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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vladimir Safatle - Mostrar o elefante


Vladimir Safatle - Mostrar o elefante

Há várias maneiras de esconder um elefante. Uma delas é apresentando suas partes em separado. Em um dia, aparece a pata. No dia seguinte, você mostra a tromba. Passa um tempo e vem a cauda. No fim, não se mostra o elefante, mas uma sequência de partes desconectadas.

Desde o início, o mensalão foi apresentado pela grande maioria dos veículos da imprensa nacional dessa maneira. Vários se deleitaram em mostrá-lo como um caso de corrupção que deixaria evidente a maneira com que o PT, até então paladino da ética, havia assegurado maioria parlamentar na base da compra de votos e da corrupção. No entanto o mensalão era muito mais do que isso.

Na verdade, ele mostrava como a democracia brasileira só funcionava com uma grande parte de seus processos ocultados pelas sombras. O jogo ilícito de financiamento de campanha e de uso das benesses do Estado deixava evidente como nossa democracia caminhava para ser uma plutocracia, independentemente dos partidos no poder.

Como a Folha mostrou em uma entrevista antológica, o então presidente do maior partido da oposição, o senador Eduardo Azeredo, havia sido um dos idealizadores desse esquema, que, como ele mesmo afirmou, não foi usado apenas para sua campanha estadual, mas para arrecadar fundos para a campanha presidencial de seu partido.

Não por acaso, o operador chave do esquema, o publicitário Marcos Valério, já tinha várias contas de publicidade no governo FHC. Ninguém acredita que foi graças à sua competência profissional. 


Ou seja, a partir do mensalão, ficou claro como o Brasil era um país no qual a característica fundamental dos escândalos de corrupção é envolver todos os grandes partidos.

Mas, em vez de essa situação nos mobilizar para exigir mudanças estruturais na política brasileira (como financiamento público de campanha, reformas que permitissem ao partido vencedor constituir mais facilmente maiorias no Congresso, proibição de contratos do Estado com agências de publicidade etc.), ela serve atualmente apenas para simpatizantes de um partido jogar nas costas do outro a conta do "maior caso de corrupção do pais".

No entanto essa conta deve ser paga por mais gente do que os réus arrolados no caso do mensalão. O STF teria feito um serviço ao Brasil se colocasse os acusados do PT e do PSDB na mesma barra do tribunal. Que fossem todos juntos!

Desta forma, o povo brasileiro poderia ver o elefante inteiro. Com o elefante, o verdadeiro problema apareceria e a indignação com a corrupção, enfim, teria alguma utilidade concreta.




Folha de São Paulo

domingo, 8 de julho de 2012

Pós-lulismo

Pós-lulismo


Andante Mosso



O governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Foto: Dida Sampaio/AE
Há um caminho seguro para entender o movimento político-eleitoral do governador Eduardo Campos, de Pernambuco.
O compromisso dele é com Lula e Dilma. Não com o PT.
Novo horizonte I
Demorou mais que o previsto a aliança PSDB e PT construída em torno da eleição de Marcio Lacerda (PSB), em 2008, para a prefeitura de Belo Horizonte.
Nascida da boa relação entre o então prefeito petista Fernando Pimentel e o então governador tucano Aécio Neves, o rompimento tornou altamente competitiva a disputa na capital, que já parecia resolvida com a reeleição de Lacerda.
Com o rompimento, o ex-prefeito petista Patrus Ananias entrou no jogo e pode dar unidade ao partido perdida com o acordo e vencer o pleito.
Lacerda é um prefeito com boa avaliação, mas Patrus é figura querida em BH.
Novo horizonte II
A eleição municipal, um beco sem saída para o PSDB e o PT, deu o pretexto para o fim de uma aliança que incomodava as partes.
Aécio conta com a reeleição de Lacerda agora para empurrá-lo para a disputa estadual, em 2014. Mas isso significaria entregar a prefeitura para um substituto petista. O vice na chapa.
O controle da Câmara de Vereadores fez Aécio bloquear a extensão da aliança, prevista no acordo, para as eleições proporcionais e deixou claro que ele manda no destino político de Lacerda, eleito pela legenda socialista.
Salvo se, antes, tiver feito consulta ao governador pernambucano Eduardo Campos, presidente do PSB.
Filhos das mães

