulado, esse pessoal vai opinar.

Prestes a voltar a Santo Ângelo, o adolescente confessa receio em sair na rua, mas sente-se fortalecido com o acolhimento e apoio recebido. A homossexuais vítimas de bullying que se sentem sem saída, como ele após a agressão dia 13, o jovem dá um conselho.

— Não chegue tão perto do limite. A vida é ótima e tem de ser curtida. Está cheio de gente aí para te apoiar. 



No ZeroHora

segunda-feira, 12 de março de 2012

A professora desculpou a aluna: Aluna dando tapa no rosto de professora dentro de sala - vídeo

A professora desculpou a aluna: Aluna dá tapa no rosto de professora dentro de sala - vídeo

A professora foi agredida dentro da sala de aula em Coronel Fabriciano, na Região do Vale do Aço, em Minas Gerais. O vídeo mostra o momento em que a aluna dá um tapa no rosto da professora.




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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Homofobia: mulher apanha de seguranças em um shopping de Brasília por querer usar o banheiro feminino

 Homofobia: mulher apanha de seguranças em um shopping de Brasília por querer usar o banheiro feminino


A jovem, de 24 anos, é flagrada em imagens gravadas por um celular, sendo agredida pelo segurança de um shopping. Ela teria sido confundida com um homem.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Homofobia mata: Veja imagens da agressão a casal gay em aeroporto do Rio

Homofobia mata: Veja imagens da agressão a casal gay em aeroporto do Rio


Câmeras de segurança flagraram o momento em que um casal gay é agredido no aeroporto internacional Antonio Carlos Jobim, o Galeão, no Rio.

O casal foi agredido por dois funcionários de um ponto de táxi pirata, que foram presos pela Polícia Civil do Rio.

As imagens, exibidas pela TV Globo, mostram trechos da confusão, ocorrida no início da tarde desta segunda-feira.

Marcos Ribeiro da Silva, 41, conhecido como Cocoroca, e Rodrigo Alves da Silva, 31, conhecido como Docinho, foram autuados por tentativa de homicídio. A prisão foi efetuada por policiais da Dairj (Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro).

Segundo a Polícia, os funcionários "piratas" (em situação irregular) abordaram o casal na saída do aeroporto e, diante da recusa dos dois de viajar nos veículos, começaram a ofendê-los e a agredi-los.

Durante a confusão, um dos agressores deu um chute no rosto de uma das vítimas, que sofreu fratura em ossos da cabeça e da face e foi internado em um hospital da Ilha do Governador.

Ainda não há informações sobre o estado de saúde dele.





No Gay1

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

10 covardes, 10 bandidos: Morador de rua é espancado no Centro de Curitiba

10 covardes, 10 bandidos: Morador de rua é espancado no Centro de Curitiba

morador d e rua ESPANCADO NA PRACA TIRADENTESAgressão aconteceu na madrugada deste sábado. Segundo testemunhas, um grupo de 10 pessoas teria espancado à vítima
Um morador de rua, de 33 anos, ficou gravemente ferido após ser espancado por cerca de dez homens na madrugada deste sábado (4) na esquina das ruas Barão do Cerro Azul e Prefeito João Garcez, na Praça Tiradentes, em Curitiba. Segundo testemunhas, os agressores eram jovens e vestiam-se com correntes e adereços semelhantes aos usados por punks.
De acordo com o jovem que auxiliou a vítima e acionou a polícia, o agredido tinha o supercílio ferido e um corte profundo na mão esquerda. Segundo o jovem, os agressores teriam utilizado uma garrafa para espancar a vítima.
O 12º Batalhão, que atendeu a ocorrência, não conseguiu apurar a motivação do espancamento. Segundo o Cabo Roberto,a vítima tem aparência franzina e ficou bastante ferido após a agressão. "A gente não tem o o motivo. Parece uma pessoa humilde, um morador de rua. Ficou muito ferido na cabeça e tem um corte profundo na mão", disse à reportagem da Rádio Banda B. A vítima foi encaminhada ao Hospital Evangélico.
Fonte: Bem Paraná

sábado, 10 de dezembro de 2011

Curitiba: Homem agride idosa que é a segunda vítima de agressão do mesmo homem

Curitiba: Homem agride idosa que é a segunda vítima de agressão do mesmo homem 

Em Curitiba (PR), um homem que aguardava na fila não aceitou que mulher de 66 anos fosse atendida na sua frente e chegou a agredi-la com um empurrão. Essa não foi a primeira vez que o homem agrediu um idoso. 