Contra a rejeição. Se a chapa fosse Ibarra-Assed, funcionaria melhor
Rodrigo, filho do ex-prefeito do Rio Cesar Maia, e Clarissa, filha do ex-governador fluminense Anthony Garotinho, formam uma das chapas na disputa pela prefeitura carioca.
Ele é candidato a prefeito e ela, a vice.
Com os sobrenomes maternos, Rodrigo Ibarra (chileno) e Clarissa Assed (líbio), talvez pudessem amenizar nas urnas a rejeição dos eleitores aos pais.
Prefeito incolor
É fácil entender a confusão em torno da identificação partidária do prefeito Raul Filho, de Palmas (TO), apanhado na rede de corrupção de Carlos Cachoeira.
Raul disputou a prefeitura em 2006, pelo PSDB. Em 2000, no PPS, foi novamente derrotado. Finalmente em 2004, época do vídeo, já filiado ao PT ganhou a eleição. Reeleito em 2008, foi expulso do partido em 2011.
Agora ele vai se explicar na CPI sem rede de apoio.
Quarentena
A magistratura fez as contas.
Somente em 2020 um juiz de carreira voltará a presidir o Supremo Tribunal Federal. Após o advogado Ayres Britto, os próximos presidentes são oriundos da advocacia ou do Ministério Público.
Todos nomeados pelo ex-presidente Lula.
São eles: Joaquim Barbosa (MP), Ricardo Lewandowski (advocacia), Cármen Lúcia (advocacia e MP) e Dias Toffoli (advocacia).
Só então a magistratura retomará, com Luiz Fux, o comando do STF.
Corda esticada
O presidente do Sindifisco Nacional, Pedro Delarue, considera que o governo esticou a corda no embate do reajuste salarial dos servidores federais.
E adverte: “O Planalto sentirá os efeitos nos próximos dias”.
Assim como os auditores fiscais, que estão em operação – padrão, a Polícia Federal e Advocacia-Geral da União se prepararam para agir “no limite da legalidade”.
Os federais não farão diligências em outros estados nem protegerão autoridades. Os advogados, por sua vez, só vão defender a União quando o prazo do processo estiver para estourar.
Esse é o plano da reação e, segundo Delarue, sem recuo.
Cruz e espada
Às vésperas do quarti centenário, a Irmandade de Santa Cruz dos Militares passa por maus momentos financeiros.
A igreja da Irmandade, de estilo barroco mineiro, é uma das mais belas do Rio de Janeiro e tem nas paredes laterais do altar-mor entalhes do mestre Valentim.
A Irmandade é o berço do sistema previdenciário dos militares, hoje administrado pela União. A instituição é proprietária de quase 500 imóveis. Alugados, eles garantiriam recursos para a manutenção. No entanto, já houve casos de corte de fornecimento de água apesar de o locatário ter pago a conta. Sinal de má administração?
O número de filados é mantido em sigilo e já se cogita procurar o Judiciário para forçar o provedor, coronel da reserva Carlos Alberto Barcellos, a soltar a lista de contribuintes.
Caxias, provedor da Irmandade, em 1871, proclamava: “Irmãos pela cruz e irmãos pela espada, a nossa missão é sagrada: santificar o culto do Divino Senhor e aliviar da miséria as viúvas e filhos dos que seguem a nobre profissão das armas”.
Se soubesse o que se passa agora, daria voltas na tumba.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Arrastão no Carlota: a culpa é do PT

Arrastão no Carlota: a culpa é do PT


E seria mesmo, se o partido fosse governo em SP, mas como quem está aí são os tucanos...

No mais tucano dos bairros paulistanos, Higienópolis da família Safra, do Jô Soares e do ex-presidente Fernando Henrique, assiste-se a uma onda de arrastões a restaurantes bacanas. Na semana passada, foi a vez do Carlota, da renomada chef Carla Pernambuco. Os bandidos chegaram perto do fechamento da casa, fizeram a limpa e saíram sem ser incomodados. Outros endereços gastronômicos elegantes das redondezas já haviam sofrido o mesmo tipo de ataque, e o remédio vai sendo o reforço da segurança privada.
Na Jovem Pan, nesta segunda-feira 4 em que escrevo, dá-se conta de mais de 500 carros furtados na Lapa, bairro de características diferentes, mais popular, classe média média, este ano. E se diz que outros mais de 500 automóveis foram levados ao longo do ano passado. Uau! Mil carros subtraídos de seus proprietários num só bairro...
No Brooklin, onde eu moro, durante um congestionamento, semana passada, dois sujeitos saltaram dos carros imediatamente à minha frente, calças com estampa de camuflagem, um deles com o que me pareceu uma 7.65 na mão, e tranquilamente abriram o porta malas do Celta com placa de Mato Grosso do Sul, número 2223, que ocupavam, e ali jogaram duas mochilas. Tava na cara que continham produto de roubo. Não me viram olhando a cena. Poderiam ter atirado. Procurei, pelos quinze minutos seguintes, um carro da polícia para prestar informações – e, normal, não encontrei.
Discute-se, agora, se agentes da Rota, como contou uma testemunha, mataram um acusado de ser bandido na beira de uma avenida, mas, independentemente de culpa ou inocência, é certo que aquela equipe matou, em troca de tiros, seis integrantes do PCC – o Primeiro Comando da Capital, organização criminosa que já fez o que quis em São Paulo, e se reorganiza, agora, a olhos vistos, para voltar a fazer o que quiser fazer. É, amigos, o PCC, que nunca se foi, agora voltou com tudo, pronto para aterrorizar geral.
Ninguém na mídia sublinha, neste contexto de clara ineficiência da máquina da segurança pública, as responsabilidades do governador Geraldo Alckmin, do PSDB. Ele é o responsável primeiro pela segurança pública, a quem as polícias civil e militar devem obediência e seguem a orientação. Mas Alckmin é tucano, fundador de ficha 007.
Se o governador do Estado mais poderoso da Federação fosse do PT, eu que não sou petista pegunto: haveria a mesma condescendência? Cartas para a redação.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Plínio de Arruda Sampaio: "Gilmar Mendes é um irresponsável"

Plínio de Arruda Sampaio: "Gilmar Mendes é um irresponsável"


Bom lembrar: Plínio é rompido com o PT, não morre de amores por Lula e concorreu à Presidência da República pelo PSol contra Dilma Rousseff .





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domingo, 22 de abril de 2012

Cultura - O dever de casa que o PT não fez

Cultura - O dever de casa que o PT não fez

Por Carlos Henrique Machado Freitas
JUROS: A LIÇÃO QUE FICA
A rendição dos bancos ao novo ciclo de queda dos juros marca um divisor na forma de se fazer política econômica no país. Quebrou-se um lacre político. Rompeu-se uma parede hegemônica ardilosamente defendida durante décadas com argumentos supostamente técnicos. Em uma semana, o que era uma impossibilidade esférica, condicionada ao atendimento de uma soberba lista de 20 ‘…contrapartidas’ comunicadas a Brasília com rara deselegância pelo presidente do sindicato dos bancos (Febraban) , Murilo Portugal, reverteu-se em adesão maciça ao corte das taxas. Como se deu a transmutação da inflexibilidade em cordura? O governo e os partidos progressistas não devem temer a resposta que os fatos comunicam: o Estado brasileiro, apesar de tudo, ainda tem poder político e instrumental para reordenar a economia. A maior lição desse episódio é que ele vale também para outras esferas e desafios. (Carta Maior; Sábado/21/04/2012)
Não há dúvida de que o tempo da tirania do dinheiro está vivendo um período histórico no Brasil de fim da permissividade, como deixa claro este trecho de um artigo publicado ontem na Carta Maior. Isso, no entanto, para o governo Dilma que faz justiça a recordes e recordes de aprovação, não significa que a permissividade do comportamento dos atores hegemônicos da cultura aja em contrapartida à política central do governo Dilma, já que o aprofundamento da situação de crise no MinC permanece aquecendo a temperatura com tendência clara a explodir a panela de pressão.
Ocorre que o governo tem olhado para o Ministério da Cultura como se ele fosse uma fração do território político sem importância, incapaz de produzir uma imagem negativa diante dos resultados positivos do próprio governo. Lógico que não existe uma concorrência, mas também é lógico que existe uma verdade potencial de descontrole dos espíiritos da própria militância petista e dos milhões de brasileiros envolvidos com a cultura contra essa presteza larga e cínica que o Ministério da Cultura vem processando para dar exclusividade aos interesses dos atores hegemônicos.
E se essa gestão que desde o início está em crise, a construção desse sistema exige de nós novas reflexões já que o processo está sendo tocado pelo MinC de forma relativamente autônoma, o que desaparece por completo a participação do PT, considerado o chefe da pasta.
Na realidade, e esta crítica que faço tem sido recorrente, o que se revela no bojo da crise, é que o PT não tem política para a cultura. Longe da pretensão de originalidade desta afirmação, já que muitos falaram e com argumentos bem claros sobre a defasagem do partido, só posso grifar que essa lacuna é um fenômeno nacional do PT, melhor dizendo, é uma manifestação particular do partido que em diferentes lugares, municípios e estados e, mesmo em seu corpo parlamentar, a ausência de um projeto cultural é gritante.
Vamos sim comemorar todos os avanços que tivemos com o governo do PT, agora, sob o comando de Dilma, mas também vamos imaginar a realização de um sonho da militância do partido com um projeto que não seja o amontoado de guinchos do MinC, por falta de uma partitura, de um arranjo harmônico e, sobretudo de um maestro que não tenha vindo emprestado do PSDB, como é o caso de Grassi, que jogou Ana de Hollanda, que não é do PT, mas caiu de paraquedas indicada pelo biruta Antonio Grassi, soprado pelos ventos das oligarquias.
Seja como for, toda essa pobreza residual ou mesmo sazonal foi produzida sobretudo pela falta de um debate, de uma plenária capaz de uma produção científica dentro do PT que faça jus a uma política pública de Estado no sentido da cultura como elemento de sociabilização e não como esteio de monopólios que hoje estão sendo representados pelo comando do Ministério da Cultura que causam revolta até mesmo em seus servidores a ponto de se manifestarem publicamente em documento contra essa gestão que vive de um emaranhado de interesses escusos com o que existe de mais irracional em política pública no Brasil.
Temos que entender que tempo não é dinheiro. Essa é uma brutalidade que o capitalismo faz como se o capitalismo fosse o senhor do tempo. Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido da nossa vida.” (Antonio Cândido).
Carlos Henrique Machado Freitas é músico, compositor e bandolinista.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Bora meu Presidente: Lula não desistiu: ele quer ir ao Sambódromo




Bora meu Presidente: Lula não desistiu: ele quer ir ao Sambódromo


O ex-presidente Lula não desistiu. Ele ainda pretende ir ao desfile da Gaviões da Fiel que acontecer neste sábado. Ou melhor, já na madrugada de domingo.
Os médicos e dona Marisa têm buscado evitar que o ex-presidente queira forçar a barra, mas este blogue apurou que o PT já teria reservado uma suíte no hotel Hollyday Inn, que fica ao lado do Anhembi, para a eventualidade de o ex-presidente bater o pé e decidir que está bem o suficiente para enfrentar os 50 minutos em sua homenagem.
Se Lula estiver disposto no sábado e os médicos não o proibirem, ele chegaria ao hotel um pouco antes do desfile e de lá só saíria quando o puxador de samba anunciasse que a escola da Gaviões da Fiel iria entrar na passarela. A Gaviões deixaria o carro em que Lula poderia ser a estrela pronto para a ocasião. Se isso vier a ocorrer, Dona Marisa estará ao lado do ex-presidente.
A vontade de Lula de participar é imensa. Quem esteve com ele na semana passada diz que mesmo com dificuldades de fala ele insistia em dizer que “iam se surpreender com a energia dele no Anhembi”.
A radioterapia tem sido muito dura com Lula. Ele teria emagrecido quase 10 quilos desde que iniciou o tratamento. Mas Lula não desiste.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Molon cobra que PT saia dos governos de Cabral e Paes