No R7

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Rapaz tortura a namorada até ela desmaiar para conseguir sua senha do Facebook

Rapaz tortura a namorada até ela desmaiar para conseguir sua senha do Facebook


Jessica Herbert, de 18 anos, foi torturada pelo seu namorado, Jason Fleming, para revelar sua senha do Facebook. Um tribunal na Inglaterra ouviu o caso neste domingo, e foi revelado que, entre as agressões, ele bateu com um lápis dentro do seu ouvido.
Fleming, de 31 anos, tentou acessar a conta do Facebook de sua namorada acreditando que ela estava saindo com outros homens. O procurador Georgina Buckley disse que ele a golpeou com um lápis na orelha, porque ela se recusou a dar sua senha do Facebook. "Em seguida, colocou-a em um banho gelado até ela admitir ter um caso. Tudo isso porque explorando sua conta, descobriu que sua namorada era amiga de outros homens".
A corte ainda ouviu que Fleming atacou sua namorado mais uma vez, no dia seguinte, o que a fez perder a consciência. Ele prendeu um saco de plástico em sua cabeça em mais uma tentativa dela revelar seu login e senha.
O rapaz assumiu a agressão e foi condeando a prisão por 16 meses, com uma ordem de restrição de cinco anos contra sua vítima.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Intolerância: Jovens lésbicas são agredidas em supermercado de Porto Alegre



Intolerância: Jovens lésbicas são agredidas em supermercado de Porto Alegre


No final da tarde desse domingo, Carmel, 23 anos, e a Luísa, de 22, de Porto Alegre, foram agredidas no supermercado Zafari no bairro Ipiranga, na capital gaúcha, enquanto saiam do local. 

As mulheres que vivem juntas haviam feito compras no local e estavam abraçadas quando uma cliente disse “que nojo!” enquanto o casal passava por ela. As duas interceptaram a mulher e foram tirar satisfação. 

Elas alertaram que preconceito é crime pela legislação estadual gaúcha e pediram para ela repetir o que falou. A mulher, ainda não identificada, com aproximadamente 50 anos de idade, repetiu a ofensa e a discussão virou uma briga. Dois homens e a mulher passaram a agredir fisicamente o casal de lésbicas com socos, pontapés e puxões de cabelo. Um segurança do local chegou a segurar uma das lésbicas, enquanto os outros batiam na companheira.


A confusão foi registrada na mesma noite pelo casal de lésbicas na 10ª delegacia distrital de polícia de Porto Alegre, na forma de um boletim de ocorrência. O estabelecimento se comprometeu a fornecer imagens das agressões e dados que possam identificar os agressores.



Vi na UniversidadeLivreFeminista

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Juíza aplica Lei Maria da Penha contra ex-companheiro de transexual