Molon cobra que PT saia dos governos de Cabral e Paes


Em boletim enviado para seus eleitores no último mês, o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) defendeu que o PT saia dos governos de Sergio Cabral (PMDB) e de Eduardo Paes (PMDB) no Rio de Janeiro. A opinião de Molon vai de encontro ao diretório regional do partido que já aprovou inclusive a indicação do vereador Adilson Pires como candidato à vice na chapa de Eduardo Paes em 2012.

Molon foi o deputado federal mais votado do PT em 2010 com aproximadamente 130 mil votos o que aumenta o peso de sua crítica interna ao partido. Segundo o boletim enviado por seu mandato,

"Molon tem defendido que o PT trilhe seu próprio caminho no Rio de Janeiro, deixando de participar dos governos estadual e municipal do PMDB. Molon vem propondo isso há um bom tempo e, recentemente, em encontro do Diretório Municipal da capital, sustentou a necessidade de candidatura própria do partido à prefeitura do Rio no ano que vem. Para Molon, a participação do PT nestes governos tem levado instâncias e parlamentares do partido à defesa de ideias e propostas que se chocam com as bandeiras e a história petista, provocando profunda e traumática divisão interna. Por tudo isto, nosso mandato vai continuar insistindo que o PT-RJ saia dos governos estadual e municipal do PMDB e, assim, se reencontre com sua história para construir seu próprio caminho".

Um exemplo deste constrangimento que a participação no governo do PMDB tem causado à militância do PT pode ser vista na recente aprovação da privatização da saúde no Rio de Janeiro. Parte da bancada do partido foi obrigada a votar a favor da implementação das Organizações Sociais na saúde do estado.

No entanto, mais do que apresentar risco à aliança PMDB-PT no estado do Rio de Janeiro, a crítica do deputado deve ser encarada como uma demarcação clara junto ao seu eleitorado de zona sul.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Valério diz que mensalão não existiu e culpa PT por irregularidades

Valério diz que mensalão não existiu e culpa PT por irregularidades



A defesa do publicitário Marcos Valério reafirmou, nas alegações finais encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o mensalão não existiu. A ação penal sobre o caso está em fase final. Nesta quinta-feira (8), foi o último dia para que os 38 réus apresentassem defesa antes do voto do relator, ministro Joaquim Barbosa.
O suposto esquema de compra de votos de parlamentares foi revelado em 2005. Dois anos depois, o STF aceitou denúncia contra 40 réus (um morreu e outro fez acordo com o Ministério Público).
“Não há prova do mensalão, história inventada pela imaginação fértil do ex-deputado Roberto Jefferson e não demonstrada nestes autos”, diz trecho do documento de 148 páginas no qual é apresentada a defesa de Marcos Valério. De acordo com o advogado Marcelo Leonardo, os recursos repassados aos partidos se destinavam ao pagamento de dívidas das campanhas eleitorais de 2002 e 2004.
Apesar de alegar que o esquema não existiu, a defesa de Valério cobra atribuição de responsabilidade ao PT e a políticos ligados ao governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia tenta livrar o publicitário das acusações de formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
Em um trecho do documento, os advogados de Marcos Valério garantem que ele era apenas o operador intermediário dos repasses de recursos financeiros, “sendo o PT – Partido dos Trabalhadores – o verdadeiro intermediário do suposto mensalão’”.
A defesa argumenta ainda que o STF não tem competência para julgar o caso, uma vez que Marcos Valério não tem foro privilegiado. Também diz que Barbosa não pode julgar o caso enquanto não houver decisão em uma ação que tenta tirá-lo do processo. A arguição de impedimento foi protocolada por advogados do publicitário depois que o ministro disse que Marcos Valério é um expert em lavagem de dinheiro.
Réus apresentam alegações finais
Os 38 réus que respondem à Ação Penal nº 470, o processo do mensalão, não perderam a oportunidade de se manifestarem pela última vez antes do início do julgamento. De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), todos respeitaram o prazo e encaminharam suas alegações finais ao gabinete do ministro Joaquim Barbosa.
As alegações finais são a última parte do processo antes do início da elaboração do voto do relator. Na sequência, o processo segue para o voto do ministro revisor, Ricardo Lewandowski. Só depois o processo vai a plenário. A expectativa é que isso ocorra no primeiro semestre de 2012. A defesa dos acusados só volta a se manifestar oralmente no dia do julgamento.
Mais da metade dos réus (17) deixaram para apresentar a defesa no último dia. Entre eles, o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoíno, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP), João Paulo Cunha (PT-SP). Também encaminharam suas defesas os ex-deputados Paulo Rocha, Bispo Rodrigues e Professor Luizinho.
As alegações finais do ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luiz Gushiken, são o último registro de protocolo. O Ministério Público Federal (MPF) pediu a absolvição de Gushiken nas alegações finais encaminhadas a Barbosa alegando falta de provas contra o ex-ministro.
Com informações da Agência Brasil.

sábado, 3 de setembro de 2011

Bora, que merecemos: Mulheres do PT se unem e conquistam 50% do comando do partido

Bora, que merecemos: Mulheres do PT se unem e conquistam 50% do comando do partido


Mulheres do PT comemoram paridade feminina no comando do partido e exibem seus crachás eletrônicos usados para votar. Foto: Rennato Testa
Depois de conquistar a Presidência da República e cargos estratégicos no governo, a ala feminina do PT, que se divide em várias tendências internas, se uniu e conseguiu aprovar neste sábado uma regra inédita na política partidária brasileira. Elas passarão a ocupar 50% de todos os cargos de direção do partido, a partir das próximas eleições internas, previstas para o final do próximo ano.
O 4º Congresso Nacional do PT, que termina neste domingo, em Brasília, também decidiu que, além da paridade feminina no comando, pelo menos 20% dos futuros dirigentes terão que ser jovens de até 30 anos e outros 20% negros.

O debate foi acirrado no Congresso. A proposta original, formulada pela Comissão de Reforma Estatutária, fixava a margem de participação feminina em 40%. Tentaram ainda negociar com as mulheres para que o índice fosse atingido de maneira gradativa, ampliando os percentuais a cada processo eleitoral.


A mobilização das mulheres foi maior. Elas conseguiram assinaturas de “puxadores de votos” do Diretório Nacional, como o ex-ministro José Dirceu. Um a um, elas foram convencendo os dirigentes até que conseguiram quase unanimidade. Ao final, elas comemoraram aos gritos e abraços.
“Quer dizer que, como eu sou macho, velho e branquelo, estou fora do comando, né?”, brincava um dirigente ao final da votação.
Na realidade, como o critério é de transversalidade,  não sobrarão apenas 10% para os homens brancos e maiores de 30 anos. Uma mulher jovem e negra, por exemplo, entra para a cota em cada uma das categorias. Além disso, a medida ainda terá que ser adaptada regionalmente pelo partido, de acordo com a característica da população local.
Na CartaCapital

Globo manipula ao tentar mostrar que o PT comemorou a absolvição de Jaqueline Roriz

Globo manipula ao tentar mostrar que o PT comemorou a absolvição de Jaqueline Roriz


PRIMEIRO ATO

A ENGANAÇÃO IMPONENTE
SEÇÃO I
OS ATRIBUTOS DA INFORMAÇÃO DE QUALIDADE
Para que o jornalismo produza conhecimento, que princípios deve seguir? O trabalho jornalístico tem de ser feito buscando-se isenção, correção e agilidade.
…….
1) A isenção:
…….
v) Uma pessoa poderá ser apresentada como suspeita de crime ou irregularidade quando investigações jornalísticas, feitas segundo os preceitos deste documento, assim permitirem. A reportagem terá de trazer a versão da pessoa acusada, de forma ampla, se ela se dispuser a falar;
…….
2) A correção:
Correção é aquilo que dá credibilidade ao trabalho jornalístico: nada mais danoso para a reputação de um veículo do que uma reportagem errada ou uma análise feita a partir de dados equivocados.
…….
l) Os erros devem ser corrigidos, sem subterfúgios e com destaque. Não há erro maior do que deixar os que ocorrem sem a devida correção;
…….
SEÇÃO II
COMO O JORNALISTA DEVE PROCEDER DIANTE DAS FONTES, DO PÚBLICO, DOS COLEGAS E DO VEÍCULO PARA O QUAL TRABALHA
…….
2) Diante do público:
…….
c) Nenhum veículo das Organizações Globo fará uso de sensacionalismo, a deformação da realidade de modo a causar escândalo e explorar sentimentos e emoções com o objetivo de atrair uma audiência maior.
…….
SEÇÃO III
OS VALORES CUJA DEFESA É UM IMPERATIVO DO JORNALISMO
As Organizações Globo serão sempre independentes, apartidárias, laicas epraticarão um jornalismo que busque a isenção, a correção e a agilidade, como estabelecido aqui de forma minuciosa. Não serão, portanto, nem a favor nem contra governos, igrejas, clubes, grupos econômicos, partidos.
…….
Não haverá, contudo, apriorismos.
…….
Isso não se confunde com a crença, partilhada por muitos, de que o jornalismo deva ser sempre do contra, deva sempre ter uma postura agressiva, de crítica permanente. Não é isso.
http://g1.globo.com/principios-editoriais-das-organizacoes-globo.html#isencao
NÃO?


SEGUNDO ATO

O ATAQUE CERTEIRO


TERCEIRO ATO


O REFORÇO DO ATAQUE
Ancelmo Gois:
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2011/08/31/a-coluna-de-hoje-402286.asp


QUARTO ATO

A VERDADE AFINAL APARECE


QUINTO ATO


A VITÓRIA DOS PRINCÍPIOS
Cena 1
O jornal faz um convincente mea-culpa.
Cena 2
Os jornalistas são responsabilizados pelo erro grave.
* * * * *
CORREÇÃO: Ato eliminado pelo diretor da farsa.
Nota do blog Frases da Dilma: Caso você seja cético e não confie no Vacarezza, leia na VEJA que está acima de qualquer suspeita, afinal ela faz de tudo para prejudicar o PT:
Jaqueline Roriz não permaneceu em plenário para assistir ao desfecho da votação. O anúncio do resultado foi acompanhado por vaias de manifestantes que acompanhavam a sessão das galerias da Câmara. 