Juíza aplica Lei Maria da Penha contra ex-companheiro de transexual

Por Camila Ribeiro de Mendonça no Conjur


Transexual que sofreu maus tratos por parte do parceiro, consegue na Justiça direito à aplicação da Lei Maria da Penha. A decisão é da juíza Ana Claudia Magalhães, da 1ª Vara Criminal de Anápolis, que manteve o acusado na prisão e o proibiu, quando em liberdade, de estar a menos de mil metros da ofendida e de seus familiares, bem como de manter contato com ela e seus entes em linha reta, por qualquer meio de comunicação.
"A mulher Alexandre Roberto Kley, independentemente de sua classe social, de sua raça, de sua orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social", sustentou a juíza em sentença, ao aplicar os dispositivos da Lei 11.340, sobre violência doméstica.
De acordo com os autos, o nome da ofendida é 'Alexandre Roberto Kley'. No entanto, a autora fora submetida a uma cirurgia de mudança de sexo há 17 anos e atualmente trabalha como cabeleireira. A transexual viveu em condições maritais durante um ano com Carlos Eduardo Leão. No entanto a condição de alcoólico inveterado de Leão acabou dando um fim prematuro ao romance.
No dia 10 de setembro de 2011, ele a procurou relatando que estava no fim de um tratamento contra alcoolismo e precisava da ajuda de sua ex-companheira, já que não tinha parentes em Anápolis e necessitava de um lugar para dormir. Munida de boa-fé e sentimento de solidariedade, a transexual acabou cedendo e deixou que Leão entrasse em sua residência.
Qual não foi a surpresa? Ao entrar na casa, Leão imediatamente mostrou a que veio e retribuiu as amabilidades da cabeleireira com violência e covardia. Agrediu a transexual física e verbalmente, expulsou-a de sua própria moradia, ameaçou-a de várias formas e num ato de insanidade quebrou eletrodomésticos e objetos da casa.
A juíza salientou a condição de mulher da vítima, sobretudo ao fato dela ser vista assim perante a sociedade, o que, segundo a sua decisão, torna ainda mais legítima a aplicação da Maria da Penha ao caso. "Somados todos esses fatores, conferir à ofendida tratamento jurídico que não o dispensado às mulheres (nos casos em que a distinção estiver autorizada por lei), transmuda-se no cometimento de um terrível preconceito e discriminação inadmissível, posturas que a Lei Maria da Penha busca exatamente combater."
Quanto à diferença entre sexos e gênero, a juíza salientou que o termo "mulher" pode se referir tanto ao sexo feminino, quanto ao gênero feminino, o sexo é determinado quando uma pessoa nasce, mas o gênero é definido ao longo da vida. Logo, não teria sentido sancionar uma lei que tivesse como objetivo a proteção apenas de um determinado sexo biológico. De gênero entende-se que se refere às características sociais, culturais e políticas impostas a homens e mulheres e não às diferenças biológicas entre homens e mulheres. Desse modo, a violência de gênero não ocorre apenas de homem contra mulher, mas pode ser perpetrada também de homem contra homem ou de mulher contra mulher.
Clique aqui para ler a decisão.

Mulher sofre aborto após agressões de companheiro na Paraíba, diz polícia


Mulher sofre aborto após agressões de companheiro na Paraíba, diz polícia

Dona de casa está internada em estado grave em hospital no Ceará. Suspeito foi preso suspeito de cometer crime no domingo (9) em Sousa.

Uma dona de casa grávida teria sofrido um abordo depois de ser agredida pelo companheiro no domingo (9) no bairro Alto do Cruzeiro, em Sousa, município do Sertão paraibano. O caso foi divulgado nesta terça-feira (11) pelo 14º Batalhão da Polícia Militar, que prendeu o suspeito na casa do pai dele.
Com base no relato da tia da vítima, que disse ter testemunhado o crime, a mulher de 26 anos teria sofrido uma série de agressões por volta das 22h do domingo. Além de abortar aos três meses de gestação devido ao espancamento, ela teria perdido a visão de um olho e sofrido afundamento craniano.
Conforme a delegacia de Polícia Civil da cidade, a vítima foi socorrida pelo Samu e foi atendida primeiro no Hospital Regional de Sousa. Em seguida, foi transferida para um hospital no Ceará, onde foi submetida a cirurgia e continua internada apresentando estado de saúde grave.
O suspeito, um motorista de 33 anos, foi preso e entregue à Polícia Civil. A reportagem tentou contato com a delegacia de Sousa para saber as providências, mas os telefonemas não foram atendidos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Governador tucano agride morador de Catalão - GO

Governador tucano agride morador de Catalão - GO


O governador Marconi Perillo (PSDB-GO) se envolveu em um bate-boca na noite de domingo, em Catalão. Tudo teria ocorrido por causa de míseros R$ 100 mil. Isso porque o governador teria feito uma doação para a festa de Nossa Senhora do Rosário e, no fim da missa, ninguém agradeceu. Tadinho!!!
Ele estava lá, em clima de campanha festivo, mas na falta do ‘muito obrigado’, teria ido tomar satisfação com o presidente do grupo.  O moço, que chama  Leonardo Bueno, disse ao blog da jornalista Fabiana Pulcineli que não falou da doação, porque “era uma missa, um momento de devoção, de fé”. Leonardo se limitou a agradecer a presença do governador. “Quem quer ajudar a festa de verdade, não cobra publicidade. Não cobra para ajudar”, disse ele.