No Contexto Livre

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

TJ-SP mantém PT na prefeitura de Campinas

TJ-SP  mantém PT na prefeitura de Campinas

Por Fernando Porfírio no Conjur


O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, temporariamente, o pedido para afastar do cargo o atual prefeito de Campinas, Demétrio Vilagra (PT). A reclamação foi feita, por meio de Agravo de Instrumento, pelo presidente da Câmara de Vereadores, Pedro Serafim Júnior (PDT). O despacho com a negativa foi assinado naesta sexta-feira (2/9) pela desembargadora Cristina Cotrofe, da 8ª Câmara de Direito Público.
O presidente do Legislativo de Campinas se rebelou contra sentença do juiz Mauro Fukumoto, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campinas. O juiz concedeu liminar a favor da permanência do prefeito no cargo e ainda determinou a suspensão da abertura da Comissão Processante para investigar atos supostamente irregulares praticados por Demétrio Vilagra.
No Tribunal de Justiça, Pedro Serafim alegou que a sentença do juiz de Campinas acolheu a tese do prefeito de que as acusações que pesam sobre ele são da época em que era apenas vice-prefeito da cidade. Desse modo, não estariam sujeitas a serem apuradas pela Comissão Processante. Esta se limita a fiscalizar condutas praticadas durante o exercício do mandato de prefeito.
De acordo com Pedro Serafim, Demétrio Vilagra assumiu o cargo de prefeito em diversas oportunidades e períodos, mostrando-se precipitada a decisão do juiz Mauro Fukumoto de suspender os trabalhos da Comissão Processante, impedindo-a de apurar se o atual prefeito praticou atos de improbidade ou faltou com a dignidade ou decoro no cargo ou fora dele.
Em liminar, a desembargadora Cristina Cotrofe não acolheu os argumentos apresentados pelo vereador Pedro Serafim. De acordo com a desembargadora, o julgamento de infrações político-administrativas pela Câmara Municipal tem como barreira os atos do prefeito no exercício do cargo. A regra, portanto, excluiria o poder da Comissão Processante de apurar responsabilidades praticadas por Demétrio quando vice-prefeito.
"Conforme se extrai do artigo 3º, do referido Decreto-Lei, o julgamento de supostas infrações político-administrativas pela Câmara Municipal limita-se aos atos emanados pelo prefeito durante o exercício do cargo, o que exclui da Comissão Processante a apuração das condutas praticadas pelo agravado enquanto vice-prefeito, sem prejuízo da eventual responsabilização penal, civil ou administrativa que possa advir desses fatos pretéritos", afirmou a desembargadora.
Crise política
A prefeitura da terceira maior cidade de São Paulo sofre uma crise política depois que o Ministério Público denunciou esquema de corrupção envolvendo funcionários do alto escalão da administração municipal, incluindo a primeira dama Rosely Nassim Santos, indicada como uma das chefes do esquema. A crise se aprofundou com o impeachment do então prefeito, Hélio de Oliveira Santos. O vice, Demétrio Vilagra, assumiu o posto em meio a acusações de fraudes e irregularidades.
O Ministério Público denuncia um esquema de fraude de licitações envolvendo empresa pública de saneamento, a Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento). Segundo documento do MP, a fraude beneficiava um grupo de empresas que fraudavam licitações através do pagamento de propinas a agentes públicos. Provas coletadas indicam que a corrupção abrangia empreendimentos imobiliários e concessão de alvarás.
Além de Rosely Nassim, chefe de gabinete exonerada depois do início do escândalo, foram apontados como chefes do esquema o vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT), que teve a prisão decretada, foi preso quando chegou de viagem e depois solto.
As investigações tiveram início no ano passado, depois da delação premiada do ex-presidente da Sanasa, Luiz Augusto de Aquino, que também esteve envolvido no caso, mas não foi indiciado por conta de seu depoimento.
O relatório do Ministério Público aponta que o “o núcleo de corrupção da Sanasa foi instalado no início de 2005, tão logo a senhora Rosely assumiu a chefia de gabinete da Prefeitura de Campinas e arregimentou os demais agentes públicos necessários a seu plano criminoso”.
Segundo os promotores, R$ 615 milhões foram subtraídos dos cofres públicos, principalmente em contratos das áreas de limpeza, segurança e vigilância patrimonial. O atual prefeito, Demétrio Vilagra, nega as acusações e se mantém no cargo por força de decisão judicial.
Leia a liminar da desembargadora Cristina Cotrofe
Vistos.
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de efeito suspensivo, tirado pelo Presidente da Câmara Municipal de Campinas (Pedro Serafim) em face de Demétrio Vilagra (Prefeito), contra a decisão trasladada a fls. 98/99 que, nos autos de mandado de segurança, deferiu o pedido liminar, para determinar a suspensão dos trabalhos da Comissão Processante e do decreto legislativo que afastava o impetrante do cargo de Prefeito Municipal de Campinas.
Sustenta o agravante, em síntese, que a decisão agravada acolheu a tese arguida pelo agravado de que as acusações que pesam sobre ele são da época em que era apenas Vice-Prefeito da cidade de Campinas e, portanto, impassíveis de serem apuradas pela Comissão Processante, que se limita a fiscalizar condutas praticadas durante o exercício do mandato de Prefeito.
Aduz que Demétrio Vilagra assumiu o cargo de Prefeito em diversas oportunidades e períodos, mostrando-se precipitada a decisão agravada de suspender os trabalhos da Comissão Processante, impedindo-a de apurar se o agravado praticou atos de improbidade ou faltou com a dignidade ou decoro no cargo de Prefeito ou fora dele. Salienta que as Constituições Federal e Estadual, a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Câmara de Vereadores impõem ao Poder Legislativo o dever de fiscalizar os atos administrativos praticados pelo Poder Executivo, sendo vedado ao Judiciário ditar o que pode ou não ser investigado, sob pena de afronta à independência dos Poderes. Requer a atribuição de efeito suspensivo, para que a Comissão Processante possa dar início aos seus trabalhos, bem como para que seja restabelecida a eficácia do decreto legislativo que decretou o afastamento do agravado do Cargo de Prefeito Municipal de Campinas. Processe-se o presente agravo de instrumento, sem outorga de efeito suspensivo.
Nesta fase de cognição sumária, não se mostra ilegal, irregular ou teratológica a exegese feita pelo MM. Juiz a quo ao disposto no Decreto-Lei nº 201/67. Conforme se extrai do artigo 3º, do referido Decreto-Lei, o julgamento de supostas infrações político-administrativas pela Câmara Municipal limita-se aos atos emanados pelo Prefeito durante o exercício do cargo, o que exclui da Comissão Processante a apuração das condutas praticadas pelo agravado enquanto Vice-Prefeito, sem prejuízo da eventual responsabilização penal, civil ou administrativa que possa advir desses fatos pretéritos. Aliás, situação análoga a ora debatida já foi julgada por esta Corte de Justiça, que perfilhou o mesmo entendimento acima esposado: "Apelação Cível — Mandado de Segurança Instauração de Comissão Processante na Câmara dos Vereadores para apurar atos do Vice-Prefeito — Impetração pelo investigado Concessão da segurança pelo Magistrado 'a quo'. Recurso Oficial e Recurso Voluntário pelos Vereadores. Extinção de rigor. Recurso oficial Não conhecido, nos termos do disposto no artigo 475, §2°, do CPC. Valor da causa inferior a 60 salários mínimos. Desnecessidade. Recurso voluntário da Presidência da Câmara dos Vereadores — Previsão regimental para instituir Comissão Processante para processar e julgar Vice-Prefeito Impossibilidade. -Decreto-lei 201/67 somente se aplica nas hipóteses em que o Vice-prefeito atuou na condição de Prefeito, o que não é o caso. Aplicação da Lei Federal 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa) — Processamento no âmbito da Câmara Municipal Impossibilidade O processo de Improbidade deve ser necessariamente jurisdicional. Ato interna corporis. — Limite à atuação do Judiciário Descaracterização. Questão não meramente regimental. Lesão ou ameaça a lesão de direitos autoriza impetração do mandamus. Expiração do mandato - Investigado - Perda de objeto superveniente - Inteligência do art. 462, do CPC. — Não há possibilidade de cassação de mandato já extinto. Hipótese que, contudo, não obsta investigação por via adequada. R. Sentença mantida Recurso/oficial não conhecido - Recurso, voluntário prejudicado. - Processo extinto, nos termos do art. 267, VI, do CPC."
Destarte, não se vislumbram os requisitos necessários para concessão da tutela recursal. Ressalte-se que maiores digressões sobre o aventado direito do agravante nesta fase recursal não são convenientes, visto que decerto causará interferência no exame de mérito da ação proposta, podendo ser interpretado como antecipação do julgamento. Intime-se o agravado para oferecimento de resposta, nos termos do artigo 527, inciso V, do Código de Processo Civil.
Oficie-se ao Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Campinas, solicitando informações. Remetam-se os autos à Procuradoria Geral de Justiça. Após, conclusos. Int. 

domingo, 3 de outubro de 2010

É com garra de militante, que voto 13, voto Dilma Rousseff..

Sou militante do Partido dos Trabalhadores desde 1986 com muito orgulho, e nessas eleições - 2010 - terei mais orgulho ainda, ao votar em uma mulher para Presidente do Brasil.

Viva Dilma Rousseff!

Viva o Partido dos Trabalhadores!

Viva o POVO BRASILEIRO!




Car@ militante,

Após intensa campanha, finalmente chegou a hora de elegermos Dilma Rousseff a primeira presidenta do Brasil. Nas últimas semanas, muita coisa boa aconteceu, mas gostaríamos de destacar duas: a capacidade de nossa candidata de representar o projeto político que mudou e vai seguir mudando o país e a mobilização aguerrida da militância.

As conquistas do governo do presidente Lula e os claros compromissos de Dilma reacenderam a vontade de todos de ir às ruas em defesa de mais avanços. Mas não apenas isso: milhões de pessoas se conectaram às redes sociais para opinar e compartilhar informações.

Sobretudo pela efetiva participação dos internautas, tivemos, talvez pela primeira vez na história, uma cobertura eleitoral democrática e plural. Por isso, queremos agradecer a cada um e a cada uma que dedicou seu tempo para agitar a internet e escrever esta vitória!

Mas a luta continua. Neste domingo, vamos fazer ainda melhor! Fotografe seu bairro, seu local de votação, sua família, seus amigos e amigas, e publique a foto e comente nas redes sociais. Seja nosso repórter por mais um dia e não esqueça de usar as hashtags #DiaD e #Dilma13.

Siga os Twitters @dilmanaweb, @dilmanarede, @galera_dilma, @mulheres_dilma e @participabr e fique por dentro de tudo o que acontece na nossa campanha em todo o Brasil.

Confira também os portais: www.dilma13.com.br www.dilmanarede.com.br www.galeradadilma.com.br www.mulherescomdilma.com.br www.participabr.com.br

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ações concretas contra a crise internacional

A parte do debate que mais gostei. Dilma Rousseff diz a Marina Silva que quando se é governo a gente não acha, a gente faz. Perfeita a frase da candidata Dilma.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Eleitor pode votar portando apenas documento com foto no próximo domingo


Para manter os eleitores informados, você poderá votar com documentos com foto (carteira de identidade, motorista ou trabalho, passaporte ).

Espalhe por todos os cantos a notícia.

STF

Por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou o julgamento da liminar em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4467 e adotou o entendimento de que os eleitores podem apresentar apenas o documento com foto no momento da votação. Ou seja, somente trará obstáculo ao exercício do voto caso deixe de ser exibido documento oficial de identidade com foto (carteira de identidade, trabalho ou motorista, passaporte).

A decisão foi tomada no julgamento da ação proposta pelo PT contra a obrigatoriedade de o eleitor apresentar dois documentos para votar nas eleições, sendo o título eleitoral e um documento de identidade, exigência criada em 2009, pela Lei 12.034, que alterou o artigo 91-A da Lei 9.504/97.

Oito ministros votaram no sentido de dar ao artigo 91-A da lei o entendimento de que apenas a ausência do documento com foto poderia impedir o eleitor de votar. Ficaram vencidos os ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Dutra repudia declaração de Serra.


Dutra repudia declaração de Serra
do blog. www.dilmanaweb.com.br

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, José Eduardo Dutra, repudiou a acusação infundada do pré-candidato da oposição, José Serra (PSDB), e lamentou o desespero da oposição que inventa supostos dossiês. Ouça reportagem sobre a entrevista do presidente do PT.



"Primeiro, eu quero registrar aqui que lamento profundamente este tipo de declaração do candidato Serra. Eu só posso atribuir a talvez um grau de estresse acima do suportável, preocupado com eleição, talvez efeito de “pesquisite” aguda, algum tipo desta natureza. Porque olha, o site do PT foi invadido por talvez militantes, sei lá do PSDB que colocaram lá propaganda do Serra no site do PT. Eu nunca responsabilizei o Sérgio Guerra, presidente do PSDB, por este episódio.

"Rola na internet várias baixarias contra a candidata Dilma Rousseff, documentos que podem ser impressos, catalogados, colocados em uma pasta, por exemplo, e colocar Dossiê contra Dilma Rousseff. Nós nunca responsabilizamos o candidato Serra por isso, até porque seria uma profunda irresponsabilidade. Eu inclusive lamento. Ontem quando vi a entrevista do Sérgio Guerra, dizendo que iria cobrar explicações da Dilma a respeito do suposto Dossiê que teria não sei o quê... Eu defini como patifaria. Lamento pelo seguinte, porque agora o Serra faz uma acusação pior ainda, porque ele responsabiliza a Dilma. Como eu usei o termo patifaria em relação ao Sérgio Guerra, estaria obrigado a usar um termo mais agressivo contra o Serra. Como eu fui colega do Serra no Senado, o tenho em boa conta, então eu prefiro, vou só dizer que eu atribuo isto a um grau de estresse acima do suportável.

"Nós repelimos esta acusação! Não há nenhuma ação por parte do PT ou da coordenação da campanha no sentido de orientação, no sentido de encomenda, no sentido de autorização, no sentido de qualquer elemento que autorize qualquer pessoa do PT ou da campanha a desenvolver quaisquer ações no sentido de formação de dossiês.

"Nós repelimos essa prática e nós repelimos essas acusações. Nós lamentamos - e quero lamentar particularmente, porque passei por um debate com o candidato Sérgio Guerra no [jornal] Estado de São Paulo, onde houve um compromisso de que não inferia enveredar por baixarias – e nós lamentamos hoje, tentar jogar no nosso colo uma acusação de um suposto dossiê que inclusive o que me surpreende, é que vi no Blog do Noblat essa noite, o seguinte.

"Primeiro, colocou um post dizendo o seguinte: começa a vazar o dossiê contra Serra. E coloca o comentário de um leitor dele que faz referência a duas acusações contra o Serra. E depois diz o seguinte: Olha, eu havia postado, colocado esse post no blog, depois fui informado por um amigo que essas acusações estavam no Google e na internet há muito tempo. E mais, ele disse o seguinte: Consultei uma fonte que teve acesso ao suposto dossiê e essa fonte me confirmou que as tais acusações constavam do suposto dossiê. E pede desculpas porque na verdade essas acusações faziam parte.

"Eu só queria entender uma coisa. Tem um suposto dossiê, que teria sido encomendado pelos supostos aloprados do PT e descobre-se que este suposto dossiê tem informações que estão na internet há muito tempo. Eu comentei: olha, como eu estou lendo a biografia do Bussunda, eu só posso dizer: fala sério. Porque é o tipo de acusação absolutamente improcedente e que não tem qualquer sustentação na realidade. Se a oposição está tão desesperada assim, com falta de assunto, com falta de proposta, tenha santa paciência."